Bolsa de valores

Mercado Hoje 26-02-2026: Saiba as principais notícias

Saiba as principais notícias do Mercado Hoje 26-02-2026 segundo a equipe de renda variável do Safra Invest: Bolsas e Commodities mistas. Resultado de Nvidia supera consenso. Atualizamos e mantemos compra para GGBR (+). Resultados do 4T25: MYPK (-) e ROXO (-). Confira! Fechamento dia anteriorIbovespa: 191.247 (+0,13%)S&P: 6.946 (+0,81%)Dólar Futuro: R$5,13 (-0,67%) Análise Técnica O Ibovespa apresentou […]

Publicado em 26/02/2026 10:44

Filipe Andrade

FA
Mercado Hoje 26-02-2026: Saiba as principais notícias -  (crédito: Mercado Hoje)
Mercado Hoje 26-02-2026: Saiba as principais notícias - (crédito: Mercado Hoje)

Saiba as principais notícias do Mercado Hoje 26-02-2026 segundo a equipe de renda variável do Safra Invest: Bolsas e Commodities mistas. Resultado de Nvidia supera consenso. Atualizamos e mantemos compra para GGBR (+). Resultados do 4T25: MYPK (-) e ROXO (-). Confira!

Fechamento dia anterior
Ibovespa: 191.247 (+0,13%)
S&P: 6.946 (+0,81%)
Dólar Futuro: R$5,13 (-0,67%)

Análise Técnica

O Ibovespa apresentou leve queda de 0,13% no último pregão, cotado a 191.247 pontos. O ativo apresenta tendência de alta no médio prazo e neutra no curto. A primeira resistência fica em 194.000 pontos. Do lado da baixa, o primeiro suporte se encontra na região de 186.000. O próximo fica na faixa de 180.300 pontos.

O Dólar Futuro apresentou queda de 0,67% no último pregão, cotado a 5.128 pontos. O ativo apresenta tendência de baixa no médio prazo e no curto neutra. Do lado da baixa, o primeiro suporte fica na região de 5.065 pontos. Se perder esse patamar, poderá alcançar o suporte seguinte em 4.970. Já do lado da alta, a primeira resistência do contrato fica na região de 5.195 e a segunda em 5.310.

Exterior

Bolsas na Europa operam em alta e futuros nos EUA negociam em leve baixa, mesmo após anúncio de resultados acima do esperado de Nvidia e projeções positivas para o próximo trimestre. Na agenda, o destaque fica para os dados de pedidos semanais de seguro-desemprego. O petróleo cai antes das negociações nucleares entre EUA e Irã e de reunião da Opep+ no domingo sobre oferta da commodity. O minério de ferro apresenta leve alta.

Doméstico

O Tesouro fará oferta de LTNs. No campo político, o governo elevou tarifas de importação sobre mais de 1.000 produtos, principalmente eletrônicos e a Câmara aprovou o acordo comercial Mercosul-União Europeia.

Atualizações do Mercado Hoje 26-02-2026

Copasa

A Copasa apresentou um trimestre operacional um pouco abaixo do esperado, com EBITDA de R$731 milhões (+14% A/A) ficando 5% abaixo das estimativas devido a maiores despesas ambientais, enquanto o lucro líquido de R$337 milhões (+24% A/A) superou nossas projeções graças aos efeitos de câmbio nos resultados financeiros e a uma menor alíquota efetiva de imposto. A receita líquida de R$1,882 bilhão (+7% A/A) veio levemente acima do previsto, apoiada pelo reajuste tarifário, volumes maiores e um mix mais favorável, embora os custos também tenham surpreendido negativamente, especialmente em despesas ligadas a programas fiscais e ambientais, além de inadimplência mais alta.

A empresa ainda anunciou Gustavo de Oliveira Barbosa como novo presidente do conselho e Márcia Fragoso Soares como vice. A alavancagem subiu marginalmente para 2,3x. No geral, consideramos o trimestre sem grandes surpresas, com atenção principal voltada ao processo de privatização especialmente ao cronograma, estrutura da venda da participação do Estado de Minas Gerais e negociações de concessões com grandes municípios mantendo nossa recomendação Neutra.

Rede Dor

Rede DOr apresentou um 4T25 sólido, apesar de o lucro por ação ajustado ter ficado 5% abaixo da nossa estimativa e 12% abaixo do consenso, com o principal desvio vindo da divisão de Hospitais, onde custos maiores de materiais e medicamentos reflexo do maior peso da Oncologia pressionaram margens, ainda que indiquem um mix mais rentável; em contrapartida, a SulAmérica novamente se destacou, com adições líquidas acima do previsto e um MLR melhor que o esperado, contribuindo para um crescimento anual de 20% no EBITDA ajustado e 12% no EPS ajustado, enquanto a receita consolidada avançou 12% A/A, impulsionada por maior ocupação, aumento de complexidade dos procedimentos e expansão em Oncologia.

