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Mercado Hoje 17-08-2026: Saiba as principais notícias

Saiba as principais notícias do Mercado Hoje 17-08-2026 segundo a equipe de renda variável do Safra Invest: Bolsas em alta. Commodities mistas. IBC-Br é destaque na agenda local. Update de RD Saúde (+). Resultados do 2T26: VBBR (+), BHIA (-) Confira! Fechamento dia anteriorIbovespa: 166.934 (-0,10%)S&P: 7.786 (-0,17%)Dólar Futuro: R$5,23 (+0,62%) Análise Técnica O Ibovespa apresentou leve […]

Publicado em 17/08/2026 09:39

Filipe Andrade

FA
Mercado Hoje 17-08-2026: Saiba as principais notícias -  (crédito: Mercado Hoje)
Mercado Hoje 17-08-2026: Saiba as principais notícias - (crédito: Mercado Hoje)

Saiba as principais notícias do Mercado Hoje 17-08-2026 segundo a equipe de renda variável do Safra Invest: Bolsas em alta. Commodities mistas. IBC-Br é destaque na agenda local. Update de RD Saúde (+). Resultados do 2T26: VBBR (+), BHIA (-) Confira!

Fechamento dia anterior
Ibovespa: 166.934 (-0,10%)
S&P: 7.786 (-0,17%)
Dólar Futuro: R$5,23 (+0,62%)

Análise Técnica

O Ibovespa apresentou leve queda de 0,10% no último pregão, cotado a 166.934 pontos. O ativo apresenta tendência neutra no médio prazo e de baixa no curto. A primeira resistência fica em 168.200 pontos e a segunda em 178.000 pontos. Do lado da baixa, o primeiro suporte se encontra na região de 164.400. O próximo fica na faixa de 157.100 pontos.

O Dólar Futuro apresentou alta de 0,62% no último pregão, cotado a 5.233,50 pontos. O ativo apresenta tendência de baixa no médio prazo e no curto neutra. Do lado da baixa, o primeiro suporte fica na região de 5.090 pontos. Se perder esse patamar, poderá alcançar o suporte seguinte em 5.020. Já do lado da alta, a primeira resistência do contrato fica na região de 5.300 e a segunda em 5.350.

Exterior

Bolsas na Europa e futuros nos EUA operam em alta com ações de tecnologia liderando o avanço dos futuros em NY. Donald Trump ordenou ao Pentágono que reduza substancialmente os exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul, indicando insatisfação com o fato de o aliado dos EUA não ter dado mais apoio à guerra contra o Irã. O petróleo tem leve alta, com grandes volumes da commodity ainda deixando o Golfo Pérsico e o minério de ferro recua.

Doméstico

No Brasil, o BC oferta linha de até US$ 1 bi para rolagem de estoque equivalente que vence no início de setembro. Na agenda de indicadores, o IBC-Br deve cair 0,50% em junho na comparação mensal, após alta de 0,07% no mês anterior, segundo dados de consenso de mercado Bloomberg.

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Atualizações do Mercado Hoje 17-08-2026

Cosan

A Cosan apresentou avanços relevantes em sua gestão de passivos no 2T26, com redução da dívida líquida e melhora no perfil de vencimento, impulsionados pelo progresso no processo de desinvestimentos e simplificação da estrutura societária. O guidance para o índice de cobertura do serviço da dívida ao final de 2026 foi elevado para 0,8x-1,2x, refletindo iniciativas recentes e receitas provenientes da venda parcial de terras da Radar. O EBITDA ajustado consolidado foi de R$ 3,988 milhões, queda de 4% a/a, impactado principalmente por resultados mais fracos em Radar e Moove, enquanto Rumo manteve estabilidade e Compass cresceu 5%.

