Bolsa de valores

Mercado Hoje 30-04-2026: Saiba as principais notícias

Saiba as principais notícias do Mercado Hoje 30-04-2026 segundo a equipe de renda variável do Safra Invest: Bolsas mistas. Commodities em alta. BC corta Selic e adota tom conservador. Agenda cheia nos EUA. Resultados do 1T26: MOTV (+), JBSS (-), SUZB (-) e MULT (-). Prévia do 1T26 em Tech: TOTS (+), LWSA (+) e INTB (-). […]

Publicado em 30/04/2026 13:53

Filipe Andrade

FA
Mercado Hoje 30-04-2026: Saiba as principais notícias -  (crédito: Mercado Hoje)
Mercado Hoje 30-04-2026: Saiba as principais notícias - (crédito: Mercado Hoje)

Saiba as principais notícias do Mercado Hoje 30-04-2026 segundo a equipe de renda variável do Safra Invest: Bolsas mistas. Commodities em alta. BC corta Selic e adota tom conservador. Agenda cheia nos EUA. Resultados do 1T26: MOTV (+), JBSS (-), SUZB (-) e MULT (-). Prévia do 1T26 em Tech: TOTS (+), LWSA (+) e INTB (-). Confira!

Fechamento dia anterior
Ibovespa: 184.750 (-2,05%)
S&P: 7.135 (-0,04%)
Dólar Futuro: R$5,04 (+0,46%)

Análise Técnica

O Ibovespa apresentou queda de 2,05% no último pregão, cotado a 184.750 pontos. O ativo apresenta tendência de alta nos curto e médio prazos. A primeira resistência fica em 200.000. Do lado da baixa, o primeiro suporte se encontra na região de 183.900. O próximo fica na faixa de 176.000 pontos.

O Dólar Futuro apresentou alta de 0,46% no último pregão, cotado a 5.036 pontos. O ativo apresenta tendência de baixa no curto e médio. Do lado da baixa, o primeiro suporte fica na região de 5.030 pontos. Se perder esse patamar, poderá alcançar o suporte seguinte em 4.890. Já do lado da alta, a primeira resistência do contrato fica na região de 5.200 e a segunda em 5.240.

Exterior

As bolsas europeias operam em queda, enquanto os futuros nos EUA negociam próximos da estabilidade, refletindo os receios de uma escalada do conflito no Oriente Médio. Por outro lado, a divulgação de resultados corporativos positivos ajuda a moderar o sentimento negativo dos mercados. Ontem, o Fed manteve a taxa de juros inalterada e reforçou uma postura cautelosa. A agenda econômica nos Estados Unidos é carregada, com divulgações de PCE, gastos e renda pessoal, PIB, pedidos semanais de auxílio-desemprego, PMI de Chicago e índice de indicadores antecedentes. Na Europa, o Banco Central Europeu decide hoje sobre juros e a expectativa é de manutenção das taxas. Entre as commodities, petróleo e minério de ferro registram alta.

Doméstico

O Banco Central do Brasil reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, em uma decisão de viés mais cauteloso, ao reforçar a necessidade de prudência na condução da política monetária e revisar para cima a projeção de inflação para 3,5% no horizonte relevante. Ainda assim, o comunicado sinalizou a continuidade do ciclo de cortes no curto prazo. Na agenda doméstica, os destaques ficam para a divulgação do resultado primário do setor público e da taxa de desemprego nacional.

Atualizações do Mercado Hoje 30-04-2026

Motiva
A Motiva apresentou resultados sólidos no 1T26, com lucro líquido ajustado de R$ 627 milhões, alta de 16% a/a, impulsionado por forte desempenho operacional e crescimento de 50% a/a nos resultados das operações descontinuadas (plataforma de aeroportos), que atingiram R$ 153 milhões. A receita líquida ajustada avançou 5,8% a/a para R$ 3,4 bilhões, refletindo expansão de 9% a/a nas rodovias, beneficiada pelo início da cobrança de pedágio nas concessões Sorocabana e Paraná, parcialmente compensada pelo encerramento da ViaOeste.

O segmento de ativos de mobilidade recuou 1,2% a/a, impactado por menor receita de mitigação e de ativos financeiros, parcialmente compensada por aumento nas tarifas. O EBITDA ajustado somou R$ 2,3 bilhões (+9% a/a), com margens em alta em todos os segmentos, destaque para rodovias (82,4%) e ferrovias (59,6%), sustentadas por controle de custos e ganhos operacionais. As despesas financeiras líquidas cresceram apenas 3,2% a/a, mesmo com maior endividamento, devido à maior capitalização de custos de empréstimos.

