
As mães chefes de família ocupam um papel cada vez mais importante na gestão financeira dos lares brasileiros. Além disso, oito em cada dez mães participam ativamente das decisões de compra da família.
Esse comportamento inclui gastos com alimentação, vestuário, tecnologia, mobilidade e serviços financeiros.
Uma pesquisa nacional, realizada com quase 1.000 mães, revela como essas mulheres influenciam o orçamento doméstico. Os dados também mostram uma mudança importante no comportamento de consumo.
Mães chefes de família assumem decisões financeiras
Atualmente, muitas mães funcionam como verdadeiras CFOs da família. Elas iniciam, avaliam, decidem e acompanham boa parte das compras realizadas no lar.
Segundo o levantamento, 83% das mulheres decidem sozinhas compras de vestuário, alimentação, higiene e beleza. Portanto, a participação feminina ultrapassa o simples ato de comprar.
Em decisões de maior valor, como automóveis, moradia e viagens, o cenário apresenta algumas diferenças. Nesse caso, 53,5% das entrevistadas afirmam dividir a decisão final com o parceiro.
Ainda assim, a pesquisa indica que a mãe costuma exercer papel importante na validação da compra. Assim, sua influência permanece relevante mesmo quando existe uma decisão conjunta.
Entre as entrevistadas, 71,8% têm um parceiro, enquanto 26,6% são solteiras, viúvas ou separadas. Os números ajudam a mostrar a diversidade das estruturas familiares analisadas.
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O perfil das mães chefes de família
A pesquisa concentrou-se principalmente em mulheres entre 25 e 44 anos. Essa faixa etária representa uma parcela bastante ativa do mercado consumidor.
Além disso, a amostra contemplou diferentes classes sociais. A classe A representa 29,9% das entrevistadas, enquanto a classe B corresponde a 46,2%. Já as classes C e D representam 19,7%.
Outro dado chama atenção. 77% das entrevistadas são economicamente ativas, o que reforça a participação das mães no mercado de trabalho e na geração de renda.
Por outro lado, o estudo também aponta desafios relacionados ao bem-estar. O índice de autoestima aparece duas vezes maior entre mulheres que trabalham fora de casa em comparação com aquelas dedicadas exclusivamente ao trabalho doméstico e de cuidado.
Entretanto, a rotina profissional também traz pressão. 91% das executivas e 84% das empreendedoras relatam algum tipo de esgotamento emocional.
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Confiança pesa mais nas compras das mães
Os resultados também oferecem informações importantes para empresas e marcas. Afinal, entender como as mães tomam decisões pode ajudar na construção de estratégias mais eficientes.
Segundo a pesquisa, a jornada de compra materna possui seis dimensões específicas. Entre elas, destaca-se a busca por segurança, previsibilidade e redução de riscos.
Nesse contexto, o conceito de melhor marca está muito relacionado à confiança. Portanto, uma empresa não precisa apenas chamar atenção. Ela precisa demonstrar credibilidade durante toda a jornada do consumidor.
Além disso, as recomendações de outras pessoas ganharam força. 65% das mães afirmam que mensagens recebidas em canais como grupos de WhatsApp têm mais influência na compra do que peças publicitárias tradicionais.
Da mesma forma, 60% das entrevistadas dizem prestar mais atenção aos depoimentos de mães reais. O resultado mostra a força das experiências compartilhadas entre consumidoras.
O impacto das mães chefes de família no mercado
Os dados mostram que as mães possuem forte influência sobre o consumo dentro dos lares brasileiros.
Além disso, muitas delas também participam diretamente da administração do orçamento familiar.
Por isso, as empresas precisam compreender melhor as necessidades desse público. Segurança, confiança, praticidade e previsibilidade aparecem como fatores importantes no processo de decisão.
Ao mesmo tempo, a publicidade tradicional perde espaço quando não consegue estabelecer uma relação genuína com as consumidoras. Nesse cenário, experiências reais e recomendações podem ganhar maior relevância.
Consequentemente, marcas que desejam conquistar as mães precisam ir além de campanhas criativas. Construir confiança pode ser mais importante do que simplesmente conquistar atenção.
A pesquisa também reforça a importância de reconhecer o papel econômico das mulheres dentro das famílias.
Afinal, elas influenciam decisões que envolvem desde despesas do cotidiano até compras de alto valor.
Assim, compreender o comportamento das mães chefes de família tornou-se estratégico para empresas, instituições financeiras e marcas de diferentes segmentos.
Mais do que consumidoras, elas participam ativamente da gestão financeira e das principais decisões econômicas dos lares brasileiros.
Por fim, o estudo indica uma transformação importante no relacionamento entre consumidoras e empresas.
A confiança se tornou um dos principais ativos para conquistar e manter esse público, especialmente em um ambiente no qual recomendações e experiências reais têm cada vez mais peso.