
Saiba as principais notícias do Mercado Hoje 25-02-2026 segundo a equipe de renda variável do Safra Invest: Bolsas e Commodities em alta. Resultado fiscal é destaque. Resultados do 4T25: CEAB (-), MELI (-) e PCAR (-). Dados da IABr: USIM (-), GGBR (-) e CSNA (-). Dados da Sindusfarma: RADL (+). Confira!
Fechamento dia anterior
Ibovespa: 191.490 (+1,40%)
S&P: 6.890 (+0,77%)
Dólar Futuro: R$5,18 (-0,33%)
Análise Técnica
O Ibovespa apresentou alta de 1,40% no último pregão, cotado a 191.490 pontos. O ativo apresenta tendência de alta no médio prazo e neutra no curto. A primeira resistência fica em 194.000 pontos. Do lado da baixa, o primeiro suporte se encontra na região de 186.000. O próximo fica na faixa de 180.300 pontos.
O Dólar Futuro apresentou leve queda de 0,33% no último pregão, cotado a 5.179,50 pontos. O ativo apresenta tendência de baixa no médio prazo e no curto neutra. Do lado da baixa, o primeiro suporte fica na região de 5.160 pontos. Se perder esse patamar, poderá alcançar o suporte seguinte em 5.130. Já do lado da alta, a primeira resistência do contrato fica na região de 5.310 e a segunda em 5.400.
Exterior
Bolsas na Europa sobem com o setor bancário após resultados positivos na região e os futuros nos EUA operam em alta, em um movimento de recuperação das empresas de tecnologia antes do resultado de Nvidia, previsto para depois do fechamento do mercado. O petróleo e o minério de ferro apresentam alta.
Doméstico
A agenda doméstica conta com resultado do governo central, com expectativa de superávit de quase R$90 bilhões. Também saem dados de crédito e de fluxo cambial.
Atualizações do Mercado Hoje 25-02-2026
GPA
A companhia apresentou números operacionais em linha, mas o destaque negativo foi a queima de caixa de R$ 786 milhões em 12 meses (excluindo aumento de capital e venda de ativos), que reforça preocupações sobre a estrutura de capital; apesar do avanço de 48 bps na margem bruta e da descontinuação do B2B, o EBITDA permaneceu estável e insuficiente para compensar o fraco crescimento de vendas, levando a mais um trimestre de perda líquida.
As receitas somaram R$ 5,6 bilhões, com desempenho moderado nos formatos premium, mainstream e vizinhança, queda acentuada nos Aliados e melhora marginal nas demais linhas; a margem bruta atingiu 27,3%, mas o EBITDA ajustado caiu 2% a/a, mantendo a pressão sobre geração de caixa. Assim, mesmo com alguma melhora operacional, a continuidade da queima de caixa e o balanço desequilibrado sustentam uma leitura negativa dos resultados e reforçam a recomendação de venda.
Iguatemi
A Iguatemi entregou um trimestre sólido e amplamente em linha com as expectativas, sustentando forte tração operacional com crescimento de 7% nas vendas e 9% nos aluguéis por m², além de um EBITDA 4% acima do esperado graças ao bom desempenho do varejo e ganhos com luvas. Embora as despesas financeiras mais altas tenham levado a uma queda de 10% no FFO, os indicadores operacionais seguem robustos: SAS e vendas/m² crescem, a ocupação termina o ano acima de 98%, a inadimplência permanece baixa e os custos de ocupação recuam, permitindo continuidade do ciclo de reajustes de aluguel.
A receita avançou 13% a/a, impulsionada por SSR mais forte, inclusão de novos ativos e aumento de 9,5% no aluguel por m², enquanto o NOI cresceu 6%. O endividamento encerrou 2025 em 2,0x, impactado também pela compra de CEPACs para ampliar o potencial construtivo do Iguatemi SP. No geral, os resultados reforçam a qualidade do portfólio evidenciada pelo novo disclosure de vendas por ativo, com o Iguatemi SP sozinho representando ~22% das vendas e sustentam a recomendação de Compra, com TIR real estimada em 10,5%.
