
Saiba as principais notícias do Mercado Hoje 06-05-2026 segundo a equipe de renda variável do Safra Invest: Bolsas em alta; Commodities mistas; Avanço de negociações para fim do conflito e resultados corporativos animam investidores; Prévia de TTEN(+); Início de Cobertura BMEB(+); Resultados em destaque (+PRIO/TEND/RADL). Confira!
Fechamento dia anterior
Ibovespa: 186.753 (+0,62%)
S&P: 7.259 (+0,81%)
Dólar Futuro: R$4,94 (-1,16%)
Análise Técnica
O Ibovespa apresentou alta de 0,62% no último pregão, cotado a 186.753 pontos. O ativo apresenta tendência neutra no curto prazo e de alta no médio. A primeira resistência fica em 191.600 pontos e a segunda em 200.000 pontos. Do lado da baixa, o primeiro suporte se encontra na região de 176.300. O próximo fica na faixa de 164.400 pontos.
O Dólar Futuro apresentou queda de 1,16% no último pregão, cotado a 4.941 pontos. O ativo apresenta tendência de baixa no médio prazo e no curto neutra. Do lado da baixa, o primeiro suporte fica na região de 4.920 pontos. Se perder esse patamar, poderá alcançar o suporte seguinte em 4.840. Já do lado da alta, a primeira resistência do contrato fica na região de 5.080 e a segunda em 5.240.
Exterior
As bolsas europeias e futuros nos Estados Unidos operam em forte alta com notícias de avanços nas negociações para encerrar o conflito entre Irã e Estados Unidos. Resultados corporativos liderados por tecnologia e o avanço nas negociações apoiam os mercados internacionais, o petróleo recuou para USD 100/boed, o rendimento das treasures e o índice dólar também operam em baixa. Na agenda de dados sairá ADP, com estimativa de 120 mil vagas e pedidos de auxílio desemprego. Minério de ferro opera em alta e petróleo em queda.
Doméstico
No campo doméstico serão divulgados o fluxo cambial pelo Bacen, e PMIs de serviço e composto. Ministro da Fazenda, Dario Durigan, dará entrevista pela manhã e Nilton David, diretor do Banco Central, terá audiência com investidores estrangeiros. Presidente Lula partirá para os Estados Unidos para reunião com presidente Donald Trump na quinta-feira.
Atualizações do Mercado Hoje 06-05-2026
Iguatemi
A empresa apresentou resultados sólidos no 1T26, com desempenho operacional consistente, ainda que levemente abaixo das expectativas. O SAS e o SAR cresceram 8% e 7% a/a, impulsionados pela melhoria do portfólio após aquisições recentes, enquanto a taxa de ocupação atingiu 97,3% (+0,7 p.p. a/a). A receita líquida totalizou R$ 369 milhões (+a/a), com destaque para a receita de aluguel de R$ 266 milhões (+6% a/a), beneficiada pelo aumento de 6,0% no SSR e expansão de 9,1% a/a no aluguel por m².
A receita de estacionamento avançou 5,5% a/a, refletindo maior fluxo de veículos. O NOI cresceu 7% a/a, com margem de 89,9% (+1,0 p.p. a/a), enquanto o EBITDA ajustado subiu 7% a/a, atingindo R$ 262 milhões. Apesar do aumento de 27% a/a na despesa financeira líquida, o FFO ajustado ficou em R$ 137 milhões (-1% a/a), com margem de 37,2%. A alavancagem encerrou o trimestre em 1,7x dívida líquida/EBITDA. O portfólio segue como referência no setor, sustentando vendas e rentabilidade elevadas.
Tenda
No 1T26, a Tenda reportou resultados acima do esperado, com forte desempenho operacional refletido na margem bruta ajustada consolidada de 37,5% (+3,6 p.p. a/a) e lucro líquido de R$ 152 milhões, superando em 20% as projeções. O core business apresentou evolução de margem para 38,5% (+1,8 p.p. a/a), enquanto a geração de caixa operacional atingiu R$ 87 milhões, evidenciando solidez financeira.
