
Existe uma ideia bastante difundida de que empresas crescem porque vendem mais. Embora o aumento do faturamento seja um fator importante, essa explicação conta apenas parte da história. Na prática, muitas organizações ampliam suas operações, conquistam novos clientes e aumentam a receita, mas continuam enfrentando dificuldades financeiras, problemas de caixa e decisões tomadas sob pressão. Em muitos casos, a diferença entre crescer e crescer de forma sustentável está na qualidade da gestão financeira e dos controles internos.
Existe uma ideia bastante difundida de que empresas crescem porque vendem mais. Embora o aumento do faturamento seja um fator importante, essa explicação conta apenas parte da história. Na prática, muitas organizações ampliam suas operações, conquistam novos clientes e aumentam a receita, mas continuam enfrentando dificuldades financeiras, problemas de caixa e decisões tomadas sob pressão. Em muitos casos, a diferença entre crescer e crescer de forma sustentável está na qualidade da gestão financeira e dos controles internos.
É nesse contexto que atua o executivo administrativo financeiro Renan Conrado Frigo, profissional especializado na implantação de processos, fortalecimento da governança financeira e desenvolvimento de controles internos voltados à eficiência operacional. Ao longo de sua carreira, Renan tem participado da reorganização de processos administrativos e financeiros, da implementação de sistemas de gestão e da criação de mecanismos destinados a tornar as informações mais confiáveis e a tomada de decisões mais segura.
Segundo o especialista, disciplina financeira significa administrar recursos de forma organizada, planejada e consciente, enquanto os controles internos representam os procedimentos que garantem a confiabilidade das informações, o cumprimento dos processos e a identificação de riscos antes que eles resultem em prejuízos.
Uma empresa pode vender mais e, ainda assim, enfrentar dificuldades financeiras quando não possui informações confiáveis, planejamento e controle sobre sua operação. O crescimento precisa ser acompanhado por uma estrutura administrativa capaz de sustentá lo, explica Renan.
Para ele, quando disciplina financeira e controles internos funcionam de forma integrada, a empresa ganha previsibilidade para reduzir desperdícios, enfrentar períodos de instabilidade com maior segurança e criar condições para um crescimento sustentável.
A disciplina financeira não começa quando surgem dificuldades. Ela precisa existir nos períodos de estabilidade. É exatamente quando a empresa está saudável que deve organizar processos, fortalecer controles e construir reservas para sustentar o crescimento futuro, afirma.
Dados que comprovam
A importância da disciplina financeira e dos controles internos também se evidencia no cenário empresarial brasileiro. Segundo o estudo Sobrevivência de Empresas, realizado pelo Sebrae com base em dados da Receita Federal, falhas relacionadas ao planejamento, à gestão financeira e à organização administrativa estão entre os fatores que mais influenciam as dificuldades enfrentadas por empresas nos primeiros anos de funcionamento. O levantamento mostra ainda que negócios com maior capacidade de planejamento e acompanhamento de indicadores apresentam melhores condições de sobrevivência e desenvolvimento.
A Pesquisa Global de Gestão de Riscos da PwC reforça essa realidade ao indicar que organizações que investem em governança, controles internos e gestão estruturada de riscos tendem a responder com maior rapidez às mudanças econômicas e apresentam maior capacidade de adaptação em cenários de incerteza. Para Renan, esses dados demonstram que o controle dos processos deixou de representar apenas uma obrigação administrativa e passou a exercer um papel estratégico na continuidade e no crescimento das empresas.
Essa compreensão foi construída ao longo de sua própria trajetória profissional. Renan iniciou sua atuação aos 16 anos na indústria familiar e percorreu diferentes áreas da organização. Começou em funções operacionais ligadas à produção gráfica, passou pelo setor financeiro, assumiu posteriormente a gerência administrativa e financeira e chegou à posição de Diretor Administrativo Financeiro.
A experiência em diferentes etapas da operação permitiu que ele compreendesse profundamente como decisões financeiras e administrativas afetam a produção, o relacionamento com fornecedores, o atendimento aos clientes e o desempenho geral da empresa. Esse conhecimento influencia diretamente sua forma de estruturar processos, liderar equipes e implementar mecanismos de controle.
