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Mercado Hoje 07-05-2026: Saiba as principais notícias

Saiba as principais notícias do Mercado Hoje 07-05-2026 segundo a equipe de renda variável do Safra Invest: Bolsas e Commodities mistas; Expectativa sobre resposta à fim de conflito nos próximos dias; Almoço dos presidentes Lula e Trump; Atualização de WEGE (=); Resultados em destaque positivo (+BBDC /VBBR/BEEF) e negativo (-LAVV/AURA). Confira! Fechamento dia anteriorIbovespa: 187.690 (+0,50%)S&P: 7.365 […]

Publicado em 07/05/2026 10:10

Filipe Andrade

FA
Mercado Hoje 07-05-2026: Saiba as principais notícias -  (crédito: Mercado Hoje)
Mercado Hoje 07-05-2026: Saiba as principais notícias - (crédito: Mercado Hoje)

Saiba as principais notícias do Mercado Hoje 07-05-2026 segundo a equipe de renda variável do Safra Invest: Bolsas e Commodities mistas; Expectativa sobre resposta à fim de conflito nos próximos dias; Almoço dos presidentes Lula e Trump; Atualização de WEGE (=); Resultados em destaque positivo (+BBDC /VBBR/BEEF) e negativo (-LAVV/AURA). Confira!

Fechamento dia anterior
Ibovespa: 187.690 (+0,50%)
S&P: 7.365 (+0,47%)
Dólar Futuro: R$4,92 (-0,25%)

Análise Técnica

O Ibovespa apresentou alta de 0,50% no último pregão, cotado a 187.690 pontos. O ativo apresenta tendência neutra no curto prazo e de alta no médio. A primeira resistência fica em 191.600 pontos e a segunda em 200.000 pontos. Do lado da baixa, o primeiro suporte se encontra na região de 176.300. O próximo fica na faixa de 164.400 pontos.

O Dólar Futuro apresentou queda de 0,23% no último pregão, cotado a 4.952,50 pontos. O ativo apresenta tendência de baixa no médio prazo e no curto neutra. Do lado da baixa, o primeiro suporte fica na região de 4.920 pontos. Se perder esse patamar, poderá alcançar o suporte seguinte em 4.840. Já do lado da alta, a primeira resistência do contrato fica na região de 5.080 e a segunda em 5.240.

Exterior

As bolsas na Europa em queda e futuros nos Estados Unidos operam em alta à espera de avanços em um possível acordo para a normalização do Estreito de Ormuz, proposta realizada e agora Teerã deve responder nos próximos dias. China suspendeu empréstimos em yuan a cinco refinarias sancionadas pelos EUA, Japão provavelmente utilizou US$ 30 bilhões em intervenções subsequentes no iene. Índice dólar estende baixa em linha com o petróleo, enquanto o minério de ferro opera em leve alta.

Doméstico

No campo doméstico o destaque está para o encontro dos presidentes Trump e Lula em Washington, na câmara aprovado o projeto sobre minerais críticos seguindo agora para o senado. Na agenda de dados a produção industrial deve recuar 0,1% em março, balança comercial divulgada de tarde, com expectativa de saldo positivo em USD 10,8bi. Tesouro oferta títulos prefixados e Bacen contratos de swap cambial.

Atualizações do Mercado Hoje 07-05-2026

Vamos

A Vamos apresentou resultados sólidos no 1T26, com crescimento das receitas de locação parcialmente compensado por maiores despesas financeiras. Apesar do avanço da receita líquida (+21,6% YoY), a margem EBITDA consolidada recuou fortemente para 58,7%, impactada pelo maior peso da venda de ativos, segmento de menor margem.

A locação manteve desempenho resiliente, com margem EBITDA elevada (88%) e aumento da taxa de utilização da frota. O lucro líquido caiu 20% YoY, para R$ 86 milhões, pressionado por maiores despesas financeiras e depreciação, embora tenha melhorado frente ao trimestre anterior. Ainda assim, a companhia segue bem avaliada, negociando a múltiplos atrativos, o que sustenta a recomendação de desempenho superior.

Educação

O 1T26 confirmou a tese de trimestre de transição no setor educacional, com forte queda nas matrículas de ensino a distância totalmente online devido a restrições regulatórias, compensada pelo crescimento robusto dos modelos híbridos e pela base legada, mantendo a receita em linha com as estimativas, com destaque positivo para a Cogna impulsionada pelo PNLD. No EBITDA, Ânima, Cogna e Vitru superaram as projeções (+2%, +4% e +11%, respectivamente), refletindo ganho de alavancagem operacional, melhora em provisões e maior eficiência em SG&A.

