Bolsa de valores

Mercado Hoje 12-03-2026: Saiba as principais notícias

Saiba as principais notícias do Mercado Hoje 12-03-2026 segundo a equipe de renda variável do Safra Invest: Bolsas em queda. Commodities em alta. Novos ataques elevam aversão ao risco. IPCA é destaque. Feedback de reuniões sobre o setor de Utilidades Básicas nos EUA. Atualizamos e reforçamos compra em ITSA (+), CEAB (+), LREN (+) e RIAA (+). […]

Publicado em 12/03/2026 10:04

Filipe Andrade

FA
Mercado Hoje 12-03-2026: Saiba as principais notícias -  (crédito: Mercado Hoje)
Mercado Hoje 12-03-2026: Saiba as principais notícias - (crédito: Mercado Hoje)

Saiba as principais notícias do Mercado Hoje 12-03-2026 segundo a equipe de renda variável do Safra Invest: Bolsas em queda. Commodities em alta. Novos ataques elevam aversão ao risco. IPCA é destaque. Feedback de reuniões sobre o setor de Utilidades Básicas nos EUA. Atualizamos e reforçamos compra em ITSA (+), CEAB (+), LREN (+) e RIAA (+). Resultados do 4T25: AZZA (-), BRAV (-), FRAS (-), LAVV (-), MDNE (+), VBBR (+), YDUQ (-). Confira!

Fechamento dia anterior
Ibovespa: 183.969 (+0,28%)
S&P: 6.776 (-0,08%)
Dólar Futuro: R$5,18 (-0,19%)

Análise Técnica

O Ibovespa apresentou leve alta de 0,28% no último pregão, cotado a 183.969 pontos. O ativo apresenta tendência de alta no médio prazo e neutra no curto. A primeira resistência fica em 192.500 pontos. Do lado da baixa, o primeiro suporte se encontra na região de 179.000. O próximo fica na faixa de 164.400 pontos.

O Dólar Futuro apresentou leve queda de 0,19% no último pregão, cotado a 5.180,50 pontos. O ativo apresenta tendência de baixa no médio prazo e no curto neutra. Do lado da baixa, o primeiro suporte fica na região de 5.160 pontos. Se perder esse patamar, poderá alcançar o suporte seguinte em 5.105. Já do lado da alta, a primeira resistência do contrato fica na região de 5.330 e a segunda em 5.435.

Exterior

Bolsas na Europa e futuros nos EUA operam em baixa com novos ataques a navios e restrições à oferta de petróleo elevando a aversão ao risco. De acordo com a Agência Internacional de Energia, as interrupções já afetam cerca de 7,5% da oferta mundial da commodity. Para tentar conter a alta de preços, o presidente norte americano anunciou a liberação de reservas emergenciais e prometeu terminar o trabalho no Irã. Ainda sobre as commodities, o minério de ferro apresenta alta com impacto do conflito sobre rotas marítimas estratégicas, apertando a oferta de minério de maior qualidade. Na agenda, saem pedidos de seguro desemprego nos EUA com estimativa de 213 mil pedidos na semana anterior.

Doméstico

O IPCA de fevereiro é o destaque da agenda local, o consenso de mercado espera um avanço de 0,64% na comparação mensal e uma alta de 3,76% na comparação anual.

Atualizações do Mercado Hoje 12-03-2026

Utilidades básicas

Participamos na semana passada de reuniões com a Copel, Axia e investidores internacionais, e o sentimento geral para o setor de utilities se mostrou positivo, com valuation ainda não sendo um grande obstáculo mesmo após a recente alta do mercado. A Copel destacou como catalisadores a revisão tarifária da distribuidora, a dinâmica de preços de energia e a participação no próximo leilão de capacidade, reforçando que o cenário atual sustenta forte geração de caixa e boa perspectiva de dividendos.

A Axia comentou o benefício dos preços elevados de energia no curto prazo e uma tendência estrutural de preços mais altos no longo prazo, além do foco crescente em transmissão para garantir fluxos mais estáveis. Do lado dos investidores, os temas mais recorrentes foram risco regulatório diante das eleições, impactos macroeconômicos e oportunidades futuras no setor incluindo possíveis privatizações e novas listagens em saneamento enquanto ativos de distribuição geram mais cautela. No geral, utilities seguem vistas como uma opção atrativa dentro do Brasil, combinando múltiplos ainda interessantes, balanços saudáveis, dividendos sólidos e resiliência mesmo em cenários macro mais difíceis.

