
Saiba as principais notícias do Mercado Hoje 20-03-2026 segundo a equipe de renda variável do Safra Invest: Bolsas em baixa. Commodities em alta. Agenda econômica vazia. Atualizamos e elevamos AURE (+) para Compra; Mantemos neutro em HYPE (=). Resultados do 4T25: PNVL (+). Confira!
Fechamento dia anterior
Ibovespa: 180.270 (+0,35%)
S&P: 6.606 (-0,27%)
Dólar Futuro: R$5,24 (-0,45%)
Análise Técnica
O Ibovespa apresentou leve alta de 0,35% no último pregão, cotado a 180.270 pontos. O ativo perde a região das médias curtas e apresenta tendência neutra no curto prazo, mas de alta no médio. A primeira resistência fica em 186.000 e a segunda em 192.500 pontos. Do lado da baixa, o primeiro suporte se encontra na região de 164.400. O próximo fica na faixa de 157.200 pontos.
O Dólar Futuro apresentou queda de 0,45% no último pregão, cotado a 5.238 pontos. O ativo apresenta tendência de baixa no médio prazo e no curto neutra. Do lado da baixa, o primeiro suporte fica na região de 5.160 pontos. Se perder esse patamar, poderá alcançar o suporte seguinte em 5.105. Já do lado da alta, a primeira resistência do contrato fica na região de 5.355 e a segunda em 5.435.
Exterior
Bolsas na Europa e futuros nos EUA operam em queda com intensificação de ataques do Irã a ativos de energia no Oriente Médio, pressionando o petróleo, que sobe e se mantém próximo de USD110/b. O Irã afirma que continua produzindo mísseis, sinalizando que a guerra vai continuar. Membro do Conselho do BCE afirmou que a autoridade monetária europeia considera alta nos juros caso as pressões inflacionarias aumentarem com a guerra no Irã. O minério de ferro sobe.
Doméstico
Hoje é dia de vencimento de opções sobre ações na B3. Os representantes dos caminhoneiros decidiram suspender a greve e se reunirão com o governo federal na próxima semana.
Atualizações do Mercado Hoje 20-03-2026
Tenda
Visitamos a operação da Tenda em Salvador, que reforçou uma visão bastante positiva para os resultados futuros da companhia, destacando o Nordeste como seu principal mercado, responsável por cerca de 45% dos lançamentos e pelas maiores margens da operação. O relatório aponta que a empresa deve ser uma das grandes beneficiadas pelas mudanças no Minha Casa, Minha Vida, especialmente porque parte relevante das vendas está na faixa de renda que tende a ganhar mais acessibilidade e menor carga tributária.
Em Salvador, o projeto Jardim Armação Prime mostrou a capacidade da Tenda de avançar para produtos de ticket mais alto dentro do MCMV Faixa 3, com melhor posicionamento, maior poder de preço e margens brutas superiores, favorecidas também por um ambiente regulatório mais restritivo que reduz a concorrência.
Além disso, a companhia mantém uma vantagem competitiva importante em seu modelo industrializado e verticalizado de construção, com alto grau de padronização, uso intensivo de fábricas e ciclos de obra mais curtos, o que aumenta eficiência e reduz riscos de inflação. Por fim, o Nordeste segue como a principal avenida de crescimento, com forte liderança de mercado na Bahia, boa rentabilidade em seus polos da região e expansão planejada para João Pessoa, onde a Tenda enxerga demanda relevante e espaço para ganhar escala.
Siderurgia
O cenário para as siderúrgicas locais parece mais favorável em aços longos do que em aços planos, refletindo uma demanda relativamente melhor para produtos laminados longos, queda das importações desses itens e crescimento das exportações, enquanto nos planos houve avanço das importações, recuo das vendas domésticas e maior pressão competitiva, além de redução da utilização da capacidade da indústria.
Em preços, a leitura é que os produtores de longos têm mais espaço para reajustes, já que o vergalhão no Brasil ainda apresenta prêmio de paridade considerado saudável, ao contrário do HRC, cujos preços já subiram desde setembro enquanto o vergalhão ficou estável. Para 2026, medidas antidumping definitivas e aumento de tarifas de importação devem contribuir para um mercado mais equilibrado e disciplinado em preços, embora persistam preocupações com consumo mais fraco e menos dias úteis. Nesse contexto, Gerdau e CSN aparecem como nomes mais bem posicionados, pela exposição ao mercado de aço nos EUA e aos mercados brasileiros de aços longos e minério de ferro, respectivamente.
Petróleo e gás
Em reunião com representantes da ANP, o principal foco foi o combate às irregularidades no setor de distribuição de combustíveis e o fortalecimento da fiscalização, com destaque para os avanços já obtidos após operações policiais e fechamento de operadores irregulares, mas ainda com espaço para medidas adicionais, como regularização de metas passadas de compra de CBIOs, exigências mais rígidas para criação de novas distribuidoras, maior controle da mistura obrigatória de biocombustíveis, fechamento de postos irregulares, atualização do valor das multas e recomposição do orçamento da agência para ampliar a supervisão.