A geração de caixa foi o principal destaque, com crescimento relevante do FCF em todas as companhias, permitindo desalavancagem sequencial e fortalecendo os balanços em relação ao ano anterior. Na Ânima, houve estabilização da base core, crescimento de ticket e queda relevante da dívida, apesar da forte retração no EAD. Na Cogna, o desempenho foi sustentado pela Kroton e pelo PNLD, com forte expansão de EBITDA, lucro e FCF, reforçando a tese de reparo do balanço. Já a Vitru apresentou avanço expressivo do EBITDA e do FCF, impulsionados por forte crescimento do modelo híbrido, melhora da qualidade da base de alunos e consistente redução da alavancagem, mantendo recomendação Compra para os três nomes.

Rede DOr

A Rede DOr apresentou resultados mistos no 1T26, com EBITDA ajustado consolidado de R$ 2,73 bilhões, alta de 21% a/a, impulsionado por desempenho operacional sólido nos hospitais e na SulAmérica, que novamente surpreendeu positivamente no Sinistralidade. A receita líquida consolidada atingiu R$ 14,56 bilhões (+10% a/a), refletindo volumes de pacientes abaixo do esperado nos hospitais e crescimento mais fraco de beneficiários na SulAmérica, parcialmente compensados por aumento de 3% no ticket médio diário.

O lucro líquido ajustado somou R$ 1,01 bilhão (+3% a/a), pressionado por resultado financeiro líquido mais fraco e maior alíquota efetiva de imposto. O ciclo de conversão de caixa melhorou 8 dias t/t, com redução em contas a receber e estoques. A alavancagem permaneceu estável, com dívida líquida de R$ 22,1 bilhões (1,75x EBITDA). O desempenho operacional robusto, especialmente em margens hospitalares e controle de custos, reforça a resiliência do modelo, apesar de desafios pontuais em volumes e despesas financeiras.

Mills no Mercado Hoje 07-05-2026

No primeiro trimestre de 2026, a Mills reportou receita líquida de R$ 461,2 milhões, crescimento de 11,8% a/a, impulsionada pelos segmentos de Locação e Fôrmas & Escoramento, com destaque para a linha Amarela e Intralogística. O EBITDA ajustado alcançou R$ 235,1 milhões (+14% a/a), com margem de 51,0%, beneficiado por créditos fiscais não recorrentes e diluição de custos fixos.

O lucro líquido reportado foi de R$ 197,0 milhões (+190% a/a), fortemente impactado por efeitos fiscais extraordinários, enquanto o lucro líquido ajustado ficou em R$ 65,5 milhões (-3,6% a/a), refletindo maior depreciação e integração da Next Rental. O segmento de Fôrmas & Escoramento apresentou expansão de 27% no EBITDA ajustado e aumento de 350bps na margem, enquanto Locação manteve crescimento sólido. A robustez operacional e benefícios fiscais sustentaram os resultados, apesar de pressões competitivas e maiores despesas de D&A.

WEG

A WEG apresentou resultados abaixo do esperado no 1T26, levando à revisão negativa das projeções para 2026, com destaque para corte de 6,1% na receita e redução de 7,8% no EBITDA, refletindo crescimento mais moderado de 3,5% a/a e margem EBITDA ajustada para 21,4%. O lucro líquido estimado para 2026 foi reduzido em 10,7%, totalizando R$ 6.089 milhões (-4,5% a/a), em meio a custos elevados de matérias-primas, tarifas dos EUA e despesas trabalhistas associadas à expansão de capacidade.

O desempenho do segmento solar segue pressionado, com expectativa de recuperação apenas no segundo semestre, impulsionada pelo ramp-up de Betim T&D. O novo regime tarifário da Seção 232 nos EUA traz impacto relevante, elevando o peso das tarifas para 2,9% da receita de 2025, especialmente em motores e transformadores. O cenário permanece desafiador, com valorização limitada das ações e poucos catalisadores de curto prazo. Mantemos recomendação neutra para a ação.

Lavvi no Mercado Hoje 07-05-2026

No 1T26, a Lavvi reportou resultados mais fracos, com lucro líquido de R$ 70 milhões, queda de 20% a/a, impactado por margens brutas e EBITDA menores e despesas SG&A acima do esperado, especialmente relacionadas ao lançamento do Jardim da Hípica previsto para o 2T. A receita líquida atingiu R$ 373 milhões (+11% a/a), sustentada por ganhos de equivalência patrimonial e backlog resiliente, enquanto a margem bruta ajustada recuou para 34,9% (-4,4 p.p. a/a) devido à ausência de lançamentos no trimestre.

O ROE anualizado ficou em 20,4% (-2,8 p.p. a/a) e o consumo de caixa de R$ 44 milhões refletiu aquisições de terrenos, elevando a alavancagem. Apesar do resultado aquém das expectativas, a Lavvi segue com fundamentos sólidos, baixo estoque e perspectiva positiva para lançamentos futuros, destacando o projeto Hípica como potencial catalisador de margens superiores.

