
Saiba as principais notícias do Mercado Hoje 26-06-2026 segundo a equipe de renda variável do Safra Invest: Bolsas e Commodities em baixa. Taxa de desemprego é destaque. Feedback de nossa reunião com a Fabus: POMO (=). Confira!
Fechamento dia anterior
Ibovespa: 171.990 (+0,87%)
S&P: 7.537 (-0,01%)
Dólar Futuro: R$5,19 (-0,17%)
Análise Técnica
O Ibovespa apresentou alta de 0,87% no último pregão, cotado a 171.990 pontos. O ativo apresenta tendência neutra no médio e curto prazo. A primeira resistência fica em 174.300 pontos e a segunda em 191.500 pontos. Do lado da baixa, o primeiro suporte se encontra na região de 164.400. O próximo fica na faixa de 157.100 pontos.
O Dólar Futuro apresentou leve queda 0,17% no último pregão, cotado a 5.186 pontos. O ativo apresenta tendência de baixa no médio prazo e no curto neutra. Do lado da baixa, o primeiro suporte fica na região de 5.030 pontos. Se perder esse patamar, poderá alcançar o suporte seguinte em 4.950. Já do lado da alta, a primeira resistência do contrato fica na região de 5.270 e a segunda em 5.460.
Exterior
Bolsas na Europa e futuros nos EUA operam em baixa. Os mercados globais são pressionados por uma nova rodada de vendas de ações de tecnologia, após relatos de que a volatilidade do setor poderia afetar a abertura de capital da OpenAI. O mercado sul-coreano caiu após a imprensa informar que a Samsung e a SK Hynix se preparam para anunciar investimentos de centenas de bilhões de dólares em inteligência artificial. Entre as commodities, o minério de ferro cai, a caminho de fechar a sétima semana consecutiva de perdas em meio aos estoques elevados da commodity. O petróleo cai.
Doméstico
No Brasil, os investidores acompanham a atuação do Banco Central no câmbio, enquanto na agenda econômica será divulgado saldo das transações correntes e a taxa de desemprego, com expectativa de queda para 5,6%.
Atualizações do Mercado Hoje 26-06-2026
Construtoras
A inflação da construção civil medida pelo INCC-M acelerou levemente em junho, com alta de 0,85% m/m, puxada principalmente pelo aumento dos custos de mão de obra, que subiram 0,91% devido a reajustes salariais sazonais. Por outro lado, os custos de materiais mostraram desaceleração marginal (0,86% m/m), apesar de ainda refletirem pressões anteriores ligadas ao conflito Irã-EUA, com destaque para a desaceleração em materiais estruturais.
No acumulado em 12 meses, o índice recuou para 6,71% a/a, indicando arrefecimento inflacionário. Entre os itens, tubos de PVC lideraram as altas, enquanto transporte de entulho registrou queda. Regionalmente, o Rio de Janeiro apresentou a maior inflação mensal (1,28%), enquanto Recife e Brasília tiveram as menores taxas em 12 meses. Apesar da leve alta no mês, a leitura foi considerada positiva, dado o terceiro mês consecutivo de desaceleração de materiais, com expectativa de inflação próxima a 8% em 2026 e melhora adicional nos custos, sustentando uma visão construtiva para o setor, especialmente em empresas mais resilientes como Direcional e Cury.
Construtoras
O monitor de crédito imobiliário mostra que as concessões via FGTS para baixa renda somaram R$ 10,0 bilhões em maio (-1% m/m e -18% a/a), com crescimento modesto no acumulado em 12 meses, enquanto o SBPE apresentou forte expansão, com R$ 17 bilhões concedidos em abril (+34% a/a), impulsionado principalmente por crédito à construção.
Apesar disso, ainda há espaço para estímulos adicionais no FGTS, já que apenas 37% do orçamento anual foi utilizado, com discussões em torno de cortes de juros para as faixas 3 e 4 do MCMV. Em termos de qualidade de crédito, o endividamento das famílias segue elevado, mas a inadimplência permanece controlada, com melhora recente nos atrasos iniciais. Do lado de funding, a poupança registrou leve entrada em maio, embora ainda acumule saídas no ano, enquanto o crédito SBPE segue aquecido, sustentado pelo aumento relevante nos financiamentos à construção, especialmente via Caixa.
Marcopolo
Participamos de uma reunião com o presidente da Fabus, que trouxe um tom misto: para 2026, a expectativa melhorou de queda de ~5% na produção para volumes estáveis ou levemente positivos, impulsionados por entregas mais fortes do programa Caminho da Escola e possível migração de passageiros do aéreo para o rodoviário diante de tarifas aéreas mais altas, o que pode favorecer o mix e as margens (especialmente em ônibus rodoviários).
Por outro lado, a demanda por ônibus urbanos segue pressionada pelo alto custo do diesel e incertezas regulatórias, limitando a renovação de frota. Para 2027, a visibilidade é baixa e o cenário tende a ser mais desafiador, dado o impacto das eleições, juros elevados e possível redução de programas públicos em um contexto de ajuste fiscal, embora haja algum suporte do próprio CDE e reposição reprimida no segmento urbano. Ainda assim, o setor mantém disciplina de preços e rentabilidade saudável, com risco de guerra de preços apenas em um cenário de forte queda de demanda.
Outras informações do Mercado Hoje 26-06-2026
Commodities
Petróleo apresenta vem em queda (US$ 72,64/b; -3,48%)
Minério de ferro apresenta baixa (US$ 98,35/t; -0,88%)
Agenda do Mercado Hoje 26-06-2026
09:00 EUA Estoques do Atacado
Empresas
Petrobras: Estatal prevê importações de diesel em julho e agosto após a paralisação do segundo trimestre
Weg: Companhia fecha contrato para suprimento em projeto de lítio em Nevada
Nubank: Banco iniciado como compra por Needham; preço-alvo US$17
Axia Energia: Companhia aprova emissão de R$ 1,6 bi em debêntures; contrata R$ 3 bilhões em linhas de crédito rotativo
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As informações fornecidas neste conteúdo são exclusivamente para fins informativos e educacionais e não devem ser interpretadas como recomendações de compra ou venda de ações. Recomenda-se que os investidores realizem suas próprias análises ou consultem um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão de investimento.