Itaúsa

Atualizamos o nosso modelo para Itaúsa e reforçamos a recomendação de compra. Os catalisadores para uma redução do desconto de holding da Itaúsa estão ganhando força: além da eliminação da ineficiência fiscal sobre JCP prevista para 2027, as participações em Aegea e Copa Energia seguem registradas por valores antigos, e o ajuste a valor justo já implicaria cerca de 200bps adicionais no desconto.

A recente capitalização da Aegea, precificada a R$55,29/ação três vezes o valor contábil anterior reforça esse ponto, elevando o valor marcado a mercado da posição em cerca de R$3,1 bilhões e indicando que o desconto pode estar subestimado em até 130bps. O efeito pode ser ainda maior com as ações PND, que, caso avaliadas ao mesmo preço das ON, implicariam mais 215bps, levando a distorção total acima de 250bps, especialmente relevante com um possível IPO da Aegea em 2026. Além disso, a reforma tributária tende a elevar estruturalmente o ROE da Itaúsa para cerca de 20,6% em 2027, enquanto o ALM tem reduzido custos financeiros. Com a atualização do modelo, o preço alvo sobe para R$18/ação (upside de 32%), sugerindo que há espaço para compressão adicional de 250300bps no desconto.

Cogna

A Cogna reportou receita e EBITDA abaixo das nossas estimativas que já estavam acima do consenso devido à pressão de margens na Kroton e a um recuo de receita maior do que o esperado na Saber, após o governo federal concentrar praticamente todas as entregas do PNLD no 1T26. A projeção da companhia para o PNLD no trimestre (R$ 166 mi em receita e R$ 52 mi em EBITDA) veio abaixo do que estimávamos, reduzindo o potencial de impulso no curto prazo. Por outro lado, o resultado financeiro surpreendeu positivamente, permitindo que o lucro líquido ajustado ficasse ligeiramente acima das projeções.

O fluxo de caixa livre foi sólido e a alavancagem permaneceu saudável, em 1,21x dívida líquida/EBITDA. A trajetória de margem especialmente na Kroton deve dominar a discussão daqui para frente, dada a expectativa elevada do mercado para o ciclo de captação. Mesmo com um desempenho de ações que sugere expectativas mais moderadas, seguimos construtivos com base na execução consistente dos últimos anos e mantemos recomendação de Compra.

Saúde no Mercado Hoje 12-03-2026

Destaques da videoconferência com a Abramge. O setor de saúde suplementar vive uma fase construtiva, com parte relevante da deterioração de margens de 20212023 já corrigida e espaço adicional para melhora, segundo a Abramge. Embora os grandes operadores tenham recuperado rentabilidade com reprecificação e normalização de sinistralidade, muitos players menores ainda operam no vermelho, e ainda há ganhos potenciais com redes próprias, negociações mais eficientes e controle de custos ligados a terapias e imunobiológicos.

A demanda represada deve se materializar à medida que novos beneficiários saem dos períodos de carência, beneficiando principalmente o segmento de diagnósticos no curto prazo. A judicialização segue sendo um desafio estrutural, mas indicadores recentes mostram queda nas novas ações e decisões mais técnicas. Por fim, a nova liderança da ANS adota uma postura mais técnica e dialogada, reduzindo riscos de mudanças abruptas e reforçando um ambiente regulatório mais previsível para os próximos anos.

Varejo

Atualizamos nossas projeções e preços-alvo para C&A, Lojas Renner e Riachuelo após incorporarmos os resultados mais recentes e o novo cenário macro, mantendo recomendação de Compra para todas. A C&A continua sendo uma das oportunidades mais atrativas do setor, impulsionada por ganhos de produtividade, expansão de lojas e forte recuperação de margens na operação de Beauty após a reestruturação, apesar do corte nas estimativas após um 4T25 mais fraco.

A Renner mostrou que a fraqueza do 3T foi pontual, com melhora em precificação, coleções e crédito, enquanto a Riachuelo segue consistente, apoiada em expansão acelerada, eficiência fabril e crescimento sólido do braço financeiro. Em termos de valuation, mesmo com ajustes, as três varejistas ainda negociam a múltiplos atrativos para 2026, com potencial de upside relevante pelos novos preços-alvo. Os principais riscos são consumo pressionado caso os juros permaneçam elevados, deterioração na carteira de crédito e eventual revogação da isenção de US$ 50, que poderia intensificar a competição por preços.

