
Saiba as principais notícias do Mercado Hoje 13-08-2026 segundo a equipe de renda variável do Safra Invest: Bolsas de lado. Commodities mistas. PPI nos EUA e vendas no varejo no Brasil são destaques. Resultados do 2T26: BBAS (+), UGPA (+), RDOR (+), ENEV (+), SBSP (-), CSMG (-) e HAPV (-). Confira!
Fechamento dia anterior
Ibovespa: 167.491 (-0,23%)
S&P: 7.749 (+0,26%)
Dólar Futuro: R$5,21 (+0,63%)
Análise Técnica
O Ibovespa apresentou leve queda de 0,23% no último pregão, cotado a 167.491 pontos. O ativo apresenta tendência neutra no médio e curto prazo. A primeira resistência fica em 178.000 pontos e a segunda em 185.000 pontos. Do lado da baixa, o primeiro suporte se encontra na região de 167.500. O próximo fica na faixa de 164.400 pontos.
O Dólar Futuro apresentou alta de 0,63% no último pregão, cotado a 5.215 pontos. O ativo apresenta tendência de baixa no médio prazo e no curto neutra. Do lado da baixa, o primeiro suporte fica na região de 5.090 pontos. Se perder esse patamar, poderá alcançar o suporte seguinte em 5.020. Já do lado da alta, a primeira resistência do contrato fica na região de 5.300 e a segunda em 5.350.
Exterior
Bolsas na Europa e futuros nos EUA operam de lado com índices perto de máximas históricas, após a inflação moderada nos EUA ontem reforçar apostas de que o FED não precisará elevar os juros no próximo mês. Os yields dos Treasuries recuam antes do PPI nesta manhã e a atenção se volta ainda ao Tesouro americano, que oferta à tarde US$ 25 bilhões em títulos de 30 anos à maior taxa em 25 anos, após o leilão de 10 anos sair ao maior retorno desde 2007 na véspera. Os rendimentos longos são pressionados por questões fiscais e pelo impacto da alta do petróleo sobre os preços. O petróleo Brent opera em baixa, perto de US$ 88 após subir 12% em seis dias, diante do impasse sobre a reabertura do Estreito de Ormuz, e o minério de ferro opera em leve alta.
Doméstico
No Brasil, o destaque da agenda fica para as vendas no varejo devem ficar estáveis em junho, após alta de 0,1%. Tesouro oferta prefixados. O Congresso aprovou medidas para conter o crescimento dos gastos, com mecanismo para limitar despesas no Orçamento de 2027. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o projeto ajudará a reduzir os gastos obrigatórios em R$ 10 bilhões no próximo ano. Gabriel Galípolo participa da abertura do evento do FGC.
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Atualizações do Mercado Hoje 13-08-2026
Eneva
Eneva apresentou resultados ajustados acima das expectativas no 2T26, com destaque para o avanço de 13% a/a na receita, impulsionado pelo maior despacho térmico, início antecipado de contratos de reserva de capacidade no Parnaíba IV e ajuste inflacionário de contratos. O EBITDA ajustado totalizou R$ 1,426 milhões, queda de 15% a/a, refletindo impactos negativos do impairment da venda de Pecém e efeitos contábeis de mark-to-market, mas superando o consenso do mercado.
O lucro líquido reportado foi de R$ 31 milhões, recuando 92% a/a, influenciado pelo término dos contratos PCS e aumento das despesas SG&A, especialmente por planos de incentivo de longo prazo. O desempenho operacional das áreas de trading, Parnaíba e Hub Sergipe compensou parcialmente esses efeitos, enquanto a alavancagem atingiu 3,2x dívida líquida/EBITDA. A companhia segue com perspectiva positiva, apoiada em projetos recém-adquiridos no LRCAP 2026.
Equatorial
No segundo trimestre de 2026, a Equatorial reportou desempenho operacional consistente, com EBITDA ajustado de R$ 2,695 bilhões, alta de 4% a/a, sustentado por volumes totais sólidos e controle efetivo da inadimplência, apesar do aumento dos custos operacionais. A receita líquida, desconsiderando custos de construção, avançou 11% a/a, impulsionada por reajustes tarifários em concessões estratégicas e reconhecimento do ‘Acordo Gaúcho’, que contribuiu para redução de deduções de receita.
