
Saiba as principais notícias do Mercado Hoje 24-02-2026 segundo a equipe de renda variável do Safra Invest: Bolsas mistas. Commodities em alta. Confiança e estoques no atacado são destaques nos EUA. Resultado do 4T25: GGBR (+). Analisamos os impactos do clima na logística brasileira. Confira!
Fechamento dia anterior:
Ibovespa: 188.853 (-0,88%)
S&P: 6.838 (-1,04%)
Dólar Futuro: R$5,18 (-0,13%)
Análise Técnica
O Ibovespa apresentou queda de 0,88% no último pregão, cotado a 188.853 pontos. O ativo apresenta tendência de alta no médio prazo e neutra no curto. A primeira resistência fica em 194.000 pontos. Do lado da baixa, o primeiro suporte se encontra na região de 180.400. O próximo fica na faixa de 164.400 pontos.
O Dólar Futuro apresentou leve queda de 0,13% no último pregão, cotado a 5.179,50 pontos. O ativo apresenta tendência de baixa no médio prazo e no curto neutra. Do lado da baixa, o primeiro suporte fica na região de 5.170 pontos. Se perder esse patamar, poderá alcançar o suporte seguinte em 5.130. Já do lado da alta, a primeira resistência do contrato fica na região de 5.310 e a segunda em 5.400.
Exterior
Bolsas na Europa negociam em leve baixa e futuros nos EUA sobem. Na agenda, o destaque fica para índice de confiança do consumidor e dados de estoques no atacado nos EUA. O petróleo sobe antes de retomada de negociações sobre acordo nuclear com o Irã, enquanto o minério de ferro também se valoriza.
Doméstico
A agenda local conta com dados das contas externas e também sobre a arrecadação de janeiro.
Atualizações do Mercado Hoje 24-02-2026
Transportes
Nosso relatório temático mostra que choques climáticos passaram a ser um fator estrutural para avaliar a logística de grãos no Brasil, afetando especialmente operadores como Rumo e Hidrovias do Brasil. Eventos intensos de El Niño e La Niña têm alterado a navegabilidade de rios na Amazônia, comprometendo o fluxo de cargas pelo Arco Norte e mudando a dinâmica competitiva do setor.
O episódio severo de 202324 reduziu drasticamente os níveis dos rios, derrubou os volumes da Hidrovias que registrou queda de 62% nas cargas do Corredor Norte e EBITDA negativo e, ao mesmo tempo, favoreceu a Rumo, que elevou tarifas e ganhou participação com o redirecionamento de cargas para ferrovias do Centro Sul. Para 2026, o cenário climático tende a ser mais estável, reduzindo distorções de poder de barganha: espera se recuperação gradual para a Hidrovias, enquanto a Rumo deve enfrentar maior concorrência e possível queda de tarifas, sustentando uma visão neutra para a primeira e um viés negativo de curto prazo para a segunda.
Alimentos e bebidas
O governo brasileiro avançou nas negociações para permitir a exportação de carne bovina e suína para a Coreia do Sul, um mercado relevante no comércio global de proteínas, o que seria positivo para frigoríficos brasileiros especialmente Minerva, mas também JBS e MBRF ao ampliar a diversificação geográfica hoje concentrada na China.
Após quase 18 anos de tratativas lentas, o acordo ganhou tração, e a próxima etapa envolve auditorias sul-coreanas em plantas brasileiras, apoiadas pela confiança do governo de que o país já cumpre padrões sanitários exigentes. A Coreia do Sul é o quarto maior importador de carne bovina do mundo (5% das compras globais) e o sexto maior comprador de carne suína (7%), o que reforça o potencial impacto comercial caso o acordo seja concluído.
Distribuição de combustíveis
Em janeiro, a ANP registrou queda de 9,4% nos volumes de vendas de diesel e gasolina, que somaram 9,1 milhões de m³, enquanto a Petrobras manteve os preços inalterados, resultando em descontos de 13% para o diesel e 3% para a gasolina em relação ao mercado internacional.
As margens domésticas aumentaram levemente, o diesel em R$0,01/l e a gasolina em R$0,11/l, e as importações de diesel recuaram 14%, com forte redução de 34% nas compras da Rússia. Todas as grandes distribuidoras perderam participação Vibra (21,7%), Raízen (19,3%) e Ipiranga (17,5%) enquanto players menores avançaram 220 pontos-base; além disso, os preços do biodiesel caíram 2,3% na média de fevereiro frente a janeiro.