Também foram discutidas as rodadas de licitação de áreas exploratórias, com uma oferta permanente bastante ampla sob os regimes de concessão e partilha, incluindo centenas de blocos onshore e offshore em diversas bacias, além de áreas do pré-sal e regiões com potencial para hidrogênio e acumulações marginais. De modo geral, a percepção foi positiva, com a ANP se mostrando aberta ao diálogo com o mercado, maior visibilidade política sobre os impactos das operações irregulares e uma sinalização de continuidade no esforço para manter a atividade exploratória elevada e ampliar o conhecimento das bacias sedimentares brasileiras, favorecendo a reposição sustentável de reservas.
Educação no Mercado Hoje 20-03-2026
Realizamos uma conversa com a EducaInsights que reforçou uma visão construtiva no curto prazo para o setor de educação superior, indicando que o ciclo de captação 2026.1 deve encerrar com crescimento de médio a alto um dígito, mais impulsionado por melhorias de processo e conversão do funil do que por expansão da demanda. O perfil do estudante está mudando de forma a favorecer instituições maiores, já que o candidato está mais sensível a preço, menos comprometido com cursos longos e mais focado em empregabilidade imediata, o que valoriza escala, infraestrutura física e capacidade de CRM.
No ensino híbrido, cresce um público com baixa fidelidade à marca e alta sensibilidade ao ticket, enquanto cursos da área de saúde em formato semipresencial aparecem como um dos principais destaques de demanda. Ao mesmo tempo, o ambiente competitivo segue pressionado por descontos comerciais agressivos, o que amplia a diferença entre grandes e pequenos operadores, já que estes têm menos estrutura para sustentar preços baixos e absorver custos regulatórios adicionais. Em medicina, a expansão da oferta reduziu a relação candidato/vaga e comprimiu tickets, mas o ENAMED começa a reverter parte dessa pressão ao filtrar programas mais fracos, com impacto potencialmente menor sobre a demanda do que o mercado temia, dado o ainda baixo nível de conhecimento dos alunos sobre a prova.
Hypera
A atualização das estimativas para HYPE3 incorporou os resultados do 4T25, novas premissas macroeconômicas e o follow-on de R$ 1,5 bilhão, cujo efeito positivo sobre o lucro líquido, o fluxo de caixa e a desalavancagem compensou parcialmente um ajuste operacional mais conservador, refletindo crescimento ainda abaixo do mercado farmacêutico e EBITDA cerca de 2% menor que o anteriormente projetado; com isso, o preço-alvo para o fim de 2026 foi reduzido de R$ 28,00 para R$ 24,50 por ação, implicando potencial de alta de 10%, e a recomendação foi mantida em neutra, já que o papel negocia a cerca de 8x P/L de 2026, em linha com o múltiplo implícito no valuation e próximo da média histórica recente. O aumento de capital também melhora a trajetória de alavancagem, agora estimada em 2,0x ao fim de 2026, contra 2,5x antes.
Em um cenário alternativo, caso a companhia passe a vender um medicamento à base de semaglutida a partir de 2027, o impacto positivo no EBITDA e no lucro líquido seria moderado, mas suficiente para elevar o preço-alvo para R$ 26,50 por ação, com potencial de alta de 19%; ainda assim, como o produto segue em aprovação regulatória, ele foi excluído do caso-base, e a visão do relatório segue favorecendo mais o varejo farmacêutico como principal beneficiário estrutural da tendência de GLP-1 do que a própria Hypera no curto prazo.
Cyrela
A Cyrela divulgou um resultado trimestral considerado neutro, com alguns fatores mistos: por um lado, apresentou forte crescimento de receita líquida, impulsionado principalmente pela retirada de cláusulas suspensivas em lançamentos de alto padrão, além de ganhos robustos com equivalência patrimonial das joint ventures, o que ajudou a elevar o lucro líquido e o ROE em relação ao ano anterior; por outro, o desempenho por ação ficou apenas levemente acima das estimativas e foi beneficiado por efeitos não recorrentes, como crédito fiscal diferido e ganhos financeiros maiores, que compensaram parcialmente despesas operacionais mais altas e uma participação minoritária acima do esperado.
Além disso, a companhia registrou consumo de caixa no trimestre e encerrou o período com alavancagem mais elevada após o pagamento de dividendos no fim de 2025. Assim, embora o trimestre não tenha trazido uma surpresa operacional relevante, a visão segue positiva para a ação no médio prazo, sustentada pela boa execução da companhia, maior exposição ao programa Minha Casa, Minha Vida e valuation atrativo.