Intelbras

A Intelbras apresentou resultados do 1T26 acima das expectativas, com destaque para o crescimento da receita líquida, que atingiu R$ 1,111 milhão, representando alta de 20,6% a/a, impulsionada principalmente por uma base comparativa fraca no 1T25 devido à migração do ERP. O EBITDA totalizou R$ 156 milhões, um avanço expressivo de 92,6% a/a, com margem EBITDA de 14,1%, refletindo ganho de 5,3 p.p. em relação ao mesmo período do ano anterior.

A rentabilidade ficou acima do histórico, beneficiada por reconhecimento de despesas menor do que o esperado, fator que pode não se repetir nos próximos trimestres. O desempenho operacional reforça a resiliência da companhia no segmento de bens de capital e tecnologia, destacando a capacidade de adaptação frente a desafios operacionais e sustentando a trajetória de crescimento. A gestão sinalizou cautela quanto à recorrência dos níveis de rentabilidade observados neste trimestre.

Mater Dei

No primeiro trimestre de 2026, a Mater Dei reportou crescimento robusto de receita líquida de 15% a/a, impulsionado por melhora de mix e maior taxa de ocupação, com destaque para a otimização do quadro de funcionários que favoreceu a expansão de margens e redução das despesas administrativas.

O EBITDA ajustado avançou 25% a/a, refletindo eficiência operacional e expansão de 181 pontos-base na margem, enquanto o resultado financeiro líquido deteriorou 13% a/a devido ao aumento das despesas com juros, mas ainda superou as expectativas. O lucro líquido ajustado totalizou R$ 36 milhões, queda de 50% a/a, com margem líquida de 6,3%. O fluxo de caixa livre foi levemente negativo, e a alavancagem permaneceu estável em 1,6x EBITDA. O desempenho do trimestre reforça a visão construtiva sobre a companhia, destacando sua capacidade de geração de valor e resiliência operacional.

Taesa no Mercado Hoje 07-05-2026

No 1T26, a Taesa reportou resultados operacionais robustos, com EBITDA regulatório de R$ 562 milhões (+10% a/a), impulsionado pelo início de novas linhas de transmissão e reforços em ativos, refletindo crescimento de receita de 9,6% a/a. Apesar do desempenho operacional positivo, o lucro líquido ficou em R$ 193 milhões, impactado por maior base tributável e mudança do regime fiscal da São Pedro para lucro real em 2026, parcialmente compensado por incentivos fiscais SUDAM/SUDENE.

As despesas PMSO cresceram 5,8% a/a, com destaque para controle de custos e estabilidade em serviços de terceiros. A companhia aprovou o pagamento de juros sobre capital próprio de R$ 0,56 por unidade (yield de 1,3%, data ex 12 de maio), reforçando o compromisso de distribuir 100% do lucro regulatório. A alavancagem atingiu 4,2x dívida líquida/EBITDA regulatório, mantendo a solidez financeira.

Bradesco

O Bradesco reportou um trimestre de destaque no 1T26, com lucro líquido ajustado de R$ 6,8 bilhões e retorno sobre patrimônio de 15,8%, refletindo forte desempenho operacional e contribuição relevante da Bradsaúde para o capital. O NII avançou 4% t/t, impulsionado pelo segmento de mercado, enquanto o NII de clientes cresceu 2% t/t, com expansão do NIM para 9,1%. As provisões aumentaram 10% t/t, elevando o custo de risco para 3,5%, em meio a maior conservadorismo diante do cenário macroeconômico. A carteira de crédito total permaneceu estável t/t, com crescimento em pessoa física e retração em grandes empresas devido ao impacto cambial. O índice de inadimplência de 90 dias ficou em 4,2%, com aumento no portfólio corporativo, enquanto a formação de NPLs e de estágio 3 apresentou variações distintas. O portfólio colateralizado atingiu 60,8% e o índice CET-1 recuou para 12,7%, compensado pelo aumento do índice Basel para 17,4% com o efeito Bradsaúde.

Brava Energia

No 1T26, a Brava Energia reportou avanço operacional relevante, com EBITDA ajustado de R$ 1,628 milhões, mais que dobrando t/t, refletindo principalmente a alta do Brent, menor lifting cost e melhor precificação no downstream. O prejuízo líquido foi reduzido para R$ 350 milhões, beneficiado por resultados financeiros líquidos e créditos tributários superiores ao previsto, ainda que parcialmente compensados por maiores despesas de depreciação e amortização.

