Bolsa de valores

Mercado Hoje 27-02-2026: Saiba as principais notícias

Saiba as principais notícias do Mercado Hoje 27-02-2026 segundo a equipe de renda variável do Safra Invest: Bolsas e Commodities mistas. IPCA-15 e PPI nos EUA são destaques. Atualizamos e reforçamos compra em PNVL (+). Resultados do 4T25: B3SA (+), RENT (+), MDIA (-) e AURA (-). Prévia do 4T25 em Construção: CURY (+), DIRR (+), CYRE […]

Publicado em 27/02/2026 09:56

Filipe Andrade

FA
Mercado Hoje 27-02-2026: Saiba as principais notícias -  (crédito: Mercado Hoje)
Mercado Hoje 27-02-2026: Saiba as principais notícias - (crédito: Mercado Hoje)

Saiba as principais notícias do Mercado Hoje 27-02-2026 segundo a equipe de renda variável do Safra Invest: Bolsas e Commodities mistas. IPCA-15 e PPI nos EUA são destaques. Atualizamos e reforçamos compra em PNVL (+). Resultados do 4T25: B3SA (+), RENT (+), MDIA (-) e AURA (-). Prévia do 4T25 em Construção: CURY (+), DIRR (+), CYRE (+) e MDNE (+). Confira!

Fechamento dia anterior
Ibovespa: 191.005 (-0,13%)
S&P: 6.909 (-0,54%)
Dólar Futuro: R$5,14 (+0,18%)

Análise Técnica

O Ibovespa apresentou leve queda de 0,13% no último pregão, cotado a 191.005 pontos. O ativo apresenta tendência de alta no médio prazo e neutra no curto. A primeira resistência fica em 194.000 pontos. Do lado da baixa, o primeiro suporte se encontra na região de 186.000. O próximo fica na faixa de 180.300 pontos.

O Dólar Futuro apresentou leve alta de 0,18% no último pregão, cotado a 5.137 pontos. O ativo apresenta tendência de baixa no médio prazo e no curto neutra. Do lado da baixa, o primeiro suporte fica na região de 5.065 pontos. Se perder esse patamar, poderá alcançar o suporte seguinte em 4.970. Já do lado da alta, a primeira resistência do contrato fica na região de 5.195 e a segunda em 5.310.

Exterior

Bolsas na Europa negociam em alta e futuros nos EUA operam em baixa, caminhando para um fechamento em baixa com incertezas ligadas à IA e potenciais disruptivos da tecnologia. Na agenda, o destaque fica para o PPI nos EUA, com perspectiva de desaceleração, PMI de Chicago e gastos com construção. O petróleo apresenta alta e o minério de ferro cai.

Doméstico

O IPCA-15 de fevereiro será divulgado no início da manhã e o consenso de mercado espera alta de 0,56% na comparação mensal e alta de 3,82% na comparação anual. Também será anunciado resultado primário do setor público e relação dívida/PIB.

Atualizações do Mercado Hoje 27-02-2026

Axia Energia

A Axia Energia apresentou um 4T25 operacionalmente sólido, com EBITDA regulatório ajustado de R$5,5 bilhões (+18% A/A), superando nossas estimativas apesar de IFRS impactado por itens não recorrentes, enquanto o lucro líquido reportado de R$13,7 bilhões ultrapassou amplamente as expectativas devido ao reconhecimento de ganhos fiscais futuros. A queda de 6% na receita refletiu menor volume de energia vendida, venda de térmicas e provisões relacionadas a eólicas, parcialmente compensadas por maior receita de transmissão, ao passo que custos vieram bem abaixo do projetado graças à estratégia de alocação que reduziu exposição ao GSF.

Apesar de PMS acima do esperado por gastos com rebranding e remuneração variável, o desempenho ajustado permaneceu forte, apoiado por boa captura de preços no mercado spot. Com alavancagem estável em 2,0x e redução do saldo de empréstimo compulsório, vemos o resultado como positivo: a combinação de operação resiliente, menores provisões e reconhecimento de créditos fiscais sustenta perspectiva favorável, inclusive para dividendos futuros, motivo pelo qual mantemos visão construtiva para Axia Energia.

