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Mercado Hoje 12-05-2026: Saiba as principais notícias

Saiba as principais notícias do Mercado Hoje 12-05-2026 segundo a equipe de renda variável do Safra Invest: Bolsas em queda. Commodities mistas. Receios com o cessar-fogo no Irã pressionam mercados. CPI e IPCA são destaques. Atualizamos e reforçamos compra em DXCO (+). Resultados do 1T26: DIRR (+), HAPV (+), NATU (-) e SBFG (+). Prévia de resultados […]

Publicado em 12/05/2026 09:30

Filipe Andrade

FA
Mercado Hoje 12-05-2026: Saiba as principais notícias -  (crédito: Mercado Hoje)
Mercado Hoje 12-05-2026: Saiba as principais notícias - (crédito: Mercado Hoje)

Saiba as principais notícias do Mercado Hoje 12-05-2026 segundo a equipe de renda variável do Safra Invest: Bolsas em queda. Commodities mistas. Receios com o cessar-fogo no Irã pressionam mercados. CPI e IPCA são destaques. Atualizamos e reforçamos compra em DXCO (+). Resultados do 1T26: DIRR (+), HAPV (+), NATU (-) e SBFG (+). Prévia de resultados de NVDC (+). Confira!

Fechamento dia anterior
Ibovespa: 181.908 (-1,19%)
S&P: 7.413 (+0,19%)
Dólar Futuro: R$4,91 (-0,06%)

Análise Técnica

O Ibovespa apresentou queda de 1,19% no último pregão, cotado a 181.908 pontos. O ativo apresenta tendência neutra no curto prazo e de alta no médio. A primeira resistência fica em 191.600 pontos e a segunda em 200.000 pontos. Do lado da baixa, o primeiro suporte se encontra na região de 176.300. O próximo fica na faixa de 164.400 pontos.

O Dólar Futuro apresentou leve queda de 0,06% no último pregão, cotado a 4.912 pontos. O ativo apresenta tendência de baixa no médio prazo e no curto neutra. Do lado da baixa, o primeiro suporte fica na região de 4.910 pontos. Se perder esse patamar, poderá alcançar o suporte seguinte em 4.840. Já do lado da alta, a primeira resistência do contrato fica na região de 5.080 e a segunda em 5.240.

Exterior

Bolsas na Europa e futuros nos EUA operam em baixa em meio aos receios sobre o cessar-fogo com o Irã, o que aumenta o temor de interrupção prolongada no Estreito de Ormuz. Com isso, o petróleo sobe e atinge patamar próximo de USD107/barril. As ações de tecnologia caem com temores de novos impostos sobre lucros de inteligência artificial na Coreia do Sul. Na agenda, destaque para o CPI de abril com expectativa de aceleração para uma alta de 3,7% na comparação anual.

Doméstico

Na agenda local, destaque fica para o IPCA de abril com expectativa de consenso de mercado Bloomberg de alta mensal de 0,88% e anual de 4,40%.

Atualizações do Mercado Hoje 12-05-2026

Energisa

No primeiro trimestre de 2026, a Energisa reportou um EBITDA ajustado de R$ 1,98 bilhão, com avanço a/a, porém impactado por provisões elevadas para inadimplência e itens não recorrentes ligados à marcação a mercado. A receita excluindo margem de construção cresceu 7% a/a, impulsionada por volumes maiores e reajustes tarifários no segmento de distribuição, enquanto o braço de trading apresentou melhora significativa. O segmento de transmissão teve queda de receitas devido à menor remuneração de ativos, e o segmento de gás foi afetado pela migração de clientes ao mercado livre.

O lucro líquido ajustado ficou em R$ 207 milhões, retração de 47% a/a, refletindo maiores despesas financeiras e provisões, parcialmente compensadas por melhor equivalência patrimonial e menor participação de minoritários. O controle de custos no PMSO foi destaque, e a alavancagem permaneceu estável em 3,5x dívida líquida/EBITDA ajustado. A companhia mantém perspectiva positiva, com crescimento consistente nos principais segmentos.

Petrobras

No primeiro trimestre de 2026, a Petrobras apresentou resultados operacionais robustos, apesar de um impacto limitado do aumento dos preços do petróleo devido a efeitos de timing, com volumes e preços ainda não totalmente capturados no período. O EBITDA recorrente ajustado cresceu 7% t/t, alcançando US$ 11,7 bilhões, impulsionado pelo segmento de exploração e produção, que se beneficiou de preços mais altos, e pelo refino, que registrou forte expansão do EBITDA graças a ganhos de estoques, menor importação de derivados e condições favoráveis para exportação.

O lucro líquido atingiu US$ 6,2 bilhões, refletindo desempenho operacional sólido, efeito cambial positivo e reversão de impairment, parcialmente compensados por despesas fiscais elevadas. O fluxo de caixa livre foi de US$ 3,9 bilhões, abaixo das estimativas, mas com crescimento t/t, devido ao consumo de capital de giro. Os fundamentos permanecem sólidos, com expectativa de captura dos benefícios de preços e volumes no próximo trimestre.

