
Saiba as principais notícias do Mercado Hoje 28-04-2026 segundo a equipe de renda variável do Safra Invest: Bolsas e commodities mistas. Petróleo sobe com poucos avanços entre EUA-Irã. Resultados do 1T26: GGBR (+). EMBJ (+) divulgou sua carteira de pedidos. INTB (-) anuncia aquisição de terreno em Manaus. Confira!
Fechamento dia anterior
Ibovespa: 189.579 (-0,61%)
S&P: 7.174 (+0,12%)
Dólar Futuro: R$4,99 (-0,20%)
Análise Técnica
O Ibovespa apresentou queda de 0,61% no último pregão, cotado a 189.579 pontos. O ativo apresenta tendência de alta nos curto e médio prazos. A primeira resistência fica em 200.000. Do lado da baixa, o primeiro suporte se encontra na região de 188.500. O próximo fica na faixa de 176.000 pontos.
O Dólar Futuro apresentou queda de 0,20% no último pregão, cotado a 4.986,10 pontos. O ativo apresenta tendência de baixa no curto e médio. Do lado da baixa, o primeiro suporte fica na região de 5.030 pontos. Se perder esse patamar, poderá alcançar o suporte seguinte em 4.890. Já do lado da alta, a primeira resistência do contrato fica na região de 5.200 e a segunda em 5.240.
Exterior
Bolsas na Europa negociam em alta e futuros nos EUA operam em baixa, em meio a poucos avanços nas negociações para a reabertura do Estreito de Ormuz. O presidente norte americano convocou sua equipe de segurança para discutir proposta de Teerã e promete tratar o tema, reiterando que o programa nuclear deve ser abordado antes de qualquer avanço. O Teerã sinalizou a abertura a um acordo temporário em troca do fim do bloqueio de seus portos. No campo corporativo, a Open AI não atingiu recentemente suas próprias metas de aquisição de usuários e vendas, o que alimenta preocupações internas sobre a capacidade de sustentar os gastos com infraestrutura de IA, de acordo com o Wall Street Journal. Entre as commodities, o minério de ferro cai e o petróleo sobe.
Doméstico
No Brasil, o IPCA-15 de abril é destaque da a agenda e ele deve apresentar avanço de 0,98% na comparação mensal, de acordo com as expectativas de consenso de mercado Bloomberg. Às 11h saem dados de arrecadação Federal de março.
Atualizações do Mercado Hoje 28-04-2026
Farmácias e farmacêuticas
O setor farmacêutico apresentou forte aceleração em março de 2026, conforme dados divulgados pela Sindusfarma. As vendas do varejo (sell-out) cresceram 20% a/a, enquanto as vendas da indústria (sell-in) avançaram 19% a/a, superando o ritmo observado em fevereiro. Esse desempenho evidencia a resiliência do segmento, impulsionado pela expansão das redes de farmácias e aumento da demanda por medicamentos.
O cenário favorável reforça a confiança nas principais empresas analisadas, que mantêm estratégias de crescimento e consolidação de mercado. A dinâmica competitiva permanece intensa, com potencial de ganhos de participação e avanços operacionais ao longo do ano. O trimestre foi marcado por resultados sólidos, indicando perspectivas positivas para o setor e sustentando o otimismo dos investidores.
Alimentos e bebidas
O 1T26 deve trazer um quadro misto para o setor de proteínas, com demanda sólida sustentando volumes, mas margens pressionadas por custos mais altos. Esperamos resultados mais fracos para JBS e Marfrig, influenciados pelo ambiente ainda desafiador da indústria nos EUA, enquanto Minerva deve se destacar positivamente, com forte crescimento de receita apesar da pressão sobre margens.
No Brasil, a demanda global favorece volumes de carne bovina, suína e de frango, embora os preços mais altos do gado e dos grãos comprimam a rentabilidade. Na Austrália, o ciclo favorável do gado segue beneficiando a JBS. Ainda assim, a combinação de volumes robustos, preços em dólar e a contribuição dos ativos adquiridos da Marfrig deve permitir à Minerva entregar resultados superiores aos pares neste trimestre.
