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Mercado Hoje 15-05-2026: Saiba as principais notícias

Saiba as principais notícias do Mercado Hoje 15-05-2026 segundo a equipe de renda variável do Safra Invest: Bolsas em baixa. Commodities mistas. Aversão ao risco pressiona ativos. Produção industrial nos EUA e Serviços no Brasil são destaques. Atualizamos e mantemos neutro em ASAI (=). Resultados do 1T26: CYRE (-), GMAT (-), MBRF (+), ONCO (-), ROXO (-), […]

Publicado em 15/05/2026 09:47

Filipe Andrade

FA
Mercado Hoje 15-05-2026: Saiba as principais notícias -  (crédito: Mercado Hoje)
Mercado Hoje 15-05-2026: Saiba as principais notícias - (crédito: Mercado Hoje)

Saiba as principais notícias do Mercado Hoje 15-05-2026 segundo a equipe de renda variável do Safra Invest: Bolsas em baixa. Commodities mistas. Aversão ao risco pressiona ativos. Produção industrial nos EUA e Serviços no Brasil são destaques. Atualizamos e mantemos neutro em ASAI (=). Resultados do 1T26: CYRE (-), GMAT (-), MBRF (+), ONCO (-), ROXO (-), STOC (+), TTEN (+). Confira!

Fechamento dia anterior
Ibovespa: 178.365 (+0,72%)
S&P: 7.501 (+0,77%)
Dólar Futuro: R$5,00 (-0,41%)

Análise Técnica

O Ibovespa apresentou alta de 0,72% no último pregão, cotado a 178.365 pontos. O ativo apresenta tendência neutra no curto e médio prazo. A primeira resistência fica em 191.600 pontos e a segunda em 200.000 pontos. Do lado da baixa, o primeiro suporte se encontra na região de 176.300. O próximo fica na faixa de 164.400 pontos.

O Dólar Futuro apresentou queda de 0,41% no último pregão, cotado a 5.005 pontos. O ativo apresenta tendência de baixa no médio prazo e no curto neutra. Do lado da baixa, o primeiro suporte fica na região de 4.910 pontos. Se perder esse patamar, poderá alcançar o suporte seguinte em 4.840. Já do lado da alta, a primeira resistência do contrato fica na região de 5.080 e a segunda em 5.240.

Exterior

Bolsas na Europa e futuros nos EUA operam em baixa em um movimento global de aversão ao risco com uma ampla liquidação no mercado de títulos. O petróleo tipo Brent voltou a se aproximar de USD110 o barril e reacende temores inflacionários com apostas de juros mais altos. Na agenda, o destaque fica para o índice Empire Manufatura e dado de produção industrial nos EUA.

Doméstico

Na agenda local, dado de volume de serviços de março será divulgado e a expectativa de consenso de mercado é de uma queda de 0,1% na comparação mensal. Pesquisa eleitoral Datafolha, que coletou dados dos dias 12 ao 14 de maio, será divulgada hoje e pode mostrar impactos do noticiário político recente.

Atualizações do Mercado Hoje 15-05-2026

Stone

No 1T26, a Stone reportou resultados levemente positivos, com receita líquida de R$ 3,578 bilhões (+7% a/a) e lucro bruto de R$ 1,488 bilhão, estável a/a, mesmo diante de margens pressionadas. O TPV de cartões somou R$ 110 bilhões, recuando 11% t/t e 3% a/a, enquanto o volume transacionado via PIX apresentou forte alta de 37% a/a, reforçando a relevância do canal digital.

O portfólio de capital de giro e a carteira de cartão de crédito cresceram de forma expressiva, refletindo a expansão do crédito, mas o custo de risco aumentou para 21,9% devido à maior inadimplência, especialmente em clientes de maior porte, com NPL de 90 dias atingindo 7,0%. As despesas administrativas caíram 8% t/t, favorecendo o lucro líquido ajustado de R$ 549 milhões (+4% a/a) e ROE de 18,6%. Apesar do desempenho resiliente, a companhia segue enfrentando desafios relacionados ao churn, pressão sobre ARPAC e deterioração da qualidade dos ativos.

Nu Holdings

No 1T26, o Nu Holdings apresentou desempenho resiliente em meio a desafios no ciclo de crédito, com destaque para o aumento expressivo das provisões em Estágio 2, que superaram em mais de três vezes o volume do mesmo período do ano anterior, refletindo maior prudência diante do ambiente macroeconômico.

A receita total somou US$ 4,968 bilhões e o lucro bruto atingiu US$ 1,865 bilhão, impactados pelo avanço das provisões, que elevaram o custo de risco para 19,6% t/t. O lucro líquido reportado foi de US$ 872 milhões, beneficiado por alíquota efetiva de IR de 8,7%, com expectativa de normalização para 15%-20% nos próximos trimestres. O índice de eficiência melhorou para 21% e a cobertura de provisões atingiu 16,2% da carteira. A gestão reforçou que não identifica deterioração estrutural na qualidade dos ativos e mantém disciplina operacional.

