
O Bitcoin hoje 10-08-2026 é negociado próximo de US$ 65.287, equivalente a cerca de R$ 330,9 mil.
Além disso, a criptomoeda registra alta de 0,20% nas últimas 24 horas e acumula valorização de 3,9% na semana.
Enquanto isso, o Bitcoin voltou a testar uma importante faixa de resistência entre US$ 65 mil e US$ 67 mil.
O movimento chama a atenção dos investidores porque pode definir os próximos passos do mercado.
Além disso, o BTC permanece acima da média móvel simples de 200 semanas. Atualmente, esse indicador está próximo de US$ 64 mil e ajuda investidores a avaliar a tendência de longo prazo.
Bitcoin hoje 10-08-2026: preço testa resistência
Neste cenário, a região entre US$ 65 mil e US$ 67 mil ganhou importância. Um rompimento consistente dessa faixa pode aumentar a confiança dos compradores.
Por outro lado, uma rejeição nessa região pode provocar realização de lucros. Assim, o comportamento do Bitcoin nos próximos dias será acompanhado de perto pelo mercado.
A recuperação recente reúne três fatores principais. Primeiro, os ETFs à vista de Bitcoin voltaram a registrar entradas relevantes.
Depois, o apetite por risco melhorou entre investidores. Por fim, a correlação entre Bitcoin e ouro aumentou.
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ETFs de Bitcoin voltam a atrair investidores
Entre 3 e 10 de agosto, os ETFs à vista de Bitcoin negociados nos Estados Unidos registraram aproximadamente US$ 853,5 milhões em entradas líquidas.
Além disso, esse foi o melhor resultado semanal desde meados de abril. O volume também representa a terceira maior captação semanal de 2026.
Portanto, o movimento mostra uma retomada do interesse institucional em um momento decisivo para o preço do BTC.
O Ethereum também apresentou força. Na semana, os ETFs à vista de ETH registraram cerca de US$ 245 milhões em entradas. Esse resultado foi o melhor desde abril.
Dessa forma, os dados indicam que o aumento da demanda pode estar alcançando outras criptomoedas além do Bitcoin.
Bitcoin se aproxima do ouro e chama atenção
Outro fator relevante está na relação entre Bitcoin e ouro. A correlação entre os dois ativos chegou a 0,57 na janela de 30 dias.
Esse foi o maior nível desde o início de janeiro de 2025. Quanto mais próximo de 1, maior é a tendência de os ativos apresentarem movimentos semelhantes.
Enquanto isso, o mercado acompanha a situação fiscal dos Estados Unidos. Os juros dos títulos do Tesouro americano de dez anos voltaram a 4,66%.
O nível não era observado desde janeiro de 2025. Em março, por outro lado, os juros haviam ficado abaixo de 4%.
Nesse ambiente, investidores aumentam a atenção sobre ativos considerados escassos. Entre eles estão o ouro e o Bitcoin.
O ouro, por exemplo, acumula alta de aproximadamente 7,3% no mês. O metal é negociado perto de US$ 4.336 e conta com o suporte de compras de bancos centrais e entradas em ETFs.
Inflação dos EUA pode mexer com o Bitcoin
Agora, o mercado concentra as atenções nos próximos indicadores econômicos dos Estados Unidos. O principal deles será o CPI de julho, previsto para quarta-feira (12).
O índice mede a inflação ao consumidor e pode influenciar as expectativas para os juros americanos.
A expectativa é de desaceleração do núcleo da inflação de 2,6% para 2,5% em 12 meses. Além disso, a inflação cheia pode recuar de 3,5% para 3,4%.
O resultado ganhou ainda mais importância após o payroll divulgado na sexta-feira (7). O relatório mostrou 23 mil demissões líquidas, enquanto o mercado esperava 85 mil contratações.
Assim, uma inflação abaixo das expectativas pode reduzir a pressão sobre o Federal Reserve. Esse cenário tende a favorecer ativos de maior risco, incluindo as criptomoedas.
Na quinta-feira (13), será a vez do PPI. O indicador mede a inflação ao produtor e também pode oferecer pistas sobre a trajetória dos preços.
Bitcoin hoje 10-08-2026: o que esperar agora?
Diante desse cenário, o mercado acompanha principalmente a reação do Bitcoin à faixa entre US$ 65 mil e US$ 67 mil.
Além disso, a continuidade das entradas nos ETFs pode fortalecer a pressão compradora. Um rompimento sustentado acima de US$ 67 mil poderia abrir espaço para uma nova etapa de valorização.
Por outro lado, dados de inflação acima do esperado podem aumentar a cautela dos investidores. Nesse caso, o Bitcoin pode encontrar dificuldades para superar a resistência atual.
Portanto, CPI, PPI, ETFs e a resistência de US$ 67 mil estão entre os principais fatores para monitorar nesta semana.
O comportamento desses indicadores poderá definir o ritmo do mercado no curto prazo. Ainda assim, criptomoedas apresentam alta volatilidade, e movimentos rápidos de preço podem ocorrer.