Vibra Energia

A Vibra apresentou um 4T25 mais forte sequencialmente, impulsionado por um ambiente de mercado mais saudável, maior participação do ciclo Otto no mix e resultados robustos da Comerc, beneficiada pela maior geração de energia e redução de curtailment. O EBITDA recorrente ajustado consolidado atingiu R$ 1,899 bi (+11% T/T), em linha com as estimativas, com a distribuição de combustíveis entregando R$ 1,587 bi (+8% T/T) e margem unitária de R$ 167/m³. A Comerc superou expectativas com EBITDA de R$ 312 mi (+32% T/T).

O lucro líquido somou R$ 679 mi (+67% T/T), apoiado por melhor desempenho operacional, menores despesas financeiras e créditos tributários, ainda que parcialmente compensado por impairment de R$ 998 mi na Comerc. O fluxo de caixa livre foi de R$ 1,175 bi, abaixo do trimestre anterior devido ao consumo de capital de giro de R$ 726 mi.

Yduqs

A YDUQS apresentou um 4T25 fraco, com receita e EBITDA ajustado abaixo das estimativas e um cenário de captação do 1S26 ainda misto. A receita líquida ficou 2% abaixo do esperado (+3% a/a), refletindo fraqueza em on campus e EAD, parcialmente compensada pelo bom desempenho do segmento Premium.

Os resultados foram novamente afetados por R$ 97 milhões em itens não recorrentes, ligados a reestruturação, imóveis e ao impairment do goodwill da UniToledo. Com cerca de 80% do ciclo de captação do 1S26 concluído, o desempenho é desigual: híbrido muito forte (+74%), mas on campus (-5%) e EAD (-37%) abaixo do previsto. É provável uma reação negativa do mercado devido ao EBITDA mais fraco e à captação mais suave nesses segmentos, mas ainda assim mantemos recomendação de Compra para YDUQ3.

Lavvi

A Lavvi apresentou um 4T abaixo do esperado, com receita 6% menor que as estimativas, queda de 2,1 p.p. na margem bruta e SG&A mais elevado, o que resultou em retração de 13% no lucro, apesar de ainda sustentar um forte ROE de 28%. A receita mais fraca refletiu menor reconhecimento de PoC devido ao lançamento do trimestre em terrenos mais baratos, enquanto a margem de backlog seguiu em alta, chegando a 37,5%.

O lucro foi pressionado por perda de alavancagem operacional, parcialmente compensada por maior resultado de equivalência (R$ 30 mi) do projeto Zen Cyrela & Yoo. A empresa registrou também queima de caixa de R$ 45 mi por aquisição de terrenos e maior pagamento de dividendos, elevando a alavancagem para 22,1%. Embora os números tenham ficado aquém do esperado e possam gerar reação negativa, mantemos visão positiva dado o baixo nível de estoque, maior exposição ao MCMV e valuation atrativo.

Frasle

A Frasle apresentou um 4T25 mais fraco, com receita de R$ 1,385 bi (+25% a/a), sustentada principalmente pela consolidação da Dacomsa, já que a receita doméstica caiu 1,3% e o OEM despencou 33% devido ao ambiente mais fraco de veículos pesados e paradas programadas, enquanto o aftermarket cresceu 2,1%.

Excluindo Dacomsa e efeitos cambiais, a receita orgânica teria recuado 6,3%. A combinação de menor alavancagem operacional, custos mais altos de matéria prima, mix desfavorável e câmbio pressionado levou o EBITDA a R$ 220 mi (estável a/a, mas 10% abaixo do consenso), com margem de 15,9% (-3,98 p.p.). O lucro líquido caiu para R$ 56 mi (-59% a/a), impactado por resultado financeiro significativamente pior, ligado sobretudo a pagamentos associados à Dacomsa.

Nu Holdings no Mercado Hoje 12-03-2026

O mercado de crédito para PMEs no Brasil ainda é pouco penetrado e concentrado nos incumbentes, representando uma oportunidade relevante para o Nubank: dos cerca de R$ 715 bi em financiamentos para PMEs, aproximadamente R$ 370 bi correspondem especificamente ao segmento de micro e pequenas empresas, onde o banco digital tem maior vantagem competitiva. Embora já atenda ~4 milhões de clientes PJ, sua carteira de crédito ainda é pequena (R$ 4,2 bi), menos de 1% do mercado endereçável, indicando amplo espaço para crescimento e o ritmo já acelera, com a carteira praticamente dobrando em 2025.