O prejuízo líquido foi de R$ 320 milhões, revertendo parte da perda registrada no 2T25, beneficiado pela ausência do impacto negativo de equivalência patrimonial da Raízen, melhor resultado financeiro, créditos fiscais e menores despesas corporativas, parcialmente compensados por impairment de R$ 233 milhões em Porto São Luís. O consumo de caixa somou R$ 446 milhões, com destaque para amortizações de dívida e distribuição a acionistas preferenciais.

Casas Bahia

No segundo trimestre de 2026, o Grupo Casas Bahia apresentou resultados pressionados, com destaque para o anúncio de fechamento de 298 lojas, representando cerca de 30% da base, e o pedido de recuperação judicial após agravamento das condições financeiras e restrição de liquidez. O GMV manteve-se estável a/a em R$ 10,5 bilhões, enquanto a receita líquida cresceu 2% a/a, totalizando R$ 7 bilhões, mas com margem bruta em alta de 284bps a/a, atingindo 33,7%.

O EBITDA ajustado recuou para R$ 518 milhões, com margem de 7,4%, e o prejuízo líquido foi expressivo, somando R$ 10,1 bilhões, influenciado por despesas não recorrentes e baixa de ativos fiscais. Apesar da redução do endividamento líquido ajustado no Nos últimos 12 meses, houve queima de caixa de R$ 400 milhões no período. O cenário é agravado pela incerteza sobre a continuidade operacional, ressaltada pela ressalva da EY e pelo pedido de recuperação judicial, elevando riscos de execução e liquidez.

Vibra Energia

A Vibra Energia reportou resultados sólidos no segundo trimestre de 2026, com forte expansão das margens de combustíveis e recuperação sequencial no segmento Comerc. O EBITDA ajustado recorrente consolidado atingiu R$ 4,352 milhões, crescimento de 78% t/t, impulsionado por desempenho operacional robusto e margens elevadas nos segmentos varejo e B2B.

O varejo apresentou EBITDA de R$ 2,529 milhões (+48% t/t), com volumes 5% superiores e ambiente competitivo mais favorável, enquanto o B2B registrou EBITDA de R$ 1,700 milhões (+150% t/t), beneficiado por mix de vendas mais sofisticado e execução comercial eficiente. O fluxo de caixa livre totalizou R$ 3,651 milhões, permitindo redução da dívida líquida em 14% t/t e aprovação de pagamento de R$ 499 milhões em juros sobre capital próprio. A companhia encerrou o trimestre com 7.556 postos, reforçando expansão e disciplina operacional, e segue acelerando o processo de desalavancagem.

RD Saúde

A Raia Drogasil apresentou resultados sólidos no 2T26, impulsionando a revisão do preço-alvo para R$ 25 por ação e reforçando a visão de crescimento estrutural no setor de varejo. O desempenho de vendas mesmas lojas superou expectativas, com crescimento de 12,5% t/t, enquanto a projeção para 2027 foi ajustada para 8% a/a devido à base de comparação mais exigente e alinhamento com a pesquisa GLP-1.

A expansão do número de lojas permanece acelerada, com previsão de abertura de 353 unidades em 2027, sustentando o ritmo de crescimento do footprint. Margens brutas mantiveram estabilidade, porém o avanço mais lento em 2027 resultou em leve redução da margem EBITDA e do lucro líquido, impactado também pela diminuição do subsídio fiscal após a venda da 4Bio e aumento do capex. O valuation indica potencial de valorização expressivo, negociando com desconto frente à média histórica, enquanto os principais riscos concentram-se no cenário macroeconômico e competitividade.

Varejo e indústria farmacêutica

O mercado brasileiro de GLP-1 deve atingir R$ 22,7 bilhões em 2027, um avanço de 30% a/a, impulsionado principalmente pela tirzepatida, que se consolida como principal categoria ao representar cerca de 67% do total, com vendas estimadas em R$ 15,2 bilhões (+43% a/a). O lançamento de produtos similares e genéricos de semaglutida em 2026 amplia o acesso e acelera a migração de usuários para alternativas de menor preço, resultando em queda de 62% nas vendas de semaglutida de marca (R$ 2,3 bilhões).

