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Mercado Hoje 05-05-2026: Saiba as principais notícias

Saiba as principais notícias do Mercado Hoje 05-05-2026 segundo a equipe de renda variável do Safra Invest: Bolsas em alta; Commodities em queda; Cessar-fogo mantido e resultados corporativos animam bolsas; Ata do Copom é destaque local; Prévias de Saúde e Educação COGN e FLRY (+), ONCO (-); Resultados em destaque (+LOGG/ISAE/MOVI/CIB) e HBSA(-). Confira! Fechamento dia anteriorIbovespa: […]

Publicado em 05/05/2026 10:03

Filipe Andrade

FA
Mercado Hoje 05-05-2026: Saiba as principais notícias -  (crédito: Mercado Hoje)
Mercado Hoje 05-05-2026: Saiba as principais notícias - (crédito: Mercado Hoje)

Saiba as principais notícias do Mercado Hoje 05-05-2026 segundo a equipe de renda variável do Safra Invest: Bolsas em alta; Commodities em queda; Cessar-fogo mantido e resultados corporativos animam bolsas; Ata do Copom é destaque local; Prévias de Saúde e Educação COGN e FLRY (+), ONCO (-); Resultados em destaque (+LOGG/ISAE/MOVI/CIB) e HBSA(-). Confira!

Fechamento dia anterior
Ibovespa: 185.600 (-0,92%)
S&P: 7.201 (-0,41%)
Dólar Futuro: R$5,00 (+0,37%)

Análise Técnica

O Ibovespa apresentou queda de 0,92% no último pregão, cotado a 185.600 pontos. O ativo apresenta tendência neutra no curto prazo e de alta no médio. A primeira resistência fica em 191.600 pontos e a segunda em 200.000 pontos. Do lado da baixa, o primeiro suporte se encontra na região de 176.300. O próximo fica na faixa de 164.400 pontos.

O Dólar Futuro apresentou alta de 0,37% no último pregão, cotado a 4.999 pontos. O ativo apresenta tendência de baixa no médio prazo e no curto neutra. Do lado da baixa, o primeiro suporte fica na região de 4.920 pontos. Se perder esse patamar, poderá alcançar o suporte seguinte em 4.840. Já do lado da alta, a primeira resistência do contrato fica na região de 5.080 e a segunda em 5.240.

Exterior

As bolsas europeias e futuros nos Estados Unidos negociam em alta com manutenção, ainda que frágil, do cessar-fogo no Oriente Médio nesta manhã, após um início de semana belicoso. Investidores continuam otimistas com a perspectiva de resultados corporativos robustos impulsionando as bolsas e com petróleo recuando para USD 112/boed. Governo americano estuda criar grupo de trabalho sobre AI e na agenda de dados JOLTS será divulgado nesta manhã com previsão de desaceleração para 6,85 milhões de vagas, serão divulgados também balança comercial de março e ISM de Serviços. Petróleo recua e minério de ferro opera em leve alta.

Doméstico

Foi divulgada a ata da reunião do Copom, foco para sinalização dos próximos passos da autoridade monetária e eventuais justificativas para a projeção de inflação mais elevada no horizonte relevante. Bacen retoma oferta de swap cambial e Tesouro oferta NTN-B de diversos vencimentos e LFT.

Atualizações do Mercado Hoje 05-05-2026

Log CP

A Log CP apresentou resultados sólidos no 1T26, com crescimento de 19% na receita líquida a/a, impulsionado pela entrega de 250 mil m² em ABL nos últimos doze meses e avanço real de 2,8% no aluguel de mesmos clientes. Apesar do FFO ajustado ter recuado 39% t/t e a/a, refletindo maior despesa financeira líquida, a performance operacional permaneceu robusta, com vacância estabilizada e inadimplência líquida controlada em 0,3%.

A companhia concluiu a venda de 11 ativos por R$ 1,02 bilhão, transação que traz margem bruta de 33% e reforça o caixa para o plano de expansão de 2 milhões de m² até 2028. O acordo firmado com Itaú e Intrag, com recebimento majoritário em caixa e consultoria anual de 0,5% do AUM, consolida o modelo asset-light e amplia receitas recorrentes. A distribuição de R$ 31,8 milhões em dividendos, yield de 1,3%, reforça o compromisso com retorno ao acionista.

