
A 99 food em MG começou a operar na Região Metropolitana de Belo Horizonte em fase de testes e já movimenta o mercado.
Além disso, a plataforma inicia sua nova etapa no Brasil com investimento de R$ 100 milhões em Minas Gerais.
A empresa pertence à gigante chinesa DiDi Chuxing e retoma a aposta no delivery após encerrar as atividades no país em 2023.
Atualmente, a plataforma já conta com 2,7 mil restaurantes cadastrados e 47 mil entregadores ativos no estado.
Dessa forma, a chegada do serviço promete aumentar a concorrência no setor e pressionar preços. Ao mesmo tempo, a empresa projeta crescimento acelerado no Brasil.
Além do investimento inicial em Minas, a companhia anunciou um aporte de R$ 2 bilhões no mercado brasileiro.
Com isso, a meta é alcançar 100 cidades até junho de 2026. Portanto, a estratégia envolve expansão rápida e consolidação nacional.
Expansão da 99 food em MG começa pela Região Metropolitana
Inicialmente, a operação da 99 food em MG atende Belo Horizonte e cidades vizinhas. Entre elas estão Betim, Contagem, Ibirité, Nova Lima, Ribeirão das Neves e Santa Luzia. Assim, a empresa cobre uma das regiões mais populosas do estado.
Enquanto isso, o aplicativo já funciona em outras capitais brasileiras. Entre as cidades atendidas estão Campinas, Goiânia, Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro. Dessa maneira, Minas Gerais passa a integrar o plano estratégico de crescimento da marca.
Segundo a empresa, o objetivo é fortalecer o ecossistema digital da 99. Além disso, a companhia quer integrar mobilidade urbana e delivery em uma única plataforma. Com isso, amplia as oportunidades para motoristas e motociclistas parceiros.
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Estratégia de preços e incentivos aos entregadores
Além de prometer preços mais competitivos aos consumidores, a empresa aposta em incentivos financeiros aos entregadores.
Nesse sentido, a 99 oferece R$ 250 por dia ao motociclista que realizar 20 corridas pelo app, incluindo serviços do 99Pop ou da 99 food.
No entanto, para receber o valor, o profissional deve cumprir ao menos cinco entregas de comida.
Dessa forma, a empresa estimula tanto o transporte de passageiros quanto o delivery. Consequentemente, cria uma rede integrada de serviços.
Segundo o diretor de Comunicação da 99, Bruno Rossini, a proposta é redefinir o ambiente digital.
Para ele, o mercado de delivery pode crescer dez ou vinte vezes mais no Brasil. Portanto, a companhia aposta em alta demanda e expansão acelerada.
Além disso, a estratégia busca fidelizar entregadores diante da forte concorrência. Em um cenário disputado, incentivos financeiros se tornam diferenciais relevantes. Assim, a empresa tenta ampliar rapidamente sua base operacional.
Guerra dos aplicativos agita o mercado brasileiro
Atualmente, o setor de delivery vive uma intensa disputa no Brasil. De um lado, a 99 enfrenta a recém-chegada Keeta.
A empresa é subsidiária internacional da chinesa Meituan, considerada o maior aplicativo de delivery de restaurantes do mundo.
Além disso, a Keeta promete investir R$ 5,6 bilhões no Brasil nos próximos cinco anos. Com isso, o cenário competitivo se torna ainda mais agressivo. Ao mesmo tempo, outras gigantes seguem atuando fortemente no país.
Entre elas estão o iFood e a Rappi. Ambas disputam espaço com estratégias próprias de expansão e parcerias exclusivas. Portanto, a chegada da 99 food em MG ocorre em meio a uma verdadeira guerra comercial.
Disputas judiciais e monitoramento do Cade
Antes mesmo de iniciar oficialmente suas operações, a Keeta questionou na Justiça cláusulas de exclusividade firmadas pela 99 com restaurantes.
Inicialmente, a empresa obteve decisão favorável. Contudo, uma nova sentença garantiu vitória à 99 food.
Além das disputas judiciais, o setor também está sob monitoramento do Conselho Administrativo de Defesa Econômica. O órgão informou que acompanhará as atividades de 99food, Keeta, iFood e Rappi.
Vale lembrar que, em 2023, o iFood firmou acordo com o Cade. Na época, o compromisso tratou de supostas infrações à ordem econômica no mercado de marketplaces de delivery online.
Como resultado, foram estabelecidos critérios para contratos de exclusividade com restaurantes.
Entre as regras definidas, o iFood pode manter exclusividade limitada a 25% do volume de vendas.
Além disso, o acordo impede exclusividade com marcas que possuam 30 ou mais estabelecimentos. Assim, o órgão busca preservar a livre concorrência.
O que esperar da 99 food em MG nos próximos meses
Com o investimento milionário e a expansão planejada, a 99 food em MG tende a impactar diretamente consumidores, restaurantes e entregadores.
Primeiramente, os clientes podem se beneficiar de preços mais baixos e promoções agressivas. Em seguida, os restaurantes ganham uma nova vitrine digital.
Por outro lado, a concorrência deve se intensificar. Dessa forma, outras plataformas podem reagir com descontos e novos incentivos. Consequentemente, o consumidor final tende a sair ganhando no curto prazo.
Ao mesmo tempo, o sucesso da 99 food em MG dependerá da adesão dos estabelecimentos e da eficiência logística.
Caso consiga equilibrar preços, comissões e incentivos, a empresa poderá consolidar sua presença no estado.
Por fim, o mercado mineiro se torna peça-chave na estratégia nacional da companhia. Portanto, os próximos meses serão decisivos para definir o espaço da 99 food em MG no competitivo setor de delivery brasileiro.
Perguntas frequentes
A 99 food iniciou suas operações na Região Metropolitana de Belo Horizonte em fase de testes nesta semana, marcando o retorno da empresa ao mercado brasileiro de delivery após ter encerrado suas atividades no país em 2023.
A empresa investiu R$ 100 milhões para iniciar o serviço em Minas Gerais e anunciou ainda um plano mais amplo de R$ 2 bilhões para expansão no Brasil, com meta de alcançar 100 cidades até junho de 2026.
O aplicativo começou a operar em Belo Horizonte, Betim, Contagem, Ibirité, Nova Lima, Ribeirão das Neves e Santa Luzia, cobrindo inicialmente a Região Metropolitana da capital mineira.
A plataforma oferece um incentivo de R$ 250 por dia para motociclistas que realizarem 20 corridas pelo aplicativo, incluindo viagens no 99Pop e entregas no 99 food, desde que pelo menos cinco sejam entregas de comida.
Sim, a empresa disputa espaço com iFood, Rappi e a recém-chegada Keeta, além de estar envolvida em discussões judiciais sobre contratos de exclusividade com restaurantes e sob monitoramento do Cade, que acompanha a concorrência no setor de delivery no Brasil.