O ROE anualizado avançou para 44,8% (+13,3 p.p. a/a), e a alavancagem líquida permaneceu controlada em 23,9%. Mesmo diante de pressões inflacionárias, a companhia manteve margens crescentes em novos lançamentos e backlog, sem necessidade de revisão orçamentária, reforçando sua resiliência. O guidance para 2026 já foi superado em termos anualizados, e a gestão eficiente de custos e preços sustenta a perspectiva positiva para o ano. A recomendação Compra foi reiterada, destacando a melhora do perfil de risco e a confiança na execução.
Copel
No 1T26, a Copel reportou desempenho operacional robusto, com EBITDA ajustado ex-equivalência patrimonial de R$ 1,755 milhões e EBITDA reportado de R$ 1,838 milhões, alta de 12% a/a, refletindo ganhos de modulação na unidade de Geração & Transmissão, efeitos positivos de MTM em trading e atualização financeira de ativos. O lucro líquido de R$ 692 milhões (+4% a/a) foi impulsionado por resultados financeiros e equivalência patrimonial acima do esperado, mesmo com certa deterioração a/a.
A receita, desconsiderando construção, avançou 24% a/a, sustentada por preços spot mais elevados no submercado Sul, maiores volumes e preços em contratos bilaterais, integração da unidade MSG e crescimento do mercado faturado da DisCo. O índice de perdas permaneceu estável em 7,7%, abaixo do regulatório, e a alavancagem atingiu 2,8x. A estratégia de modulação hídrica e o bom desempenho do segmento residencial reforçam a perspectiva positiva, com recomendação mantida de Compra.
Banco Mercantil no Mercado Hoje 06-05-2026
Estamos iniciando cobertura do Banco Mercantil, o banco apresenta fundamentos sólidos ao combinar crescimento consistente no crédito consignado do INSS com avanços relevantes em digitalização e diversificação de receitas. A instituição mantém uma base robusta de 10 milhões de clientes, dos quais 2,2 milhões recebem benefícios do INSS, consolidando sua vantagem competitiva em originação e retenção, especialmente no segmento acima de 50 anos.
A recente limitação regulatória para descontos em folha impacta marginalmente o negócio, com efeito estimado de apenas -5% devido à baixa exposição a cartões consignados. A estratégia de distribuição digital, com destaque para a jornada integrada via WhatsApp, reduz custos de aquisição e eleva taxas de renovação, enquanto o produto Meu+ amplia a receita de serviços sem consumir capital regulatório. Com ROE projetado acima de 38% e valuation atrativo, o banco reforça sua posição em nicho resiliente, sustentado por inovação e eficiência operacional.
Itaú Unibanco
No primeiro trimestre de 2026, o Itaú Unibanco reportou desempenho sólido, com ROE de 25% e resultados alinhados às expectativas do mercado, evidenciando controle sobre a qualidade dos ativos. O lucro antes de impostos totalizou R$ 17,525 bilhões, crescimento de 5% a/a, impactado principalmente pela redução nas receitas de tarifas de pagamentos, parcialmente compensada por uma menor alíquota de impostos.
A carteira de crédito no Brasil avançou 0,3% t/t e 7,8% a/a, com destaque para consignado e hipotecas, enquanto os segmentos de PMEs e corporativo mantiveram estabilidade t/t. A inadimplência entre 15 e 90 dias aumentou 10bps, especialmente no segmento de pessoas físicas, enquanto a inadimplência acima de 90 dias permaneceu estável t/t e a criação de NPL recuou 24bps t/t. O índice de eficiência subiu 10bps a/a para 37,1% e o CET1 apresentou queda de 33bps t/t, refletindo ajustes prudenciais. O banco segue com fundamentos operacionais robustos e foco em controle de riscos.
TIM Brasil no Mercado Hoje 06-05-2026
A TIM Brasil reportou resultados robustos no 1T26, com receita líquida de R$ 6,8 bilhões (+6,5% a/a) e EBITDA de R$ 3,3 bilhões (+6,6% a/a, margem de 48,3%), evidenciando resiliência operacional e crescimento consistente. O MSR acelerou para 5,6% a/a, impulsionado pela expansão da base pós-paga e ajustes de preços, enquanto o segmento de serviços fixos avançou 22,8% a/a, refletindo a consolidação da V8.Tech e o crescimento do Ultrafibra, com 92% da base já operando acima de 400 Mbps.