Assaí
O Assaí apresentou um resultado fraco no 1T26, com crescimento de receita limitado, pressionado por vendas mesmas lojas negativas, que seguem abaixo da inflação de alimentos, tendência que não deve se reverter no curto prazo. O lucro ficou bem abaixo do esperado, refletindo desempenho operacional mais fraco e margens ainda comprimidas, apesar de uma melhora na dívida líquida, ajudada pela redução de adiantamentos sobre recebíveis e pela recompra de uma debênture.
No fim das contas, o balanço foi misto: a desalavancagem é positiva, mas a tese segue dependente da retomada do crescimento de vendas, condição necessária para expansão de margem e crescimento de lucro. Diante disso, mantemos uma visão neutra para o papel e uma postura cautelosa com o setor de varejo alimentar.
Bancos América Latina no Mercado Hoje 28-04-2026
No 1T26, os bancos latino-americanos analisados devem apresentar desempenhos distintos, refletindo as condições específicas de cada mercado. A Credicorp tende a se destacar, sustentada por crescimento robusto da carteira de crédito próximo ao guidance e custo de risco abaixo do esperado, resultando em ROE de 22,5% e expansão relevante no segmento de consumo. O Grupo Cibest deve registrar aumento de 5% t/t no lucro líquido, impulsionado por menor custo de risco e margens financeiras mais altas, apesar do ambiente macroeconômico adverso na Colômbia.
O Galicia, por sua vez, deve retornar à lucratividade após dois trimestres de prejuízo, com ROE positivo e estabilização do custo de risco, mesmo com inadimplência ainda elevada. O controle da qualidade dos ativos, a disciplina operacional e a contribuição de receitas de títulos públicos permanecem como principais direcionadores dos resultados, enquanto a evolução das carteiras de crédito e dos indicadores de inadimplência seguem como pontos de atenção para o próximo trimestre.
Embraer
A Embraer divulgou sua carteira de pedidos do 1T26, atingindo um novo recorde de US$ 32,1 bilhões, avanço de 22% a/a e 2% t/t, impulsionada principalmente pelo segmento de Aviação Comercial, que cresceu 50% a/a e 3% t/t, refletindo o pedido da Finnair e vendas adicionais de E195-E2. O segmento de Serviços & Suporte também apresentou desempenho robusto, com alta de 11% a/a e 4% t/t, enquanto a Aviação Executiva permaneceu estável e Defesa & Segurança registrou leve alta a/a, mas queda de 4% t/t.
No trimestre, foram entregues 44 aeronaves, aumento de 47% a/a, com destaque para a melhora no mix de clientes e maior participação de contratos de longo prazo em Serviços. A carteira consolidada reflete forte demanda e posicionamento estratégico, com potencial adicional caso contratos de Defesa em negociação sejam efetivados.
Gerdau no Mercado Hoje 28-04-2026
No 1T26, a Gerdau reportou resultados acima do esperado, com EBITDA ajustado de R$ 2,96 bilhões e margem de 17,7%, refletindo avanço operacional em todas as regiões, especialmente no Brasil e América do Norte. O lucro líquido atingiu R$ 1,01 bilhão, alta de 51% a/a, apesar de retração t/t, enquanto a geração de caixa livre foi modesta, em R$ 16 milhões, devido ao maior consumo de capital de giro e capex elevado.
A alavancagem líquida recuou para 0,74x EBITDA, mesmo com aumento da dívida líquida para R$ 8,25 bilhões. O segmento brasileiro apresentou crescimento de margem e desempenho operacional robusto, enquanto a América do Norte manteve base sólida e perspectivas positivas para margens no próximo trimestre. A companhia aprovou dividendos de R$ 354,1 milhões e cancelou ações, reforçando o foco em retorno ao acionista. O cenário permanece construtivo, com expectativa de recuperação gradual da geração de caixa.