Apesar do impacto de custos, o grupo registrou EBITDA ajustado de R$2,465 milhões (+21% A/A), lucro contábil de R$1,206 milhão (+39% A/A) e lucro ajustado de R$1,014 milhão (+12% A/A), com o resultado financeiro beneficiado por efeitos de câmbio e marcação a mercado; por fim, o ciclo de conversão de caixa piorou marginalmente por sazonalidade, deságios ficaram ligeiramente acima e a alavancagem subiu para 1,8x DL/EBITDA, compondo um trimestre que reforça os fundamentos das duas divisões, ainda que com pressão de custos nos hospitais.

Nu Holdings

O trimestre da Nu foi misto e, na nossa leitura, negativo para as ações, dada a ausência de surpresas positivas e o menor espaço para ganhos expressivos de eficiência no curto prazo, além de um cenário global de maior escrutínio sobre modelos de negócios expostos à IA, que deve pressionar o opex à medida que investimentos em tecnologia, sobretudo em IA, tornam-se praticamente obrigatórios para preservar a vantagem competitiva. Embora os fundamentos sigam saudáveis com destaque para crescimento de crédito, ARPAC e qualidade de ativos o trimestre careceu de catalisadores, enquanto a provisão aumentou significativamente após um 3T beneficiado por ECL estruturalmente mais baixo, levando a um miss no lucro bruto.

O novo P&L gerencial foi apresentado, mas a comparação segue com números contábeis, evidenciando um opex acima do esperado por fatores além da sazonalidade (retorno ao escritório, investimentos em tech/IA e globalização), pressionando o EBT em 13%. Ainda assim, o lucro líquido ficou em linha com estimativas, favorecido por menor alíquota efetiva, impulsionada pela remensuração de DTAs e maior benefício fiscal ligado a investimentos em tecnologia. Apesar da leitura morna do trimestre e da provável reação negativa no pregão seguinte, seguimos construtivos e vemos outro ano forte pela frente.

Iochpe-Maxion no Mercado Hoje 26-02-2026

Iochpe Maxion apresentou um 4T25 mais fraco, com receita de R$3,52 bilhões (-10% A/A) pressionada pela queda forte nas vendas de veículos pesados nas Américas e pelo câmbio desfavorável, enquanto a Europa e a Ásia tiveram leve crescimento; a menor eficiência operacional e despesas de reestruturação reduziram o EBITDA para R$328 milhões (-13% A/A) e margem de 9.3%, que subiria a 9.6% excluindo esses itens.

A empresa reportou prejuízo líquido de R$34 milhões (ante lucro de R$68 milhões no 4T24), afetado por maiores impactos cambiais, queda das receitas financeiras e elevação expressiva da alíquota efetiva de imposto, além de maior participação de minoritários; com isso, a alavancagem aumentou para 2,65x, refletindo um trimestre desafiador marcado por menor demanda, especialmente na América do Norte e do Sul, e custos ainda pouco diluídos pela queda de volumes.

Engie

Engie apresentou um 4T25 em linha com as expectativas, com EBITDA ajustado de R$1,66 bilhão (+8% A/A) praticamente dentro das estimativas e lucro líquido de R$726 milhões (-33% A/A) surpreendendo positivamente frente ao Safra graças a uma alíquota efetiva menor; a receita líquida cresceu 7% A/A impulsionada por maior volume de energia vendida e receitas de trading, embora parcialmente compensada por preços médios menores e maior curtailment, enquanto os custos avançaram acima do esperado devido a maiores despesas com compras de energia, pessoal e terceiros.

A companhia anunciou dividendo adicional de R$0,49/ação e manteve alavancagem estável em 3,3x, além de contratar ~131 MWa adicionais para 20262030. No geral, vemos resultados operacionais consistentes ainda que pressionados por custos aliados a distribuição extra de dividendos e novos contratos, reforçando nossa visão Neutra dado o valuation atual da Engie, que implica um retorno real estimado de 9,7%.

Intelbras

Intelbras apresentou um 4T25 misto, com receita de R$1,17 bilhão (-9,3% A/A) abaixo das estimativas devido aos ajustes estratégicos nos segmentos de Energia e TIC e à demanda mais fraca em Segurança, mas com margem EBITDA acima do esperado (13,9%, +1,1 p.p. A/A) graças a um mix mais rentável e iniciativas de controle de custos, o que também resultou em forte geração de caixa (R$332 milhões); a divisão de Segurança manteve crescimento, enquanto TIC e Energia recuaram conforme a priorização de rentabilidade sobre volume.

