
Saiba as principais notícias do Mercado Hoje 06-07-2026 segundo a equipe de renda variável do Safra Invest: Bolsas e Commodities mistas. Audiência nos EUA sobre tarifas ao Brasil é destaque. Prévia do 2T26 para o setor de papel e celulose. Feedback de reunião com a DXCO (+). Confira!
Fechamento dia anterior
Ibovespa: 174.070 (+0,74%)
S&P: 7.483 (-0,22%)
Dólar Futuro: R$5,21 (-0,68%)
Análise Técnica
O Ibovespa apresentou alta de 0,74% no último pregão, cotado a 174.070 pontos. O ativo apresenta tendência neutra no médio e curto prazo. A primeira resistência fica em 174.300 pontos e a segunda em 191.500 pontos. Do lado da baixa, o primeiro suporte se encontra na região de 164.400. O próximo fica na faixa de 157.100 pontos.
O Dólar Futuro apresentou queda 0,68% no último pregão, cotado a 5.209 pontos. O ativo apresenta tendência de baixa no médio prazo e no curto neutra. Do lado da baixa, o primeiro suporte fica na região de 5.070 pontos. Se perder esse patamar, poderá alcançar o suporte seguinte em 4.980. Já do lado da alta, a primeira resistência do contrato fica na região de 5.315 e a segunda em 5.500.
Exterior
Bolsas na Europa negociam em baixa e futuros nos EUA operam em alta, liderados pelas ações de tecnologia em semana que será marcada pelo balanço da Samsung Electronics e a listagem da SK nos EUA. Na agenda de indicadores norte-americana, destaque para o ISM de serviços. Os preços do petróleo negociam em baixa após a Opep+ aprovar aumento de 188 mil barris por dia na produção de petróleo de agosto. O minério de ferro sobe.
Doméstico
O escritório de representante do comércio dos EUA realiza audiência pública sobre a investigação da Seção 301 envolvendo o Brasil, com foco em comércio digital, pagamentos eletrônicos, etanol, propriedade intelectual e outros temas. Os investidores acompanham a pesquisa Focus e encontro do presidente do BC com representantes do FMI.
Atualizações do Mercado Hoje 06-07-2026
Papel e celulose
Divulgamos nossa prévia do 2T26 para o setor de papel e celulose e esperamos resultados mais fortes t/t, impulsionados por preços realizados mais elevados e crescimento de volumes, especialmente em Suzano e Klabin. A Suzano deve reportar EBITDA próximo de R$ 4,7 bilhões, beneficiada por melhores preços de celulose e papel, apesar das pressões de custos de manutenção, frete e diesel. A Klabin deve apresentar evolução operacional, sustentada por maior receita por tonelada, volumes robustos em embalagens e papel, e menores custos devido à ausência de paradas de manutenção.
A Dexco tende a registrar EBITDA ajustado superior, com destaque para o segmento de madeira, enquanto Deca e Tiles apresentam sinais de recuperação. Já a CMPC deve reportar crescimento sequencial, com melhor desempenho em celulose compensando resultados mais fracos em Softys e Biopackaging. Apesar da melhora operacional, o setor ainda está distante de um ciclo mais forte, com desafios persistentes em custos e demanda.
Dexco
Em reunião com a alta gestão da Dexco e investidores, destacamos os avanços na estratégia de expansão florestal, que deve gerar EBITDA adicional de cerca de R$ 50 milhões por trimestre em 2026 e R$ 117 milhões em 2027 por meio da monetização de ativos e expertise operacional. A companhia segue líder em painéis e deve se beneficiar da redução dos custos de ureia e metanol, favorecendo a expansão de margens.
Na Deca, o plano busca elevar a margem EBITDA para aproximadamente 20%, ante 9% no 1T26, por meio de melhor posicionamento de produtos e aumento da terceirização. Em Tiles, os ajustes de capacidade e fechamento de unidades menos eficientes visam atingir o breakeven no 2S26. A desalavancagem segue como prioridade financeira, enquanto a Casa Dexco permanece como ferramenta importante para disciplina de preços e proteção de margens.
Tecnologia
Em nosso relatório, analisamos a estratégia da Meta para infraestrutura de nuvem voltada à inteligência artificial. A companhia vem acelerando investimentos em capacidade computacional e infraestrutura, buscando ampliar sua presença no ecossistema global de IA.
