
Saiba as principais notícias do Mercado Hoje 03-03-2026 segundo a equipe de renda variável do Safra Invest: Bolsas em queda. Commodities mistas. Conflito no Irã gera preocupações com inflação. Caged e PIB são destaques. Atualização em papel e celulose: rebaixamos KLBN (-) a neutro; SUZB (+) é a Top Pick. Confira!
Fechamento dia anterior
Ibovespa: 189.307 (+0,28%)
S&P: 6.879 (+0,04%)
Dólar Futuro: R$5,22 (+0,89%)
Análise Técnica
O Ibovespa apresentou alta de 0,28% no último pregão, cotado a 189.307 pontos. O ativo apresenta tendência de alta no médio prazo e neutra no curto. A primeira resistência fica em 192.500 pontos. Do lado da baixa, o primeiro suporte se encontra na região de 186.000. O próximo fica na faixa de 181.400 pontos.
O Dólar Futuro apresentou alta de 0,89% no último pregão, cotado a 5.216,50 pontos. O ativo apresenta tendência de baixa no médio prazo e no curto neutra. Do lado da baixa, o primeiro suporte fica na região de 5.105 pontos. Se perder esse patamar, poderá alcançar o suporte seguinte em 5.000. Já do lado da alta, a primeira resistência do contrato fica na região de 5.235 e a segunda em 5.350.
Exterior
Bolsas na Europa e futuros nos EUA operam em baixa com a guerra no Irã entrando no quarto dia sem sinais de desescalada. Autoridades americanas não descartam o envio de tropas ao Oriente Médio, enquanto o Irã prometeu o fechamento total do Estreito de Ormuz. O petróleo Brent avança cerca de 6% e ultrapassa os USD82/b, gerando preocupações com a inflação. O minério de ferro opera em leve baixa.
Doméstico
O PIB do 4T25 é o destaque da agenda local e as expectativas de consenso de mercado apontam para uma alta de 0,2% na comparação trimestral e de 1,8% na comparação anual. O dado do Caged também será acompanhado de perto, espera-se a criação de 95 mil postos de empregos formais.
Atualizações do Mercado Hoje 03-03-2026
Infraestrutura
O relatório logístico de janeiro de 2026 da Conab mostrou alta generalizada nos fretes nos principais corredores de exportação, com Mato Grosso registrando aumentos impulsionados pelo início antecipado da colheita de soja, maior escoamento de milho remanescente e oferta de transporte insuficiente para acompanhar a demanda. No Arco Norte, os fretes avançaram ainda mais, refletindo forte competição por capacidade logística.
As tarifas também passaram por um ajuste de normalização após distorções do 4T25, com o mercado convergindo novamente para os níveis mínimos regulatórios. Com a colheita acelerando e os fluxos simultâneos de soja e milho, a tendência de alta dos fretes deve ter continuado em fevereiro, mantendo pressão sobre os corredores logísticos de um estado que concentra grande parte das exportações nacionais. Para Rumo e Hidrovias, o cenário é levemente positivo, com spot mais firme e maior movimentação, embora o impacto nos resultados seja limitado pelos contratos take or pay e pelo fato de os preços, apesar da alta anual, estarem em linha com os níveis observados desde fevereiro de 2025.
Hidrovias do Brasil
Hidrovias do Brasil apresentou melhora operacional no 4T25, com EBITDA ajustado de R$ 160 milhões, superando em 55% nossa estimativa e em 35% o consenso, impulsionado pelo desempenho mais forte nos corredores Norte e Sul após a recuperação da navegabilidade dos rios, o que elevou significativamente os volumes transportados.
Ainda assim, parte dessa alta reflete uma base fraca de comparação, já que a seca de 2024 havia reduzido drasticamente os níveis dos rios. Por isso, mantemos recomendação Neutra, pois acreditamos que o valuation já incorpora essa recuperação a ação negocia a 18,1x P/L 2026E, cerca de 42% acima da média histórica de cinco anos.
Stone no Mercado Hoje 03-03-2026
Os resultados vieram em linha com as expectativas, mas vemos o guidance como o principal fator para a reação negativa do mercado, já que indica revisões baixistas de lucro diante de maior pressão de despesas nos próximos anos. Para nós, isso reflete sobretudo a desaceleração do TPV e o esforço da companhia em reforçar a marca Stone e reposicioná la como uma plataforma financeira mais completa.
A gestão comentou que espera crescimento de TPV em mid single digit em 2026, frustrando expectativas de reaceleração no início do ano. Apesar disso, reconhecemos que a ação ainda oferece bom carry com a distribuição de R$ 3,0 bilhões da Linx confirmada, resultando em yield acima de 20% considerando os buybacks além de valuation atrativo de 5x6x P/L 2027. Porém, o momento e a relação risco retorno seguem desfavoráveis em um ambiente competitivo acirrado. Mantemos recomendação Neutra.
Bens de capital
Os dados setoriais do mês mostraram um cenário misto para as companhias cobertas: para WEG, o ambiente foi levemente positivo, com expectativas globais de capex estáveis e alguma melhora em indicadores industriais, apesar da fraqueza no mercado doméstico. Para Embraer, o sinal foi ligeiramente negativo, já que as entregas seguiram abaixo da média histórica, embora a demanda futura seja sustentada pelo crescimento do tráfego aéreo global. Marcopolo teve indicadores favoráveis, apoiados pelo aumento das vendas interestaduais e tarifas mais altas, impulsionadas pelo encarecimento das passagens aéreas.
Em contrapartida, Randoncorp e Frasle registraram dados negativos, com forte queda na produção de implementos rodoviários, enquanto Iochpe Maxion também enfrentou retração tanto no mercado interno quanto no externo, especialmente em veículos pesados. Por fim, os preços de insumos apresentaram comportamento misto, com altas anuais em metais como cobre e alumínio e queda relevante no frete de contêineres, refletindo a normalização logística global.
Papel e Celulose
O setor de celulose voltou a ganhar tração, com Suzano e Klabin subindo desde a última atualização, apoiadas por uma perspectiva mais construtiva para preços globais após choques de oferta e reajustes anunciados por diversos produtores. Vemos esse movimento se prolongando e seguimos preferindo Suzano, que está mais exposta ao ciclo de alta da celulose, apresenta forte geração de caixa e negocia a múltiplos descontados.
Atualizamos nossas estimativas para 2026, elevando o EBITDA de Suzano e reduzindo o de Klabin e CMPC, refletindo um câmbio mais forte e ajustes em preços e custos. Klabin passa a oferecer menos potencial de valorização diante de custos mais altos, guidance pressionado e valuation menos atrativo, enquanto CMPC permanece com visão neutra devido à alavancagem e menor geração de caixa esperada. Assim, Suzano segue como nossa top pick do setor, sustentada por valuation competitivo, ciclo favorável e maior capacidade de geração de valor nos próximos anos.
Outras informações do Mercado Hoje 03-03-2026
Commodities
Petróleo apresenta alta (US$76,91/b; +4,53%)
Minério de ferro registra queda (US$ 98,90/t; -0,36%)
Agenda do Mercado Hoje 03-03-2026
09:00 Brasil PIB
22:30 China PMI de Manufatura
22:45 China PMI
Empresas
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As informações fornecidas neste conteúdo são exclusivamente para fins informativos e educacionais e não devem ser interpretadas como recomendações de compra ou venda de ações. Recomenda-se que os investidores realizem suas próprias análises ou consultem um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão de investimento.