
Saiba as principais notícias do Mercado Hoje 24-06-2026 segundo a equipe de renda variável do Safra Invest: Bolsas em alta. Commodities mistas. Resultado de Micron pode guiar setor de tecnologia. Atualizamos o setor de cobre; ERO (+) é a nossa top pick. CPLE (+) conclui processo de revisão tarifária. Confira!
Fechamento dia anterior
Ibovespa: 171.258 (+0,52%)
S&P: 7.365 (-1,44%)
Dólar Futuro: R$5,19 (+0,78%)
Análise Técnica
O Ibovespa apresentou alta de 0,52% no último pregão, cotado a 171.258 pontos. O ativo apresenta tendência neutra no médio e curto prazo. A primeira resistência fica em 174.300 pontos e a segunda em 191.500 pontos. Do lado da baixa, o primeiro suporte se encontra na região de 164.400. O próximo fica na faixa de 157.100 pontos.
O Dólar Futuro apresentou alta 0,78% no último pregão, cotado a 5.193 pontos. O ativo apresenta tendência de baixa no médio prazo e no curto neutra. Do lado da baixa, o primeiro suporte fica na região de 5.030 pontos. Se perder esse patamar, poderá alcançar o suporte seguinte em 4.950. Já do lado da alta, a primeira resistência do contrato fica na região de 5.270 e a segunda em 5.460.
Exterior
Bolsas na Europa e futuros nos EUA negociam em alta após liquidação das ações de tecnologia na véspera, enquanto os investidores aguardam os resultados da Micron e monitoram questionamentos sobre os níveis de valuation ligados a inteligência artificial. O petróleo cai com o aumento da circulação de navios pelo Estreito de Ormuz, após garantias de segurança para o tráfego na região. O minério de ferro sobe.
Doméstico
Ontem, a ata do Copom trouxe alívio para os DIs com leitura dovish, enquanto os investidores aguardam Relatório de Política Monetária e fala do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, amanhã.
Atualizações do Mercado Hoje 24-06-2026
Randoncorp
No Investor Day realizado em São Paulo, a Randoncorp destacou um cenário ainda desafiador, mas com sinais de melhora para o segundo semestre de 2026, impulsionado por iniciativas como Move Brasil, Fenatran e condições mais favoráveis nos EUA. A empresa reforçou o compromisso com a rentabilidade, priorizando eficiência operacional, automação (com 30%-40% do capex destinado a essa área), critérios mais rigorosos para novos investimentos e otimização do portfólio, incluindo a descontinuação de operações pouco rentáveis e venda de ativos não essenciais.
O objetivo é atingir 15% de ROIC e 18% de ROE, condicionado à recuperação dos mercados e queda nas taxas de juros. A desalavancagem permanece como prioridade, com meta de alavancagem líquida de 2,0x até o final de 2027, sustentada por maior geração de caixa e capex reduzido. O segmento de trailers segue desafiador, mas entregas para Aralco e demanda adicional devem impulsionar o desempenho no segundo semestre.
Americas Copper
No primeiro trimestre de 2026, o setor de mineração de cobre nas Américas apresentou desempenho positivo, impulsionado principalmente pela valorização do preço do cobre, que compensou pressões inflacionárias de custos. As ações sob cobertura registraram alta média de 10% a/a, com destaque para Capstone Copper, que liderou o movimento devido à maior alavancagem ao cobre e recuperação após desempenho anterior abaixo do esperado.
Hudbay Minerals também apresentou resultados sólidos, beneficiando-se da exposição a metais preciosos. Por outro lado, Ero Copper teve desempenho inferior, refletindo a necessidade de comprovação operacional após um início de ano mais fraco, mas permanece como principal aposta para o segundo semestre de 2026 devido ao potencial de geração de valor. Lundin Mining ficou atrás, pois a qualidade já estava refletida no preço. O relatório enfatiza a atualização das estimativas considerando os resultados recentes e os novos patamares de preço do cobre, além de apresentar duas abordagens de avaliação para o setor.
Copel
A Copel teve a aprovação final da revisão tarifária pela ANEEL em 24 de junho de 2026, resultando em um reajuste médio de 20,51% nas tarifas, refletindo reconhecimento de maior capex e fortalecimento dos fundamentos regulatórios. O RAB líquido foi fixado em R$ 19,9 bilhões, superando as expectativas, enquanto o opex regulatório atingiu R$ 2,2 bilhões.
O EBITDA regulatório de R$ 3,9 bilhões indica potencial de alta nos resultados, e a receita de outras fontes somou R$ 475 milhões. A inadimplência foi mantida em patamar restrito, reforçando a disciplina operacional, e o fator X foi definido em 0,95%. A revisão apresentou poucas alterações em relação à proposta inicial, consolidando uma perspectiva positiva para a companhia no segundo semestre de 2026, com destaque para oportunidades adicionais como o leilão de reserva de capacidade e ativos de transmissão.
Outras informações do Mercado Hoje 24-06-2026
Commodities
Petróleo apresenta vem em queda (US$ 75,54/b; -2,00%)
Minério de ferro apresenta baixa (US$ 97,60/t; -1,05%)
Agenda do Mercado Hoje 24-06-2026
08:00 Brasil MBA pedidos de hipoteca
11:00 EUA Vendas de novas casas
Empresas
Petrobras: Produção de petróleo da estatal sobe 10% entre jan-maio
Bradesco: Banco aprova pagar R$ 3,5 bilhões em JCP
Localiza: Companhia aprova pagamento JCP de R$ 591 mi
Braskem: Informações sobre inquérito em Alagoas são conhecidas
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