A geração de caixa, excluindo earnouts, somou R$ 320 milhões, abaixo do trimestre anterior devido ao maior consumo de capital de giro, mas mitigada por menor capex. O custo de extração consolidado recuou 3% t/t para US$ 14,2/boe, com destaque para maior produção offshore. A alavancagem caiu de 2,2x para 1,8x EBITDA, evidenciando progresso no desalavancagem. O trimestre foi marcado por desempenho operacional robusto, sustentado por preços elevados do Brent e ganhos de eficiência, reforçando perspectivas positivas para geração de caixa e redução de dívida.

Vibra Energia no Mercado Hoje 07-05-2026

No primeiro trimestre de 2026, a Vibra Energia reportou resultados sólidos, impulsionados por margens de combustíveis significativamente superiores e forte geração de caixa, evidenciando o cenário favorável para distribuidores. O EBITDA ajustado recorrente consolidado alcançou R$ 2,449 milhões, com destaque para o segmento de distribuição, que apresentou crescimento expressivo de margem unitária e compensou a queda sazonal de volumes.

O segmento de varejo também se destacou, com aumento de 46% t/t no EBITDA ajustado, sustentado por elevação de margens e expansão da rede de postos para 7.514 unidades. O segmento B2B manteve crescimento de margem, enquanto a Comerc registrou retração de 38% t/t no EBITDA, impactada por curtailment elevado. O fluxo de caixa livre atingiu R$ 1,729 milhões, e a alavancagem reduziu para 2,0x, refletindo maior eficiência operacional e posição de caixa reforçada. O desempenho foi beneficiado por recuperação fiscal e controle de práticas de mercado

Ultrapar

Ultrapar apresentou resultados sólidos no 1T26, com EBITDA de R$ 2,32 bilhões, um avanço de 33% t/t e desempenho 15% acima das expectativas, impulsionado principalmente pela forte performance da Ipiranga. A unidade registrou margem de R$ 276/m³, beneficiada pelo cenário geopolítico que favoreceu o negócio de distribuição, mantendo os preços domésticos abaixo da paridade de importação. Os resultados da Hidrovias ficaram aquém do esperado, enquanto Ultragaz e Ultracargo mantiveram desempenho em linha com as projeções.

O lucro líquido atingiu R$ 914 milhões, significativamente superior ao trimestre anterior, refletindo não apenas a melhora operacional, mas também maiores despesas tributárias parcialmente compensadas por menores despesas financeiras. Apesar do avanço operacional, a geração de caixa livre no trimestre foi impactada. O cenário reforça a resiliência das operações diante de desafios externos, com destaque para a capacidade de adaptação da Ipiranga frente à volatilidade do mercado.

Auren

No 1T26, a Auren reportou desempenho operacional robusto, com EBITDA ajustado de R$ 837 milhões, alta de 27% a/a, impulsionado por menor custo de compra de energia e melhor balanço energético. A receita líquida cresceu 4% a/a, ainda que impactada por menor geração eólica e solar e exposição negativa ao preço spot, parcialmente compensada por ganhos de modulação.

O EBITDA reportado foi afetado por provisões judiciais e ajuste negativo de marcação a mercado de contratos de energia, totalizando R$ 506 milhões, o que resultou em prejuízo líquido de R$ 602 milhões, efeito predominantemente não caixa. A alavancagem subiu para 5,2x dívida líquida/EBITDA, apesar da redução da dívida líquida para R$ 19,1 bilhões. A companhia segue capturando sinergias da integração dos ativos da antiga AES, com avanços em disponibilidade e redução de custos, reforçando a perspectiva positiva para otimização operacional e balanço energético.

Frasle

No 1T26, a Frasle reportou resultados impactados por efeitos não recorrentes, como a migração do ERP da Nakata, implementação da 4Mobility e férias coletivas em janeiro, resultando em receita líquida de R$ 1,250 milhões, queda de 6,1% a/a. O mercado externo apresentou crescimento de 1,8% a/a, sustentado pela Dacomsa, enquanto o mercado doméstico recuou 15,3% a/a, com destaque para a contração de 24% a/a no segmento de reposição.

O EBITDA ajustado foi de R$ 210 milhões, redução de 17,1% a/a, com margem de 16,8%, pressionado por menor diluição de custos e ajustes comerciais. O lucro líquido atingiu R$ 44 milhões, queda de 37% a/a, beneficiado por melhor resultado financeiro e taxa efetiva de imposto reduzida. Houve avanço relevante no capital de giro, com redução de 39 dias no NCG e queda de 17% nos estoques, além de recuperação do fluxo de caixa operacional.

Minerva

Minerva reportou desempenho robusto no 1T26, com EBITDA superando expectativas e crescimento de 9% a/a frente ao consenso, impulsionado por volumes sólidos em Uruguai, Argentina e Brasil, que compensaram retrações em Paraguai e Colômbia. O aumento dos preços do gado elevou custos e pressionou margens, parcialmente mitigado pela redução das despesas SG&A como percentual das vendas, resultando em margem EBITDA de 8,3%, acima do previsto, apesar de contração de 26bps a/a.