O lucro líquido ficou em R$ 485 milhões, pressionado por despesas financeiras e maior carga tributária. O índice de inadimplência caiu para 1,3% da receita, enquanto as perdas totais de energia permaneceram estáveis em 17,9%, abaixo do patamar regulatório. A alavancagem aumentou para 3,1x dívida líquida/EBITDA, refletindo investimentos e aquisição de participação relevante na Copasa. A companhia mantém trajetória positiva em indicadores de qualidade e reforça sua posição no setor, com recomendação de Compra.
Mater Dei
Mater Dei apresentou resultados sólidos no 2T26, com receita líquida de R$ 614 milhões, crescimento de 12% a/a e margem EBITDA ajustada de 22,6%, refletindo avanço operacional consistente. O trimestre foi impulsionado principalmente por reajuste de preços, com o valor médio diário faturado subindo 12% a/a, enquanto o volume de diárias de pacientes permaneceu estável.
Destaque para o desempenho da unidade de Salvador, que ampliou receitas em 30% a/a, impulsionada pelo forte aumento de pacientes oncológicos, e para a expansão de 10% a/a na rede de Belo Horizonte. O EBITDA ajustado cresceu 20% a/a, enquanto o lucro líquido ajustado atingiu R$ 46 milhões, alta de 66% a/a, com margem líquida de 7,6%. O fluxo de caixa livre voltou ao campo positivo, reduzindo a alavancagem para 1,5x dívida líquida/EBITDA, e o ROIC avançou para 10,8%, reforçando a trajetória de geração de valor e disciplina financeira.
Hapvida
O 2T26 da Hapvida foi marcado por resultados significativamente mais fracos, com deterioração operacional generalizada e desafios para a recuperação no curto prazo. A receita líquida somou R$ 7,974 milhões (+4% a/a), enquanto o EBITDA ajustado caiu 44% a/a, pressionado pelo aumento dos custos médicos em caixa por beneficiário (+8% a/a) e pelo Sinistralidade em caixa de 75,2%, 303bps acima t/t.
As despesas com contingências e impostos cresceram, com provisões para passivos civis quase dobrando a/a, e depósitos judiciais mais que dobrando em relação ao 1T26. O fluxo de caixa livre foi negativo, refletindo maior pagamento de juros e elevação da alavancagem para 1,61x. No segmento de planos de saúde, houve leve melhora na trajetória de beneficiários, com redução menor de vidas e crescimento em planos individuais e afinidade, enquanto o segmento corporativo seguiu pressionado. O cenário permanece desafiador, exigindo sinais mais claros de reversão estrutural.
Copasa
No segundo trimestre de 2026, Copasa reportou desempenho operacional abaixo do esperado, com EBITDA de R$ 705 milhões (+3% a/a), impactado por despesas não recorrentes relacionadas a provisões judiciais, questões trabalhistas, multas e reconhecimento de obrigações junto ao TCE-MG. O EBITDA ajustado, excluindo itens não recorrentes, foi de R$ 767 milhões (+12% a/a), enquanto o lucro líquido ajustado totalizou R$ 275 milhões (-5% a/a), refletindo maiores despesas financeiras parcialmente compensadas por uma menor alíquota efetiva de impostos.
A receita líquida, sem considerar receitas de construção, atingiu R$ 1,952 bilhão (+10% a/a), impulsionada por volumes faturados superiores e revisão tarifária de 6,6%. Os custos totais cresceram 12% a/a, com PMSO controlado apesar de maiores custos de pessoal. A inadimplência permaneceu estável em 3,4% da receita bruta e a alavancagem aumentou para 2,8x dívida líquida/EBITDA. O Safra destaca expectativa de ganhos de eficiência com a privatização e mantém recomendação Compra.
MRV
No segundo trimestre de 2026, a MRV & Co reportou resultados mistos, evidenciando a retomada gradual das operações principais, com receita líquida de R$ 3,00 bilhões (+8% t/t; +11% a/a) e margem bruta ajustada em ascensão para 34,7% (+0,4 p.p. t/t; +1,0 p.p. a/a). O lucro líquido ajustado da MRV Brasil avançou para R$ 101 milhões, refletindo maior eficiência operacional, enquanto a Resia permaneceu como fator negativo, impactada por uma perda de impairment de R$ 570 milhões, resultando em prejuízo líquido consolidado de R$ 540 milhões.
A alavancagem financeira seguiu elevada, atingindo 204% ao considerar obrigações de cessão de crédito, o que reforça a necessidade de avanços em desalavancagem para melhorar a visibilidade de resultados. Diante desse cenário, a recomendação neutra foi mantida, com expectativa de que a Resia pese menos nos próximos trimestres e que o foco operacional continue impulsionando a recuperação da MRV & Co.