ISA Energia

No 1T26, a Isa Energia reportou desempenho operacional acima do esperado, com EBITDA regulatório de R$ 1,226 bilhão, impulsionado pelo reconhecimento de parcela de ajuste positiva e pela antecipação do início do projeto Piraquê, que contribuiu para o crescimento de 8% a/a na receita líquida. O resultado reflete também a incorporação parcial da RAP do novo projeto e reforços na concessão Paulista.

O controle de custos foi eficiente, com despesas PMSO reduzidas em 2% a/a, beneficiadas por menores gastos com pessoal e itens diversos. O lucro líquido atingiu R$ 358 milhões, alta de 6% a/a, evidenciando robustez operacional e superando as expectativas do mercado. A companhia mantém rating Venda devido ao valuation atual, negociando a um TIR real de 7,7%, abaixo da média do setor, e segue acompanhando o processo regulatório SEFAZ, com nova audiência prevista para 16 de junho.

Hidrovias do Brasil

Hidrovias do Brasil apresentou desempenho operacional fraco no 1T26, impactado por desafios logísticos no corredor Norte e condições adversas de navegabilidade na operação Sul (Paraguai), resultando em queda de 29% a/a no EBITDA recorrente ajustado, que atingiu R$ 182 milhões. A receita líquida recuou 20% a/a para R$ 445 milhões, refletindo principalmente a venda do ativo de Navegação Costeira em novembro de 2025; excluindo esse efeito, a receita teria caído 8% a/a, com destaque para a redução de volumes no Brasil e Paraguai.

O aumento de custos operacionais e despesas financeiras, que subiram 49% a/a, pressionou o resultado final, levando a um prejuízo líquido de R$ 34 milhões, frente ao lucro esperado. A alavancagem, medida por dívida líquida/EBITDA, aumentou para 2,7x t/t, mas mostrou melhora significativa em relação ao 1T25, refletindo a capitalização e desinvestimento realizados em 2025. O cenário reforça a recomendação neutra, diante dos desafios operacionais e financeiros enfrentados no trimestre.

Movida no Mercado Hoje 05-05-2026

No 1T26, a Movida reportou desempenho operacional robusto, com EBITDA de R$ 1,6 bilhão e expansão de 392 pontos-base a/a na margem, atingindo 41,5%. O resultado foi sustentado pelo forte crescimento nas operações de aluguel de frotas (GTF), que avançaram 10,9% a/a em receita, e pela resiliência do segmento de aluguel de carros (RAC), que cresceu 25% a/a, impulsionado por maior diária média e elevação da taxa de ocupação para 77,3%.

A receita líquida consolidada somou R$ 3,8 bilhões, favorecida por ajustes de preços e menor dependência da venda de seminovos, que teve retração de 17% a/a no volume, compensada por aumento de 12% a/a no preço médio. O lucro líquido atingiu R$ 124 milhões, alta de 60% a/a, mesmo com elevação de 15% a/a nas despesas financeiras. A alavancagem líquida melhorou para 2,6x EBITDA. O guidance para o 2T26 indica manutenção do ritmo positivo, apesar do ambiente macro ainda desafiador.

BradSaúde

No primeiro trimestre de 2026, a Bradsaúde consolidou-se como um ecossistema integrado de saúde, apresentando lucro líquido de R$ 1,308 bilhão e ROAE anualizado de 24,8%. A receita operacional somou R$ 13,278 bilhões, com margem operacional de 9,9%. O principal destaque foi a Bradesco Saúde, que registrou crescimento de 33,5% a/a no lucro líquido, sustentado por expansão de prêmios e melhora de 140bps no índice de sinistralidade médica, além do aumento da base de beneficiários para 3,976 milhões.

Em contrapartida, a Odontoprev teve um trimestre mais fraco, com queda de 9% a/a no lucro líquido, impactada por despesas SG&A não recorrentes, apesar da melhora no índice de sinistralidade odontológica. Atlântica Hospitais permanece em fase pré-operacional, com contribuição marginal. A partir de 5 de maio de 2026, a companhia passa a negociar como SAUD3, reforçando sua posição estratégica no setor de saúde.

Pague Menos

No 1T26, a Pague Menos apresentou desempenho operacional robusto, com receita bruta de R$ 4,1 bilhões (+14,4% a/a) e crescimento expressivo em vendas mesmas lojas (+13,0% a/a), impulsionado pela abertura de 32 lojas e avanço de 12% a/a nas vendas médias por unidade. O EBITDA atingiu R$ 205 milhões, com margem de 4,9% (+79bps a/a), refletindo ganhos de margem bruta e diluição de despesas, enquanto o lucro líquido somou R$ 55 milhões (+323% a/a), beneficiado por créditos fiscais.