O resultado financeiro líquido deteriorou-se a/a devido ao efeito cambial, e a geração de caixa livre foi negativa, refletindo sazonalidade desfavorável do trimestre. O foco estratégico se volta para a demanda chinesa após o cumprimento das cotas e a capacidade de outros mercados absorverem volumes, mas a demanda global por carne bovina permanece superior à oferta, mitigando riscos. A companhia mantém balanço menos alavancado e valuation atrativo, sustentando recomendação Compra.

Pampa no Mercado Hoje 07-05-2026

Pampa apresentou resultados robustos no 1T26, com EBITDA consolidado de USD 322 milhões, alta de 47% a/a, impulsionado principalmente pelo crescimento expressivo da produção de óleo e gás, em especial pelo ramp-up de Rincon de Aranda. A receita avançou 38% a/a, refletindo maior produção de óleo (seis vezes superior a/a) e gás (+16% a/a), compensando parcialmente a queda nas vendas de geração e preços menores de óleo e petroquímicos.

O segmento de transporte de gás teve desempenho positivo, beneficiado por maior volume de NGL processado e reajustes tarifários. Custos operacionais subiram 36% a/a, mas os custos de lifting recuaram 11% a/a, contribuindo para a expansão das margens. O resultado foi favorecido por reversões fiscais e melhor equivalência patrimonial, enquanto o endividamento líquido aumentou 42% t/t, refletindo investimentos em O&G. A companhia segue beneficiada por avanços regulatórios e operacionais, mantendo perspectiva positiva para margens futuras.

Totvs

A TOTVS reportou resultados expressivos no 1T26, evidenciando forte execução operacional e avanço consistente nas principais linhas financeiras. A receita líquida consolidada, desconsiderando Linx, atingiu R$ 1,60 bilhão, com crescimento de 15,6% a/a e t/t, enquanto o EBITDA ajustado alcançou recorde de R$ 455 milhões, alta de 24,3% a/a e margem de 28,5%, o maior nível já registrado. O lucro líquido ajustado somou R$ 252 milhões, avanço de 16,6% a/a. A Linx, consolidada a partir de março, contribuiu com R$ 100 milhões em receita e R$ 18 milhões em EBITDA, já sob práticas contábeis da TOTVS.

O segmento de Gestão destacou-se com receita de R$ 1,43 bilhão (+15,7% a/a), recorrência acelerada e ARR de R$ 5,73 bilhões (+16,7% a/a), impulsionados por vendas recordes e maior participação de SaaS. O RD Station manteve crescimento sólido, com receita de R$ 171 milhões (+14,9% a/a) e EBITDA ajustado de R$ 25 milhões (+38% a/a), refletindo ganhos de eficiência e investimentos em IA. O desempenho de margens reforça a percepção positiva, mesmo diante de desafios globais no setor de software.

Panvel no Mercado Hoje 07-05-2026

No 1T26, a Panvel reportou desempenho operacional consistente, com crescimento de 15% a/a na receita líquida e evolução de 9,2% a/a nas vendas mesmas lojas maduras, evidenciando ganhos de produtividade e execução do plano de expansão. O EBITDA ajustado apresentou margem de 5,2%, alta de 45bps a/a, refletindo maior eficiência operacional, enquanto o lucro líquido ajustado atingiu R$ 35 milhões, avanço de 32% a/a.

A geração de caixa operacional após capex foi positiva em R$ 12,5 milhões, mesmo com aumento do capital de giro, principalmente em estoques. A alavancagem permaneceu controlada em 0,9x dívida líquida/EBITDA, redução de 0,3x a/a, resultado da diminuição da dívida líquida em R$ 26 milhões. A companhia manteve ritmo robusto de expansão, com abertura líquida de 22 lojas no período, reforçando sua estratégia de crescimento sustentável e ganhos operacionais. O cenário segue positivo, sustentado por fundamentos sólidos e execução consistente.

Riachuelo

A Riachuelo apresentou resultados sólidos no 1T26, com destaque para o crescimento da receita líquida, que atingiu R$ 2,3 bilhões, alta de 6,7% a/a, impulsionada principalmente pelo desempenho positivo do segmento de vestuário, cujo Vendas de Mesmas Lojas avançou 10%. A margem bruta consolidada subiu 1,1 p.p. a/a, alcançando 61,2%, refletindo maior eficiência operacional e avanços em precificação e uso da planta industrial.