O lucro líquido avançou 8,2% A/A, impulsionado por melhores resultados financeiros e menor impacto cambial, elevando a margem líquida para 11,8%. Apesar da queda anual no lucro consolidado, o trimestre evidenciou ganhos de eficiência e melhora gradual do ROIC, refletindo os benefícios iniciais das mudanças estruturais implementadas ao longo do ano.

Gerdau no Mercado Hoje 26-02-2026

A Gerdau segue como nossa preferência no setor, com recomendação de compra reiterado e preço alvo elevado para R$25,50/ação ao fim de 2026, apoiado na revisão positiva de EBITDA, redução do cost of equity para 14,5% e perspectivas melhores de geração de caixa diante de menor capex, impostos e despesas financeiras, ainda que os maiores yields devam surgir após 2026; vemos cerca de 3% de upside em relação ao consenso para o EBITDA de 20262027, estimando R$11,7 bilhões em 2026 e R$13,0 bilhões em 2027, com a ação negociando a múltiplos atrativos (4,1x e 3,4x, respectivamente), bem abaixo de pares americanos.

Na América do Norte, acreditamos que o mercado pode estar subestimando margens, já que reajustes de preços nos EUA não parecem totalmente refletidos no consenso e nossa projeção sugere margens ainda saudáveis (22% em 2026 e 20% em 2027), podendo indicar conservadorismo excessivo tanto nosso quanto do mercado. No Brasil, mantemos visão cautelosa para margens, mas reconhecemos potencial caso medidas antidumping reduzam importações e aumentem a utilização das plantas; adicionalmente, a monetização de ativos não core pode gerar valor relevante, já que estimamos que cada R$1,5 bilhão em vendas acrescente cerca de 3% ao preço alvo e eleve o free cash flow yield anual em ~1 ponto percentual, reforçando o potencial de valorização, especialmente em um cenário de apreciação do real.

Cury

A Cury segue bem posicionada no segmento de baixa renda, conforme discutido em reunião recente com a equipe de RI, que destacou o forte ritmo de vendas no início do ano, sustentado por uma força comercial muito superior à dos concorrentes e capaz de manter elevada velocidade de vendas mesmo em regiões altamente competitivas. A empresa continua ampliando sua escala operacional com cerca de 57 mil unidades em construção e mais de 200 engenheiros e deve adotar métodos construtivos alternativos (formas de alumínio e paredes de concreto) em projetos menos complexos a partir de 2027, sem impacto relevante em margens.

No âmbito do MCMV, as perspectivas são positivas diante de possíveis ajustes nos limites de renda e preço para os Tiers 3 e 4, apoiados por um orçamento robusto estimado em cerca de R$210 bilhões para 2026. Em termos urbanísticos, a companhia acompanha possíveis mudanças de zoneamento em São Paulo (como Pinheiros e Arco Tietê), que podem destravar maior potencial construtivo, enquanto no Rio de Janeiro as discussões ainda estão em estágio preliminar. Mantemos visão construtiva e recomendação de Compra, considerando que a empresa deve continuar escalando com baixo risco de execução e ainda oferece valuation atrativo, mesmo após a valorização de aproximadamente 25% no ano.

Transportes

O Banco Central divulgou os dados de crédito de janeiro de 2026, mostrando aceleração nos financiamentos de veículos para pessoas físicas com novos empréstimos subindo 19,6% A/A para R$19,9 bilhões, enquanto a inadimplência ficou praticamente estável em 5,61% e as taxas de juros avançaram para 27,7% ao mês. Já para empresas, o volume de novos financiamentos caiu 6,9% A/A para R$3,3 bilhões, acompanhado de maior inadimplência (4,0%) e juros mais altos (18,8%).

Apesar do aumento no volume para consumidores compensar parcialmente juros mais altos e inadimplência ainda elevada, as condições de crédito permanecem apertadas, o que deve continuar pesando no ciclo de renovação de frotas das locadoras nos próximos meses. Assim, mantemos visão neutra para Localiza e Movida, com ratings inalterados.

Construtoras no Mercado Hoje 26-02-2026

A inflação da construção desacelerou em fevereiro, com o INCC M avançando 0,34% no mês ( 29 bps vs. janeiro) e levando o índice em 12 meses a 5,83%, graças à estabilidade dos materiais e à forte moderação da pressão salarial já que a inflação de mão de obra caiu para 0,39% m/m (vs. 1,03% em janeiro), reduzindo o acumulado para 8,9%. Materiais e equipamentos também desaceleraram levemente para 0,30% m/m, com destaque para a queda em materiais de acabamento, enquanto alguns itens, como fios elétricos, registraram aumentos relevantes.