Multiplan

Os resultados da Multiplan no 1T26 ficaram abaixo do esperado, principalmente devido ao forte aumento das despesas com propriedades, que pressionou margens e levou a uma queda relevante do AFFO, apesar de indicadores operacionais resilientes. As vendas dos lojistas seguiram firmes, com crescimento anual, alta taxa de ocupação e custo de ocupação em níveis historicamente baixos, permitindo reajustes de aluguel.

O desempenho mais fraco do trimestre reflete, em parte, maiores provisões, que tendem a se normalizar à frente. Mesmo assim, a companhia mantém fundamentos sólidos, alavancagem controlada e um portfólio fortalecido após o ciclo de revitalizações, o que sustenta uma visão positiva para os próximos trimestres e reforça a tese de valorização no médio prazo.

Iochpe-Maxion no Mercado Hoje 30-04-2026

A Iochpe-Maxion apresentou resultados neutros no 1T26, com receita líquida de R$ 3,8 bilhões (-3,3% a/a), pressionada pela fraqueza dos mercados de veículos comerciais na América do Norte e Brasil, além da valorização do real. Apesar do cenário desafiador, o EBITDA atingiu R$ 357 milhões (+0,8% a/a), com margem de 9,4% (+37bps a/a), refletindo ganhos de eficiência advindos da reestruturação implementada em 2025 e redução de custos operacionais.

O lucro líquido, porém, ficou em apenas R$ 4 milhões (-64% a/a), impactado por maior participação de minoritários, especialmente nas joint ventures da Turquia e Índia, e resultado financeiro mais negativo devido à variação cambial. Regionalmente, a América do Norte registrou queda relevante, enquanto a América do Sul permaneceu estável e a Ásia apresentou crescimento impulsionado pelo bom desempenho na Índia. A alavancagem recuou para 2,49x, evidenciando disciplina financeira em meio ao ambiente desafiador.

Suzano

A Suzano apresentou resultados do 1T26 considerados negativos, com geração de fluxo de caixa recorrente negativa de R$ 274 milhões, refletindo maiores despesas financeiras líquidas. A receita líquida totalizou R$ 10,97 bilhões, queda de 16% a/a, enquanto o EBITDA ajustado atingiu R$ 4,58 bilhões, recuo de 18% a/a, mas com margem de 41,8%, superior ao trimestre anterior. O segmento de celulose foi destaque, com EBITDA de R$ 4,06 bilhões e margem de 48,6%, impulsionado por maiores volumes e menor custo caixa, apesar do preço realizado estável.

Já o segmento de papel apresentou desempenho mais fraco, com EBITDA de R$ 524 milhões e margem de 20%, impactado por menores volumes, mesmo com preços domésticos e de exportação mais altos. A alavancagem permaneceu estável em 3,2x, sustentada pela apreciação do real e redução da dívida líquida. Para o 2T26, espera-se melhora nos resultados, apoiada por preços mais altos de celulose e contribuição positiva dos ZCCs.

Tecnologia

Esperamos resultados mistos para TOTVS, LWSA e Intelbras no 1T26, com TOTVS devendo apresentar sólido crescimento de receita na faixa de dois dígitos médios a altos e expansão de margem a/a, impulsionada pelas divisões de Gestão e RD Station, além da primeira consolidação parcial da Linx. LWSA deve manter a trajetória positiva, com avanço de receita e margens, refletindo a reestruturação do portfólio e crescimento liderado por Ecommerce, enquanto o lucro líquido ajustado deve se manter saudável.

Intelbras tende a reportar o maior crescimento de receita a/a do grupo, favorecida por bases comparativas fáceis, mas ainda enfrenta desafios nos segmentos de Energia e TIC, com destaque para a recuperação em Segurança. A rentabilidade da Intelbras deve se beneficiar de um mix mais saudável e ajustes de preços, apesar do ambiente competitivo e custos crescentes. O cenário geral aponta para continuidade do crescimento operacional, com ganhos de margem e foco em segmentos estratégicos.

Weg no Mercado Hoje 30-04-2026

A WEG apresentou resultados negativos no 1T26, com receita líquida de R$ 9,468 bilhões, queda de 6,1% a/a, pressionada principalmente pela retração de 19,5% a/a no mercado doméstico devido à ausência de entregas de geração solar centralizada, enquanto o mercado externo mostrou resiliência com alta de 4,5% a/a, mesmo diante da valorização do real frente ao dólar.

O EBITDA totalizou R$ 2,103 bilhões, recuo de 3,2% a/a, mas com margem EBITDA de 22,2% (+64bps a/a), beneficiada por mix de produtos mais favorável e reversão de provisão de participação nos lucros do ano anterior. A margem bruta caiu 126bps a/a, impactada por custos mais altos de cobre e tarifas de importação nos EUA. O lucro líquido atingiu R$ 1,457 bilhão, queda de 5,7% a/a, mesmo com alíquota efetiva menor. Destaque para a performance positiva em EEI e T&D no exterior, compensando parcialmente a fraqueza doméstica.