O lucro líquido normalizado somou R$ 821 milhões (+1,3% a/a), pressionado pelo resultado financeiro, mas parcialmente compensado por menor carga tributária. O fluxo de caixa operacional cresceu 16,8% a/a, reforçando a geração de valor. O desempenho foi sustentado por eficiência operacional, digitalização e foco em clientes de maior valor, alinhado à estratégia de crescimento sustentável.
C&A Brasil
A C&A Brasil apresentou resultados do 1T26 alinhados às expectativas, com destaque para a recuperação das vendas de vestuário, que cresceram 4,8% a/a em mesmas lojas, compensando a saída do segmento de eletrônicos e uma postura mais cautelosa em crédito no C&A Pay. A margem bruta consolidada avançou 160 pontos-base a/a, atingindo 55,6%, impulsionada por melhorias em vestuário e Fashiontronics. O EBITDA ficou em 15,1%, com leve retração de 10 pontos-base a/a, mas acima da projeção, refletindo menor alavancagem operacional em Fashiontronics.
O lucro líquido ajustado permaneceu estável em R$ 2 milhões. O segmento de Serviços Financeiros apresentou resultado resiliente, com lucro de R$ 23 milhões (+18% a/a), apesar da queda de 5% a/a na receita, evidenciando melhor qualidade de crédito e controle de custos. Os resultados indicam retomada do ritmo operacional e perspectiva positiva para os próximos trimestres, após desafios pontuais no 4T25.
PRIO
No primeiro trimestre de 2026, a PRIO reportou desempenho operacional sólido, com EBITDA ajustado de USD 852 milhões, impulsionado por crescimento de 40% t/t nos volumes e 36% t/t nos preços realizados. O lucro líquido de USD 460 milhões refletiu não apenas a forte performance operacional, mas também o impacto positivo de impostos diferidos, revertendo o prejuízo do trimestre anterior.
O fluxo de caixa livre foi limitado a USD 79 milhões devido a desembolsos de capex para o desenvolvimento de Wahoo, perfuração em Polvo e manutenção em ABL, além de maior consumo de capital de giro por aumento de recebíveis. O custo de lifting caiu 25% t/t para USD 9,4/bbl, favorecido por menores custos em Peregrino e início da produção em Wahoo. A alavancagem reduziu para 2,0x dívida líquida/EBITDA, com estabilidade da dívida e redução do custo médio. A sucessão na vice-presidência de operações reforça a continuidade da estratégia operacional da companhia.
Bens de Capital no Mercado Hoje 06-05-2026
Em abril, a Fenabrave reportou crescimento expressivo nas vendas de veículos leves, com alta de 23,0% a/a, impulsionada pelo programa Carro Sustentável e pelo forte avanço dos modelos elétricos, que cresceram 120% a/a. O volume total de vendas, incluindo motocicletas e implementos, atingiu 480 mil unidades, representando aumento de 16,8% a/a, apesar de retração de 6,5% m/m. Veículos comerciais apresentaram alta de 11,3% a/a, enquanto caminhões e ônibus registraram quedas de 3,2% e 4,3% a/a, respectivamente, refletindo o impacto de juros elevados e custos operacionais.
O programa Move Brasil ajudou a suavizar a queda nas vendas de caminhões, e a expectativa é que a segunda fase do programa traga impacto mais relevante nos próximos meses. Para Iochpe-Maxion, o bom desempenho de leves pode compensar a fraqueza em caminhões, enquanto Marcopolo e Randoncorp enfrentam cenário mais desafiador, com retração em ônibus e implementos.
Três Tentos
A Três Tentos deve reportar resultados robustos no 1T26, com destaque para o segmento de Insumos Agrícolas, impulsionado por volumes elevados de Fertilizantes e Defensivos, resultando em margens superiores e crescimento expressivo do EBITDA ajustado, que deve avançar 40% a/a. A receita líquida consolidada deve atingir R$ 3,98 bilhões (+14% a/a), refletindo o bom desempenho também na Comercialização de Grãos, especialmente em milho e soja, que compensam parcialmente a retração em trigo.