C&A
A C&A Brasil apresentou um 4T25 mais fraco que o esperado, com queda de 3,2% nas vendas e pressão sobre rentabilidade, reflexo de clima adverso, descontinuação da categoria de Eletrônicos, postura mais conservadora de crédito no C&A Pay e maior competição no varejo. Apesar disso, a margem bruta subiu 120 bps para 56,1%, impulsionada por forte expansão de margem em Fashiontronics (+1.500 bps), enquanto o EBITDA caiu levemente, com margem de 22,7% devido à menor alavancagem operacional.
O resultado financeiro surpreendeu positivamente, com lucro líquido ajustado de R$ 270 milhões (+8% YoY) e um robusto fluxo de caixa operacional de R$ 486 milhões, que levou a companhia a encerrar o trimestre com posição de caixa líquida de R$ 84 milhões. A divisão C&A Pay também superou expectativas, mesmo com receita menor, ao entregar lucro de R$ 4,4 milhões graças ao controle de despesas e inadimplência. Embora o trimestre tenha sido pressionado por fatores transitórios, os fundamentos seguem sólidos e, com o papel negociando a atrativos 5,5x P/L 2026, vemos boa oportunidade de entrada.
Mercado Livre no Mercado Hoje 25-02-2026
O Mercado Libre reportou um trimestre mais fraco em lucro e margem, já que a companhia manteve a estratégia de ganhar participação no e-commerce, pressionando rentabilidade ao reduzir o limite para frete grátis e baratear o envio para sellers. Em compensação, a operação de fintech foi o destaque, com o Mercado Pago mantendo NIMAL em 23% e apresentando melhora relevante no portfólio de cartão de crédito, agora 75% rentável no Brasil.
O lucro líquido ajustado ficou abaixo das expectativas devido a maiores despesas financeiras, maior taxa efetiva de imposto e um EBIT ligeiramente inferior ao estimado. A alavancagem segue saudável em 1,2x dívida líquida/EBITDA. No geral, o MELI segue como o melhor operador de e-commerce da região, com forte crescimento e geração de caixa que sustenta investimentos e ganhos de market share, mas a pressão sobre margens deve ser monitorada nos próximos trimestres.
Saúde
A ISA Saúde apresentou um modelo de hospital em casa que já gera reduções de custos significativas para operadoras, ao oferecer cuidado domiciliar para pacientes estabilizados com qualidade equivalente à hospitalar e custos até 10 vezes menores. A empresa, fundada em 2019, atua 100% no B2B e já cobre 108 cidades, com cerca de 2.000 leitos domiciliares, apoiada por forte estrutura clínica e processos auditáveis, o que garante baixíssimos índices de glosa (menos de 1%) e rehospitalização muito inferior ao mercado (1,8% vs. ~11%).
Operadoras não verticalizadas são hoje as maiores clientes, dada a economia imediata que o modelo proporciona, com economias médias de cerca de 50%. O crescimento futuro depende principalmente de ampliar o quadro clínico hoje o principal gargalo mas a empresa vê amplo espaço para expansão dentro das operadoras, além de novos serviços como pronto-atendimento domiciliar, infusões e futura entrada em oncologia.
Saúde
Os dados de janeiro do CNJ mostraram 15,3 mil novos casos de judicialização na saúde, queda de 33% mês a mês e 25% na comparação anual, um recuo maior que o típico da sazonalidade e que traz algum alívio inicial embora o volume total de processos ainda permaneça elevado, próximo ao limite superior dos últimos cinco anos.
Revisões recentes da base histórica do CNJ também revelaram que o 4T25, antes visto como melhora, agora indica piora anual, reforçando a necessidade de cautela na leitura da tendência. Como Hapvida é a operadora mais exposta ao tema entre as cobertas, seguimos atentos à evolução da judicialização no setor e na companhia; apesar do dado mais benigno em janeiro, consideramos que ainda é cedo para concluir uma reversão estrutural, mantendo postura cautelosa sobre o tema.
