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Livro de posse
O primeiro presidente da República do Brasil, Marechal Deodoro da Fonseca,
ao invés de assinar um termo de posse nos moldes do que se tornaria padrão,
publica uma ata da proclamação. O livro de posse só se
inaugura em 1891.
Cidade dos presidentes
As cidades onde nasceram Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto, ambas em Alagoas,
foram rebatizadas com o nome dos ex-presidentes. Ipioca passou a se chamar Floriano
Peixoto e Alagoas se tornou Marechal Deodoro. Além delas, diversas outras
cidades brasileiras possuem o nome de ex-presidentes, a exemplo de Presidente
Prudente, em São Paulo.
Entre advogados e militares
Ao longo de sua história republicana, o Brasil teve 41 presidentes. Este
cálculo leva em conta os presidentes das juntas governativas, do período
militar e, inclusive, aqueles que não chegaram a assumir. Entre todos,
de Deodoro da Fonseca a Lula, 21 eram advogados. Outros 15 eram militares. O
Brasil ainda teve um médico, um engenheiro, um sociólogo e um
metalúrgico como presidente.
Mulher na política
A primeira mulher a obter um mandato público no Brasil foi Alzira Soriano.
Em 1928 ela foi eleita prefeita do município de Lajes, no Rio Grande
do Norte. Na época, o governador do estado, Juvenal Lamartine, conseguiu
uma alteração da lei eleitoral dando o direito de voto às
mulheres. Elas foram às ruas, mas seus votos foram anulados. Ainda assim,
Alzira foi reconhecida como a primeira prefeita da história do país.
Golpes de Estado
A história política brasileira é marcada por golpes de
estado. Em 1889, o Marechal Deodoro da Fonseca deu o primeiro golpe na história
do país e pôs fim a Monarquia. Getúlio Vargas repetiu o
gesto em 1930 e em 1937, assumindo a presidência. Em 1945, Vargas foi
deposto também por um golpe. Alguns anos depois veio a ditadura. Com
o golpe militar, em 1964, o país ficou 29 anos sem eleições
diretas.
Ganhou, mas não levou
Na galeria de presidentes do Brasil consta o nome de um advogado paulista que
foi eleito, mas nunca chegou a assumir a presidência. Júlio Prestes
foi eleito em 1930 com pouco mais de 1 milhão de votos. Logo depois da
eleição, ele chegou, inclusive, a ser recebido no exterior como
presidente eleito. No Brasil, no entanto, estava em andamento um golpe. Uma
junta governativa assumiu a presidência. Em menos de um mês, o cargo
foi entregue a Getúlio Vargas, líder das forças oposicionistas.
Meu nome é Enéas
Nas eleições de 2002 o três vezes candidato a presidente
da República, Enéas Carneiro (Prona-SP), teve a maior votação
para deputado federal no país. Foi eleito com mais de 1,5 milhão
de votos. Devido ao cociente eleitoral - que é a divisão de votos
válidos pelo número de vagas, o montante também foi suficiente
para eleger mais cinco candidatos do Prona, inclusive Vanderlei Assis, que conquistou
pouco mais de 270 votos. Enéas também ficou conhecido na política
brasileira pelo bordão "meu nome é Enéas" e por
defender a criação da bomba atômica.
Mais votados
Em 2002, José Roberto Arruda (PFL) foi o deputado federal eleito mais
votado do país em termos proporcionais. Ele recebeu 26,53% (320.692)
do total de votos válidos no Distrito Federal. O presidente Lula obteve
no segundo turno quase 53 milhões de votos.
Eleitorado
Segundo cálculo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), quase 126 milhões
de brasileiros poderão votar nas eleições deste ano. Significa
um aumento de aproximadamente 9,25% em comparação ao eleitorado
de 2002, que era de mais de 115 milhões de pessoas. O estado de São
Paulo tem 22,27% do total de eleitores, sendo o maior colégio eleitoral
do país. Os menores colégios eleitorais são: Roraima (0,19%),
Amapá (0,29%) e Acre (0,33%). No Distrito Federal, 1,655 milhão
de pessoas estão aptas a votar.
Políticos letrados
Na sua história política o Brasil teve alguns escritores famosos
que se aventuraram em cargos eletivos. Para citar alguns casos, em 1945 Jorge
Amado foi eleito deputado federal pelo PCB por São Paulo, mas seu mandato
foi cassado três anos depois; Graciliano Ramos foi eleito prefeito de
Palmeira dos índios, no interior de Alagoas, em 1928; e José de
Alencar, em 1869, foi o candidato mais votado ao Senado. Seu nome, porém,
acabou vetado pelo imperador D. Pedro II.
Jovens eleitores
Estatísticas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o eleitorado jovem - a
quem o voto é facultativo, subiu mais de 39,3% em quatro anos. O número
de eleitores na faixa entre 16 e 17 anos passou de 2,2 milhões em outubro
de 2002 para 3 milhões em junho de 2006. A população com
essa idade no país chega a 6,8 milhões de pessoas, sendo 45,2%
registrados junto a Justiça Eleitoral.
Fome zero
Um total de R$ 476,7 milhões foram gastos em publicidade pelo governo
Lula até o dia 29 de junho de 2006. A informação foi dada
ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em resposta a ação movida
pelo PSDB e PFL. Com esse montante é possível comprar mais de
21.668 carros populares no valor de R$ 22 mil, ou então mais de 79,4
milhões de pratos de refeição no valor de R$ 6.
Diferença patrimonial
A diferença patrimonial entre o candidato a presidente mais rico e o
mais pobre, segundo as declarações de bens apresentadas ao Tribunal
Superior Eleitoral (TSE), é um verdadeiro abismo. Enquanto o ex-deputado
Luciano Bivar (PSL), empresário do setor de seguros, declarou ter R$
8,77 milhões, entre aplicações e bens, o jornalista Rui
Pimenta (PCO) informou ter um patrimônio de R$ 100 mil, referente a um
terço de um apartamento em São Paulo.
Escolaridade dos eleitores
Dos 125.913.479 eleitores aptos a votar nas eleições de 2006,
7.115.519 têm curso superior completo ou incompleto. O número representa
5,65% do total do eleitorado nacional. Neste campo, a quantidade de pessoas
com nível superior completo é de 4.190.267 (3,33%). Já
os eleitores com primeiro grau incompleto, representam 43.785.924 milhões
de pessoas, o que equivale a 34,77% do eleitorado. A estatística divulgada
pelo TSE também aponta que 14 milhões de eleitores (11,18%) possuem
segundo grau completo.
Analfabetos
Uma parcela significativa do eleitorado brasileiro é analfabeta. Segundo
o TSE, 8.276.338 eleitores são analfabetos, o que corresponde a 6,57%
do total de pessoas aptas a votar nas eleições de 2006.
Urna eletrônica
A urna eletrônica foi utilizada pela primeira vez no Brasil, nas eleições
municipais de 1996. À época, apenas as cidades com mais de 200
mil habitantes receberam o equipamento. Ao todo, foram 74.790 urnas, que atingiram
cerca de R$ 33 milhões de eleitores. Para as eleições de
2006, o Tribunal Superior Eleitoral anuncia a utilização de 432.630
urnas eletrônicas. Um aumento superior a 500 %, no período de dez
anos. Os cerca de 126 milhões de eleitores brasileiros votarão
nas urnas eletrônicas neste pleito, que serão instaladas em todos
os municípios nacionais.
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