O EBITDA consolidado atingiu margem de 11,5% (+0,8 p.p. a/a), evidenciando a capacidade da companhia de converter ganhos operacionais em rentabilidade, mesmo diante de maiores despesas para sustentar o crescimento das vendas. O lucro líquido ajustado foi de R$ 5 milhões, revertendo o prejuízo do 1T25, sustentado pelo forte resultado operacional. No braço financeiro, a Midway manteve desempenho robusto, com carteira de crédito crescendo 23% a/a, apesar do aumento de 1,8 p.p. a/a na inadimplência acima de 90 dias. O resultado reforça a consistência operacional e a estratégia de ganhos de eficiência.

Dexco

No primeiro trimestre de 2026, a Dexco demonstrou sinais claros de recuperação operacional, com EBITDA ajustado e recorrente de R$ 478 milhões, representando avanço relevante frente ao trimestre anterior e ao consenso de mercado. O desempenho foi impulsionado pelos segmentos de Madeira e Metais & Louças Sanitárias, que se beneficiaram de custos de caixa mais baixos, enquanto Celulose LD apresentou crescimento sequencial de EBITDA e margem, sustentado por volumes maiores.

O fluxo de caixa recorrente positivo e a redução da alavancagem para 2,99x reforçam a solidez financeira da companhia, marcando o menor patamar em dez trimestres. A expectativa para o próximo trimestre é de continuidade da performance robusta em Madeira e Metais, apesar de pressões de custos logísticos e de insumos previstas a partir de maio. O segmento de Azulejos segue desafiador, mas a empresa mantém foco em eficiência operacional e geração de caixa.

SmartFit

No primeiro trimestre de 2026, a SmartFit manteve ritmo acelerado de crescimento, com receita de R$ 2,1 bilhões, representando avanço de 25% a/a, impulsionada por aumento do ticket médio, expansão do número de clubes e maior receita do TotalPass. A margem bruta atingiu 51,8%, com expansão de 1,1 p.p. a/a, refletindo melhor desempenho em outros países e forte crescimento do lucro bruto proveniente de TotalPass.

O EBITDA ajustado apresentou margem de 32,0%, crescimento de 1,0 p.p. a/a, beneficiado pela maturação das lojas e alavancagem operacional. O lucro líquido somou R$ 204 milhões, alta de 45% a/a, evidenciando robustez na rentabilidade. A companhia segue com estratégia de expansão sustentada, apoiada por precificação eficiente e retenção de clientes, mantendo forte performance operacional e perspectivas positivas para a maturação de novas unidades.

Aura Minerals

A Aura Minerals apresentou resultados do 1T26 abaixo das expectativas, pressionados por custos caixa mais elevados e conversão de caixa inferior, apesar do desempenho operacional resiliente. O EBITDA ajustado totalizou US$ 244 milhões, com margem de 63,7%, refletindo crescimento de 17% a/a, enquanto a receita líquida avançou 19% a/a, impulsionada por preços realizados de ouro 18% superiores t/t e a/a.

O lucro líquido superou as projeções devido a menores perdas não realizadas em hedge de ouro. O custo caixa consolidado subiu 30% t/t, com destaque para pressões em Almas e Borborema, enquanto MSG apresentou melhora. O fluxo de caixa livre recorrente foi impactado por maiores pagamentos de impostos e consumo de capital de giro, totalizando US$ 94,9 milhões. O endividamento líquido/EBITDA recuou para 0,16x, com dívida líquida estável. A companhia reforçou sua política de dividendos, anunciando novo pagamento recorde. No operacional, o volume embarcado cresceu a/a, com destaque para a recuperação em MSG.

Lundin Mining

A Lundin Mining apresentou resultados do 1T26 em linha com as expectativas, com EBITDA ajustado de US$ 627 milhões, refletindo queda de 9% t/t devido a menores vendas e preços de cobre. A receita líquida totalizou US$ 1,159 bilhão, enquanto a margem EBITDA ajustada atingiu 54,1%. O lucro líquido foi de US$ 265 milhões, impactado por menor geração de caixa operacional, com FCF de US$ 314 milhões, abaixo do esperado, principalmente por menor liberação de capital de giro.

A produção consolidada de cobre somou 79,9 mil toneladas, com destaque para Candelaria e Caserones, que apresentaram variações operacionais relevantes entre os ativos. O guidance de produção, custos e capex para 2026 foi mantido, com expectativa de melhora operacional ao longo do ano. A companhia reforçou sua posição de caixa líquido, realizou recompra de ações e declarou dividendo, evidenciando disciplina na alocação de capital

TIM Brasil no Mercado Hoje 07-05-2026

TIM Brasil reportou resultados do 1T26 marcados por desafios de curto prazo, especialmente pela aceleração da inadimplência nos segmentos B2C e B2B, com expectativa de agravamento no 2T26 diante do ambiente macroeconômico adverso. A ausência de reajustes nos planos controle/híbrido em 2026, em contraste com o movimento do ano anterior, pode pressionar margens e o ritmo de receita, enquanto a renegociação de contratos de aluguel de torres (ATC) contribuiu para economias recorrentes.

