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Comprar remédios em supermercado pode ser mais barato. Veja

Comprar remédios em supermercado pode se tornar uma realidade para milhões de brasileiros nos próximos meses. A proposta aprovada pela Câmara dos Deputados promete ampliar a concorrência no setor e, como consequência, estimular preços mais competitivos para os consumidores. Apesar disso, especialistas afirmam que os descontos podem não ser tão expressivos quanto muitos imaginam, já […]

Publicado em 19/06/2026 18:00

Filipe Andrade

FA
Comprar remédios em supermercado pode ser mais barato. Veja -  (crédito: Mercado Hoje)
Comprar remédios em supermercado pode ser mais barato. Veja - (crédito: Mercado Hoje)

Comprar remédios em supermercado pode se tornar uma realidade para milhões de brasileiros nos próximos meses.

A proposta aprovada pela Câmara dos Deputados promete ampliar a concorrência no setor e, como consequência, estimular preços mais competitivos para os consumidores.

Apesar disso, especialistas afirmam que os descontos podem não ser tão expressivos quanto muitos imaginam, já que o mercado de medicamentos possui regras específicas de precificação.

Além da expectativa por preços menores, a iniciativa também busca oferecer mais conveniência ao consumidor, permitindo que as pessoas encontrem medicamentos em locais onde já fazem suas compras do dia a dia. Entretanto, o projeto ainda depende da sanção presidencial para entrar em vigor.

Comprar remédios em supermercado: como vai funcionar a nova regra

O projeto de lei determina que os supermercados interessados não poderão simplesmente colocar medicamentos nas prateleiras ao lado dos alimentos.

Pelo contrário, será obrigatório criar uma farmácia completa dentro da loja, obedecendo todas as normas sanitárias vigentes.

Além disso, o espaço deverá permanecer separado fisicamente da área de vendas do supermercado.

Da mesma forma, será obrigatória a presença de farmacêutico durante todo o horário de funcionamento.

A legislação também estabelece diversas exigências técnicas.

Entre elas estão:

  • Controle de temperatura, umidade e ventilação.
  • Área exclusiva para armazenamento dos medicamentos.
  • Recebimento adequado dos produtos.
  • Separação física entre supermercado e farmácia.
  • Cumprimento das normas da Anvisa.

Assim, a proposta busca garantir que a segurança dos medicamentos seja mantida da mesma forma que ocorre nas farmácias tradicionais.

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Por que os supermercados acreditam que os preços podem cair

Segundo representantes do setor supermercadista, a entrada de novos concorrentes pode aumentar a disputa pelos consumidores.

Consequentemente, essa concorrência poderia incentivar promoções, campanhas comerciais e descontos em diversos medicamentos.

A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) defende que mais concorrência normalmente resulta em preços menores, beneficiando diretamente o consumidor.

Além disso, grandes redes de atacarejo acreditam que conseguem negociar grandes volumes com fornecedores.

Esse modelo já acontece em outras categorias de produtos. Por isso, algumas empresas afirmam que poderiam repetir o sucesso obtido em segmentos como pneus, higiene pessoal e alimentos.

Ainda assim, especialistas alertam que medicamentos seguem regras diferentes de outros produtos vendidos no varejo.

O que dizem farmácias e especialistas sobre os preços

Embora exista expectativa de redução de preços, entidades do setor farmacêutico demonstram cautela.

A principal razão é que os preços máximos dos medicamentos são regulados pelo governo federal.

Na prática, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) estabelecem limites que impedem cobranças acima do valor autorizado.

Além disso, o reajuste nacional dos medicamentos ocorre apenas uma vez por ano, normalmente a partir de abril.

Por esse motivo, diversos especialistas acreditam que não haverá uma guerra de preços tão intensa. Entretanto, podem existir diferenças em situações específicas.

Por exemplo, um supermercado que adquiriu determinado medicamento antes de um reajuste anual poderá oferecer promoções temporárias.

Da mesma forma, campanhas de fidelidade também poderão gerar economia para alguns consumidores.

Mercado bilionário desperta interesse das grandes redes

O mercado brasileiro de medicamentos movimenta cerca de R$ 227 bilhões por ano, tornando o Brasil um dos maiores consumidores mundiais desse segmento.

Além disso, o setor apresentou crescimento expressivo recentemente. Grande parte desse faturamento vem das farmácias e drogarias.

Outra parcela pertence ao segmento institucional, formado por hospitais, clínicas e serviços públicos.

Diante desse cenário, grandes redes supermercadistas enxergam uma oportunidade importante para diversificar suas receitas.

Algumas empresas já anunciaram planos para instalar farmácias em diversas unidades. Esses espaços deverão oferecer sortimento completo de medicamentos, sempre respeitando todas as exigências legais.

Nem todos os supermercados deverão aderir ao modelo

Apesar das oportunidades, a implantação de farmácias exige investimentos elevados. Primeiramente, será necessário adaptar a estrutura física.

Depois, será preciso contratar farmacêuticos habilitados. Além disso, haverá custos relacionados ao armazenamento correto dos medicamentos.

Por essa razão, especialistas acreditam que as grandes redes terão maior facilidade para entrar nesse mercado.

Já supermercados de pequeno porte poderão enfrentar dificuldades financeiras para cumprir todas as exigências. Consequentemente, a novidade tende a chegar primeiro aos grandes centros urbanos.

Comprar remédios em supermercado pode realmente valer a pena?

Comprar remédios em supermercado poderá representar mais praticidade para milhões de brasileiros, principalmente para quem deseja resolver várias compras em um único lugar.

Além disso, a chegada de novos concorrentes pode incentivar promoções e programas de descontos.

No entanto, é importante lembrar que os preços continuam limitados pela regulamentação da CMED, o que reduz a possibilidade de grandes diferenças entre supermercados e farmácias tradicionais.

Ainda assim, o consumidor poderá encontrar ofertas pontuais, campanhas promocionais e benefícios em programas de fidelidade.

Por isso, a melhor estratégia continuará sendo comparar preços antes da compra, independentemente do estabelecimento escolhido.

Em resumo, comprar remédios em supermercado pode trazer mais conveniência e ampliar a concorrência no setor.

Porém, os maiores ganhos provavelmente estarão na facilidade de acesso aos medicamentos e em promoções específicas, e não necessariamente em reduções expressivas de preços para todos os produtos.

Perguntas frequentes

Comprar remédios em supermercado já está liberado?

Ainda não. O projeto foi aprovado pela Câmara dos Deputados, mas ainda depende de sanção presidencial para entrar em vigor.

Os medicamentos serão mais baratos nos supermercados?

Existe a expectativa de preços mais competitivos devido ao aumento da concorrência. Porém, especialistas afirmam que os descontos podem ser limitados porque os preços máximos são regulados pelo governo.

Qualquer supermercado poderá vender medicamentos?

Não. O estabelecimento deverá montar uma farmácia separada da área de compras, cumprir todas as exigências sanitárias e manter um farmacêutico presente durante todo o funcionamento.

Medicamentos ficarão nas prateleiras junto com os alimentos?

Não. A legislação determina que os medicamentos sejam vendidos apenas dentro da farmácia instalada no supermercado, em um espaço separado e com armazenamento adequado.

Medicamentos que exigem receita poderão ser vendidos?

Sim. No entanto, eles continuarão seguindo as regras atuais, incluindo a apresentação da receita quando exigida e o transporte do medicamento em embalagem lacrada até o caixa.