Capstone Copper

Capstone Copper. Capstone Copper apresentou resultados operacionais sequencialmente mais fortes no 1T26, impulsionados principalmente por preços realizados de cobre superiores, que elevaram o EBITDA ajustado para US$ 329 milhões, crescimento de 7% t/t. O desempenho foi favorecido por surpresas positivas nas operações de Mantos Blancos e Cozamin, enquanto Mantoverde e Pinto Valley também superaram as expectativas.

O custo caixa C1 aumentou 15% t/t, refletindo pressões em Mantos Blancos e Mantoverde, parcialmente compensadas por reduções em Cozamin e Pinto Valley. O fluxo de caixa livre recorrente foi de US$ 46 milhões, impactado por maiores impostos e despesas financeiras, enquanto o capex atingiu US$ 155 milhões, com foco em Mantoverde e Santo Domingo. O volume total embarcado caiu 12% a/a, alinhado com as projeções, com destaque para Cozamin e Pinto Valley, que superaram estimativas de volume. Os preços realizados de cobre subiram 10% t/t e 35% a/a, reforçando a rentabilidade no trimestre.

Santander Brasil no Mercado Hoje 30-04-2026

No 1T26, o Santander Brasil apresentou resultados em linha com as expectativas, com lucro líquido de R$ 3,788 milhões, queda de 7% t/t e 2% a/a, e ROE de 16,0%. O NII teve desempenho positivo, superando as projeções, enquanto spreads recuaram e o custo de risco diminuiu para 3,7%. A inadimplência acima de 90 dias subiu para 3,3%, com destaque para o aumento nos segmentos de pessoas físicas e PMEs, refletindo ambiente macroeconômico desafiador.

As receitas de tarifas ficaram levemente abaixo do previsto, mas gestão de ativos, cartões e seguros mostraram crescimento relevante. As despesas operacionais subiram 3% a/a e caíram 3% t/t, pressionando a eficiência. O portfólio de crédito expandido recuou, especialmente em pessoas físicas, e o índice CET1 reduziu para 11,2%. Mantemos a recomendação neutra, ressaltando desafios em qualidade de crédito e crescimento limitado frente aos concorrentes.

JBS

A Pilgrims Pride reportou um 1T26 fraco, com crescimento modesto da receita, mas forte compressão de margens, afetada por fundamentos mais fracos de commodities, condições climáticas adversas, ramp-up de projetos e paradas operacionais, o que resultou em EBITDA bem abaixo do esperado e geração de caixa negativa no trimestre devido ao maior capex.

Esses resultados devem pressionar negativamente o desempenho consolidado da JBS no período, embora o impacto deva ser parcialmente compensado por outras operações, como a Austrália. Mesmo assim, a JBS segue com perspectiva positiva no conjunto de seus negócios e mantemos recomendação de Compra.

Distribuição de combustíveis

Em março, o mercado de combustíveis no Brasil mostrou leve queda nos volumes totais, mas com melhora relevante de margens, especialmente em diesel e gasolina. Os preços nas bombas seguiram estáveis, enquanto os spreads aumentaram, ajudando a rentabilidade dos distribuidores ainda que parte desse movimento reflita repasse de custos de importação.

A redução expressiva das importações de diesel e o maior abastecimento via Petrobras favoreceram as grandes distribuidoras, que ampliaram volumes, participação de mercado e vendas em postos próprios. Com volumes maiores ano contra ano e margens mais fortes, o conjunto dos indicadores aponta para um trimestre sólido para o setor de distribuição de combustíveis.

Outras informações do Mercado Hoje 30-04-2026

Commodities
Petróleo apresenta alta (US$ 114,83/b; +0,53%)
Minério de ferro registra alta (US$ 107,80/t; +0,65%)

Agenda do Mercado Hoje 30-04-2026
09:15 Zona do Euro Decisão Taxa de Juros
09:15 EUA Renda pessoal
09:30 EUA Gasto pessoal
09:30 EUA Pedidos de auxílio desemprego
09:45 EUA PIB anualizado t/t
10:45 EUA PMI de Chicago
11:00 EUA Índice da Economia

Empresas
Kora Saúde: Empresa obtém acordo com credores para recuperação extrajudicial
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As informações fornecidas neste conteúdo são exclusivamente para fins informativos e educacionais e não devem ser interpretadas como recomendações de compra ou venda de ações. Recomenda-se que os investidores realizem suas próprias análises ou consultem um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão de investimento.