22/07/2009 -
Personagem da notícia
“Me chamaram de nazista”
Rafael Ohana/CB/D.A Press
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Roberta Fragoso Menezes Kaufmann, 31 anos, é formada em direito pela Universidade Federal de Pernambuco. É procuradora do Distrito Federal e advogada voluntária do Democratas (DEM). Em 2003, concluiu na UnB sua dissertação de mestrado sobre o sistema de cotas para negros. O orientador foi o hoje presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, que é professor da UnB. Roberta também assessorou, em 2001, o ministro Marco Aurélio Mello. O conteúdo da tese foi publicado no livro Ações afirmativas à brasileira: necessidade ou mito? “Me chamaram de nazista, facista, racista, quando fui dar uma palestra na UnB. Não consegui abrir a boca para expor meu pensamento. O atual sistema promove uma discriminação inversa”, diz ela. De todas as diversas dissertações da Faculdade de Direito da UnB, a dela é a única a contestar o sistema.
Sem impedimentos
O reitor da UnB, José Geraldo de Sousa, lembra que o próprio Supremo adota postura semelhante à das cotas em suas contratações. “O ministro Marco Aurélio, quando foi presidente do STF, orientou que nos contratos terceirizados se obedecesse o princípio de garantia à admissão de negros.” Nesse caso, será a AGU que vai defender a posição da UnB.
Roberta Kofmann explicou que ação não tem relação alguma com seu trabalho na Procuradoria do DF. “Sou advogada voluntária para o DEM, que já tinha se manifestado contra as cotas”, explicou. O ministro Gilmar Mendes disse ontem que não vê impedimento para apreciar o pedido, por ter sido orientador da tese de Kofmann, em 2003. “Não vou me dar por suspeito por causa disso.”
O governador José Roberto Arruda, que é do DEM, não tinha conhecimento da ação, mas defendeu o Programa de Avaliação Seriada (PAS), no qual as cotas também estão previstas. “A UnB tem um projeto de inclusão mais democrático, que é o PAS. Com ele, os estudantes ingressam na universidade de uma forma que não dá para burlar o sistema. Eu sou a favor do PAS”, comentou.
O site do caderno Eu, estudante, do Correio, publicou enquete que pergunta se o internauta é favorável à suspensão imediata do sistema de cotas da UnB.
Às 21h30 de ontem, 1.193 votos haviam sido computados: 82% pelo fim das cotas e 18% pela manutenção delas. A pesquisa continua no ar.
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Total de comentarios: 2
Último Comentário:
23/07/2009 - 17:05 Por: Márcio Humberto
O problema é que UNB está cheio de gente querendo dar uma de "Politicamente Correto". O problema não é vaiar e nem xingar. Agora não debater e ouvir. Volta para o 1º grau. Poupe-me