Acreditamos que a maior oportunidade está nas microempresas, enquanto o ganho de participação entre pequenas deverá vir com a ampliação do portfólio de produtos. Em nosso valuation, a vertical de PMEs pode gerar ~R$ 4,1 bi de lucro em 2030, valendo cerca de R$ 25 bi o equivalente a um upside de ~6,4% sobre o valor de mercado atual mostrando que essa avenida de crescimento é relevante e ainda subestimada pelo mercado.

Azzas

A Azzas apresentou mais um trimestre fraco, com vendas consolidadas caindo 4,1% e desempenho especialmente pressionado nas divisões de Shoes & Bags e Basic, enquanto o segmento feminino antes principal motor de crescimento desacelerou para 11,6% a/a. A margem bruta recuou 40bps devido a maior intensidade promocional no Basic para reduzir estoques, e a perda de alavancagem operacional limitou a melhora de eficiência, resultando em apenas 10bps de expansão no EBITDA ajustado, apesar do benefício de menores despesas ligadas a M&A.

O lucro ajustado caiu 0,5% e veio abaixo do esperado, refletindo o ambiente operacional mais fraco. A alavancagem subiu para 1,3x DL/EBITDA com maior dívida líquida. Diante da queda contínua de receitas, da desaceleração do crescimento no vestuário feminino e de um macro mais desafiador, acreditamos que os resultados foram fracos como previsto e mantemos visão neutra, com o múltiplo de 10,6x P/L 2026 ainda parecendo caro nesse contexto.

Moura Dubeux no Mercado Hoje 12-03-2026

A Moura Dubeux entregou um 4T sólido, impulsionado principalmente pelo forte reconhecimento de receitas de desenvolvimento de terrenos, que elevou a receita em 91% a/a e compensou a leve queda na margem bruta, que ainda se manteve saudável em 33,7%. O lucro avançou 148% a/a, beneficiado por despesas gerais menores do que o esperado e ganhos financeiros robustos, mesmo diante de maiores custos judiciais, resultando em um ROE de 29,5%.

A empresa registrou R$ 705 milhões em receita (4% acima das estimativas), com destaque para R$ 482 milhões provenientes da divisão de condomínios. Apesar de uma pequena queima de caixa e aumento da alavancagem, os resultados vieram ligeiramente acima do esperado e reforçam a boa execução operacional. Com baixo nível de estoques, pipeline diversificado e valuation atrativo, mantemos visão positiva sobre a companhia.

TMT e Utilidades básicas

O J. Safra Data Centers Summit reuniu representantes da ABDC, do MDIC e da Terra Nova, reforçando uma visão construtiva para o setor e a expectativa de que o ReData ainda possa ser aprovado em 2026, condição considerada crucial para viabilizar novos investimentos antes da reforma tributária de 2027. Embora a MP tenha expirado, um projeto de lei paralelo segue avançando, e discussões no Congresso tentam viabilizar a medida apesar das restrições eleitorais.

Como alternativa de curto prazo, estados discutem reduzir o ICMS de equipamentos de TI e IA, potencialmente cortando em até 35% o CAPEX de data centers quando combinado a incentivos federais. O Brasil segue competitivo no cenário regional, especialmente pela matriz altamente renovável um diferencial importante para hyperscalers com metas ESG e pela possibilidade de alocar data centers de treino de IA no Nordeste, aproveitando energia eólica e solar. Por fim, debates destacaram como cargas de IA estão elevando drasticamente o CAPEX, com GPUs representando até 80% do investimento e exigindo densidades de rack muito maiores e sistemas avançados de resfriamento fatores que tornam incentivos como o ReData ainda mais determinantes para manter o Brasil competitivo em projetos de IA.

Nvidia no Mercado Hoje 12-03-2026

A GTC 2026 da NVIDIA, que ocorre de 16 a 19 de março, deve marcar uma mudança de foco: menos ênfase em performance isolada de chips e mais destaque para a arquitetura integrada das Fábricas de IA, reforçando o posicionamento da empresa como fornecedora completa de infraestrutura. Espera se o anúncio de novos chips incluindo um processador de inferência com arquitetura LPU da Groq, atualizações da plataforma Vera Rubin e uma prévia da futura arquitetura Feynman (prevista para 2028) além de sinais sobre a durabilidade da demanda computacional, apoiada pelo avanço contínuo das leis de escala e pelo crescimento acelerado de aplicações e agentes de IA.