Cogna no Mercado Hoje 13-08-2026
A Cogna apresentou resultados do 2T26 levemente acima das expectativas, impulsionada pelo desempenho do PNLD e forte geração de caixa. A receita líquida consolidada atingiu R$ 1,961 bilhão (+18% a/a), com EBITDA ajustado de R$ 589 milhões e margem de 30,1%, refletindo pressão nas margens devido ao maior peso do PNLD e programas presenciais na Kroton.
O lucro líquido ajustado somou R$ 210 milhões, enquanto o FCF avançou 53% a/a, sustentado por recebimentos do PNLD e melhora na alavancagem para 1,10x, mesmo após a aquisição da Educbank. Na Kroton, o crescimento foi liderado pelo ticket médio, com receitas de R$ 1,310 bilhão (+6% a/a), destaque para modalidades presenciais e híbridas, apesar da queda em EAD. Educação Básica se destacou com receita de R$ 650 milhões (+51% a/a), beneficiada pelo ciclo do PNLD. A execução consistente reforça a visão construtiva sobre a companhia.
Sabesp
Sabesp apresentou um trimestre desafiador no 2T26, com resultados pressionados por custos operacionais elevados e eventos não recorrentes, como o incidente em Jaguaré e mudanças no sistema de faturamento. O EBITDA ajustado totalizou R$ 3,485 milhões, queda de 10% a/a, refletindo aumento da inadimplência e despesas relacionadas à estratégia comercial e investimentos em atendimento ao cliente.
A receita líquida dos serviços de saneamento cresceu 7% a/a, impulsionada por volumes residenciais e novos clientes, mas parcialmente compensada por temperaturas amenas e medidas de preservação de reservatórios. Os custos totais subiram 36% a/a, impactados por insumos de tratamento de água e pressões inflacionárias. O lucro líquido ajustado recuou 41% a/a, devido a despesas financeiras acima do previsto. O capex permaneceu estável t/t, com foco em aprimorar a experiência do cliente. A companhia mantém perspectiva positiva, apoiada por fundamentos de valorização e iniciativas de turnaround pós-privatização.
Rede D’Or no Mercado Hoje 13-08-2026
Rede D’Or reportou desempenho robusto no 2T26, com receita líquida consolidada de R$ 14,910 milhões (+6% a/a) e EBITDA ajustado de R$ 2,888 milhões (+20% a/a), impulsionado principalmente pela expansão de margens. O segmento hospitalar destacou-se pelo crescimento das cirurgias eletivas e aumento do ticket médio, compensando a queda na taxa de ocupação e volumes de pacientes.
SulAmérica contribuiu com melhora expressiva no índice de sinistralidade (Sinistralidade), elevando o EBITDA em 53% a/a. O lucro líquido ajustado atingiu R$ 1,241 milhões (+11% a/a), evidenciando eficiência operacional e controle de despesas. O ciclo de conversão de caixa ampliou-se para 126 dias, enquanto a alavancagem permaneceu estável, reforçando a execução estratégica e a perspectiva positiva para a companhia.
Plano & Plano
A Plano & Plano apresentou resultados fracos no segundo trimestre de 2026, conforme esperado, com uma contração de 37% no lucro líquido e retorno sobre patrimônio de 19%. O desempenho foi impactado pela maior participação de projetos legados na receita, que passaram por revisões de custos recentes, resultando em queda de 4,8 p.p. a/a na margem bruta ajustada, para 29,7%.
A perda de alavancagem operacional de 0,9 p.p. a/a também contribuiu para a redução da rentabilidade. A receita líquida atingiu R$ 915 milhões, alta de 24% t/t e a/a, refletindo maior reconhecimento de PoC e avanço das obras. Por outro lado, houve consumo recorrente de caixa de R$ 111 milhões, elevando a alavancagem líquida para 13,4%. O cenário reforça desafios operacionais, principalmente devido à pressão de custos nos projetos legados, com destaque para o grupo de 2024, e limitações na expansão de margens.
CSN / CSN Mineração no Mercado Hoje 13-08-2026
No 2T26, a CSN apresentou resultados levemente positivos, com destaque para o EBITDA ajustado de R$ 2,77 bilhões, impulsionado pelos segmentos de Aço, Energia e Logística, enquanto Mineração e Cimento ficaram em linha com as expectativas. Apesar do FCF negativo, a queima de caixa foi menor do que o previsto, limitando o aumento da alavancagem financeira.