Construtoras
Em abril, a inflação da construção apresentou forte aceleração, refletindo principalmente o aumento dos custos de materiais devido ao encarecimento logístico causado pelas tensões no Oriente Médio. O INCC-M avançou 1,04% m/m, elevando o acumulado em 12 meses para 6,28%. Materiais e equipamentos, que compõem cerca de 55% do índice, tiveram alta expressiva de 1,40% m/m, com destaque para materiais estruturais (+1,82% m/m).
Por outro lado, o custo da mão de obra subiu 0,61% m/m, reduzindo a inflação anual desse componente para 8,71%. Salvador liderou a inflação mensal, enquanto São Paulo manteve o maior índice em 12 meses. O Safra destaca que o cenário de custos pressionados deve levar a revisões orçamentárias mais conservadoras e reforça a preferência por empresas com maior resiliência operacional, como a Direcional, que se beneficia de maior capacidade de repasse e controle de custos.
Alimentos e bebidas
Em abril, as exportações brasileiras de proteínas seguem em ritmo forte, com destaque para a carne bovina, que apresentou crescimento expressivo de volumes tanto m/m quanto a/a, mesmo diante de menos dias úteis no mês. Os volumes diários de bovinos e aves mostraram recuperação relevante s/s, enquanto os preços médios das exportações subiram levemente, mas não foram suficientes para compensar o avanço dos custos do gado, pressionando as margens do setor.
No segmento de aves, o desempenho semanal foi o melhor do mês, com volumes em alta e preços recuando s/s, refletindo margens mais apertadas devido ao aumento dos custos de insumos. Para suínos, o volume exportado também cresceu a/a, mas os preços caíram m/m, mantendo as margens próximas ao topo do histórico. A perspectiva para os próximos meses é de spreads ainda favoráveis para aves e suínos, beneficiando principalmente BRF e JBS, enquanto o setor segue atento à dinâmica de custos e preços internacionais.
Vamos no Mercado Hoje 28-04-2026
Realizamos uma rodada de reuniões com o RI da Vamos. A companhia consolidou-se como a maior locadora de veículos pesados do Brasil, beneficiando-se de um mercado ainda pouco penetrado e de uma frota nacional envelhecida, o que amplia seu potencial de crescimento sem necessidade de disputar participação com concorrentes. A empresa mantém vantagem estrutural ao adquirir ativos com descontos relevantes de 22% junto a fabricantes, o que sustenta retornos atrativos mesmo em cenário de juros elevados.
O modelo de negócios, baseado na compra de ativos, contratos de leasing ajustados pela inflação e posterior venda dos usados, gera caixa em todas as etapas e fortalece o ciclo operacional. Em 2025, a extensão de contratos sem troca de ativos ganhou relevância, impulsionando geração de caixa e reduzindo alavancagem. O mercado de venda de usados, especialmente de ativos oriundos de retomadas no segmento de grãos, apresentou desafios de liquidez e pressão de preços, mas a estratégia visa acelerar a recuperação da frota e melhorar o perfil da dívida. Para 2026, os principais direcionadores serão a utilização da frota, o mix de contratos entre novos e usados e o perfil das retomadas por segmento, com expectativa de aumento gradual do capex de renovação.
Intelbras
A Intelbras anunciou a aquisição de um terreno de 670.000 m² em Manaus por R$ 19,4 milhões, com previsão de investir mais R$ 200 milhões em até 18 meses para preparação do local, construção e infraestrutura industrial e administrativa, elevando o capex em aproximadamente 80% a/a frente ao cenário-base. O projeto, voltado principalmente ao segmento de Segurança, será financiado por recursos próprios e dívida externa, e reflete a estratégia da companhia de fortalecer sua presença industrial em Manaus diante da possível não renovação de incentivos fiscais fora da região, em meio à reforma tributária e ao fim de benefícios como IPI e ICMS.
A decisão por um projeto greenfield, em vez da aquisição de planta existente, reforça a busca por flexibilidade operacional e construção de land bank para cenários futuros, sem demanda contratada imediata. A operação local, ativa desde 2009, já emprega cerca de 1.200 pessoas e conta com incentivos fiscais renovados até 2073 para parte relevante dos benefícios.