Auren no Mercado Hoje 20-03-2026
Atualizamos o modelo para AURE3 e agora temos uma visão mais positiva sobre a companhia, levando à elevação do preço-alvo em 12 meses para R$ 14,10 por ação e ao upgrade da recomendação para Outperform, sustentado por um potencial de retorno total de cerca de 22% e uma TIR estimada de aproximadamente 13%, acima da média do setor. A melhora da tese decorre principalmente de um portfólio de energia mais equilibrado, com menor exposição de curto prazo em 2026/2027 e maior captura da tendência de alta dos preços de longo prazo a partir de 2028/2029, além da inclusão, no valuation, de recebíveis relevantes ligados a ativos não depreciados das antigas usinas da Cesp e à recuperação parcial de despesas passadas com curtailment, somando cerca de R$ 1,8 bilhão ao valor justo.
Mesmo com alavancagem ainda elevada no curto prazo, a perspectiva é de melhora gradual da geração de caixa e redução do endividamento até 2028. As novas premissas também incorporam preços de energia mais altos, ajustes em GSF, curtailment, capex, O&M e margens do braço de trading, resultando em elevação média de 3,4% no EBITDA projetado entre 2026 e 2030, reforçando a atratividade relativa do papel frente aos pares.
Panvel
A Panvel entregou um trimestre positivo, com desempenho de receita já antecipado no dia do investidor e EBITDA praticamente em linha com as estimativas, crescendo 28% na comparação anual, embora o lucro líquido ajustado tenha ficado ligeiramente abaixo do esperado por conta de resultados financeiros mais pressionados pelos juros mais altos. O principal destaque foi a forte geração de caixa livre, que virou para R$ 42 milhões no 4T25, ante consumo de caixa no mesmo período do ano anterior, acompanhada por redução da dívida líquida e alavancagem bastante confortável em 0,9x.
Em nossa visão, os resultados reforçam a tese positiva para a companhia, sustentada pela melhora contínua da produtividade das lojas, crescimento sólido de vendas mesmas lojas maduras e capacidade de executar um plano de expansão agressivo, fatores que devem continuar impulsionando crescimento de receita, ganho de margem e avanço do lucro por ação, justificando a manutenção da recomendação de Compra e preço-alvo de R$ 22 por ação.
Cemig
A Cemig divulgou um trimestre com resultados IFRS fortes, impulsionados principalmente por efeitos não recorrentes ligados ao acordo sobre obrigações pós-emprego no plano de saúde, mas, quando se olha o desempenho operacional ajustado, o quadro foi mais moderado: o EBITDA ajustado ficou um pouco acima das estimativas, apesar da pressão de volumes mais fracos na distribuidora e na unidade de gás, além de impactos de GSF e resultados de trading.
A receita ficou praticamente estável, beneficiada por maior volume em geração/comercialização e pelo reajuste tarifário da distribuidora, mas parcialmente compensada por queda no mercado cativo e menor venda de gás devido à migração de clientes para o mercado livre. Os custos administráveis vieram pressionados, embora inadimplência e perdas tenham mostrado comportamento relativamente controlado. O lucro líquido foi favorecido por itens extraordinários e maior equivalência patrimonial, enquanto a alavancagem subiu para 2,3x dívida líquida/EBITDA. No geral, a leitura é de um trimestre operacional ajustado decente, porém poluído por efeitos não recorrentes, levando à manutenção de uma visão neutra sobre a ação.
Outras informações do Mercado Hoje 20-03-2026
Commodities
Petróleo apresenta alta (US$116,40/b; +3,70%)
Minério de ferro registra alta (US$ 108,15/t; +0,93%)
Agenda do Mercado Hoje 20-03-2026
Agenda Vazia
Empresas
Serviços Financeiros: Gilson Finkelsztain, CEO da B3, será o novo presidente do Santander Brasil. Ele substituirá Mario Leão, que permanece no cargo até julho, em um período de transição; Luiz Masagão, vice-presidente de produtos e clientes da B3, é apontado como favorito para suceder Finkelsztain
Riachuelo: Empresa cita geopolítica e suspende estudo para oferta de ações
Energia Elétrica: ISA Energia e Axia assinam acordo para descruzar participações
Tupy: Prejuízo líquido 4T R$626,5 mi, est. prejuízo R$41,3 mi
Bemobi: Lucro líquido 4T R$52,7 mi X R$41,9 mi a/a
Motiva: Companhia elevada a neutra por Goldman; preço-alvo R$15,70
Randon: Empresa rebaixada a neutra por XP Investimentos
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As informações fornecidas neste conteúdo são exclusivamente para fins informativos e educacionais e não devem ser interpretadas como recomendações de compra ou venda de ações. Recomenda-se que os investidores realizem suas próprias análises ou consultem um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão de investimento.