O segmento B2B manteve crescimento a/a de dois dígitos, impulsionado pela aquisição da V8, que adicionou cerca de R$ 40 milhões ao resultado do trimestre e está plenamente integrada ao guidance anual. O impacto do churn por reajustes de preços foi mais intenso no 1T26, mas tende a se estabilizar no 2T26, com adições líquidas pós-pagas mostrando recuperação m/m. O setor acompanha com otimismo cauteloso o julgamento do FISTEL no STF, aguardando possível resolução até o final de 2026.

Ecorodovias

Em abril de 2026, a Ecorodovias reportou crescimento robusto no volume de tráfego de suas rodovias, com alta de 5,1% a/a, superando o desempenho esperado para o setor. O resultado foi impulsionado principalmente pelas concessões Ecovias Imigrantes, Ecovias Capixaba e Ecovias Raposo Castello, que apresentaram os maiores avanços percentuais no período, enquanto Ecovias Cerrado e Ecovias Araguaia tiveram leves retrações.

A partir deste mês, os dados de Ecovias Noroeste Paulista e Ecovias Raposo Castello passam a ser comparáveis, após o início da cobrança de pedágio em março de 2025. O desempenho operacional consistente reforça a percepção positiva sobre a companhia, que mantém recomendação Neutra, negociando a uma TIR real alavancada de 14,1%. O cenário segue favorável, sustentado pelo crescimento do tráfego e estabilidade operacional, sem alterações relevantes na estratégia da empresa.

Moura Dubeux no Mercado Hoje 07-05-2026

Moura Dubeux iniciou 2026 com resultados sólidos, destacando-se pelo forte desempenho operacional e rentabilidade elevada. A receita líquida atingiu R$ 628 milhões, com crescimento de 43% a/a, impulsionada principalmente pela divisão de condomínios, que apresentou aumento de 151% a/a na receita e margens brutas ajustadas superiores, refletindo ganhos com taxas de desenvolvimento de terrenos.

O lucro líquido totalizou R$ 156 milhões, avanço de 122% a/a, com margem líquida robusta de 24,9% e ROE anualizado de 29,5%, evidenciando eficiência operacional e ganhos financeiros relevantes. A alavancagem permaneceu controlada, com dívida líquida de 4% sobre o patrimônio, apesar do consumo de caixa no trimestre. O desempenho acima das expectativas reforça a confiança na estratégia da companhia, que mantém pipeline diversificado e foco em segmentos defensivos, além de apresentar o menor nível de estoque entre pares listados, favorecendo perspectivas positivas para os próximos trimestres.

Randoncorp

A Anfir divulgou os dados de abril de 2026, evidenciando um desempenho mais fraco para a Randoncorp no segmento de implementos rodoviários. As vendas totais de reboques somaram 11.767 unidades, queda de 4% a/a e 4% m/m, com destaque negativo para o segmento de pesados, principal exposição da companhia, que recuou 7% a/a e 5% m/m, refletindo a cautela dos operadores logísticos diante do cenário econômico incerto.

Entre as principais categorias, basculantes, graneleiros e dollys apresentaram retração relevante, enquanto tanques de aço inox tiveram desempenho positivo. O segmento de carrocerias sobre chassis mostrou leve alta m/m, mas ainda acumula queda no ano. A expectativa é de recuperação gradual do volume com o início do novo programa Move Brasil, que deve favorecer o setor ao ampliar prazos e reduzir taxas de financiamento, sustentando a demanda futura.

Banco Mercantil no Mercado Hoje 07-05-2026

No primeiro trimestre de 2026, o Banco Mercantil manteve trajetória ascendente de resultados, com lucro líquido recorrente de R$ 273 milhões e ROE de 42,7%. O desempenho foi sustentado pelo crescimento robusto das receitas de tarifas e pela expansão da carteira de crédito em linhas de maior rendimento, destacando-se o avanço expressivo dos empréstimos consignados privados e pessoais.

Apesar da desaceleração na carteira de consignados INSS, o banco ampliou o volume total de empréstimos em 6,2% t/t, com indicadores de capital fortalecidos, como CET-1 em 13,8% e índice de Basileia em 16,0%. O aumento do custo de risco para 6,0% e a elevação da inadimplência em 20bps t/t refletem ajustes conservadores na provisão, sem deterioração estrutural da qualidade dos ativos. O banco segue com expansão saudável de crédito e receitas, reforçando sua capacidade de geração de resultados.

