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Carlos Vieira/10-9-04
"O primeiro restaurante da cidade foi o Saps, o Serviço de Alimentação da Previdência Social Funcionava na Candangolândia. A comida era ótima. O chefe de cozinha era o falecido Francisco Manuel Brandão."

Ernesto Silva, médico e pioneiro, foi diretor da Novacap, responsável pela construçãod a cidade, entre 1956 e 1961


"Durante a construção, chegou um sujeito pedindo emprego" "O que você sabe fazer?", perguntou a moça. "Eu sou tipógrafo", respondeu o rapaz. Mas a moça escreveu "topógrafo" e mandou ele lá para o DTA (departamento fundiário da Novacap). No dia seguinte, mandaram aquela tralha de equipamentos de topografia. O rapaz perguntou: "O que eu vou fazer com isso aí?". "Você vai fazer o levantamento no Rio Preto", respondeu o pessoal da DTA. "Mas eu sou tipógrafo e não topógrafo!".

Lucídio Albuquerque, 85 anos, arquiteto, participou da missão para demarcar o quadrilátero do Distrito Federal, em 1954.


"Estávamos em Formosa e estava conosco o Elpídio, um cozinheiro que também era pau-para-toda-a-obra. Lá, havia uma cancela grande de fazenda antiga e, no fundo, uma casa. Do lado e do outro, tinha umas laranjeiras. Elas estavam todas floridas. Aí, depois de uns quatro meses de acampamento, o Elpídio falou: .Hoje eu tô com cheiro de uma mulher"" (À época, as mulheres costumavam usar flores nos cabelos)."

Lucídio Albuquerque, 85 anos, arquiteto, participou da missão para demarcar o quadrilátero do Distrito Federal, em 1954.


"Naquele tempo, nós viajávamos de avião da FAB e usávamos as canetas Parker, com tinta de verdade (caneta tinteiro), e a minha caneta vazou toda naquela altitude. Depois, pegamos um ônibus para irmos a Formosa. Em certo trecho, o ônibus parou e queríamos mandar um recado para o pessoal da base aérea em Anápolis vir nos socorrer. Minha caneta não funcionou. Dentro do ônibus tinha vários passageiros, mas ninguém tinha lápis. Aí eu perguntei: "Alguém tem alguma arma por aí?." Apareceu não sei quantos revólveres, um 44 do papo amarelo e faca para todo lado. Era, sim, o ermo do grande sertão."

Ouça o caso

Lucídio Albuquerque, 85 anos, arquiteto, participou da missão para demarcar o quadrilátero do Distrito Federal, em 1954.


Bastiao Pedra/13-3-05
"Eu cheguei a Brasília e, em 1972, estudava direito na UNB. Mas o Correio Braziliense chamava muita gente para trabalhar como revisor. E eu ia à noite para o jornal. O problema é que as máquinas impressoras quebravam no meio da madrugada e o jornal parava. A gente tinha que ficar esperando até elas serem consertadas. Então, a gente saía 5h da manhã do jornal e depois tinha que ir para a aula. Eu era conhecido como o dorminhoco da turma."

Antônio Gomes, secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos


Ronaldo OLiveira/19-4-05
"Me impressiona o crescimento de cidades, como Santa Maria. Ainda me lembro quando ali não havia nenhuma casa."

Adauto Santos, engenheiro civil, que chegou à cidade em 1981


Euler Jr/EM/26-8-04
"Brasília me comove muito. Foi aí que tirei minha primeira carteira de motorista. Era a de número 38. Eu fiquei uma fera! Queria que fosse a número 1."

Maria Estela Kubitschek, arquiteta e filha do ex-presidente Juscelino Kubitschek.


"A W3 era o que tinha de melhor em Brasília. Ia todo mundo para lá comprar nas lojas de móveis e colchões. Muitas vezes, a gente (com a mãe, Sarah, e irmã, Márcia) saía para comprar panelas e colchões para quem ia a cidade assessorar papai. Era muito divertido."

Maria Estela Kubitschek, arquiteta e filha do ex-presidente Juscelino Kubitschek.


"Sempre que podia, meu pai nos levava a Brasília. Aí, ele mostrava onde ficaria a Esplanada, a Rodoviária". "Era mais demarcação de terra que construção, na verdade. Uma poeira, uma loucura. E ele empolgado com tudo aquilo. A gente pensava: .Será que vai ficar pronto em 21 de abril de 1960?" "Mas ele nunca teve essa dúvida. Ele acreditava na capacidade do povo de fazer".

Maria Estela Kubitschek, arquiteta e filha do ex-presidente Juscelino Kubitschek.


Kleber Lima/10-9-04
"Lembro-me de quando morávamos no Catetinho. Quando chovia, o barulho era imenso. Pela persianas, entrava um frio danado. Íamos almoçar e sempre encontrávamos bichos por lá. Uma vez, foi um gambá. Da outra vez, tinha uma cascavel debaixo da mesa. Corremos dali, é lógico. Mas matamos a cobra."

Ernesto Silva, médico e pioneiro, foi diretor da Novacap, responsável pela construção da cidade, entre 1956 e 1961