Transportes
Em março de 2026, o Banco Central do Brasil reportou um crescimento expressivo de 45% a/a no volume de novos financiamentos de veículos para pessoas físicas, totalizando R$ 22,7 bilhões, enquanto as taxas de juros caíram 67 pontos-base m/m para 26,6% (-198 pontos-base a/a). Apesar desse avanço, a inadimplência subiu 16 pontos-base t/t, atingindo 6,0% (+128 pontos-base a/a), refletindo um ambiente de crédito ainda desafiador. Para empresas, houve retração de 6% a/a no volume de novos financiamentos, com inadimplência em alta de 19 pontos-base m/m para 4,7% (+183 pontos-base a/a) e redução de 49 pontos-base m/m nas taxas de juros, para 18,5% (+82 pontos-base a/a). O setor de locação de veículos segue beneficiado pela expansão dos volumes, mas permanece atento ao risco de inadimplência e ao impacto das taxas de juros sobre o custo de financiamento, fatores que podem influenciar o ritmo de renovação de frota das principais locadoras.
Armac no Mercado Hoje 28-04-2026
No dia 27 de abril de 2026, a Armac anunciou a aquisição de 100% da Escad, empresa do segmento de linha amarela sediada em Santo André (SP), fortalecendo sua atuação no mercado de infraestrutura. A transação adiciona mais de 600 ativos à frota da Armac, representando um aumento de 5% e mantendo a idade média dos equipamentos em três anos. Para 2026, a Escad deve contribuir com receita bruta de locação de R$ 85 milhões e EBITDA de cerca de R$ 46 milhões, refletindo uma margem de 52%.
O valor da operação foi de R$ 170 milhões, com dívida líquida de R$ 107 milhões e alavancagem de aproximadamente 2,3x EBITDA. O pagamento será feito em 68% à vista e o restante em três parcelas anuais ajustadas por 85% do CDI, favorecendo a manutenção da estratégia de desalavancagem da Armac. A aquisição é vista como positiva para fortalecer a presença no segmento e ampliar a competitividade frente à Mills.
Bancos
O Banco Central divulgou os dados de crédito de março de 2026, mostrando aceleração no crescimento dos empréstimos do sistema, com alta de 9,7% a/a, impulsionada principalmente pelo BNDES e bancos estrangeiros privados. No segmento de varejo, destacaram-se os empréstimos consignados privados, cujas originações mensais subiram para R$ 10,9 bilhões, e financiamentos de veículos, com avanço de 23% m/m. O crédito em cartões cresceu 14,9% a/a, mas houve desaceleração nas linhas rotativas. O índice de inadimplência de 90 dias caiu 10 pontos-base para 4,3%, com redução relevante nos bancos públicos (exceto BNDES) e nas linhas rurais. No entanto, observou-se aumento de 18 pontos-base na inadimplência de 15-90 dias no varejo, principalmente em cartões. As spreads de novos empréstimos recuaram 10 pontos-base m/m, com queda mais acentuada no varejo. O desempenho geral reflete melhora na originação de crédito, mas com atenção à deterioração inicial da inadimplência em segmentos específicos.
Commodities
Petróleo apresenta alta (US$ 111,12/b; +2,67%)
Minério de ferro registra leve queda (US$ 106,40/t; -0,45%)
Agenda do Mercado Hoje 28-04-2026
09:00 Brasil IPCA-15
11:00 EUA Índice de Confiança do Consumidor
Empresas
Engie: A companhia trabalha com bancos para oferta de R$ 10 bi
Petrobras: Estatal compra fatia de Argonauta da Shell e outros
Sabesp: Empresa propõe desdobramento de ações na proporção de 1 para 5
São Martinho: Grupo aprova emissão de R$ 1,1 bi em debêntures
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As informações fornecidas neste conteúdo são exclusivamente para fins informativos e educacionais e não devem ser interpretadas como recomendações de compra ou venda de ações. Recomenda-se que os investidores realizem suas próprias análises ou consultem um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão de investimento.