O segmento Industrial, por sua vez, tende a apresentar crescimento mais modesto e compressão de margens devido a preços médios menores. A companhia deve registrar expansão de margens operacionais, redução de custos logísticos e melhora no resultado final, com lucro líquido projetado de R$ 179 milhões (+62% a/a) e margem líquida de 4,5%. O cenário reforça a trajetória positiva da Três Tentos, sustentada por ganhos operacionais e disciplina de custos.
Ambev no Mercado Hoje 06-05-2026
No primeiro trimestre de 2026, a Ambev surpreendeu o mercado com resultados robustos, impulsionados principalmente pelo segmento de cerveja no Brasil, que apresentou crescimento de volumes de 1,2% a/a, superando concorrentes e o setor. O EBITDA ajustado avançou 3% a/a, sustentado pela expansão da margem bruta e redução de despesas SG&A, fatores considerados pontuais devido à proximidade da Copa do Mundo e pagamentos de bônus. Outras divisões também mostraram desempenho positivo no EBITDA, exceto CAC, apesar de volumes mais suaves.
O resultado financeiro líquido deteriorou 23% a/a, reflexo de efeitos cambiais e de marcação a mercado, mas o lucro líquido ajustado ficou 4% acima do esperado. A companhia anunciou pagamentos de JCP referentes a 2025 e 2026, reforçando o compromisso com remuneração ao acionista. Apesar dos desafios estruturais e valuation elevado, o momento positivo de resultados pode favorecer o desempenho das ações no curto prazo.
IRB Re
No 1T26, o IRB Re destacou-se pela manutenção da trajetória de queda nos sinistros, o que favoreceu o desempenho operacional e resultou em um EBT 12% acima das expectativas, com índice de perdas em 55% (-1 p.p. t/t). O lucro líquido atingiu R$ 102 milhões, queda de 29% t/t e a/a, refletindo uma maior carga tributária, enquanto o resultado de subscrição foi robusto, com índice combinado de 99%. Os prêmios emitidos cresceram 3% a/a, impulsionados pelo segmento brasileiro (+5% a/a), apesar da retração nos prêmios rural e vida.
O índice de solvência regulatório avançou para 287% (+19 p.p. t/t), mesmo após a aprovação de distribuição aos acionistas de R$ 126,5 milhões, sinalizando fortalecimento financeiro. A retomada da remuneração aos acionistas e a expansão da solvência reforçam a perspectiva de melhora no rendimento da ação, mantendo a recomendação neutra.
RD Saúde
A RD Saúde apresentou um trimestre positivo no 1T26, com crescimento de receita acima do esperado (+20% a/a), SSS sólido de 14% a/a e ganho de produtividade das lojas, impulsionados pela expansão da rede e pelo avanço das vendas digitais (30% do varejo). O EBITDA ajustado atingiu R$ 820 mi, +32% a/a e 5% acima das estimativas, com expansão de margem de 58bps a/a, refletindo maior eficiência em despesas gerais e administrativas.
O lucro líquido avançou 75% a/a para R$ 283 mi, enquanto a geração de caixa permitiu reduzir a dívida líquida em R$ 136 mi no trimestre, levando a uma alavancagem confortável de 1,2x. O desempenho reforça a leitura positiva para os próximos trimestres, sustentada por crescimento operacional, disciplina de custos e melhoria contínua de margens.
Outras informações do Mercado Hoje 06-05-2026
Commodities
Petróleo apresenta queda (US$ 98,57/b; -10,28%)
Minério de ferro registra alta (US$ 110,75/t; +2,06%)
Agenda do Mercado Hoje 06-05-2026
08:00 EUA Pedidos de auxílio desemprego
09:15 EUA Variação no emprego
Empresas
GPA: Empresa e maioria dos credores concordam com novo plano de Recuperação Extrajudicial
Allos: Companhia acerta compra e venda de fatias em shoppings
Vulcabras: Receita líquida 1T em linha com estimativas
CVC Brasil: Empresa aprova waiver de OPA obrigatória a certos acionistas
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