
A Buser anunciou a compra de duas empresas de transporte rodoviário, ampliando sua presença no mercado nacional e fortalecendo sua estratégia de expansão.
A negociação envolve a aquisição de 11 linhas interestaduais, além das frotas da Expresso JK e da Transportes Santa Maria.
Embora os valores da operação não tenham sido divulgados, o movimento representa um passo importante para consolidar a atuação da empresa no transporte de passageiros.
Além disso, a aquisição reforça a presença da Buser em regiões estratégicas do Brasil. A empresa passa a operar linhas no Centro-Oeste, Sudeste e Sul, ampliando sua cobertura e aumentando as opções para milhares de passageiros.
Aquisição fortalece a atuação da Buser no mercado
Atualmente, a compra inclui a Expresso JK, conhecida por operar rotas importantes no Centro-Oeste, e a Transportes Santa Maria, que atende cidades do Sudeste e Sul do país.
Além disso, a empresa afirma que a operação atende às exigências do mercado regulado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). No entanto, a agência reguladora ainda não confirmou oficialmente esse enquadramento.
Segundo o diretor de estratégia de negócios da Buser, Rodolfo Juliani, mais de 100 ônibus deverão atender as linhas adquiridas.
Entretanto, a intenção da companhia é vender esses veículos para empresas parceiras, mantendo seu modelo operacional baseado em terceirização da frota.
Dessa forma, a empresa preserva sua estratégia conhecida como asset light, que reduz investimentos em ativos próprios e aumenta a eficiência operacional.
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Modelo de negócios continua baseado em tecnologia
Desde sua fundação, em 2017, a Buser ficou conhecida como o chamado “Uber dos ônibus”, oferecendo viagens interestaduais por meio de um sistema de fretamento coletivo.
Inicialmente, os passageiros realizavam toda a compra pelo aplicativo da empresa. O embarque acontecia em pontos específicos, diferentes das rodoviárias tradicionais, devido às regras regulatórias existentes.
Além disso, esse formato permitiu oferecer passagens com preços até 30% menores em comparação com a média do mercado em diversas rotas. Por outro lado, o modelo também enfrentou resistência de empresas tradicionais do setor.
Na época, várias companhias alegavam que existia uma concorrência desigual, pois estavam sujeitas a regras diferentes das aplicadas ao fretamento colaborativo.
Enquanto isso, a Buser defendia que seu modelo aumentava a concorrência, beneficiando diretamente os consumidores com preços mais competitivos.
Empresas de transporte rodoviário impulsionam expansão nacional
Desde a criação do novo marco regulatório em 2023, a empresa busca ampliar sua atuação no mercado regular de transporte de passageiros.
Além disso, a companhia afirma que já demonstrou interesse em diversas linhas disponibilizadas pela ANTT.
Contudo, o processo ainda depende da análise do órgão regulador e, em alguns casos, poderá ocorrer por meio de leilões.
Segundo Rodolfo Juliani, o relacionamento entre a empresa e a agência reguladora tornou-se muito mais colaborativo.
Como resultado, a companhia acredita que conseguirá ampliar gradualmente sua participação no transporte rodoviário convencional.
Outro fator importante é a presença física das empresas adquiridas em rodoviárias de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte.
Assim, a Buser passa a acessar um mercado bastante relevante, já que aproximadamente 60% das passagens rodoviárias ainda são vendidas diretamente em guichês e bilheterias.
Consequentemente, a empresa amplia seu alcance para consumidores que preferem comprar passagens presencialmente.
Buser pretende realizar novas aquisições
Além desta negociação, a empresa confirmou que pretende continuar crescendo por meio de fusões e aquisições.
Segundo seus executivos, já existem conversas avançadas com outras empresas do setor. Anteriormente, a companhia tentou adquirir ativos da tradicional Itapemirim, que está em recuperação judicial. Entretanto, a complexidade jurídica da operação impediu a conclusão do negócio.
Agora, a estratégia está voltada para empresas financeiramente sólidas e com rotas compatíveis com a malha operacional da plataforma. Dessa maneira, a integração tende a ocorrer de forma mais rápida e eficiente.
Ao mesmo tempo, a empresa busca fortalecer sua presença nacional sem abandonar seu modelo tecnológico.
Empresas de transporte rodoviário: crescimento e perspectivas para a Buser
Hoje, a Buser encerra uma fase importante de sua história ao combinar sua forte atuação digital com operações tradicionais em rodoviárias brasileiras.
Além disso, a empresa transporta atualmente mais de 300 mil passageiros por mês. Durante períodos de férias, esse número pode ultrapassar 500 mil viajantes mensais.
Em termos financeiros, a companhia registrou faturamento de R$ 600 milhões em 2025 e projeta superar R$ 700 milhões neste ano.
Outro diferencial importante está no apoio de investidores como SoftBank, Lightrock, Monashees, Globo e Valor Capital Group, que reforçam a capacidade financeira da startup para continuar investindo.
Enquanto isso, concorrentes como FlixBus, Wemobi e ClickBus seguem disputando espaço em um mercado cada vez mais competitivo e digitalizado.
Por fim, a compra dessas empresas de transporte rodoviário demonstra que a estratégia da Buser vai além da tecnologia.
A companhia busca integrar inovação, presença física e expansão regulada para conquistar uma participação ainda maior no transporte interestadual brasileiro.
Com essa combinação, a expectativa é de crescimento sustentável, aumento da oferta de linhas e mais alternativas para os passageiros em todo o país.
Perguntas frequentes
A Buser adquiriu a Expresso JK e a Transportes Santa Maria, incorporando 11 linhas interestaduais e ampliando sua atuação nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil.
A aquisição faz parte da estratégia de expansão da empresa, permitindo operar mais linhas, ampliar sua presença em rodoviárias e fortalecer sua atuação no mercado regulado pela ANTT.
Não. Os passageiros continuam podendo comprar passagens pelo aplicativo e pelo site da Buser. Além disso, a empresa passa a atender também clientes que preferem adquirir bilhetes em guichês de rodoviárias.
Sim. A companhia informou que mantém negociações com outras empresas do setor e pretende continuar crescendo por meio de novas fusões e aquisições.
A empresa transporta mais de 300 mil passageiros por mês. Nos períodos de férias, como dezembro e janeiro, esse número pode chegar a aproximadamente 500 mil passageiros mensais.