Graduado em Administração e com MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getulio Vargas, Renan complementou sua formação com especializações em Lean Manufacturing, Lean Office, Gestão Financeira, Ferramentas da Qualidade e programas voltados à melhoria contínua.
Ao longo da carreira, coordenou projetos de reorganização financeira, implantação de sistemas de gestão, desenvolvimento de indicadores, padronização de processos administrativos, fortalecimento da governança corporativa e implementação de políticas de compliance financeiro.
Sua atuação também incluiu a modernização das rotinas administrativas, o aperfeiçoamento do fluxo de caixa, a negociação estratégica com instituições financeiras, a elaboração de orçamentos corporativos e a criação de mecanismos destinados a tornar as informações mais confiáveis e a tomada de decisões mais segura.
Os efeitos desse trabalho ultrapassaram a área financeira. Em 2022, a empresa em que Renan atua recebeu o reconhecimento de Melhor Fornecedor Docol de Embalagens. A Docol é uma das principais fabricantes brasileiras de louças e metais sanitários e a maior exportadora de metais sanitários da América Latina. A empresa também atende grandes marcas de diferentes segmentos, como Cottonbaby, WEG, Condor, Rivoli e Tigre. A diversidade desses clientes evidencia a capacidade da organização de adaptar seus processos, padrões de qualidade e soluções operacionais às exigências de empresas com diferentes perfis, mercados e necessidades, refletindo a eficiência e a confiabilidade de sua estrutura administrativa e financeira.
Segundo Renan, um dos equívocos mais recorrentes entre empresários é associar controles internos ao excesso de burocracia.
“Muitas pessoas imaginam que controle interno significa criar processos lentos ou dificultar o trabalho das equipes. Na realidade, acontece exatamente o contrário. Quando os processos estão organizados, todos sabem o que precisa ser feito, os erros diminuem, os retrabalhos são reduzidos e as decisões podem ser tomadas com muito mais segurança, explica o especialista.
Decisões mais seguras
Essa visão está diretamente relacionada ao Lean Office, metodologia que Renan incorporou à sua atuação profissional para aprimorar processos administrativos e financeiros. Embora o pensamento Lean seja frequentemente associado ao ambiente industrial, seus princípios também podem ser aplicados às rotinas administrativas para eliminar atividades que não agregam valor, reduzir desperdícios de tempo, padronizar procedimentos e tornar o fluxo de informações mais eficiente.
Na atuação de Renan, essa metodologia contribui para reduzir retrabalhos, melhorar a integração entre departamentos e aumentar a confiabilidade das informações utilizadas pela administração. Com processos mais claros e responsabilidades bem definidas, as equipes conseguem responder com maior rapidez às mudanças do mercado e tomar decisões com base em dados mais consistentes.
Para o executivo, um dos principais benefícios da disciplina financeira está justamente na capacidade de antecipar problemas. Empresas que monitoram regularmente o fluxo de caixa, acompanham indicadores, revisam custos e mantêm processos estruturados conseguem identificar riscos antes que eles comprometam a operação.
Fluxo de caixa não serve apenas para mostrar quanto dinheiro entrou ou saiu. Ele funciona como um instrumento de previsão. Quando bem administrado, permite identificar oportunidades, negociar melhor, investir no momento adequado e evitar decisões tomadas sob pressão, explica Renan.
Essa abordagem também transforma o papel do profissional financeiro dentro das organizações. Mais do que controlar contas e acompanhar resultados, esse profissional passa a participar diretamente do planejamento, da análise de cenários, da gestão de riscos e da definição das estratégias que sustentam o crescimento do negócio.
A experiência de Renan demonstra que a gestão financeira eficiente depende da combinação entre informações confiáveis, processos organizados e capacidade de antecipação. Quando esses elementos funcionam de forma integrada, a empresa ganha maior segurança para crescer, investir e enfrentar períodos de instabilidade.
AUTOR: Mainara Screpanti