A CSN Mineração reportou EBITDA ajustado de R$ 1,02 bilhão, beneficiada por volumes superiores e custos reduzidos, compensando preços realizados mais baixos, e surpreendeu positivamente no FCF devido à forte liberação de capital de giro. O segmento de Cimento atingiu EBITDA recorde, com margem acima do esperado, enquanto o Aço se destacou pelo aumento de volumes e preços domésticos, apesar da pressão de custos de matérias-primas. Para o próximo trimestre, espera-se estabilidade no Aço e desafios adicionais em Mineração devido à pressão sobre preços e custos logísticos.
Banco do Brasil
O Banco do Brasil apresentou lucro líquido ajustado de R$ 3,908 bilhões no 2T26, com retorno sobre patrimônio de 8,3%, alta de 13,9% t/t e 4,2% acima da estimativa do Safra. Apesar do crescimento, o trimestre foi marcado por deterioração relevante da qualidade dos ativos, com NPL acima de 90 dias em cartões dobrando para 14,6% e formação de inadimplência no varejo atingindo R$ 11,8 bilhões. A carteira do agronegócio seguiu pressionada, com apenas 74% dos pagamentos em dia em julho, mês de maior volume de vencimentos.
O resultado foi impactado negativamente por ajustes atuariais, que reduziram o patrimônio em cerca de R$ 7 bilhões, e efeitos fiscais relevantes. A margem financeira totalizou R$ 27,5 bilhões (+9,6% a/a), enquanto as receitas de tarifas cresceram 3,4% t/t. As despesas operacionais recuaram 3,5% t/t, levando a uma melhora de 178bps no índice de eficiência, que atingiu 33,5%. Apesar do desempenho positivo do lucro, os desafios com inadimplência e impactos patrimoniais limitam perspectivas de recuperação sustentável.
Qualicorp no Mercado Hoje 13-08-2026
No 2T26, a Qualicorp apresentou resultados operacionais ainda pressionados, mas com sinais claros de avanço no turnaround, especialmente após a exclusão de uma carteira descontinuada. O churn reportado atingiu 14,8% e os net adds ficaram negativos em 38,7 mil, refletindo a saída dessa carteira, enquanto o EBITDA ajustado permaneceu estável e a margem ficou em 28,3%.
A carteira de afinidade, excluindo o operador descontinuado, mostrou estabilidade e leve crescimento, encerrando junho com 466,6 mil vidas, e o churn ajustado atingiu o menor nível desde o 4T20. A receita líquida totalizou R$ 317 milhões, com ticket médio de R$ 221, ambos estáveis t/t e com alta de 10% a/a. As despesas fixas subiram devido à normalização de pessoal, enquanto as variáveis recuaram, reforçando ganhos de eficiência. O fluxo de caixa livre em 12 meses melhorou para R$ 131 milhões, e a dívida líquida permaneceu estável em R$ 779 milhões, equivalente a 1,41x EBITDA. A companhia segue focada na estabilização da base e eficiência operacional.
GPS
A GPS apresentou resultados mistos no 2T26, com receita líquida de R$ 4,598 milhões, crescimento de 7,0% a/a e 2,5% t/t, refletindo avanço orgânico de 5,9% a/a, impactado pela continuidade da limpeza de contratos menos rentáveis adquiridos em 2024. O EBITDA ajustado ex-IFRS16 somou R$ 445 milhões, alta de 9,9% a/a, com margem de 9,7%, pressionada por custos de insumos alimentares, logística e despesas de implementação de contratos offshore de hospitalidade, além de custos de mobilização e desmobilização em contratos de manutenção de redes de telecomunicações e energia.
O lucro líquido ajustado reportado foi de R$ 410 milhões, impulsionado por reversão do Sistema S; excluindo esse efeito, o lucro ajustado atingiu R$ 180 milhões, alta de 15,6% a/a, beneficiado por menor alíquota efetiva de imposto (27%). A alavancagem caiu para 1,3x EBITDA ajustado ex-IFRS16 Nos últimos 12 meses, refletindo disciplina financeira e foco em rentabilidade.
Embraer no Mercado Hoje 13-08-2026
A Índia lançou o RFP para aquisição de 60 aeronaves de transporte militar, em um programa estimado em cerca de USD 10 bilhões, visando substituir a frota antiga de AN-32 da Força Aérea Indiana. O processo inclui etapas de testes, negociações e assinatura de contrato, com destaque para a exclusão do Airbus A400M e posicionamento do C-390 Millennium da Embraer próximo ao limite superior de capacidade, oferecendo maior eficiência operacional.