Os resultados recentes mostram avanços relevantes em receita e margens, impulsionados pela integração de IA em produtos-chave e pelo fortalecimento de novas avenidas de monetização. A estratégia reforça o posicionamento competitivo da empresa no longo prazo e contribui para uma percepção mais positiva por parte dos investidores.
Varejo e farmácias no Mercado Hoje 06-07-2026
Realizamos reuniões com investidores institucionais em São Paulo e no Rio de Janeiro para discutir as perspectivas do setor. O posicionamento permanece reduzido em praticamente todo o segmento, refletindo um ambiente macroeconômico mais desafiador e baixa visibilidade para uma recuperação mais consistente no curto prazo.
Embora diversas companhias negociem a múltiplos atrativos, os investidores continuam céticos quanto ao potencial de reprecificação sem sinais mais claros de melhora operacional e setorial. Assim, o sentimento permanece cauteloso para varejo e farmácias.
Siderurgia no Mercado Hoje 06-07-2026
Em nosso relatório quinzenal sobre o mercado de aço dos EUA, destacamos que o segmento de aços planos continua apresentando desempenho superior, beneficiado por ajustes de preços e volumes mais fortes. As empresas do setor seguem focadas em disciplina operacional, eficiência e controle de custos, sustentando margens mesmo em um ambiente macroeconômico mais desafiador.
Além disso, revisões de guidance e maior foco em produtos de maior valor agregado demonstram a adaptação das companhias ao novo cenário, reforçando uma perspectiva de recuperação gradual conforme a demanda se estabiliza.
Bens de capital
Os dados de comércio exterior divulgados pela Secex para junho trouxeram leituras distintas para WEG e Intelbras. Para a WEG, o cenário foi levemente negativo, com queda de 2% a/a e 9% m/m nas exportações totais, devido principalmente ao desempenho mais fraco do segmento EEI (-9% a/a), parcialmente compensado por GTD (+17% a/a).
As importações brasileiras de painéis solares avançaram 6% a/a em dólares, com aumento de preços de 23% a/a. Para a Intelbras, a leitura foi levemente positiva, com crescimento de 4% a/a nas importações totais, impulsionado pelos segmentos de segurança e energia, apesar da fraqueza em TI e comunicação.
Alimentos e bebidas no Mercado Hoje 06-07-2026
Em junho de 2026, o setor de proteínas apresentou desempenho robusto. As exportações de carne bovina cresceram 16% a/a, sustentadas pela demanda de China e EUA, enquanto os preços permaneceram próximos dos maiores níveis dos últimos cinco anos.
O segmento de aves foi o principal destaque, com volumes avançando 44% a/a e spreads favorecidos por preços mais altos e custos menores de insumos. Em suínos, apesar da queda de 5% a/a nos volumes exportados, a melhora de spreads foi sustentada pelo cenário favorável de custos. O segundo semestre segue com perspectiva construtiva para o setor.
Alimentos e bebidas
Os dados do IBGE mostraram queda de 4,2% a/a na produção industrial de bebidas alcoólicas em maio de 2026, com retração acumulada de 3,5% nos últimos doze meses. Apesar de fatores positivos como Copa do Mundo, clima favorável e bases comparáveis mais fáceis, os números sugerem necessidade de maior cautela para o restante do ano.
Já o segmento de bebidas não alcoólicas permaneceu resiliente, enquanto trigo e derivados ficaram próximos da média histórica. O cenário é levemente negativo para Ambev, mas permanece construtivo para M. Dias Branco, que continua apresentando boa resiliência operacional.
Outras informações do Mercado Hoje 06-07-2026
Commodities
Petróleo apresenta queda (US$ 71,70/b; -0,58%)
Minério de ferro apresenta alta (US$ 98,30/t; +0,50%)
Agenda do Mercado Hoje 06-07-2026
11:00 EUA Índice ISM de Serviços
Empresas
Nu Pagamentos: Compania recebe autorização BC para operar mercado câmbio
HBR: Empresa pede registro de OPA por permuta por controle da Helbor
Eneva: Compania negocia compra de campos de gás na Venezuela
PRIO: Empresa elevada a overweight por Morgan Stanley; preço-alvo R$71
ISA Brasil: Compania elevada a outperform por Grupo Santander
ISA Brasil: Empresa aprova emissão de R$ 1,5 bi em debêntures
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