O mix de vendas destacou forte expansão em genéricos (+22,8% a/a) e medicamentos de marca (+18,8% a/a). Apesar da melhora no índice de alavancagem, a geração de caixa foi pressionada, com aumento de R$ 226 milhões na dívida líquida a/a, exigindo monitoramento. O resultado reforça a resiliência operacional, mas sinaliza atenção à conversão de caixa diante do cenário competitivo.

Grupo Cibest no Mercado Hoje 05-05-2026

O Grupo Cibest reportou resultados do 1T26 marcados por margens financeiras sólidas e revisão positiva de guidance, elevando as projeções de NIM para 7,0%-7,2% e ROE para 19,5%-20,0% em 2026. O lucro líquido gerencial atingiu COP 1,436 trilhão, com queda de 16% a/a e 6% t/t, influenciado por despesa não recorrente de imposto sobre patrimônio. A receita líquida de juros cresceu 7,0% t/t e 2,3% a/a, impulsionada por desempenho robusto em empréstimos comerciais e hipotecas, enquanto a carteira de consumo desacelerou diante de um cenário macroeconômico desafiador.

As receitas de tarifas avançaram 23% a/a, com destaque para cartões e serviços bancários. A qualidade dos ativos permaneceu estável, com inadimplência controlada e Tier 1 em 11,1%. O banco mantém postura cautelosa em linhas de consumo, mas os fundamentos operacionais seguem construtivos, mesmo diante de um ambiente econômico menos favorável.

Marcopolo

A Marcopolo apresentou resultados do 1T26 levemente acima do esperado, com desempenho operacional em linha com as expectativas e lucro líquido superando as projeções, impulsionado principalmente por efeito positivo de câmbio nos resultados financeiros. A receita líquida recuou 1,3% a/a, totalizando R$ 1,655 bilhão, refletindo queda de 8,5% a/a nos volumes, especialmente no Brasil e em mercados externos, parcialmente compensada por melhor mix de produtos e desempenho sólido na Austrália

A margem EBITDA atingiu 18,4%, beneficiada por reversão não recorrente de provisão e ganhos operacionais da NFI; ajustada, ficou estável em 15,7%. O lucro líquido somou R$ 265 milhões (+9% a/a), favorecido por maior equivalência patrimonial e menor alíquota efetiva de impostos, apesar de resultado financeiro inferior ao 1T25. Destaque para controle de custos e resiliência operacional, mesmo diante de cenário desafiador em mercados-chave.

BB Seguridade no Mercado Hoje 05-05-2026

No 1T26, a BB Seguridade reportou lucro líquido de R$ 2,2 bilhões, superando as expectativas do mercado em 3%, impulsionada principalmente pelo forte resultado financeiro da BrasilPrev e menores despesas na holding, apesar de indicadores operacionais ainda pressionados nas demais subsidiárias. O segmento de seguros apresentou controle do índice de sinistralidade, mas não conseguiu compensar o aumento dos custos de aquisição e despesas gerais.

A BrasilPrev se destacou com crescimento de 51% a/a no lucro líquido, sustentado por receita financeira robusta e aceleração das captações líquidas, enquanto a BrasilSeg ficou abaixo do esperado devido a maiores despesas com comissões. A BB Corretora manteve estabilidade nos resultados, e a Brasilcap apresentou retração no lucro, refletindo menor resultado financeiro. O cenário inflacionário volátil, especialmente o IGP-M, deve trazer desafios adicionais para os próximos trimestres, podendo reverter parte dos ganhos recentes.

TMT

O J. Safra Hardware Summit, realizado em 23 de abril de 2026, reuniu executivos de Positivo, Qualcomm e Samsung para discutir tendências estruturais do setor de hardware. Os participantes destacaram que o aumento dos custos de memória é estrutural e deve persistir até pelo menos meados de 2027, impulsionado pela forte demanda por infraestrutura de IA, o que pressiona preços de componentes e limita a absorção de custos pelos fornecedores. Observou-se uma migração relevante da inferência de IA para a borda, com crescente demanda por processamento local no Brasil, visando previsibilidade de custos e soberania de dados, além de maior segurança em ambientes corporativos.

O repasse de custos está segmentando o mercado: segmentos premium e B2B ainda absorvem aumentos, enquanto dispositivos de entrada enfrentam pressão e menor viabilidade econômica. Políticas públicas como PBIA e Nuvem Soberana já geram receitas e favorecem players nacionais, enquanto o projeto Redata pode impulsionar investimentos em data centers privados e fortalecer fornecedores locais como a Positivo na cadeia de infraestrutura de IA.