Entre os consórcios participantes, destaca-se a parceria Mahindra e Embraer, que concorre com o C-390, enquanto Tata e Lockheed Martin oferecem o C-130J. A relevância estratégica para a Embraer é reforçada pelo avanço em infraestrutura local e laços diplomáticos entre Brasil e Índia no âmbito dos BRICS, embora a presença consolidada da Lockheed Martin e Tata represente forte concorrência. O cenário reforça a importância da Embraer no segmento de defesa e sua expansão no mercado indiano.
Consumo Discricionário
No segundo trimestre de 2026, Track & Field registrou desempenho sólido, com crescimento de vendas de 16% a/a, impulsionado pela abertura e remodelação de lojas, além de expansão de margem EBITDA em 10 pontos-base. O aumento nas vendas para franquias deve favorecer a geração de royalties e fortalecer o posicionamento da empresa no segmento esportivo, sustentando um modelo operacional rentável.
Em contraste, Azzas apresentou resultados fracos, com retração de 8% a/a nas vendas líquidas e queda de 12% a/a nas categorias de calçados, bolsas e básicos. O segmento de vestuário feminino, anteriormente destaque de crescimento, também passou a contrair (-3% a/a), refletindo perda de alavancagem operacional e redução de margem EBITDA em 420 pontos-base a/a. O ambiente macroeconômico mais desafiador tende a dificultar a recuperação das vendas, reforçando a recomendação neutra para Azzas.
Minerva no Mercado Hoje 13-08-2026
No segundo trimestre de 2026, a Minerva apresentou resultados mais fracos, refletindo menores volumes, margens pressionadas e maior consumo de capital de giro. Apesar do EBITDA ter ficado abaixo de nossas estimativas, a margem EBITDA atingiu 8,7%, superando as expectativas do mercado. O desempenho positivo no Brasil e na Argentina impulsionou a recuperação dos volumes, enquanto outros países da América do Sul registraram retração, compensada por aumentos expressivos de preços.
O segmento de cordeiro na Austrália destacou-se pelo forte crescimento de volumes. Os preços do gado continuaram pressionando as margens, mesmo com leve melhora das despesas de vendas, gerais e administrativas em relação à receita. O trimestre foi marcado por desafios operacionais, mas a empresa demonstrou resiliência ao ajustar preços e buscar eficiência em meio ao cenário adverso.
Ultrapar
A Ultrapar apresentou resultados operacionais sólidos no 2T26, impulsionados principalmente pelo desempenho robusto da Ipiranga, que registrou crescimento de volumes e margens, refletindo ambiente competitivo mais favorável e ganhos de escala. O EBITDA ajustado recorrente atingiu R$ 3,657 milhões, alta de 58% t/t, enquanto o lucro líquido somou R$ 1,677 milhão, avanço de 83% t/t, mesmo diante de maiores despesas financeiras, impostos e baixa de ativos.
O fluxo de caixa livre, excluindo aquisições, alcançou R$ 4,377 milhões, favorecido pela liberação de capital de giro e maior saldo de fornecedores, permitindo a aprovação de R$ 1,09 bilhão em dividendos, com yield de 3,3%. Ultragaz e Hidrovias também apresentaram evolução t/t, enquanto a Ultracargo foi impactada por menor movimentação nos terminais devido a tensões geopolíticas. O resultado reflete execução operacional consistente e disciplina financeira, reforçando a geração de valor ao acionista.
Suzano no Mercado Hoje 13-08-2026
Suzano reportou resultados do 2T26 com EBITDA ajustado de R$ 4,7 bilhões, superando a estimativa do Safra e demonstrando resiliência operacional, apesar de ficar ligeiramente abaixo do consenso. O fluxo de caixa livre recorrente foi destaque, atingindo R$ 2,435 milhões, impulsionado por liberação de capital de giro e menores despesas financeiras.
A receita líquida cresceu 6% a/a, refletindo volumes robustos no segmento de celulose, que apresentou margem EBITDA de 47,8%. O segmento de papel teve desempenho mais moderado, com margem de 18,4%. A alavancagem em reais aumentou para 3,3x, enquanto a dívida líquida recuou para R$ 66,1 bilhões. A companhia reforçou o compromisso de reduzir a dívida líquida em dólares e a alavancagem para abaixo de 2,5x até 2027-2028. Para o próximo trimestre, o cenário é misto, com expectativa de queda nos preços de celulose, mas volumes e custos favorecendo o resultado.
