
As tornozeleiras eletrônicas vêm ganhando espaço no Brasil como alternativa eficiente ao sistema prisional tradicional.
Atualmente, esse mercado é considerado restrito e altamente especializado, com apenas algumas empresas disputando contratos públicos.
Além disso, os dispositivos não são vendidos diretamente, mas sim alugados aos governos estaduais.
Além disso, o uso de tornozeleiras eletrônicas cresceu de forma impressionante nos últimos anos.
Entre 2016 e 2024, o número de dispositivos ativos aumentou cerca de 20 vezes. Hoje, o país conta com aproximadamente 122 mil unidades em operação, segundo estimativas do setor.
Por outro lado, a tendência é de crescimento contínuo. Nos próximos cinco anos, especialistas indicam que esse número pode dobrar.
Isso ocorre porque o Judiciário tem adotado medidas menos severas, priorizando penas alternativas à prisão.
Crescimento das tornozeleiras eletrônicas no Brasil
Atualmente, o avanço das tornozeleiras eletrônicas está diretamente ligado à busca por soluções mais eficientes e econômicas.
Nesse cenário, o sistema carcerário enfrenta desafios como superlotação e altos custos operacionais.
Além disso, o custo mensal de uma tornozeleira gira em torno de R$ 250 por monitorado. Em comparação, o custo de um preso no regime fechado pode variar entre R$ 1.100 e R$ 4.300 mensais.
Portanto, ao considerar a média nacional, o gasto anual por detento chega a cerca de R$ 28 mil.
Já o uso da tornozeleira representa aproximadamente R$ 3 mil por ano, gerando uma economia significativa para os cofres públicos.
Consequentemente, essa diferença de custos reforça o interesse dos governos estaduais em ampliar o uso da tecnologia.
Assim, o modelo se torna uma alternativa viável tanto do ponto de vista financeiro quanto social.
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Empresas que dominam o mercado de tornozeleiras eletrônicas
Atualmente, o setor de tornozeleiras eletrônicas no Brasil é dominado por poucas empresas. Entre elas, destaca-se a Spacecom, responsável por cerca de 80% do mercado nacional.
Além disso, outras empresas também disputam contratos importantes. Entre as principais concorrentes estão UE Brasil Tecnologia, Geocontrol, Synergye e a britânica Buddi.
Nesse contexto, essas companhias participam de licitações públicas promovidas por estados e secretarias de segurança.
Portanto, o modelo de negócio é baseado na prestação de serviços completos, e não apenas no fornecimento do equipamento.
Por outro lado, cada contrato pode variar bastante. Isso inclui quantidade de dispositivos, estrutura de monitoramento e suporte técnico especializado.
Como funciona o monitoramento das tornozeleiras eletrônicas
Em geral, o funcionamento das tornozeleiras eletrônicas envolve tecnologia avançada e monitoramento contínuo. Os dispositivos possuem GPS, modem de comunicação e sensores internos.
Além disso, as versões mais modernas enviam dados de localização a cada minuto para uma central. Essa central funciona 24 horas por dia, garantindo acompanhamento em tempo real.
Caso ocorra qualquer irregularidade, como tentativa de violação, o sistema emite alertas automáticos. Assim, equipes responsáveis podem acionar rapidamente a polícia e o Judiciário.
Do mesmo modo, a estrutura física do equipamento é robusta. A carcaça costuma ser feita de materiais resistentes e à prova dágua, como poliuretano.
Enquanto isso, a pulseira é produzida com fibra sintética ou borracha reforçada. Já o sistema de trava conta com sensores que detectam qualquer tentativa de rompimento.
Tecnologia e inovação
Atualmente, a tecnologia das tornozeleiras eletrônicas continua evoluindo rapidamente. Algumas empresas utilizam componentes importados, vindos dos Estados Unidos, Reino Unido e China.
Por outro lado, há fabricantes que investem em soluções nacionais. Esse é o caso da Spacecom, que afirma trabalhar com tecnologia 100% brasileira.
Além disso, o custo de fabricação de cada unidade varia entre R$ 2.000 e R$ 4.500, dependendo do nível tecnológico.
No entanto, o futuro do setor aponta para avanços ainda maiores. A tendência é a miniaturização dos dispositivos, tornando-os mais leves e discretos.
Ao mesmo tempo, espera-se maior autonomia de bateria. Atualmente, os equipamentos funcionam por cerca de 48 horas sem recarga, mas novas versões devem ampliar esse tempo.
Tornozeleiras eletrônicas e o futuro do sistema prisional
Por fim, as tornozeleiras eletrônicas representam uma transformação importante no sistema penal brasileiro. Elas oferecem uma alternativa mais econômica, eficiente e humanizada.
Além disso, o crescimento desse mercado acompanha mudanças na forma como a Justiça lida com penas e monitoramento. Dessa forma, a tecnologia contribui para reduzir a superlotação dos presídios.
Consequentemente, governos tendem a ampliar investimentos nesse modelo. Isso deve impulsionar ainda mais o mercado nos próximos anos.
Portanto, as tornozeleiras eletrônicas não apenas ajudam a reduzir custos, mas também promovem maior controle e segurança. Assim, consolidam-se como uma solução estratégica para o futuro da segurança pública no Brasil.
Perguntas frequentes
As tornozeleiras eletrônicas são dispositivos de monitoramento usados pela Justiça para acompanhar a localização de pessoas fora do sistema prisional. Elas funcionam com tecnologia GPS e transmitem dados em tempo real para centrais de controle.
O custo médio é de cerca de R$ 250 por mês por pessoa monitorada. Esse valor é muito menor do que o custo de manter um preso no sistema carcerário, o que gera economia para os cofres públicos.
Poucas empresas atuam nesse mercado. Entre elas estão Spacecom, UE Brasil Tecnologia, Geocontrol, Synergye e a empresa britânica Buddi, que disputam contratos com governos estaduais.
O monitoramento é feito por uma central que opera 24 horas por dia. O dispositivo envia sinais frequentes de localização e, em caso de violação ou irregularidade, um alerta é disparado para que as autoridades tomem as medidas necessárias.
O crescimento ocorre porque a Justiça tem adotado penas alternativas à prisão. Além disso, o custo mais baixo e a possibilidade de reduzir a superlotação dos presídios impulsionam a expansão desse modelo no Brasil.