Braskem

Braskem deve reportar um trimestre mais fraco no 1T26, com volumes de vendas pressionados e impacto negativo nas operações do México devido à menor disponibilidade de matéria-prima, reflexo de medidas de preservação de caixa. Apesar do aumento dos spreads de PE e PP, impulsionado por tensões geopolíticas e preços mais altos nos mercados internacionais, o cenário estrutural de excesso de oferta permanece, limitando o potencial de recuperação.

Os volumes de resinas caíram 2% t/t, com destaque para a queda de 37% t/t no México, enquanto os principais químicos avançaram 2% t/t, puxados por gasolina e derivados. Os spreads de PE no Brasil subiram 23% t/t e no México 32% t/t, mas ainda estão abaixo dos patamares de um ano atrás, exceto no México. A expectativa é de EBITDA ajustado consolidado de US$ 104 milhões (-8% t/t) e prejuízo líquido de US$ 263 milhões, reforçando a preocupação com a alavancagem e a necessidade de ajustes operacionais.

Banco Pine

O Banco Pine reportou um trimestre robusto, com ROE de 38% sustentado pela aceleração na originação de empréstimos consignados privados, elevando a carteira para R$ 5 bilhões e consolidando participação de mercado próxima a 4%. O portfólio de maior rendimento ampliou sua representatividade, impulsionando margens recordes, com NIM e NIM ajustado ao risco em 12,2% e 7,7%, respectivamente.

O índice de inadimplência permaneceu controlado, mesmo com o avanço dos empréstimos sem garantia, enquanto o custo de risco recuou para 4,5%. O lucro líquido recorrente atingiu R$ 150 milhões, indicando potencial de alta para o resultado anual. O crescimento expressivo das carteiras de consignado privado e INSS, aliado à consolidação da Amigoz, reforça a estratégia de expansão e diversificação do banco, enquanto a administração monitora possíveis impactos regulatórios sobre produtos consignados.

Klabin no Mercado Hoje 07-05-2026

No 1T26, Klabin reportou resultados operacionais estáveis, com EBITDA ajustado de R$ 1,669 milhões e receita líquida de R$ 4,946 milhões, ambos próximos às expectativas, mas com margem EBITDA de 33,7% apresentando leve retração a/a. O volume de vendas total foi de 1.015 mil toneladas, com desempenho superior em embalagens e menor em celulose, refletindo variações segmentadas.

O fluxo de caixa livre ficou negativo em R$ 126 milhões, principalmente devido ao consumo de capital de giro, enquanto a dívida líquida recuou para R$ 24,041 milhões e o índice dívida líquida/EBITDA melhorou para 3,1x, beneficiado pela apreciação do real e redução da dívida bruta. Os preços realizados de papel e embalagens mantiveram-se em linha, enquanto os custos de celulose aumentaram t/t. Para o próximo trimestre, a expectativa é de melhora nos resultados, impulsionada por demanda sazonal, ausência de paradas de manutenção e potencial geração positiva de FCF, favorecendo a desalavancagem sequencial

JSL

A JSL apresentou resultados mistos no 1T26, com desempenho operacional sólido, refletido pelo crescimento de 2,3% a/a na receita líquida para R$ 2,4 bilhões e avanço de 2,8% a/a no EBITDA ajustado, que atingiu R$ 471 milhões, com margem EBITDA expandindo 10bps a/a para 19,9%. O resultado operacional foi impulsionado pela disciplina de preços e redução intencional de contratos de menor rentabilidade, além de recuperação relevante nas margens de venda de ativos.

Entre os destaques setoriais, houve queda de 2,5% a/a na receita de Serviços Dedicados, compensada por alta de 11% a/a em Intralog e 30% a/a em JSL Digital, além de crescimento de 10,5% a/a nas vendas de ativos. Apesar do bom desempenho operacional, o lucro líquido ajustado recuou 86% a/a para R$ 7 milhões, pressionado pelo aumento de 13% a/a nas despesas financeiras líquidas, que somaram R$ 312 milhões, refletindo maior custo da dívida. O endividamento líquido/EBITDA caiu para 2,78x no trimestre.

Outras informações Mercado Hoje 07-05-2026

Commodities
Petróleo apresenta queda (US$ 99,06/b; -2,18%)
Minério de ferro registra alta (US$ 110,50/t; +0,02%)

Agenda do Mercado Hoje 07-05-2026
09:00 Brasil Produção Industrial
11:00 EUA Gastos em Construção

Empresas
ABC Brasil: Banco apresenta lucro recorrente no 1T que frustra estimativas;
Natura: Ação elevada a overweight por JPMorgan; preço-alvo R$14.

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As informações fornecidas neste conteúdo são exclusivamente para fins informativos e educacionais e não devem ser interpretadas como recomendações de compra ou venda de ações. Recomenda-se que os investidores realizem suas próprias análises ou consultem um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão de investimento.