Rumo
A Rumo apresentou resultados mistos no 2T26, alinhados às expectativas, com crescimento sólido de volumes compensando parcialmente a queda nas tarifas médias e o aumento dos custos operacionais. A receita líquida avançou 6,2% a/a, impulsionada por um aumento de 9,1% a/a nos volumes transportados, atingindo 23,8 bilhões de RTK, enquanto as tarifas médias recuaram 2,5% a/a. Os custos operacionais em caixa cresceram 9,0% a/a, pressionando a margem EBITDA ajustada, que retraiu 3,9 p.p. a/a para 57,5%.
O EBITDA ajustado ficou estável em R$ 2,3 bilhões, refletindo o equilíbrio entre volumes robustos e custos crescentes. O lucro líquido ajustado caiu 5,8% a/a, totalizando R$ 688 milhões, impactado por despesas financeiras líquidas maiores (+9,5% a/a) devido ao aumento da dívida líquida. O desempenho operacional foi sustentado pelo forte fluxo agrícola nas operações Norte e Sul, enquanto a alavancagem permaneceu estável em 2,1x. Seguimos positivos com a tese, destacando o potencial de valorização das ações.
Moura Dubeux no Mercado Hoje 13-08-2026
A Moura Dubeux apresentou resultados sólidos no 2T26, com destaque para a expansão de 44% no lucro líquido a/a e retorno sobre o patrimônio (ROE) anualizado de 30%. A receita líquida atingiu R$ 731 milhões, crescimento de 10% a/a e 16% t/t, impulsionada principalmente pelo maior reconhecimento de taxas de desenvolvimento de terrenos no segmento de condomínios, que registrou alta de 17% a/a na receita e margem bruta de 42%.
A margem bruta consolidada ajustada atingiu 40,2%, avanço de 5,8 p.p. a/a, refletindo melhor mix de receitas e ganhos operacionais. Apesar do aumento das despesas gerais e judiciais, o resultado financeiro líquido positivo de R$ 35 milhões contribuiu para uma margem líquida de 23,8% (+5,6 p.p. a/a). A alavancagem líquida encerrou o trimestre em 2,5%. A companhia segue com portfólio diversificado e baixo nível de estoques, reforçando sua posição competitiva no setor.
RD Saúde
A primeira loja Raia Conceito representa uma iniciativa estratégica da RADL para aumentar sua presença no segmento de HPC, com foco em produtos de maior margem e experiência diferenciada ao cliente. O novo formato amplia significativamente o sortimento de Higiene Pessoal e Cosméticos, incluindo cerca de 2,5 mil SKUs adicionais e marcas exclusivas, além de oferecer áreas de teste de produtos e equipe especializada de consultoras de beleza.
A loja dedica 360 m² ao segmento HPC, superando o espaço tradicional, e proporciona um atendimento mais consultivo, o que deve impulsionar a receita mensal por unidade em R$ 300 a 400 mil acima da média da companhia. A margem bruta esperada é de aproximadamente 30%, refletindo o mix mais favorável, embora as despesas operacionais também sejam superiores para sustentar o novo padrão de serviço. O potencial de expansão é relevante, com projeção de 100 a 200 lojas e integração ao canal digital, reforçando a estratégia de diversificação e crescimento da RADL.
Outras informações do Mercado Hoje 13-08-2026
Commodities
Petróleo apresenta baixa (US$ 87,24/b; -1,96%)
Minério de ferro apresenta leve alta (US$ 95,65/t; +0,05%)
Agenda do Mercado Hoje 13-08-2026
09:00 Brasil Vendas do Varejo
09:30 EUA Pedidos de auxílio desemprego
09:30 EUA PPI
Empresas
Raízen Energia: Empresa pede mudança de registro na CVM para categoria A
Petrobras: Companhia planeja manutenção na maior refinaria do país no 1S27
Vale: Mineradora acelera projeto CPF de Salobo, corta investimentos
GOL: Empresa obtém financiamento de US$ 160 mi para manutenção de motores
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As informações apresentadas neste conteúdo têm caráter exclusivamente informativo e educacional e não devem ser interpretadas como recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Antes de tomar qualquer decisão de investimento, é recomendável realizar sua própria análise e, se necessário, consultar um profissional qualificado.