Construção

O setor de construção encerrou 2025 em território positivo, com as incorporadoras de baixa renda impulsionadas pelo MCMV e por custos mais benignos, o que deve resultar em expansão de lucros generalizada; Cury se destaca com forte crescimento de vendas e ROE de 72%, seguida por Direcional, PLPL, Tenda e MRV&Co, todas mostrando melhora relevante em margens e retornos.

No segmento de média e alta renda, apesar da desaceleração de vendas e lançamentos, Cyrela e Moura Dubeux devem reportar crescimento sólido de receitas, lucros e ROE, enquanto Lavvi, Eztec e Even apresentam resultados mais moderados, ainda que com retornos resilientes ou em recuperação.

Panvel

Panvel apresentou iniciativas estratégicas no Investor Day que levaram à revisão das projeções com parte do novo guidance incorporado, maior otimismo para 2027 devido aos genéricos de GLP 1 e premissas mais conservadoras para margem EBITDA ao mesmo tempo em que a melhora relevante de liquidez reduziu o WACC para 12,1% e elevou o preço alvo de 2026 para R$22 (+35%).

Mantemos recomendação de Compra, apoiada em crescimento mais forte de SSS, aceleração de aberturas a partir de 2027 e maior diluição de despesas, que reforçam expectativas de avanço do lucro. Caso a margem guiada para 2030 seja alcançada, o preço alvo poderia chegar a R$26, ampliando ainda mais o potencial de valorização.

Copel no Mercado Hoje 27-02-2026

Copel apresentou um trimestre com desempenho operacional em linha com as estimativas, com EBITDA recorrente (ex equity income) de R$1,36 bilhão (+16% A/A), enquanto o EBITDA IFRS de R$1,81 bilhão (+46% A/A) e o lucro líquido de R$1,07 bilhão (+82% A/A) foram impulsionados por efeitos não recorrentes como venda de ativos, reembolsos por curtailment, atualização financeira da base regulatória e ajustes contábeis além de uma alíquota efetiva de imposto mais baixa.

Apesar de resultados financeiros e de equivalência patrimonial mais fracos, a performance ajustada foi neutral, com geração compensando pressões de custo em distribuição e a empresa vendendo energia a preços favoráveis. Mantemos recomendação de Compra, pois vemos espaço para pagamento de dividendos robustos, expansão de margens com preços de energia mais altos no longo prazo e oportunidades de crescimento relacionadas ao próximo leilão de capacidade.

Qualicorp

O 4T25 da Qualicorp foi misto, com EBITDA ajustado de R$150 milhões 4% acima da nossa estimativa e 13% acima do consenso e FCF positivo, mas com enfraquecimento nas tendências de adesão, interrompendo a melhora gradual de retenção vista ao longo de 2025. Embora a piora comercial exija atenção e a estabilização da base de clientes seja crucial, o avanço sequencial nas provisões traz algum alívio.

Estruturalmente, vemos a tese intacta: gestão focada em tornar o portfólio mais sustentável, controle rígido de custos e disciplina em geração de caixa durante o turnaround. Mantemos recomendação de Compra, dado que a tese continua a se materializar em progresso operacional e forte FCF, com retorno de fluxo de caixa esperado em torno de 25% nos próximos dois anos.

Sanepar

Sanepar apresentou um 4T25 em linha com as expectativas, com EBITDA de R$756 milhões (estável A/A e ligeiramente abaixo das estimativas) pressionado por maiores despesas com inadimplência, expansão dos serviços de esgoto e outros custos não recorrentes, enquanto o EBITDA ajustado de R$802 milhões superou em 3% nossas projeções. A receita avançou 6% A/A com volumes levemente maiores e reajuste tarifário, mas custos ficaram acima do previsto devido ao efeito pontual de rolagem da inadimplência e ao aumento das despesas relacionadas ao início das operações de esgoto em novas regiões, parcialmente compensados por eficiências em energia e provisões.

O lucro líquido reportado caiu 12% A/A para R$361 milhões, mas, excluindo itens não recorrentes, o lucro ajustado teria sido R$482 milhões (+17% A/A e 19% acima da nossa estimativa), principalmente por conta de uma alíquota efetiva menor. A alavancagem permaneceu baixa (0,6x), e os reservatórios encerraram o trimestre em níveis confortáveis. No geral, vemos os resultados como neutros, com leve crescimento ajustado e custos sob controle, mas sem catalisadores adicionais no curto prazo; mantemos recomendação Neutra por razões de valuation.

M. Dias Branco no Mercado Hoje 27-02-2026

M. Dias Branco apresentou um 4T25 fraco, com crescimento de receita de 9% A/A sustentado por bases fáceis de comparação e ganho de participação, mas ofuscado por forte pressão de margens: preços médios recuaram apesar da inflação do setor, custos trabalhistas avançaram bem acima do esperado (+20% A/A) e incentivos fiscais vieram abaixo do previsto, além de um leve aumento de SG&A.

Embora custos de matérias-primas e embalagens tenham permanecido benignos e o resultado financeiro tenha surpreendido positivamente, o EBITDA ficou 27% abaixo da nossa estimativa (-18% vs. consenso) e caiu 21% A/A, refletindo a combinação de preços mais baixos, despesas maiores e menor benefício fiscal. Mantemos recomendação Neutra para MDIA3, mas reconhecemos que o fraco desempenho no trimestre deve pesar sobre as ações.

Aura Minerals

Aura apresentou um 4T25 ligeiramente negativo do ponto de vista qualitativo, ainda que os números tenham mostrado melhora sequencial relevante: o EBITDA atingiu US$208 milhões (+96% T/T), ficando apenas 4% abaixo da nossa estimativa e em linha com o consenso, impulsionado por preços realizados mais altos e maior produção.

O guidance para 2026 veio coerente com nossas projeções de produção e cash cost por GEO, mas o capex superou o esperado. Entre as operações, Almas foi o destaque, com produção acima e custos abaixo do previsto, enquanto Minosa apresentou desempenho mais fraco. Considerando o preço médio do ouro no trimestre até a data (US$4.865/oz) e mantidas as demais variáveis constantes, o EBITDA estimado para o 1T26 seria de aproximadamente US$280 milhões (+35% T/T), reforçando a sensibilidade positiva do resultado aos preços da commodity.

Caixa Seguridade

A companhia entregou um trimestre neutro para as ações: embora a queda sequencial do lucro já fosse esperada por nós e pelo mercado, a performance dos prêmios emitidos de crédito prestamista veio mais fraca que o previsto, e as vendas de cartas de crédito importante motor de comissões nos últimos trimestres desaceleraram levemente, ainda que mantenham um estoque saudável.

Mesmo assim, dada a resiliência dos resultados, não vemos esses vetores pressionando de forma relevante as estimativas, sobretudo porque componentes positivos como o crescimento em hipotecas e residencial, além da razão de sinistralidade bem controlada no seguro prestamista seguem dando suporte à tese e à nossa recomendação de Compra. Ainda assim, o setor de seguros permanece como nossa menor preferência dentro do universo financeiro, à luz do cenário macro atual e das expectativas do mercado.

Localiza no Mercado Hoje 27-02-2026

A Localiza apresentou um 4T25 sólido, com lucro líquido ajustado de R$939 milhões superando nossas estimativas em 5,7% e o consenso em 0,7% impulsionado pelo forte crescimento do EBITDA de aluguel (+13,6% A/A), sustentado por reajustes tarifários nos dois segmentos e margens resilientes, refletindo disciplina comercial e foco na ampliação do spread de ROIC.

Apesar da melhora expressiva do ROIC, que atingiu 14,6% (+300 bps A/A), o avanço foi parcialmente compensado pelo aumento do custo de dívida pós impostos (9,9% no 4T25 vs. 8,5% em 2024). Ainda assim, o spread de ROIC permaneceu estável em 5,5% dentro da meta estratégica de 5% a 8% reforçando a consistência operacional da companhia.

B3

A companhia apresentou um trimestre positivo para as ações: excluindo os efeitos fiscais extraordinários a reavaliação do DTL após o aumento da alíquota de CSLL e o benefício fiscal associado ao pagamento adicional de R$1,5 bilhão em JCP, que juntos resultaram em um impacto pós imposto negativo de R$534 milhões , o lucro líquido recorrente superou em 5% nossas estimativas comparáveis. O beat foi totalmente explicado por uma receita acima do esperado em todas as frentes, com destaque para renda variável, renda fixa e receitas relacionadas a listagens.

Vemos os resultados do 4T25 como um indicativo antecipado de números ainda mais fortes no 1T26, dado que o ADTV no trimestre aponta para cerca de R$35 bilhões (R$33 bilhões em ações à vista), enquanto a atividade de DCM permanece robusta e ECM mostra retomada. Esses ventos favoráveis, sustentados pelo ambiente de mercado atual, parecem ainda não refletidos no consenso (lucro estimado de R$5,6 bilhões para 2026), o que sugere revisões positivas à frente. Por isso, apesar da alta recente, seguimos construtivos e reiteramos nossa recomendação de Compra.

Marcopolo

Marcopolo apresentou um 4T25 positivo, com avanço de margens e lucro acima do esperado, apesar de um recuo de 3,6% na receita para R$2,57 bilhões devido à queda nas vendas tanto no mercado externo (-1,8% A/A) quanto no doméstico (-5% A/A), especialmente nos segmentos rodoviário (-9,5% A/A) e Volare (-30% A/A).

O EBITDA ajustado, excluindo o impacto negativo de R$62 milhões da NFI, alcançou R$488 milhões (+0,5% A/A), com margem de 19% (+78 bps A/A), beneficiado por maior participação de exportações e ganhos de eficiência trabalhista. Já o lucro líquido avançou 7,2% A/A para R$342 milhões, impulsionado principalmente pela melhora expressiva no resultado financeiro (R$32,8 milhões vs. -R$28 milhões no 4T24), consolidando um trimestre operacionalmente resiliente.

TMT

A temporada de resultados das empresas de tecnologia globais foi marcada por crescimento ainda elevado de receita, sustentado principalmente por demanda relacionada à inteligência artificial, com expansão relevante em data centers, mas já com maior dispersão entre os segmentos de consumo e publicidade digital.

Outras informações do Mercado Hoje 27-02-2026

Commodities
Petróleo apresenta alta (US$70,95/b; +1,56%)
Minério de ferro registra queda (US$ 97,75/t; -0,63%)

Agenda do Mercado Hoje 27-02-2026
09:00 Brasil IPCA-15
10:30 EUA PPI
11:45 EUA PMI
12:00 EUA Gasto em construção

Empresas
BRB: Banco bloqueia ações dos ligados à investigação Compliance Zero
Itaú: Banco aprova pagamento de R$ 3,85 bi em JCP
Odontoprev: Conselho aprova incorporar Bradesco Gestão de Saúde; Receita operacional líquida 4T frustra estimativas
Copasa: Empresa elevada a neutra por Banco do Brasil; preço-alvo R$32,30
Gerdau: Companhia rebaixada a market perform por Itaú BBA; preço-alvo R$24
CPFL: Units da Empresa aprovam emissões de R$ 2,5 bi em debêntures

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As informações fornecidas neste conteúdo são exclusivamente para fins informativos e educacionais e não devem ser interpretadas como recomendações de compra ou venda de ações. Recomenda-se que os investidores realizem suas próprias análises ou consultem um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão de investimento.