Credicorp

No 1T26, a Credicorp apresentou resultados sólidos, com lucro líquido gerencial de PEN 2.063 milhões e ROE de 21,1%, refletindo crescimento relevante t/t e a/a. O principal destaque foi a melhora consistente na qualidade dos ativos, com redução do CoR para 1,3%, impulsionada por melhores indicadores no BCP e estabilidade no Mibanco.

A carteira de crédito expandiu 1,7% t/t, com avanço em consumo e cartões. A Yape ampliou sua participação nas receitas ajustadas ao risco para 8,0%, com aumento de usuários ativos e maior eficiência. As receitas de tarifas cresceram 16% a/a, enquanto as despesas operacionais subiram 12% a/a, mantendo eficiência sob controle. O trimestre reforça a combinação de crescimento com disciplina de risco.

CPFL no Mercado Hoje 15-05-2026

No 1T26, a CPFL apresentou resultados operacionais sólidos e alinhados às expectativas, com EBITDA ajustado de R$ 3,347 milhões (+2% a/a) e lucro líquido reportado de R$ 1,830 milhões (+18% a/a), impulsionado por receitas financeiras e equivalência patrimonial acima do previsto. A eficiência de custos compensou a redução de volumes na distribuição.

Geração foi impactada por restrições operacionais, enquanto transmissão apresentou aumento de receita e redução de custos gerenciáveis. A inadimplência permaneceu controlada em 0,6% da receita bruta e a alavancagem ficou estável em 2,3x. Mantemos recomendação Neutra, diante de valorização limitada.

MBRF

No 1T26, a MBRF apresentou desempenho acima do esperado, com destaque para a expansão de margens em Beef América do Sul, mesmo com preços elevados do gado. Beef América do Norte foi impactado por condições climáticas adversas e desafios estruturais, com volumes menores e EBITDA próximo do equilíbrio.

A BRF teve forte performance em exportações, compensando parcialmente a fraqueza do mercado doméstico. O EBITDA consolidado ajustado somou R$ 3,096 milhões, com melhora de margem bruta, enquanto o fluxo de caixa livre foi negativo devido a maior consumo de capital de giro e aumento de estoques, influenciados pelo conflito no Oriente Médio. A execução operacional sustentou os resultados.

Oncoclínicas

Os resultados do 1T26 da Oncoclínicas evidenciam situação financeira delicada, com deterioração de liquidez e desempenho operacional enfraquecido. A receita líquida caiu 22% a/a e 15% t/t, impactada por restrições no fornecimento de medicamentos e encerramento de contratos menos rentáveis, levando à queda de 23% a/a no volume de procedimentos.

O EBITDA ajustado foi negativo em R$ 49 milhões, com margens de -4,2%, pressionado por desalavancagem operacional, compras pontuais desfavoráveis e ajuste de PCLD de R$ 119 milhões. O prejuízo líquido atingiu R$ 439 milhões e o consumo de caixa de R$ 394 milhões reduziu o caixa para R$ 124 milhões, enquanto toda a dívida bruta permanece classificada no curto prazo, elevando os riscos de liquidez.

Assaí no Mercado Hoje 15-05-2026

O Assaí reportou resultados do 1T26 em linha, em um ambiente ainda desafiador, com crescimento de vendas mesmas lojas de 1,5%, abaixo da inflação de alimentos. Houve melhora nas margens bruta e EBITDA e redução de despesas, permitindo revisão positiva das projeções de lucro por ação ajustado.

As premissas de ressarcimento de créditos tributários foram mantidas praticamente inalteradas. O valuation segue elevado, com potencial de valorização restrito, sustentando a recomendação Neutra.

Cyrela

No 1T26, a Cyrela reportou resultados abaixo do esperado, com lucro líquido de R$ 297 milhões (-10% a/a), pressionado por despesas comerciais elevadas e crescimento modesto da receita. A margem bruta ajustada avançou para 36,1%, sustentada pelo desempenho do MCMV. O ROE anualizado recuou para 11,2%.

O fluxo de caixa foi destaque positivo, com geração de R$ 134 milhões, impulsionada por maior venda de estoques. Após dividendos relevantes no fim de 2025, a alavancagem líquida caiu para 19,6%. A execução segue sólida, com viés positivo via exposição ao MCMV.

Três Tentos

No 1T26, a Três Tentos reportou desempenho operacional robusto, com receita líquida de R$ 4,2 bilhões (+20% a/a) e EBITDA ajustado de R$ 394 milhões (+99% a/a), impulsionados pelo forte avanço em fertilizantes, milho e soja, além de melhor mix geográfico. O lucro bruto ajustado cresceu 66% a/a, com margem de 21,6%, refletindo ganhos de eficiência. Apesar do aumento das despesas logísticas, o lucro líquido ajustado avançou 111% a/a, evidenciando execução consistente.

Grupo Mateus no Mercado Hoje 15-05-2026

No 1T26, o Grupo Mateus apresentou crescimento de 13% a/a na receita líquida, impulsionado pela integração do Novo Atacarejo e expansão do atacado B2B, embora abaixo das expectativas em vendas e EBITDA. A margem bruta evoluiu para 22,9%, mas o EBITDA ajustado recuou 13% a/a, pressionado por despesas operacionais mais elevadas e queda de 7,3% a/a nas vendas mesmas lojas, em um contexto de deflação de alimentos. O destaque foi a forte geração de caixa, com R$ 495 milhões, reduzindo a alavancagem para 0,3x.

Viveo

A Viveo apresentou no 1T26 desempenho operacional robusto, com EBITDA ajustado de R$ 208 milhões (+31% a/a) e margem bruta recorde de 15,8%, refletindo disciplina de preços e melhor mix. A receita líquida cresceu 2% a/a, com recuperação em Hospitais e Clínicas. Apesar disso, o resultado líquido permaneceu negativo devido a despesas financeiras elevadas. A pressão de liquidez aumentou, com R$ 1,1 bilhão em dívidas de curto prazo frente a caixa de R$ 533 milhões, reforçando a necessidade de reestruturação do passivo.

Sanepar no Mercado Hoje 15-05-2026

A Sanepar reportou resultados consistentes no 1T26, com EBITDA de R$ 844 milhões (+3% a/a) e lucro líquido de R$ 353 milhões (+8% a/a), sustentados por redução da inadimplência e controle de custos. A receita cresceu 8% a/a, impulsionada por volumes e revisão tarifária. A inadimplência caiu para 1,7% da receita bruta e a alavancagem subiu para 0,7x, mantendo perfil financeiro conservador.

Cosan

No 1T26, a Cosan reportou EBITDA ajustado de R$ 3,4 bilhões (+3% a/a), impulsionado por Rumo e Compass, apesar do desempenho mais fraco da Radar. O prejuízo líquido foi de R$ 1,583 bilhão, menor que no 1T25, refletindo melhor equivalência patrimonial. A geração de caixa foi pressionada por custos financeiros, e o índice de cobertura de juros caiu para 0,4x, com expectativa de melhora à frente. Compass e Moove apresentaram crescimento de EBITDA, enquanto Radar foi impactada por preços mais baixos.

Transportes no Mercado Hoje 15-05-2026

Elevamos a atenção para o risco climático associado ao aumento da probabilidade e intensidade do El Niño no 4T26, com impactos potenciais na logística do Norte. Níveis mais baixos dos rios aumentam o risco operacional para Hidrovias do Brasil, sustentando recomendação Neutra. Por outro lado, a Rumo tende a se beneficiar do redirecionamento do escoamento de grãos para o Sul, com potencial de melhora de volumes e preços no 4T26.

Equatorial

A Equatorial apresentou resultados sólidos no 1T26, com EBITDA ajustado de R$ 2,624 milhões (+17% a/a), impulsionado por volumes e ajustes tarifários. A receita líquida cresceu 13% a/a, apesar da retração do mercado cativo. O lucro líquido foi de R$ 425 milhões, impactado por despesas financeiras e maior alíquota de imposto. A inadimplência e as perdas permaneceram controladas, e a alavancagem encerrou em 2,7x. A evolução operacional sustenta a recomendação de Compra.

Braskem no Mercado Hoje 15-05-2026

A Braskem apresentou resultados operacionais mais robustos no 1T26, com EBITDA ajustado recorrente de US$ 192 milhões, beneficiado por spreads mais altos e créditos fiscais. O lucro líquido foi de US$ 275 milhões, revertendo prejuízo anterior. Apesar disso, a queima de caixa permaneceu elevada, totalizando US$ 966 milhões, devido a juros, capital de giro e desembolsos relacionados a Alagoas. O cenário estrutural segue desafiador, embora avanços regulatórios possam trazer algum alívio.

Grupo Casas Bahia

No 1T26, o Grupo Casas Bahia apresentou evolução operacional, com GMV de R$ 10,4 bilhões (+5% a/a), impulsionado pelo forte crescimento do online 1P. A receita líquida cresceu 6% a/a e o EBITDA ajustado atingiu R$ 597 milhões (+5% a/a). Apesar da melhora operacional, o prejuízo líquido foi de R$ 1,1 bilhão, refletindo despesas financeiras elevadas e efeitos fiscais. A dívida líquida caiu de forma relevante nos últimos 12 meses, mas o consumo de caixa segue como ponto de atenção.

Outras informações do Mercado Hoje 15-05-2026

Commodities
Petróleo apresenta alta (US$ 105,53/b; +1,71%)
Minério de ferro registra queda (US$ 109,30/t; -1,18%)

Agenda do Mercado Hoje 15-05-2026
09:30 EUA Manufatura de NY
10:15 EUA Produção Industrial

Empresas
Cemig: Incidente cibernético expôs dados de ~135.000 clientes
Tupy: Prejuízo líquido 1T R$94,2 mi, est. prejuízo R$6,75 mi
Ambipar: Empresa adia divulgação de balanço do 1T26
Braskem: Companhia avalia pedir recuperação judicial nos EUA

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As informações fornecidas neste conteúdo são exclusivamente para fins informativos e educacionais e não devem ser interpretadas como recomendações de compra ou venda de ações. Recomenda-se que os investidores realizem suas próprias análises ou consultem um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão de investimento.