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Tornozeleiras eletrônicas: Conheça esse mercado milionário

As tornozeleiras eletrônicas vêm ganhando espaço no Brasil como alternativa eficiente ao sistema prisional tradicional. Atualmente, esse mercado é considerado restrito e altamente especializado, com apenas algumas empresas disputando contratos públicos. Além disso, os dispositivos não são vendidos diretamente, mas sim alugados aos governos estaduais. Além disso, o uso de tornozeleiras eletrônicas cresceu de forma […]

Publicado em 31/03/2026 12:00

Filipe Andrade

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Tornozeleiras eletrônicas: Conheça esse mercado milionário -  (crédito: Mercado Hoje)
Tornozeleiras eletrônicas: Conheça esse mercado milionário - (crédito: Mercado Hoje)

As tornozeleiras eletrônicas vêm ganhando espaço no Brasil como alternativa eficiente ao sistema prisional tradicional.

Atualmente, esse mercado é considerado restrito e altamente especializado, com apenas algumas empresas disputando contratos públicos.

Além disso, os dispositivos não são vendidos diretamente, mas sim alugados aos governos estaduais.

Além disso, o uso de tornozeleiras eletrônicas cresceu de forma impressionante nos últimos anos.

Entre 2016 e 2024, o número de dispositivos ativos aumentou cerca de 20 vezes. Hoje, o país conta com aproximadamente 122 mil unidades em operação, segundo estimativas do setor.

Por outro lado, a tendência é de crescimento contínuo. Nos próximos cinco anos, especialistas indicam que esse número pode dobrar.

Isso ocorre porque o Judiciário tem adotado medidas menos severas, priorizando penas alternativas à prisão.

Crescimento das tornozeleiras eletrônicas no Brasil

Atualmente, o avanço das tornozeleiras eletrônicas está diretamente ligado à busca por soluções mais eficientes e econômicas.

Nesse cenário, o sistema carcerário enfrenta desafios como superlotação e altos custos operacionais.

Além disso, o custo mensal de uma tornozeleira gira em torno de R$ 250 por monitorado. Em comparação, o custo de um preso no regime fechado pode variar entre R$ 1.100 e R$ 4.300 mensais.

Portanto, ao considerar a média nacional, o gasto anual por detento chega a cerca de R$ 28 mil.

Já o uso da tornozeleira representa aproximadamente R$ 3 mil por ano, gerando uma economia significativa para os cofres públicos.

Consequentemente, essa diferença de custos reforça o interesse dos governos estaduais em ampliar o uso da tecnologia.

Assim, o modelo se torna uma alternativa viável tanto do ponto de vista financeiro quanto social.

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Empresas que dominam o mercado de tornozeleiras eletrônicas

Atualmente, o setor de tornozeleiras eletrônicas no Brasil é dominado por poucas empresas. Entre elas, destaca-se a Spacecom, responsável por cerca de 80% do mercado nacional.

Além disso, outras empresas também disputam contratos importantes. Entre as principais concorrentes estão UE Brasil Tecnologia, Geocontrol, Synergye e a britânica Buddi.

Nesse contexto, essas companhias participam de licitações públicas promovidas por estados e secretarias de segurança.

Portanto, o modelo de negócio é baseado na prestação de serviços completos, e não apenas no fornecimento do equipamento.

Por outro lado, cada contrato pode variar bastante. Isso inclui quantidade de dispositivos, estrutura de monitoramento e suporte técnico especializado.

Como funciona o monitoramento das tornozeleiras eletrônicas

Em geral, o funcionamento das tornozeleiras eletrônicas envolve tecnologia avançada e monitoramento contínuo. Os dispositivos possuem GPS, modem de comunicação e sensores internos.

Além disso, as versões mais modernas enviam dados de localização a cada minuto para uma central. Essa central funciona 24 horas por dia, garantindo acompanhamento em tempo real.

Caso ocorra qualquer irregularidade, como tentativa de violação, o sistema emite alertas automáticos. Assim, equipes responsáveis podem acionar rapidamente a polícia e o Judiciário.

Do mesmo modo, a estrutura física do equipamento é robusta. A carcaça costuma ser feita de materiais resistentes e à prova dágua, como poliuretano.

Enquanto isso, a pulseira é produzida com fibra sintética ou borracha reforçada. Já o sistema de trava conta com sensores que detectam qualquer tentativa de rompimento.

Tecnologia e inovação

Atualmente, a tecnologia das tornozeleiras eletrônicas continua evoluindo rapidamente. Algumas empresas utilizam componentes importados, vindos dos Estados Unidos, Reino Unido e China.

Por outro lado, há fabricantes que investem em soluções nacionais. Esse é o caso da Spacecom, que afirma trabalhar com tecnologia 100% brasileira.

Além disso, o custo de fabricação de cada unidade varia entre R$ 2.000 e R$ 4.500, dependendo do nível tecnológico.

No entanto, o futuro do setor aponta para avanços ainda maiores. A tendência é a miniaturização dos dispositivos, tornando-os mais leves e discretos.

Ao mesmo tempo, espera-se maior autonomia de bateria. Atualmente, os equipamentos funcionam por cerca de 48 horas sem recarga, mas novas versões devem ampliar esse tempo.

Tornozeleiras eletrônicas e o futuro do sistema prisional

Por fim, as tornozeleiras eletrônicas representam uma transformação importante no sistema penal brasileiro. Elas oferecem uma alternativa mais econômica, eficiente e humanizada.

Além disso, o crescimento desse mercado acompanha mudanças na forma como a Justiça lida com penas e monitoramento. Dessa forma, a tecnologia contribui para reduzir a superlotação dos presídios.

Consequentemente, governos tendem a ampliar investimentos nesse modelo. Isso deve impulsionar ainda mais o mercado nos próximos anos.

Portanto, as tornozeleiras eletrônicas não apenas ajudam a reduzir custos, mas também promovem maior controle e segurança. Assim, consolidam-se como uma solução estratégica para o futuro da segurança pública no Brasil.

Perguntas frequentes

O que são tornozeleiras eletrônicas?

As tornozeleiras eletrônicas são dispositivos de monitoramento usados pela Justiça para acompanhar a localização de pessoas fora do sistema prisional. Elas funcionam com tecnologia GPS e transmitem dados em tempo real para centrais de controle.

Quanto custa uma tornozeleira eletrônica para o governo?

O custo médio é de cerca de R$ 250 por mês por pessoa monitorada. Esse valor é muito menor do que o custo de manter um preso no sistema carcerário, o que gera economia para os cofres públicos.

Quem fornece tornozeleiras eletrônicas no Brasil?

Poucas empresas atuam nesse mercado. Entre elas estão Spacecom, UE Brasil Tecnologia, Geocontrol, Synergye e a empresa britânica Buddi, que disputam contratos com governos estaduais.

Como funciona o monitoramento das tornozeleiras eletrônicas?

O monitoramento é feito por uma central que opera 24 horas por dia. O dispositivo envia sinais frequentes de localização e, em caso de violação ou irregularidade, um alerta é disparado para que as autoridades tomem as medidas necessárias.

Por que o uso de tornozeleiras eletrônicas está crescendo?

O crescimento ocorre porque a Justiça tem adotado penas alternativas à prisão. Além disso, o custo mais baixo e a possibilidade de reduzir a superlotação dos presídios impulsionam a expansão desse modelo no Brasil.