Consumo Discricionário no Mercado Hoje 12-05-2026

O setor de varejo apresentou resultados variados no 1T26, com o Grupo SBF demonstrando sólido crescimento de receita de 15% a/a, impulsionado pelo desempenho das lojas Centauro e recuperação da divisão Fisia, apesar de uma contração de 120bps na margem EBITDA, atribuída a investimentos em serviço e aumento do endividamento para estoque visando a Copa do Mundo.

Track & Field teve um trimestre neutro, com forte crescimento de vendas, mas redução de rentabilidade devido ao mix de canais, o que deve favorecer a recuperação de margens nos próximos períodos. Natura, por sua vez, manteve tendência de queda nas receitas, refletindo uma performance fraca e rating neutro. O panorama destaca a resiliência de SBF e a posição estratégica de Track & Field no segmento esportivo, enquanto Natura segue enfrentando desafios operacionais.

Direcional

A Direcional reportou um trimestre sólido no 1T26, com receita líquida de R$ 1,17 bilhão, crescimento de 30% a/a, impulsionada por vendas consistentes e um índice de vendas sobre oferta de 56% nos últimos doze meses. A margem bruta ajustada atingiu recorde histórico de 42,9%, com destaque para a expansão da margem da Riva, enquanto a margem de backlog permaneceu elevada.

O lucro líquido somou R$ 200 milhões, avanço de 27% a/a, refletindo eficiência operacional e controle de despesas, apesar do aumento nas despesas gerais e administrativas. O fluxo de caixa recorrente foi positivo, com geração operacional de R$ 35 milhões após ajustes. A alavancagem financeira manteve-se saudável, com dívida líquida de 24% sobre o patrimônio, mesmo após pagamento de dividendos relevantes ao final de 2025. A companhia segue bem-posicionada para enfrentar pressões inflacionárias, beneficiando-se de buffer de custos e níveis recordes de acessibilidade no MCMV, reforçando sua atratividade no setor.

Multiplan

A Multiplan comunicou a assinatura de um Memorando de Entendimento para a venda de 9,3% do Park Shopping Barigüi por R$ 250 milhões, com pagamento dividido entre o fechamento e uma parcela única em 18 meses, corrigida pelo IPCA. O Park Shopping Barigüi, inaugurado em 2003 e expandido em 2024, destaca-se como um dos principais shoppings de alto padrão do Sul do Brasil, com área bruta locável de 65,3 mil m² e forte presença de clientes dos grupos A e B.

O ativo registrou vendas de R$ 1,9 bilhão no último período de 12 meses, posicionando-se entre os maiores do portfólio. A transação apresenta cap rate de 6,9% a/a, inferior ao cap rate implícito da Multiplan, e a empresa manterá 84% de participação, além de receber taxas de administração sobre a fatia vendida, reduzindo o cap rate para 6,5%. O shopping representa 8% da receita de aluguel da Multiplan, com aluguel médio de R$ 195/m², abaixo da média do portfólio.

Hapvida no Mercado Hoje 12-05-2026

A Hapvida apresentou resultados do 1T26 acima do esperado, impulsionada por uma melhora relevante no índice de sinistralidade caixa, que atingiu 72,2% (-330bps t/t, +40bps a/a), refletindo normalização dos custos assistenciais após eventos pontuais no 3T25. O EBITDA ajustado somou R$ 807 milhões, com margem de 10,2% (-258bps a/a), enquanto a receita líquida alcançou R$ 7,89 bilhões (+5% a/a).

Apesar da surpresa positiva, a companhia registrou perda líquida orgânica de 44,5 mil beneficiários em planos de saúde, com recuperação no segmento corporativo em regiões como Rio de Janeiro e Centro-Oeste. As despesas administrativas ex-itens não recorrentes representaram 8,2% da receita (+230bps a/a), pressionadas por multas regulatórias e provisões. O prejuízo líquido reportado foi de R$ 154 milhões, impactado por efeito não caixa de baixa de imposto diferido. A recente reestruturação da gestão ainda não teve efeito operacional relevante.

Inter

O Inter & Co apresentou durante o Dia do Acionista em Nova York sua nova estratégia baseada na Regra dos 50, adaptando conceitos de empresas SaaS para equilibrar crescimento e margens. O banco destacou foco mais conservador na rentabilidade, com a meta de ROE de 26% a 30%, agora condicionada ao sucesso no crédito ao consumidor e com menor apetite por risco.

Cerca de metade da expansão do ROE depende do crédito marginal, cuja penetração ainda é limitada, apesar do crescimento da base de clientes principais e da rentabilidade da carteira de cartões. O cenário permanece cauteloso, com eficiência operacional e penetração de crédito como principais vetores para atingir as metas de longo prazo.