Alimentos e bebidas no Mercado Hoje 24-02-2026
Dados preliminares da Secex para a terceira semana de fevereiro mostram exportações de proteínas ainda fortes, mas com preços praticamente estáveis leve alta de 1% no boi, estabilidade no frango e queda de 1% na carne suína ao mesmo tempo em que os custos de insumos subiram no mês.
Com isso, as margens de exportação devem se estreitar em fevereiro para todas as proteínas, especialmente para a carne bovina, cuja queda projetada é de 7% mês a mês. À frente, as margens de aves e suínos tendem a permanecer favoráveis, próximas da média dos últimos cinco anos, beneficiando empresas como MBRF3 e JBS.
Gerdau
Os resultados da Gerdau no 4T25 surpreenderam positivamente, com EBITDA de BRL 2,374 milhões 7% acima das estimativas e forte geração de caixa livre. Todos os segmentos performaram acima do esperado. Para frente, as margens nos EUA começam o ano em patamar sólido e tendem a melhorar no 1T com spreads metálicos mais amplos e sazonalidade favorável.
No Brasil, embora as margens tenham sido pressionadas por paradas de manutenção em outubro e novembro, a companhia indica recuperação no 1T, apoiada por menores custos de manutenção e demanda sazonalmente melhor, ainda que a atividade econômica fraca limite o ritmo. Apesar da expectativa de melhora operacional, o FCF deve diminuir após um forte destravamento de capital de giro no 4T.
Recursos naturais
As importações de aço plano e longo recuaram na terceira semana de fevereiro em relação à semana anterior, mas ainda permaneceram acima dos níveis do mesmo período do ano passado; nas exportações, os aços planos subiram levemente semana a semana, embora abaixo do ano anterior, enquanto os aços longos caíram na comparação semanal, mas seguiram superiores aos volumes de 2025.
As exportações de minério de ferro aumentaram na semana e continuaram acima das registradas no mesmo período do ano passado. No segmento de celulose e papel, as exportações de celulose avançaram e se mantiveram acima do nível de um ano atrás, enquanto as importações de papel cresceram na comparação semanal e continuaram acima da média dos últimos anos.
Telefônica Brasil
A Telefônica Brasil reportou um 4T25 robusto, com aceleração da receita móvel para +7% a/a e alta de 8% no EBITDA, superando estimativas e refletindo crescimento de receita aliado a controle de custos; além disso, anunciou um programa de recompra de R$ 1 bilhão até 2027, reforçando o foco em retorno ao acionista.
Na teleconferência, a companhia destacou: reajustes escalonados no móvel para manter o ARPU alinhado à inflação; visão de consolidação no mercado de banda larga, sem intenção de investir de forma minoritária em infraestrutura como a V.tal; início da monetização de ativos legados da telefonia fixa a partir do 2S26; e ganhos potenciais de eficiência em capex impulsionados pela expansão de serviços digitais B2B asset light. Mantemos visão construtiva e recomendação de Compra, apoiada pela posição competitiva, geração de caixa consistente e yields atrativos.
Outras informações do Mercado Hoje 24-02-2026
Commodities
Petróleo apresenta alta (US$70,1/b; +0,17%)
Minério de ferro registra alta (US$ 96,70/t; +0,89%)
Agenda do Mercado Hoje 24-02-2026
12:00 EUA Índice de Confiança do Consumidor
12:00 EUA Estoques do Atacado
Empresas
Raízen: Cosan e Shell estão em negociações avançadas para injetar novo capital na Raízen, segundo fontes a par do assunto; A proposta inclui aportes de fundos de private equity geridos pelo BTG Pactual, que adquiririam uma participação relevante no negócio de distribuição de combustíveis da Raízen por cerca de R$ 5,5 bilhões
BTG Pactual: Banco está entre compradores de 24% do Banamex por US$ 2,5 bi
Tecnisa: BTG Pactual faz proposta por fatia de 26,09% na Windsor
Raízen: Wellington Management reduz participação para 4,40%
Azul: Empresa diz que Ebitda Ajustado de dezembro foi R$ 801,9 mi
Copasa: Empresa aprova criação de Golden Share antes de privatização
Riachuelo: Companhia avalia oferta de ações de cerca de R$ 400 mi
MRS Logística: Empresa aprova emissão de R$ 1,2 bi em debêntures
Estapar: Companhia aprova emissão de R$ 360 mi em debêntures
Minerva: Empresa rebaixada a neutra por XP Investimentos
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As informações fornecidas neste conteúdo são exclusivamente para fins informativos e educacionais e não devem ser interpretadas como recomendações de compra ou venda de ações. Recomenda-se que os investidores realizem suas próprias análises ou consultem um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão de investimento.