Construtoras no Mercado Hoje 25-02-2026
O sétimo Real Estate Credit Monitor mostra um cenário ainda resiliente no crédito habitacional, enquanto o mercado aguarda as revisões do Minha Casa Minha Vida (MCMV), que devem ampliar tetos de renda e preço possivelmente aprovadas já em 24 de março e elevar o orçamento do programa para cerca de R$ 210 bilhões em 2026. No FGTS, financiamentos somaram R$ 9,7 bilhões em janeiro, com alta participação dos empréstimos a incorporadoras (32%), enquanto o funding para imóveis usados segue estável.
Já o MCMV Faixa 4 desacelerou no mês, mas deve ganhar tração com ajustes em discussão, como redução de juros e ampliação de limites. No SBPE, as poupanças registraram forte saída líquida e as originações caíram em 2025, mas a expectativa para 2026 é mais positiva, com projeção de crescimento de 16% no crédito e primeiros cortes modestos nas taxas de hipoteca por grandes bancos reflexo do ciclo de queda de juros e de um ambiente mais favorável para famílias de renda média e alta.
Siderurgia
O cenário para as siderúrgicas brasileiras segue desafiador, com demanda fraca tanto para aços longos quanto para aços planos, apesar de uma perspectiva um pouco melhor para margens no segmento de longos. As vendas domésticas caíram 6% a/a, e a utilização de capacidade também recuou, enquanto as importações de longos diminuíram e as exportações totais cresceram um ponto positivo mas as importações de aços planos aumentaram e as vendas internas de ambos os produtos caíram.
Nesse contexto, Gerdau e CSN aparecem como os nomes mais bem posicionados, devido à exposição ao mercado americano (Gerdau) e aos mercados de longos e minério de ferro no Brasil (CSN). Para preços domésticos, o prêmio de paridade dos vergalhões sugere maior capacidade para reajustes, ao contrário do HRC, que já subiu 8% desde setembro. Medidas de defesa comercial antidumping para laminados a frio e galvanizados, além de tarifas maiores para algumas NCMs devem trazer mais equilíbrio ao mercado em 2026 e favorecer disciplina de preços, embora haja preocupações com consumo mais fraco e menos dias úteis no ano.
Farmácias e farmacêuticas
As vendas da indústria farmacêutica mantiveram um ritmo forte em janeiro, com sell-out avançando 12% a/a e sell-in crescendo 11% a/a, numa leve desaceleração após dezembro, mas ainda impulsionadas principalmente pelos medicamentos GLP 1. Vemos esse desempenho como positivo e esperamos aceleração ao longo de 2026, beneficiando especialmente as varejistas listadas, que devem ganhar participação de mercado.
Mantemos visão construtiva para o setor: a maior oferta e demanda por GLP 1 deve sustentar vendas mais fortes e expansão de margem, especialmente para RADL no 1S26; seguimos também otimistas com PNVL e PGMN, que vêm apresentando melhora de margens e execução consistente. Por outro lado, esperamos mais um trimestre de desempenho abaixo do mercado para HYPE em sell-out.
Outras informações do Mercado Hoje 25-02-2026
Commodities
Petróleo apresenta alta (US$69,9/b; +0,33%)
Minério de ferro registra alta (US$ 98,65/t; +2,08%)
Agenda do Mercado Hoje 25-02-2026
09:00 EUA Pedidos de Hipoteca
Empresas
Raízen: Detentores de títulos e credores bancários da empresa enviaram cartas aos principais acionistas, Cosan e Shell, pedindo uma injeção de capital substancial e relevante, relataram fontes a par do assunto
Cosan: Companhia é rebaixada para Ba3 pela Moodys, pode sofrer mais cortes
Aura Minerals: GDRs iniciada como overweight por JPMorgan
Azul: Empresa informou que a Readystate Asset Management detém 8,8% do capital da companhia
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As informações fornecidas neste conteúdo são exclusivamente para fins informativos e educacionais e não devem ser interpretadas como recomendações de compra ou venda de ações. Recomenda-se que os investidores realizem suas próprias análises ou consultem um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão de investimento.