Suzano

A Suzano apresentou atualização estratégica ao formalizar metas de dívida líquida em dólares, buscando atingir US$ 11 bilhões de dívida líquida e alavancagem inferior a 2,5x dívida líquida/EBITDA ajustado entre 2027 e 2028. Para o 2T26, a companhia projeta custo caixa de produção entre R$ 830 e R$ 840 por tonelada, refletindo aumento t/t, enquanto para 2026 estima custo médio de R$ 800/t, com alívio esperado no segundo semestre devido à diluição de custos fixos com o projeto Cerrado.

A trajetória de desalavancagem é considerada crível, embora sensível ao câmbio e aos preços de celulose. Mantemos recomendação Compra e preço-alvo de R$ 71,00.

Dexco no Mercado Hoje 12-05-2026

Atualizamos nossas estimativas para a Dexco, que mantém trajetória positiva de turnaround, com recomendação de desempenho acima da média e novo preço-alvo de R$ 7,80. Apesar do cenário macro desafiador, a companhia mitigou impactos inflacionários por meio de reajustes de preços e disciplina operacional, especialmente nos segmentos de Madeira e Deca.

Após cerca de dez trimestres, a alavancagem caiu para menos de 3x, reforçando a solidez financeira e o foco em geração de caixa.

Alimentos e Bebidas

Dados preliminares da Secex para a primeira semana de maio indicam volumes de exportação de proteínas muito fortes, com destaque para carne bovina, beneficiada pela queda no preço do boi gordo e melhora nos preços de exportação, impulsionada pela forte demanda chinesa.

Em aves e suínos, os volumes foram robustos, mas os spreads seguem pressionados por custos mais altos, embora dentro de níveis historicamente favoráveis. O cenário segue mais positivo para carne bovina, com expectativa de melhora gradual nas margens de aves e suínos.

Marcopolo no Mercado Hoje 12-05-2026

Em abril, a produção de carrocerias de ônibus no Brasil cresceu 10% a/a, com a Marcopolo registrando alta de 9% a/a, impulsionada principalmente por micro-ônibus destinados ao Ministério da Saúde.

Apesar do crescimento anual, houve queda m/m por menor número de dias úteis e retração relevante nos segmentos rodoviário e urbano, além de exportações ainda pressionadas pela demanda mais fraca da Argentina. O desempenho reflete volumes melhores, parcialmente compensados por um mix menos favorável.

Telefônica Brasil

A Telefônica Brasil apresentou resultados do 1T26 marcados pelo avanço na estratégia de reajuste de preços e pela maior penetração do Vivo Total na base FTTH. A companhia reforçou o compromisso mínimo de R$ 7 bilhões em distribuição em 2026, sustentado por payout elevado, recompra de ações e JCP, além do avanço na monetização de IA no segmento B2B e aceleração da venda de ativos não-core.

BTG Pactual no Mercado Hoje 12-05-2026

No 1T26, o BTG Pactual apresentou resultados robustos, com lucro líquido ajustado de R$ 4,808 bilhões e ROE de 26,6%, impulsionados por forte crescimento em financiamento ao consumidor e contribuições relevantes de Wealth Management e Sales & Trading. A eficiência operacional permaneceu saudável e o índice CET1 alcançou 11,4%, com a integração do Pan reforçando a perspectiva positiva para o restante do ano.

Nvidia

Acreditamos que a NVIDIA deve apresentar mais um trimestre sólido, impulsionada pela forte demanda por infraestrutura de IA, com crescimento expressivo de receita, lucro operacional e lucro por ação. O segmento de Data Center segue como principal motor, apoiado pela adoção de plataformas Blackwell e aumento significativo do capex dos hyperscalers, reforçando a visibilidade de demanda para os próximos trimestres.

Telefônica Brasil

No 1T26, a Telefônica Brasil manteve trajetória de crescimento, com expansão de receita e EBITDA e avanço da margem operacional. O crescimento foi sustentado principalmente pelo segmento móvel pós-pago e pela maior penetração do FTTH e do Vivo Total, apesar de aumento pontual na inadimplência. A companhia reforçou o compromisso com a venda de ativos da concessão, visando concluir o plano até 2028.

PetroReconcavo

A PetroReconcavo reportou produção ligeiramente mais fraca em abril de 2026, impactada por paradas não programadas e interrupções de energia em alguns ativos. Apesar disso, o índice de entregas melhorou e a produção no ativo Bahia mostrou maior estabilidade. O cenário reflete desafios operacionais pontuais, com foco da companhia na mitigação de riscos e continuidade operacional.

Outras informações do Mercado Hoje 12-05-2026

Commodities
Petróleo apresenta alta (US$ 107,83/b; +3,47%)
Minério de ferro registra baixa (US$ 110,25/t; -1,21%)

Agenda do Mercado Hoje 12-05-2026
09:00 Brasil IPCA
09:30 EUA CPI

Empresas
Raízen: Empresa perto de consenso conversão de dívida c/ credores

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