Educação Financeira

Quantos endividados tem no Brasil: Número é surpreendente. Veja

A pergunta quantos endividados tem no Brasil tem chamado a atenção de especialistas e consumidores. Atualmente, o país enfrenta um cenário preocupante de inadimplência. Segundo dados recentes, 78,8 milhões de brasileiros estão endividados, enquanto 8,1 milhões de empresas com CNPJ também estão negativadas. Além disso, esse número impressiona mesmo diante de um cenário de recorde […]

Publicado em 08/03/2026 08:03

Filipe Andrade

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Quantos endividados tem no Brasil: Número é surpreendente. Veja -  (crédito: Mercado Hoje)
Quantos endividados tem no Brasil: Número é surpreendente. Veja - (crédito: Mercado Hoje)

A pergunta quantos endividados tem no Brasil tem chamado a atenção de especialistas e consumidores.

Atualmente, o país enfrenta um cenário preocupante de inadimplência. Segundo dados recentes, 78,8 milhões de brasileiros estão endividados, enquanto 8,1 milhões de empresas com CNPJ também estão negativadas.

Além disso, esse número impressiona mesmo diante de um cenário de recorde de empregos formais e aumento da renda média. Ou seja, mesmo com mais pessoas trabalhando, o volume de dívidas continua crescendo.

Por outro lado, especialistas explicam que esse fenômeno não surgiu de forma repentina. Na verdade, ele resulta de uma combinação de fatores econômicos acumulados ao longo dos últimos anos. Entre eles estão juros elevados, inflação persistente e aumento do crédito fácil.

Segundo a consultora financeira Paloma Andrade, o cenário pode continuar pressionando o orçamento das famílias.

Ela explica que muitas dívidas começaram ainda durante a pandemia e continuam sendo carregadas até hoje.

Além disso, a escalada da taxa básica de juros teve impacto direto nesse problema. Em agosto de 2020, a taxa estava em 2% ao ano. Posteriormente, chegou a cerca de 15% em junho de 2025.

Consequentemente, esse aumento tornou o crédito mais caro. Assim, muitas famílias tiveram dificuldades para renegociar ou quitar suas dívidas.

Como sair das dívidas

Diante desse cenário, especialistas defendem que educação financeira se torna cada vez mais essencial.

Segundo Paloma Andrade, o primeiro passo é revisar o orçamento familiar com atenção. Primeiramente, as famílias precisam identificar quais despesas são realmente essenciais.

Em seguida, é importante localizar gastos desnecessários que podem ser reduzidos ou eliminados.

Além disso, renegociar dívidas costuma ser uma estratégia eficiente. Muitas instituições financeiras oferecem descontos relevantes para pagamento à vista ou parcelamentos menores.

Outro conselho importante envolve o uso consciente do cartão de crédito. Sempre que possível, o ideal é evitar parcelamentos longos e fugir do rotativo.

Também é recomendável priorizar compras à vista. Essa prática ajuda a manter o controle do orçamento.

Por fim, especialistas reforçam a importância de criar uma reserva de emergência. Esse fundo permite lidar com imprevistos sem recorrer a empréstimos ou cartões.

Portanto, mesmo diante de números elevados de inadimplência, mudanças de comportamento financeiro podem ajudar milhões de brasileiros a recuperar o equilíbrio financeiro.

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Quantos endividados tem no Brasil e por que o número cresceu tanto

Primeiramente, entender quantos endividados tem no Brasil exige observar o comportamento da economia nos últimos anos.

De acordo com dados recentes, o número de pessoas inadimplentes cresceu mês após mês ao longo de 2025. No início do ano, o país registrava cerca de 74,6 milhões de brasileiros negativados.

Entretanto, poucos meses depois, esse número saltou para 78,8 milhões de pessoas com dívidas atrasadas.

Além disso, o valor médio das dívidas também chama atenção. Cada consumidor inadimplente deve, em média, R$ 6.267,69.

Por outro lado, cada dívida possui um valor médio de R$ 1.578,23. Isso indica que cada brasileiro negativado possui aproximadamente quatro dívidas em aberto.

Outro dado importante aparece no chamado Mapa da Inadimplência. O levantamento mostra onde estão concentradas as dívidas dos brasileiros.

Atualmente, a maior parte das pendências financeiras está ligada a:

  • Bancos e cartões de crédito: 27,27%,
  • Contas básicas como energia, água e telefonia: 20,83%,
  • Instituições financeiras não bancárias: 19,51%.

Essas instituições incluem empresas que oferecem crédito, mas não são bancos tradicionais.

Quantos endividados tem no Brasil e o papel dos juros altos

Além do aumento do crédito, os juros elevados também ajudam a explicar quantos endividados tem no Brasil atualmente.

Segundo especialistas, o custo do dinheiro subiu de forma significativa nos últimos anos. Esse movimento encareceu financiamentos, parcelamentos e empréstimos.

Como resultado, muitas famílias passaram a comprometer uma parte maior da renda com dívidas.

Estudos indicam que o endividamento das famílias brasileiras representa cerca de 30,6% da renda, excluindo financiamentos imobiliários.

Enquanto isso, o comprometimento da renda com pagamentos de dívidas chega a 26,3%.

Isso significa que mais de um quarto da renda das famílias é usado apenas para pagar débitos.

Segundo Paloma Andrade, o problema se agravou após a pandemia. Naquele período, muitas pessoas recorreram ao crédito para manter o consumo ou pagar despesas básicas.

Além disso, o crescimento das fintechs facilitou o acesso ao crédito. Porém, isso também ampliou o uso de modalidades caras.

Entre elas está o rotativo do cartão de crédito, que possui juros extremamente elevados.

Em alguns casos, os juros dessa modalidade podem chegar a 451% ao ano.

Consequentemente, muitos consumidores acabam entrando em um ciclo de endividamento difícil de quebrar.

O novo patamar de dívida das famílias

Outro ponto importante ao analisar quantos endividados tem no Brasil é perceber que o país entrou em um novo patamar de endividamento.

Segundo especialistas, o nível atual de dívidas é diferente daquele observado antes da pandemia.

Primeiramente, houve uma forte expansão de empréstimos pessoais não consignados. Esses créditos costumam ter taxas maiores.

Além disso, muitas famílias passaram a usar o cartão de crédito como complemento da renda.

Como resultado, o endividamento deixou de ser pontual e passou a ser estrutural em muitos lares brasileiros.

Outro fator relevante envolve a inflação acumulada nos últimos anos. Mesmo quando os salários aumentam, o custo de vida também sobe.

Consequentemente, sobra menos dinheiro para quitar compromissos financeiros. Portanto, muitas famílias acabam recorrendo novamente ao crédito para pagar contas antigas. Esse comportamento cria um ciclo de dívida que pode durar anos.

Quantos endividados tem no Brasil e o que esperar para 2026

Atualmente, especialistas avaliam que o número de endividados deve continuar elevado no curto prazo.

Segundo Paloma Andrade, mesmo que o país entre em um ciclo de queda da taxa básica de juros, o cenário ainda será desafiador.

A expectativa é que a taxa Selic termine 2026 próxima de 12% ao ano. Embora seja menor que os níveis atuais, ainda se trata de um patamar alto.

Consequentemente, o crédito continuará relativamente caro. Além disso, fatores fiscais também podem influenciar o comportamento dos juros no futuro.

Caso o país não consiga controlar a evolução da dívida pública, os juros podem permanecer elevados por mais tempo.

Nesse cenário, o crescimento econômico também pode desacelerar. Com menos crescimento, o mercado de trabalho tende a gerar menos vagas. Assim, o orçamento das famílias pode continuar pressionado.