Apesar do desconforto do mercado com a sustentabilidade do capex das hyperscalers, a NVIDIA negocia a um P/L de ~21,5x, bem abaixo da média histórica, refletindo dúvidas sobre a capacidade de manter margens recordes. Contudo, a empresa segue limitada pela oferta, não pela demanda, e a defasagem natural entre investimento e monetização cria uma percepção de risco maior do que a realidade operacional sugere. Assim, a conferência chega em um momento em que a discrepância entre fundamentos robustos e valuation deprimido pode desencadear uma reprecificação das ações.

Motiva

A Motiva divulgou indicadores operacionais neutros em fevereiro de 2025: no segmento de rodovias, o tráfego comparável cresceu 1,4% ano a ano, alcançando 80,7 milhões de veículos equivalentes, impulsionado principalmente por RioSP (+11,8% com início do free flow), SPVias (+4,7%), ViaLagos (+4,2%) e AutoBan (+0,6%); porém, ao ajustar o efeito do free flow assumindo crescimento de 4,0% em RioSP o tráfego comparável praticamente ficaria estável (+0,1% YoY.

Já nas operações de mobilidade, o tráfego caiu 4,2% YoY, para 57,7 milhões de passageiros, influenciado por quedas relevantes no VLT Carioca (-21,1%) e na ViaQuatro (-4,5%). Vale destacar que a comparação anual foi afetada pela mudança do feriado de Carnaval, que ocorreu em fevereiro de 2026, resultando em cinco dias úteis a menos no período.

SmartFit no Mercado Hoje 12-03-2026

A SmartFit entregou mais um trimestre consistente, com receita de R$ 1,9 bilhão (+27% a/a) impulsionada pelo aumento do ticket médio, expansão da base de alunos e abertura de 341 academias nos últimos 12 meses; o resultado ficou amplamente em linha com o esperado. As margens recuaram levemente devido ao forte ritmo de expansão a margem bruta caiu 20bps a/a e a EBITDA ajustada 30bps enquanto o lucro líquido cresceu 23% a/a, embora abaixo do previsto por conta de maior carga tributária internacional.

Mesmo assim, academias maduras seguem muito rentáveis e a maturação das novas unidades tende a sustentar expansão futura de margens. A geração de caixa operacional foi robusta, permitindo redução da alavancagem para 1,3x. Com guidance de abertura de 330350 novas unidades em 2026 e negociando a 12x P/L 2026 em meio a um CAGR estimado de 30% no lucro até 2027, mantemos visão positiva sobre a tese.

Brava Energia

A Brava Energia apresentou um 4T25 mais fraco, pressionado por preços de petróleo menores, margens de refino comprimidas, resultando em um EBITDA ajustado de R$ 808 milhões, queda de 38% T/T, embora apenas 3% abaixo do esperado. O trimestre registrou prejuízo de R$ 588 milhões, impactado por provisões para perdas de crédito, baixa de estoques e despesas cambiais acima do previsto, parcialmente compensados por crédito fiscal maior.

Apesar da performance operacional modesta, o fluxo de caixa livre (ex-M&A) atingiu R$ 866 milhões, acima do trimestre anterior graças à liberação de capital de giro e menor investimento. Mantemos visão construtiva: a normalização da produção em 2026 deve sustentar a desalavancagem esperada, enquanto o Brent elevado pode reforçar a geração de caixa no curto prazo e acelerar o processo.

Outras informações do Mercado Hoje 12-03-2026

Commodities
Petróleo apresenta alta (US$86,18/b; +2,21%)
Minério de ferro registra alta (US$ 108,30/t; +3,98%)

Agenda do Mercado Hoje 12-03-2026
09:00 Brasil IPCA
09:00 Brasil Balança Comercial
09:30 EUA Pedidos de auxílio desemprego
09:30 EUA Início de Construção de Casas

Empresas
Raízen: Empresa prevê reorganização societária; Detalhes da futura capitalização ainda serão discutidos nas próximas semanas, com a possibilidade de conversão de dívidas de credores em ações da empresa
Petrobras: Estatal leiloa diesel a R$ 1,78/litro acima do seu preço
Casas Bahia: Instituição irá subscrever emissão R$ 1,4 bi notas
Rumo: Malha Central cancela oferta de R$ 1,5 bi em debêntures

Fale com um Assessor de Investimentos

Para entrar em contato com um assessor de investimentos basta acessar este link e marcar uma reunião para apresentação do trabalho de assessoria de investimentos que é totalmente gratuito.

As informações fornecidas neste conteúdo são exclusivamente para fins informativos e educacionais e não devem ser interpretadas como recomendações de compra ou venda de ações. Recomenda-se que os investidores realizem suas próprias análises ou consultem um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão de investimento.