Belo Horizonte apresentou a maior inflação mensal (0,69% m/m), enquanto São Paulo segue com a maior inflação em 12 meses (6,79%). No geral, os dados reforçam um cenário mais benigno de custos abaixo das premissas conservadoras dos orçamentos das construtoras e sustentam perspectivas positivas para margens no curto prazo. Mantemos visão construtiva para o setor, impulsionado por condições recordes de acessibilidade no MCMV e potenciais novos incentivos, com Tenda permanecendo como nossa preferência pelo valuation atrativo.

Bancos

O Banco Central divulgou hoje os dados de crédito de janeiro de 2026, mostrando leve desaceleração do crescimento anual da carteira para 10,1% (vs. 10,3% no mês anterior), puxada pelos bancos privados, enquanto bancos públicos (ex BNDES) aceleraram; no varejo, houve acomodação sazonal e menor volume em cartões, com destaque para a alta nas originações de crédito consignado privado, que atingiram R$9,2 bilhões e continuam ganhando participação dentro do crédito pessoal (48%, +250 bps A/A), embora a inadimplência de 90 dias tenha subido 20 bps no mês.

Já os empréstimos pessoais não consignados ficaram praticamente estáveis em R$23 bilhões A/A; a inadimplência de 90 dias no varejo permaneceu estável, apesar de pressões em cartões e consignado, enquanto a faixa de 1590 dias subiu levemente. No crédito rural, houve nova melhora na inadimplência de curto prazo devido à renegociação e sazonalidade, mas a inadimplência de 90 dias voltou a máximas históricas (7,3%, +85 bps no mês), ofuscando parcialmente o progresso no curto prazo.

Isa Energia

ISA Energia apresentou um 4T25 operacional em linha com as expectativas, com EBITDA regulatório de R$854 milhões (+8% A/A), enquanto o lucro líquido de R$483 milhões ( 40% A/A) surpreendeu positivamente devido à taxa efetiva de imposto negativa decorrente da distribuição de JCP; a receita caiu 3% A/A diante da redução das receitas de RBSE e da trajetória descendente do O&M AAR pós RTP, ainda que parcialmente compensada pela energização de reforços e ajustes tarifários.

As despesas PMSO recuaram 26% A/A, mas ficaram acima das estimativas por maiores outras despesas, enquanto pessoal e serviços diminuíram com ganhos de eficiência. Apesar do impacto negativo da CSLL adicional relacionada ao imposto mínimo global (GloBE), o trimestre foi beneficiado por maior resultado de equivalência. A companhia anunciou novo JCP de R$0,42/ação (yield de 1,4%), reforçando a atratividade de curto prazo, mas mantemos recomendação de venda, dado que o valuation atual implica uma TIR real de 7,1%, abaixo da média dos pares.

Weg

WEG apresentou um 4T25 misto, com receita líquida de R$10,25 bilhões (-5,3% A/A), abaixo das expectativas devido à queda de 12% no mercado doméstico e ao impacto da apreciação de 7,7% do real, que mascarou o crescimento de 8% da receita em dólares no mercado externo.

Apesar disso, a margem EBITDA surpreendeu positivamente, atingindo 22,4% (+30 bps A/A e +121 bps acima do consenso), sustentada por um mix mais favorável com menor exposição a solar e pela execução bem-sucedida das ações para mitigar impactos das tarifas dos EUA e do aumento do preço do cobre. Mesmo com melhora no resultado financeiro e na taxa de imposto, o lucro líquido recuou 6,3% A/A, para R$1,59 bilhão, ficando levemente abaixo das estimativas.

Outras informações do Mercado Hoje 26-02-2026

Commodities
Petróleo apresenta queda (US$68,8/b; -1,39%)
Minério de ferro registra alta (US$ 99,00/t; +0,33%)

Agenda do Mercado Hoje 26-02-2026
08:00 Brasil IGPM
10:30 EUA Pedidos de auxílio desemprego

Empresas
Raízen: Lula fez reunião com donos da Raízen para discutir crise; Senado aprova redução de alíquotas para indústria petroquímica
Banco do Brasil: Banco busca repactuar IHCD de R$ 4,1 bi
Azul: Empresa é elevada para B- pela S&P
Tecnisa: Companhia aceita oferta de R$ 260,9 mi do BTG por fatia na Windsor
Tim Brasil: Empresa elege Adrian Calaza como novo presidente do conselho
Weg: Companhia rebaixada a neutra por JPMorgan

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