Saúde

No primeiro trimestre de 2026, a Fleury deve reportar desempenho operacional robusto, com crescimento de 10% a/a na receita líquida, sustentado por forte tração no segmento B2C de marcas premium e integração de aquisições recentes. O destaque fica para o avanço da marca Fleury e o bom momento do PSC a+ em São Paulo, especialmente em exames de imagem de maior valor agregado.

A margem EBITDA ajustada deve alcançar 27,7% (+56bps a/a), refletindo ganhos de eficiência, mesmo diante de um cenário de despesas financeiras pressionadas pelo aumento dos juros, que impactam negativamente o resultado abaixo do EBITDA. O lucro líquido permanece sob pressão devido a maiores despesas financeiras e depreciação/amortização. O fluxo de caixa livre tende a ser negativo novamente, em torno de -R$ 400 milhões, evidenciando desafios no capital de giro e conversão de caixa. A alavancagem segue elevada, com dívida líquida estimada em R$ 3,4 bilhões (4,5x ND/EBITDA) e caixa de R$ 217 milhões, reforçando a importância de iniciativas para fortalecer a liquidez.

Ero Copper no Mercado Hoje 05-05-2026

No 1T26, a Ero Copper reportou desempenho operacional robusto, com EBITDA ajustado de US$ 125 milhões, superando as expectativas do mercado, sustentado por volumes de vendas de cobre 14% superiores e redução de 5% no custo caixa C1, o que compensou custos mais altos em Xavantina e menor preço realizado do cobre. A receita líquida atingiu US$ 263 milhões, com margem EBITDA ajustada de 47,6%, enquanto o lucro líquido somou US$ 109 milhões, refletindo resiliência operacional.

A companhia manteve o guidance de produção e custos para 2026, prevendo maior produção no segundo semestre, impulsionada por melhorias de grau, throughput e conclusão de upgrades em ventilação e refrigeração, especialmente em Xavantina. O FCF totalizou US$ 28,5 milhões e a alavancagem líquida recuou para 1,0x EBITDA. A Ero também implementou contratos de proteção para ouro e câmbio, reforçando sua estratégia de mitigação de riscos.

PRIO

Em abril, a PRIO reportou crescimento de 7,5% m/m na produção, alcançando 173,4 mil boepd, impulsionado pelo cluster Valente (Frade + Wahoo), com destaque para o ramp-up contínuo de Wahoo após o início do terceiro poço. Os demais ativos apresentaram queda: Albacora Leste foi impactada por falha temporária de turbina e interrupção de poço por formação de hidrato, ambos já solucionados; o cluster Bravo (Polvo + TBMT) teve redução devido à paralisação de um poço, com workover em andamento e previsão de conclusão em maio.

Peregrino registrou queda por falha de bomba e paralisação de poço por falha de BCS, com workover finalizado no fim do mês. Os offtakes diminuíram 23% m/m, totalizando 4.792 mil barris. A expectativa é que o quarto poço de Wahoo entre em operação em meados de maio, após atraso causado por danos à embarcação de instalação do umbilical.

Educação

O 1T26 marca um trimestre de transição para o setor de educação no Brasil, com o novo marco regulatório impactando de forma mais visível o mix de captação e exercendo pressão moderada sobre os resultados consolidados. Apesar disso, o fluxo de caixa resiliente e o avanço na desalavancagem permanecem como pilares centrais da tese de investimento. O ciclo de captação, agora totalmente sob o novo marco, já evidencia mudanças estruturais no perfil de crescimento das companhias listadas, com destaque para Cogna, beneficiada pelo calendário do PNLD, enquanto as demais devem apresentar crescimento modesto de receita e EBITDA, ambos em dígitos baixos a/a.

O mix de modalidades é o principal fator a ser monitorado, com cursos presenciais estáveis, forte expansão do híbrido e queda acentuada no EAD tradicional. Margens tendem a sofrer leve compressão devido à adaptação regulatória, mas a geração de caixa deve acelerar a/a, sustentando a trajetória de desalavancagem do setor. Seguimos construtivos, favorecendo empresas com fluxo de caixa robusto, mix resiliente e trajetória clara de redução de dívida.

