
O hangar da Azul no aeroporto de Confins deverá receber um investimento entre R$ 150 milhões e R$ 200 milhões nos próximos cinco anos.
A companhia aérea planeja construir um novo centro de manutenção no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Além disso, a Azul pretende ampliar a atuação da sua unidade de manutenção de aeronaves. A estratégia busca aumentar a receita com serviços prestados a outras empresas e órgãos públicos.
Atualmente, a companhia já realiza esse tipo de trabalho para a Polícia Federal (PF) e a Força Aérea Brasileira (FAB).
Com a nova estrutura, a empresa pretende ampliar a capacidade e criar espaço para atender clientes externos.
Hangar da Azul em Confins será um dos maiores da companhia
Segundo a Azul, o futuro centro de manutenção de Confins será o segundo maior da companhia no Brasil.
O primeiro lugar continuará com a unidade instalada no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP).
Por enquanto, a empresa ainda não definiu quando as obras começarão. Entretanto, depois do início da construção, a previsão é concluir o projeto em aproximadamente dois anos.
Além disso, o novo hangar terá capacidade para receber aeronaves de grande porte. Entre os modelos que poderão passar por manutenção está o Airbus A330.
A informação foi divulgada pelo vice-presidente Técnico da Azul, André Cruz, durante a cerimônia de reinauguração do centro de manutenção da companhia no Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte.
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Azul amplia centro de manutenção na Pampulha
Enquanto o projeto de Confins avança, a Azul também reforçou sua estrutura no Aeroporto da Pampulha. A companhia investiu R$ 15 milhões para dobrar a capacidade do centro de manutenção.
A unidade atende principalmente aeronaves dos modelos Embraer e ATR. Atualmente, o complexo conta com três hangares, oito oficinas e cerca de 450 tripulantes.
Desde 2013, o centro já realizou aproximadamente 500 heavy checks, nome dado às inspeções mais complexas e extensas realizadas em aeronaves.
Além disso, a unidade contabiliza cerca de 700 paradas especiais desde o início das operações.
Com a expansão, a Azul estima que os três hangares da Pampulha possam realizar pelo menos quatro heavy checks simultaneamente.
Nesse cenário, dois hangares poderão atender aeronaves ATR. Os outros dois espaços ficarão destinados aos aviões Embraer.
Novo hangar em Confins mira mercado de manutenção
A estratégia da Azul vai além da manutenção da própria frota. A companhia quer transformar sua estrutura em uma plataforma capaz de atender diferentes clientes.
Para isso, a empresa pretende distribuir os serviços entre os centros de Campinas, Confins e Pampulha. A ampliação deve criar uma capacidade excedente de manutenção.
Assim, a Azul poderá comercializar esse espaço para outras companhias e organizações por meio da Azul TecOps.
Atualmente, a empresa já possui contratos relevantes nesse segmento. A Polícia Federal utiliza a estrutura da Pampulha para serviços de manutenção.
Já a Força Aérea Brasileira possui um contrato com a unidade de Campinas para a manutenção de dois Airbus A330.
Azul quer dobrar receita com manutenção
Além disso, a Azul estabeleceu como meta dobrar a receita obtida com serviços de manutenção para aeronaves de terceiros.
Segundo André Cruz, o aumento da capacidade é essencial para alcançar esse objetivo. Hoje, grande parte dos hangares permanece ocupada pela própria frota da companhia.
Por isso, a criação de novas instalações permitirá liberar espaço para serviços externos. Dessa forma, a empresa poderá transformar parte da estrutura de manutenção em uma nova fonte de receita.
A estratégia também reduz a dependência da utilização interna dos hangares. Com mais capacidade disponível, a Azul poderá atender simultaneamente suas aeronaves e clientes externos.
Investimento no hangar da Azul no aeroporto de Confins
Para viabilizar o projeto, a Azul avalia diferentes alternativas de financiamento. Entre as possibilidades estão recursos de bancos de desenvolvimento, incluindo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG).
A busca por financiamento ocorre porque a companhia considera difícil sustentar uma expansão desse tamanho apenas com capital próprio.
Segundo o executivo, o acesso a crédito com condições adequadas será importante para manter o ritmo de crescimento da empresa.
Portanto, o hangar da Azul no aeroporto de Confins representa um projeto estratégico para ampliar a capacidade de manutenção da companhia.
Além de atender aeronaves próprias, a nova estrutura poderá fortalecer a Azul no mercado de serviços para terceiros.
Se o cronograma avançar conforme o planejamento, Confins poderá ganhar um dos principais centros de manutenção aeronáutica da Azul no país, com capacidade para receber aviões de grande porte e gerar novas receitas para a companhia.
Perguntas frequentes
A Azul estima investir entre R$ 150 milhões e R$ 200 milhões na construção do novo centro de manutenção.
Ainda não existe uma previsão definida para o início das obras. Depois do começo, a construção deverá levar aproximadamente dois anos.
O espaço poderá realizar manutenção em aeronaves de grande porte, incluindo o Airbus A330. A Azul já utiliza Confins como um de seus principais hubs no país.
Além de atender a própria frota, a estrutura deverá criar capacidade excedente para a Azul TecOps prestar serviços de manutenção a outras empresas e órgãos.
Não. Quando concluído, o centro de Confins deverá ser o segundo maior da Azul, atrás da estrutura de manutenção localizada no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas.