
Saiba as principais notícias do Mercado Hoje 14-08-2026 segundo a equipe de renda variável do Safra Invest: Bolsas mistas. Commodities em alta. Pesquisa Universidade Michigan, no Brasil avanço das candidaturas. Atualização de EMBJ reiterada Compra; Resultados do 2T26: NU (+), TTEN (-), STOC (-). Confira!
Fechamento dia anterior
Ibovespa: 167.100 (-0,23%)
S&P: 7.799 (+0,65%)
Dólar Futuro: R$5,20 (-0,26%)
Análise Técnica
O Ibovespa apresentou leve queda de 0,23% no último pregão, cotado a 167.100 pontos. O ativo apresenta tendência neutra no médio prazo e de baixa no curto. A primeira resistência fica em 178.000 pontos e a segunda em 185.000 pontos. Do lado da baixa, o primeiro suporte se encontra na região de 167.700. O próximo fica na faixa de 164.400 pontos.
O Dólar Futuro apresentou leve queda de 0,26% no último pregão, cotado a 5.201,50 pontos. O ativo apresenta tendência de baixa no médio prazo e no curto neutra. Do lado da baixa, o primeiro suporte fica na região de 5.090 pontos. Se perder esse patamar, poderá alcançar o suporte seguinte em 5.020. Já do lado da alta, a primeira resistência do contrato fica na região de 5.300 e a segunda em 5.350.
Exterior
Bolsas na Europa e futuros nos EUA operam estáveis, os destaques de dados do sua são vendas no varejo (estimativa de -0,5%) e pesquisa de sentimento da universidade de Michigan (estimativa de 55,0), ambos nos EUA. Após fala de Scott Bessent que intensificarão a pressão econômica sobre o Irã, petróleo opera em alta. OpenAI caminha para gerar receita anualizada acima de USD 40 bilhões, o El Niño excepcionalmente forte está aumentando as chances de 2026 superar 2024 como o ano mais quente já registrado no mundo segundo a Berkeley Earth. Petróleo e futuro do minério de ferro operam em alta.
Doméstico
No Brasil, os dois candidatos com maior intenção de votos medida pelas pesquisas apresentam planos de governo e aparecem na mídia, enquanto pesquisas de intenção de voto são divulgadas, no domingo ambos lançam as candidaturas. O BC oferta até 50 mil contratos de swaps cambiais em dia após risk off no mercado local, destoando das bolsas internacionais.
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Atualizações do Mercado Hoje 14-08-2026
CPFL
No segundo trimestre os resultados ficaram praticamente em linha com o esperado, mas com aumento de custos no segmento de distribuição. Os resultados reportados pela companhia ficaram ligeiramente abaixo da nossa estimativa, principalmente devido ao desempenho mais fraco da unidade de geração.
O segmento de distribuição apresentou bons volumes totais de vendas, o que compensou um trimestre mais desafiador do ponto de vista de gestão de custos. Mantemos recomendação Neutra para CPFL, principalmente por questões de valuation.
Cemig
No segundo trimestre de 2026, a Cemig reportou resultados acima da expectativa, com EBITDA de R$ 2.148 milhões (+11% a/a), impulsionado por reversão de provisão de inadimplência e ganhos em ativos financeiros da concessão. O EBITDA ajustado atingiu R$ 1.860 milhões, refletindo volumes residenciais acima do esperado no segmento de distribuição e desempenho eficiente de custos, apesar de resultados mais fracos nas áreas de trading e gás.
O lucro líquido foi de R$ 945 milhões, beneficiado por equivalência patrimonial superior e menor taxa de impostos; ajustado por itens extraordinários, teria alcançado R$ 1.117 milhões. Os custos gerenciáveis caíram 9% a/a, com destaque para ganhos provenientes da revisão metodológica. O segmento de gás apresentou queda de volumes, enquanto geração e transmissão registraram crescimento. A revisão da metodologia de inadimplência trouxe impacto positivo, reforçando a resiliência operacional da companhia no trimestre
Even
No 2T26, a Even reportou resultados recorrentes abaixo do esperado, com destaque para a retração de 65% a/a na receita líquida, reflexo de vendas mais fracas e menor volume de lançamentos. A margem bruta ajustada caiu para 29,8%, enquanto a margem do estoque recuou para 32,0%. Apesar do cenário operacional mais desafiador, o lucro líquido atingiu R$ 31 milhões, beneficiado pelo ganho de R$ 55 milhões com a venda de participação na SPE Pinheiros e resultado financeiro positivo.
O consumo de caixa operacional foi de R$ 95 milhões, elevando a alavancagem para 30,3%. A venda da SPE contribuiu para a monetização do balanço em um ambiente de custo de capital elevado. Mantemos visão neutra para as ações, considerando o alto patamar de estoques e o pipeline relevante de lançamentos sob condições macroeconômicas mais restritivas.
Transportes
O relatório enfatiza a elevação expressiva da probabilidade de um El Niño muito forte para o quarto trimestre de 2026, com projeções de até 95% para o período de outubro a dezembro. Esse cenário reforça expectativas de padrões climáticos mais disruptivos, impactando diretamente a logística de grãos no Brasil. Historicamente, El Niño moderado ou forte reduz os níveis de água nos rios do Norte em mais de 17%, enquanto eventos muito fortes podem diminuir a profundidade em mais de 30%.
Os indicadores hidrológicos atuais mostram níveis abaixo do histórico e do a/a, com leituras de profundidade inferiores nos rios Tapajós e Amazonas. Mantemos recomendação neutra para Hidrovias, devido ao risco hidrológico e possíveis interrupções, enquanto a atualização climática favorece Rumo, que deve captar crescimento de volume e preços em 4T26, beneficiando-se do redirecionamento de fluxos para portos do arco sul, especialmente Santos.
Dasa
No 2T26, a Dasa apresentou avanços operacionais relevantes, com expansão da margem EBITDA ajustada ex-equivalência patrimonial para 20,8% (+1,26 p.p. a/a) e redução expressiva do prejuízo líquido para R$ 35 milhões, refletindo esforços contínuos de eficiência e racionalização de custos. A receita bruta consolidada cresceu 9% a/a, impulsionada pelo aumento de volumes de exames, especialmente no segmento B2B, que agora representa 59% do total.
A margem bruta ajustada foi de 33,2%, ainda pressionada pelo mix, enquanto o segmento hospitalar mostrou crescimento em hospitais (+15% a/a) e retração em oncologia (-16% a/a). A Rede Américas destacou-se com forte expansão de receita e melhora de margens, reduzindo prejuízos. Apesar dos avanços, a geração de caixa livre permanece negativa e a alavancagem atingiu 3,39x, próxima ao limite contratual, mantendo a estrutura de capital como principal desafio para a companhia.
M Dias Branco
No segundo trimestre de 2026, a M. Dias Branco apresentou resultados pressionados por preços médios mais baixos e aumento das despesas de SG&A como percentual das vendas, impactando negativamente as margens. A receita líquida consolidada atingiu R$ 2,699 bilhões, queda de 1% a/a, refletindo principalmente o recuo nos preços em categorias atreladas a commodities, como farinha de trigo, apesar do crescimento de 4% a/a nos volumes totais.
O EBITDA ajustado somou R$ 301 milhões, recuo de 16% a/a, com margem bruta de 34,2%. O ambiente de consumo segue desafiador, especialmente no segmento de massas, enquanto o mercado de biscoitos e crackers registrou aumento de preços, mas queda de volumes. Destaque positivo para o desempenho das divisões de Moagem de Trigo e Óleos Vegetais Refinados, que continuam crescendo no foodservice. Apesar do cenário adverso, a companhia reportou ganho de participação de mercado em relação ao ano anterior.
Credicorp no Mercado Hoje 14-08-2026
A Credicorp reportou resultados robustos no segundo trimestre de 2026, com lucro líquido de PEN 1,982 milhões e ROE de 20,3%, mesmo após uma provisão extraordinária relacionada ao El Niño. O desempenho foi impulsionado pelo forte crescimento da carteira de crédito, especialmente no varejo e crédito ao consumidor, que avançaram acima de dois dígitos a/a.
A receita total atingiu PEN 6,561 milhões, com destaque para o aumento das receitas sensíveis ao mercado e ganhos de FX, enquanto o índice de inadimplência recuou para 4,1%, refletindo melhora na qualidade dos ativos. O índice de eficiência ficou em 45,4%, demonstrando controle de custos. A administração elevou a meta de ROE de médio prazo para 22%, reforçando a perspectiva positiva para revisões de lucros, e manteve a orientação de ROE para 2026 em torno de 19,5%, com viés de alta. O cenário segue favorável, mas com atenção aos riscos do El Niño.
MBRF
No segundo trimestre de 2026, a MBRF apresentou resultados mistos, com o EBITDA superando as expectativas em 4% e alinhado ao consenso de mercado, impulsionado principalmente pela expansão de margem da BRF, mesmo diante de custos de insumos mais elevados. O segmento de Beef América do Norte continuou enfrentando um cenário desafiador, mas conseguiu entregar margens levemente superiores ao esperado e volumes 2% maiores a/a, beneficiados pelo aumento do peso médio das carcaças, apesar da queda de 7% a/a no volume de abate.
Os preços médios em dólar subiram 13% a/a, mas a valorização do real resultou em estabilidade dos preços em moeda local, levando a uma receita líquida de R$ 18,9 bilhões. Na América do Sul, o forte crescimento de exportações impulsionou o faturamento em 26% a/a, com destaque para Ásia, mas o aumento expressivo dos preços do gado pressionou as margens. O fluxo de caixa livre foi negativo em R$ 844 milhões, impactado pelo conflito no Oriente Médio e maior necessidade de capital de giro, porém abaixo do esperado. Em resumo, os resultados foram neutros, com avanços de margem e expectativa de reversão da queima de caixa nos próximos trimestres.
Nu Holdings
O Nubank reportou desempenho expressivo no 2T26, com lucro líquido gerencial de US$ 1,06 bilhão e receita total de US$ 5,88 bilhões, impulsionados por forte expansão das receitas de crédito e redução dos custos de captação e crédito. O lucro bruto avançou 30,0% t/t, com NIM ajustado ao risco atingindo 12,4%, refletindo recuperação acima da sazonalidade histórica.
Apesar do aumento de 16% t/t na carteira de crédito em estágio 3 e elevação de 40bps no índice de inadimplência acima de 90 dias, a rentabilidade permaneceu robusta, com ROE de 33,0%. A carteira de crédito total cresceu 5,9% t/t, enquanto os depósitos de clientes avançaram 6,8% t/t, superando o crescimento do balanço. O índice CET1 subiu para 11,9%. Mesmo com sinais de pressão na qualidade dos ativos, o Nubank mantém trajetória de crescimento acelerado e rentabilidade superior ao setor, reforçando sua capacidade de ganho de mercado.
Três Tentos
No 2T26, a 3Tentos apresentou resultados abaixo do esperado, com receita líquida de R$ 4,7 bilhões (+32% a/a), impulsionada principalmente pelo forte desempenho do segmento de Trading de Grãos, que registrou volumes recordes de milho e soja. O segmento de Insumos Agrícolas também contribuiu positivamente, com crescimento robusto em fertilizantes e defensivos.
Em contrapartida, o segmento Industrial foi o principal ponto de pressão, afetado pela queda nos preços de farelo e biodiesel, aumento dos custos de insumos e suspensão do PIS/COFINS, levando a uma compressão significativa de margem. O EBITDA ajustado consolidado recuou 64% a/a, refletindo o impacto negativo do mix de negócios e maiores despesas operacionais, enquanto o lucro líquido caiu 86% a/a. O consumo de caixa livre foi elevado devido ao aumento de estoques, movimento típico do período. O cenário para margens de biocombustíveis permanece desafiador no curto prazo.
Sanepar no Mercado Hoje 14-08-2026
No 2T26, a Sanepar reportou resultados operacionais sólidos, com crescimento de 11% a/a na receita líquida, impulsionado por maiores volumes de água e esgoto e inadimplência sob controle. O EBITDA ajustado avançou 15% a/a, refletindo eficiência operacional, apesar do aumento de custos com energia, pessoal e expansão de operações em novas cidades.
Contudo, a provisão regulatória extraordinária de 25% referente a precatórios, determinada pela AGEPAR, impactou negativamente o resultado final, levando a um prejuízo líquido de R$ 505 milhões no trimestre. Sem esse efeito não recorrente, o lucro líquido ajustado teria sido de R$ 448 milhões, alta de 35% a/a. A alavancagem aumentou para 1,0x dívida líquida/EBITDA t/t. Apesar do bom desempenho operacional, fatores regulatórios seguem pressionando os resultados, justificando a recomendação neutra para o papel.
Embraer
A Embraer segue apresentando fundamentos sólidos, sustentada por um backlog recorde de US$ 34,5 bilhões e execução consistente nos segmentos de Aviação Executiva, Defesa e Serviços. A companhia revisou suas projeções para 2026, com expectativa de margem EBIT de 10,1% e avanço para 10,2% em 2027, refletindo ramp-up de produção e melhor precificação, especialmente em Defesa e Executiva.
O KC-390 consolida liderança fora dos EUA, enquanto a Aviação Executiva mantém demanda robusta e backlog até 2029, exigindo foco em execução e expansão de capacidade. Em Aviação Comercial, a demanda permanece resiliente apesar do ambiente desafiador, com previsão de melhora gradual das margens até 2030. Oportunidades em mercados como Índia e possível entrada no setor de defesa dos EUA reforçam o potencial de crescimento. Entre os principais riscos, destacam-se desafios na cadeia de suprimentos, concorrência crescente e impactos de tarifas dos EUA.
Yduqs no Mercado Hoje 14-08-2026
A Yduqs apresentou resultados do 2T26 com desempenho operacional em linha, mas o lucro por ação ficou abaixo devido ao impacto de depreciação e amortização, que reduziu o lucro líquido ajustado. A receita líquida consolidada atingiu R$ 1.392 milhões (+1% a/a), limitada pela queda de 39% a/a nas receitas de mensalidades do DIS, enquanto as marcas premium sustentaram o crescimento.
O EBITDA ajustado somou R$ 152 milhões (+6% a/a), com margem de 44,6%, refletindo o aumento dos custos docentes com a maturação do programa de Medicina. Ibmec expandiu receitas para R$ 107 milhões (+13% base de graduação), com EBITDA ajustado de R$ 34 milhões (+12% a/a). Estácio & Wyden tiveram retração de 2% a/a na receita líquida, compensada parcialmente pelo avanço de 38% a/a do formato híbrido. O fluxo de caixa livre foi negativo, influenciado pelo calendário de pagamentos de juros, e a alavancagem encerrou em 1,55x. A companhia reafirmou o guidance e espera neutralidade do DIS a partir do 3T26.
Cyrela
A Cyrela apresentou resultados sólidos no 2T26, com lucro líquido de R$ 452 milhões, alta de 16% a/a, e margem líquida de 18,2%. O desempenho foi impulsionado por forte geração de caixa de R$ 272 milhões, refletindo aumento expressivo nas vendas de estoque realizado (+239% a/a) e contribuições relevantes da CashMe, que somou R$ 111 milhões ao resultado financeiro.
A margem bruta ajustada atingiu 37,3%, avanço de 2,4 p.p. a/a, sustentada pelo crescimento do volume de lançamentos (+34% a/a) e expansão de margem no segmento de média renda (Living) e MCMV. O ROE anualizado ficou em 17,6%, com leve alta de 0,7 p.p. a/a. Apesar de maiores despesas comerciais e menor resultado de equivalência patrimonial, a companhia manteve performance operacional robusta, reforçando sua posição de destaque no setor e atratividade das ações após a recente correção no mercado.
Stone no Mercado Hoje 14-08-2026
No 2T26, a Stone apresentou resultados que reforçam um ambiente operacional desafiador, com compressão nas taxas de desconto impactando receitas, mesmo diante do avanço do TPV total em 4,3% a/a, impulsionado pelo crescimento expressivo do Pix, que já representa parcela significativa do ecossistema. O TPV de cartões seguiu em retração, enquanto receitas de adquirência recuaram, evidenciando mudança no mix de produtos para opções de menor monetização.
A receita líquida somou R$ 3,587 bilhões (+2,5% a/a) e o lucro bruto atingiu R$ 1,564 bilhão (+0,2% a/a), com margem bruta de 43,6%, beneficiada por menores despesas financeiras e de serviços. O lucro líquido ajustado foi de R$ 583 milhões (+6,1% t/t), com ROE de 21,7%. O número de clientes ativos cresceu 2,5% t/t, refletindo maior retenção, mas a qualidade dos ativos segue pressionada, com inadimplência em alta e custo de risco de 21,5%. A administração manteve o guidance de lucro bruto anual, embora o alcance da meta exija aceleração relevante no segundo semestre.
Randoncorp
A Randoncorp apresentou resultados mistos no 2T26, com avanços operacionais relevantes, mas ainda enfrentando pressão no resultado líquido devido ao desempenho da Addiante, carga tributária elevada e impacto negativo da operação descontinuada Delta Global. A receita líquida atingiu R$ 3,32 bilhões (+0,9% a/a), impulsionada pelo crescimento das vendas domésticas, especialmente em agronegócio, Move Brasil e Suspensys, enquanto o mercado internacional recuou 9,6% a/a em reais, refletindo efeitos cambiais.
O EBITDA somou R$ 440 milhões (+19,4% a/a), com margem de 13,3% (+2,06 p.p. a/a), beneficiado por ganhos de eficiência, melhor mix de produtos e diluição de custos fixos. O prejuízo líquido foi de R$ 90 milhões, pressionado por perdas na Addiante, alta tributação e efeito negativo de R$ 80 milhões da Delta Global; sem este último, o prejuízo seria de R$ 10 milhões. A alavancagem líquida ex-Banco Randon recuou para 2,91x.
Grupo Mateus no Mercado Hoje 14-08-2026
No 2T26, o Grupo Mateus reportou receita líquida consolidada de R$ 9,9 bilhões, avanço de 12% a/a, impulsionado pela integração com o Novo Atacarejo e crescimento no atacado B2B. O EBITDA pós-IFRS 16 somou R$ 681 milhões, superando expectativas devido à melhora de 60bps na margem bruta, compensando despesas mais altas. O lucro líquido ajustado foi de R$ 242 milhões, queda de 36% a/a, refletindo desempenho operacional mais fraco e aumento das despesas financeiras.
O grupo encerrou o trimestre com dívida líquida de R$ 1,093 bilhão e relação dívida líquida/EBITDA de 0,5x, mantendo nível saudável. Apesar da evolução positiva no ciclo de conversão de caixa, o desempenho de vendas t/t segue como principal preocupação, com Vendas de Mesmas Lojas de -8% impactado por inadimplência elevada e mudanças no mix de consumo. A estratégia de priorizar rentabilidade em canais de menor margem e otimização comercial com fornecedores sustentou a performance, mas o cenário de vendas permanece desafiador.
Construtoras
Em junho de 2026, o mercado imobiliário residencial de São Paulo apresentou desaceleração nos principais indicadores operacionais, segundo dados do Secovi-SP. Os lançamentos totalizaram 12,6 mil unidades (-7% a/a) e as vendas líquidas somaram 9,3 mil unidades (-8% a/a), refletindo um ambiente mais desafiador. O segmento de baixa renda destacou-se pelo forte volume de lançamentos (+21% a/a), porém com queda na velocidade de vendas e aumento do estoque para 8,1 meses.
No médio/alto padrão, houve retração significativa tanto nos lançamentos quanto nas vendas, com o Velocidade de vendas mensal caindo para 5,7% e o estoque atingindo 12,9 meses, especialmente pressionado por unidades de luxo e de faixa intermediária. O Safra adota postura mais cautelosa para o segmento médio, diante do cenário de juros elevados, e mantém Cyrela como preferência, devido à estratégia de atuação nos extremos de renda, considerados menos sensíveis ao ambiente de juros. O cenário reforça a necessidade de atenção à dinâmica competitiva e ao perfil de estoque das incorporadoras.
LWSA no Mercado Hoje 14-08-2026
A Locaweb apresentou resultados sólidos no 2T26, reforçando a tese de recuperação da companhia. A receita líquida atingiu R$ 375,2 milhões, crescimento de 8,2% a/a em base comparável (excluindo Squid e Nextios), refletindo desempenho consistente das principais operações. O destaque ficou para a rentabilidade, com o EBITDA ajustado avançando 35,1% a/a e alcançando R$ 102,5 milhões, superando pela primeira vez a marca de R$ 100 milhões em um trimestre.
Esse resultado evidencia ganhos de eficiência operacional e controle de custos, impulsionando margens e consolidando a trajetória de recuperação da empresa. O desempenho positivo reforça a confiança na estratégia adotada, com foco em crescimento sustentável e fortalecimento das operações core, mesmo diante de um cenário competitivo. A performance do trimestre sinaliza continuidade do movimento de recuperação e consolidação da Locaweb no setor de tecnologia brasileiro.
Materiais Básicos
O Dia de Materiais Básicos J. Safra São Paulo 2026 reuniu executivos e investidores das principais empresas do setor, destacando Aura Minerals, Vale, Gerdau, Dexco e Klabin. O evento evidenciou fundamentos sólidos para Aura Minerals, Gerdau, Dexco e Klabin, com potencial de valorização expressivo e perspectivas de crescimento nas margens e rentabilidade, especialmente a/a.
Vale apresentou postura mais cautelosa, refletindo visão neutra diante do cenário atual. Os indicadores financeiros apontaram aumento do yield de dividendos e FCFE, além de redução da alavancagem em segmentos estratégicos, impulsionados por iniciativas de eficiência operacional e foco em geração de caixa. Os executivos demonstraram confiança na execução dos planos de expansão e sustentabilidade, reforçando expectativas positivas para o ciclo setorial, apesar de desafios pontuais em algumas companhias. O setor permanece resiliente, com tendência de fortalecimento das operações e continuidade da valorização.
Outras informações do Mercado Hoje 14-08-2026
Commodities
Petróleo apresenta leve alta (US$ 87,04/b; +0,70%)
Minério de ferro apresenta alta (US$ 95,80/t; +0,31%)
Agenda do Mercado Hoje 14-08-2026
09:30 EUA Avanço das Vendas do Varejo
11:00 EUA Sentimento Universidade de Michigan
Empresas
Light: Ebitda ajustado 2T R$599 mi X R$329 mi a/a
Azul: Prejuízo líquido ajustado 2T R$1,07 bi
Petz Cobasi: Mineradora* Lucro líquido ajustado 2T R$70,3 mi
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As informações apresentadas neste conteúdo têm caráter exclusivamente informativo e educacional e não devem ser interpretadas como recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Antes de tomar qualquer decisão de investimento, é recomendável realizar sua própria análise e, se necessário, consultar um profissional qualificado.