
Saber quanto tempo a empresa pode atrasar FGTS é uma das dúvidas mais comuns entre trabalhadores brasileiros.
Afinal, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) representa um importante direito trabalhista e funciona como uma reserva financeira para momentos específicos previstos em lei. Por isso, qualquer atraso no depósito pode gerar preocupação e prejuízos para o empregado.
Além disso, muitos profissionais não acompanham regularmente os depósitos realizados pela empresa.
Como consequência, algumas irregularidades podem passar despercebidas durante meses ou até anos.
Portanto, entender os prazos e as obrigações do empregador é fundamental para proteger seus direitos.
O que é o depósito do FGTS?
O FGTS é um benefício garantido aos trabalhadores contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Todos os meses, o empregador deve depositar um valor equivalente a 8% do salário bruto do funcionário em uma conta vinculada administrada pela Caixa Econômica Federal.
Importante destacar que esse valor não é descontado do salário do trabalhador. Pelo contrário, trata-se de uma obrigação exclusiva da empresa.
Além do salário mensal, os depósitos também incidem sobre diversos pagamentos adicionais. Entre eles estão:
- Comissões;
- Gratificações;
- Horas extras;
- Férias;
- 13º salário;
- Adicionais previstos em lei.
Dessa forma, o FGTS funciona como uma proteção financeira em situações como demissão sem justa causa, compra da casa própria, aposentadoria e outras hipóteses previstas na legislação.
Quanto tempo a empresa pode atrasar FGTS segundo a lei?
A resposta é simples: a empresa não pode atrasar o FGTS nem por um dia.
Atualmente, a legislação determina que o recolhimento deve ocorrer até o dia 20 do mês seguinte ao mês trabalhado. Caso o pagamento aconteça após essa data, o depósito já será considerado irregular.
Além disso, a alteração promovida pela Lei nº 14.438/2022 mudou o vencimento do dia 7 para o dia 20 do mês seguinte. Essa mudança passou a valer com a implementação do sistema FGTS Digital.
Portanto, qualquer recolhimento realizado após o prazo legal gera consequências para o empregador.
Da mesma forma, nos casos de rescisão contratual, os valores devidos devem ser pagos em até 10 dias após o encerramento do contrato de trabalho.
Consequentemente, quanto maior for o atraso, maiores serão os encargos financeiros acumulados pela empresa.
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Quem tem direito ao depósito mensal do FGTS?
O depósito do FGTS é obrigatório para diversos tipos de trabalhadores.
Entre os beneficiários estão:
- Trabalhadores contratados pela CLT;
- Trabalhadores domésticos;
- Trabalhadores rurais;
- Trabalhadores temporários;
- Trabalhadores avulsos;
- Atletas profissionais.
Além disso, o empregador deve cumprir essa obrigação independentemente do porte da empresa.
Assim, tanto pequenas quanto grandes organizações precisam realizar os depósitos dentro do prazo estabelecido pela legislação.
Quanto tempo a empresa pode atrasar FGTS: O que acontece quando a empresa não deposita o FGTS?
Quando a empresa deixa de cumprir essa obrigação, ela pode enfrentar diversas penalidades.
Primeiramente, o não recolhimento do FGTS é considerado uma infração trabalhista grave.
Além disso, a empresa poderá sofrer as seguintes consequências:
- Aplicação de multas administrativas;
- Cobrança de juros e atualização monetária;
- Fiscalizações trabalhistas;
- Processos judiciais movidos pelos trabalhadores;
- Restrições para obtenção de crédito;
- Dificuldades para participar de licitações públicas;
- Problemas na emissão de certidões negativas.
Enquanto isso, o trabalhador pode sofrer prejuízos diretos. Afinal, a ausência dos depósitos pode dificultar o saque do benefício em situações autorizadas por lei.
Por esse motivo, é recomendável acompanhar regularmente o extrato do FGTS.
Como saber se a empresa está depositando corretamente?
Felizmente, existem formas simples de verificar a situação dos depósitos.
Atualmente, o trabalhador pode consultar o extrato do FGTS por meio do aplicativo oficial da Caixa ou em canais de atendimento da instituição.
Além disso, é importante conferir os depósitos todos os meses.
Caso identifique valores ausentes ou inconsistentes, o ideal é agir rapidamente.
Quanto antes a irregularidade for identificada, maiores serão as chances de resolver o problema sem a necessidade de medidas judiciais.
Quais medidas legais podem ser tomadas em caso de atraso?
Se a empresa não realizar os depósitos corretamente, o trabalhador possui diferentes alternativas para buscar seus direitos.
Inicialmente, é possível entrar em contato diretamente com o empregador para solicitar a regularização dos valores.
Entretanto, se a situação persistir, outras medidas podem ser adotadas.
Entre elas estão:
- Formalizar uma cobrança junto à empresa;
- Registrar denúncia na Subsecretaria de Inspeção do Trabalho (SIT);
- Procurar o sindicato da categoria;
- Apresentar denúncia ao Ministério Público do Trabalho (MPT);
- Ingressar com reclamação na Justiça do Trabalho.
Além disso, a ação judicial pode exigir o pagamento dos valores atrasados, acrescidos das correções previstas em lei.
Consequentemente, o empregador poderá arcar com custos ainda maiores.
Quanto tempo a empresa pode atrasar FGTS e o que fazer nessa situação?
Agora que você sabe quanto tempo a empresa pode atrasar FGTS, fica claro que a legislação não permite qualquer atraso após o vencimento legal.
O recolhimento deve ocorrer até o dia 20 do mês seguinte ao período trabalhado. Caso isso não aconteça, a empresa ficará sujeita a multas, juros e demais penalidades.
Portanto, acompanhar o extrato do FGTS regularmente é uma atitude essencial. Além disso, ao identificar qualquer irregularidade, o trabalhador deve buscar orientação e adotar as medidas cabíveis o mais rápido possível.
Dessa maneira, será possível garantir a proteção dos seus direitos trabalhistas e evitar prejuízos financeiros futuros.
Perguntas frequentes
A empresa não pode atrasar o depósito do FGTS. O recolhimento deve ser feito até o dia 20 do mês seguinte ao mês trabalhado. Após essa data, o pagamento já é considerado irregular.
A empresa pode receber multas, juros e outras penalidades previstas na legislação trabalhista. Além disso, o trabalhador pode buscar seus direitos por meio de denúncia ou ação judicial.
O trabalhador pode consultar o extrato do FGTS pelo aplicativo da Caixa Econômica Federal, pelo site oficial ou nos canais de atendimento da instituição.
Não. O FGTS é uma obrigação exclusiva do empregador. O valor correspondente a 8% do salário bruto deve ser pago pela empresa sem qualquer desconto ao trabalhador.
O trabalhador pode cobrar a regularização diretamente com a empresa, procurar o sindicato da categoria, registrar denúncia nos órgãos competentes ou ingressar com uma ação na Justiça do Trabalho.