Embraer

Embraer anunciou um contrato significativo com o Conselho Tawazun dos Emirados Árabes Unidos para fornecimento de dez aeronaves KC-390, além de dez opções adicionais, fortalecendo sua presença no segmento de Defesa. O pedido firme deve incrementar o backlog em cerca de US$ 1,25 bilhão, representando um avanço de 4% no total e 28,4% no segmento de Defesa a/a. Caso todas as opções sejam exercidas, o backlog pode chegar a US$ 2,5 bilhões, elevando a participação para 7,8% do total e 57% do segmento de Defesa.

O acordo contempla o desenvolvimento de capacidades completas de manutenção, reparo e suporte pós-venda para o C-390 Millennium, em colaboração com uma empresa nacional, consolidando a Embraer como referência global para substituição do C-130 Hercules. A operação destaca a maior encomenda internacional do KC-390 até o momento e pode impulsionar negociações com outros países da região, reforçando a estratégia de expansão internacional da companhia.

Transportes no Mercado Hoje 05-05-2026

Em março de 2026, o relatório da Conab aponta elevação significativa nos custos de frete rodoviário, com destaque para o Mato Grosso ao Porto de Santos, que registrou alta de 9,2% a/a e 1,28% m/m, refletindo principalmente o aumento nas rotas Sorriso-Santos. No Arco Norte, observou-se crescimento de 12,5% a/a, embora com recuo de 3% m/m.

Apesar do avanço expressivo do preço do diesel (+16,2% m/m), as tarifas de transporte ainda não acompanharam integralmente esse movimento, indicando um descompasso temporário entre custos e repasses. A demanda logística segue aquecida, sustentada pela robusta safra de soja e necessidade de escoamento dos estoques antes da segunda safra de milho. Esse cenário favorece empresas como Rumo e Hidrovias, que podem se beneficiar de tarifas spot mais firmes nos próximos meses, embora o repasse do aumento do diesel deva se tornar mais evidente ao longo do tempo.

MBRF

A MBRF oficializou a criação da joint venture Sadia Halal Holding Company em parceria com a HPDC, subsidiária do Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita, consolidando uma participação majoritária de 90% para a MBRF e 10% para a HPDC. A nova companhia, avaliada em USD 2,07 bilhões, reúne operações produtivas no Oriente Médio e exportações diretas do Brasil para a região MENA, excluindo ativos na Turquia.

O acordo inclui aporte inicial de USD 24,3 milhões e compromisso adicional de USD 73,1 milhões até dezembro de 2026, além de contrato de fornecimento de 10 anos renovável e licenciamento da marca Sadia. A empresa iniciou imediatamente os preparativos para o IPO da Sadia Halal na bolsa de Riad, previsto para 2027. O anúncio é considerado neutro para as ações, mas representa um avanço estratégico relevante, consolidando a presença da MBRF em um mercado com mais de 350 milhões de consumidores em 14 países.

Petrobras

A Petrobras apresentou um trimestre sólido, sustentado por preços elevados do petróleo e execução consistente em E&P, com produção total atingindo 3.225 mil boepd no 1T26, alta de 4% t/t, impulsionada principalmente pelo aumento do pré-sal e entrada de novos poços nas Bacias de Santos e Campos. A produção comercial cresceu 3% t/t, enquanto a produção pós-sal também avançou, beneficiada pelo ramp-up de FPSOs e adiamento de paradas de manutenção.

No segmento de refino, a produção de derivados subiu 7% t/t, com fator de utilização de 95%, refletindo alta disponibilidade operacional, apesar da queda de 2% t/t nas vendas de derivados, impactadas por fatores sazonais e maior importação de terceiros. Financeiramente, a companhia deve reportar EBITDA ajustado de US$ 14,2 bi (margem de 54%) e lucro líquido de US$ 6,0 bi, com expectativa de dividendos ordinários trimestrais de US$ 2,7 bi, reforçando a geração de caixa robusta e a disciplina operacional.

Outras informações do Mercado Hoje 05-05-2026

Commodities
Petróleo apresenta queda (US$ 113,11/b; -1,16%)
Minério de ferro registra alta (US$ 108,55/t; +0,11%

Agenda do Mercado Hoje 05-05-2026
11:00 EUA Índice de Serviços ISM
11:00 EUA Vendas de Novas Casas

Empresas
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As informações fornecidas neste conteúdo são exclusivamente para fins informativos e educacionais e não devem ser interpretadas como recomendações de compra ou venda de ações. Recomenda-se que os investidores realizem suas próprias análises ou consultem um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão de investimento.