Apesar do aumento expressivo de 142% no volume total de semaglutida, o valor combinado cresce apenas 9% (R$ 7,5 bilhões), refletindo redução de 55% no ticket médio da categoria. O mix de produtos favorece o crescimento de volumes e tráfego nas redes de varejo farmacêutico, com expectativa de melhora nas margens brutas, especialmente com o avanço dos genéricos (40%-45% de margem média).

B3 no Mercado Hoje 17-08-2026

Em julho, a B3 apresentou continuidade da tendência negativa observada nos meses anteriores, com volumes mais fracos em diversos segmentos, especialmente em derivativos, que lideraram a retração. O volume médio diário negociado em ações atingiu R$ 22,6 bilhões, queda de 23,6% m/m, mas ainda com alta de 6,8% a/a, refletindo menor atividade em ações à vista, opções e mercado a termo.

O segmento de derivativos registrou queda de 5,6% a/a e m/m no volume médio diário, impactado principalmente por contratos de juros em reais e câmbio, enquanto índices de ações e juros em dólar mostraram crescimento a/a. A receita mensal de derivativos caiu 19,5% m/m e 17,4% a/a, totalizando R$ 223 milhões. Em renda fixa, as emissões recuaram 3,4% m/m, mas o saldo em aberto seguiu em expansão, com alta de 2,6% m/m e 17,6% a/a. O Tesouro Direto destacou-se com crescimento de 43,8% a/a no saldo. O desempenho mais fraco ocorreu mesmo com um dia útil a mais em relação a junho, reforçando a percepção de desaceleração genuína no início do 3T26.

Alimentos e Bebidas

A Tyson Foods anunciou uma reestruturação estratégica de sua operação de carne bovina nos EUA, reduzindo a capacidade diária de abate em cerca de 20% com o fechamento de plantas em Illinois e Utah, além da venda de uma unidade em Washington. Essa medida responde à pressão de margens causada pela escassez de gado vivo no mercado americano. Consideramos a decisão positiva para JBS e MBRF, pois a retirada de capacidade do mercado deve aliviar a competição por gado, suavizando os preços e favorecendo a recuperação das margens das operações de carne bovina nos EUA.

O fechamento da planta de Joslin representa aproximadamente 3% da capacidade diária do setor, enquanto a reabertura de um segundo turno em Amarillo pode compensar parte da redução. A retomada das importações de gado do México também deve contribuir para o aumento da oferta e acelerar a recuperação das margens do segmento.

Raízen no Mercado Hoje 17-08-2026

A Raízen apresentou um trimestre operacionalmente sólido no 2T26, impulsionado principalmente pelo desempenho robusto do segmento de distribuição de combustíveis, que compensou a continuidade da fraqueza nos negócios de etanol, açúcar e bioenergia (ESB). O EBITDA ajustado consolidado atingiu R$ 3.985 milhões, mais que dobrando a/a, refletindo ganhos operacionais relevantes.

Apesar disso, o resultado líquido permaneceu negativo em R$ 1.642 milhões, impactado por maiores despesas financeiras e efeitos contábeis da venda da operação na Argentina. O fluxo de caixa livre somou R$ 2.734 milhões, beneficiado pela melhora operacional e menor capex, levando a uma redução da alavancagem para 4,8x (ante 5,2x no trimestre anterior). O foco agora recai sobre a implementação da reestruturação aprovada em juízo, com o plano validado em 30 de julho. Mantemos a recomendação em revisão.

IRB Re

O IRB Re reportou resultados robustos no 2T26, com destaque para o lucro líquido recorrente de R$ 185 milhões, avanço de 52% t/t e 29% a/a, impulsionado por menor sinistralidade e reversão de IBNR, especialmente no segmento doméstico. O índice combinado ficou em 92%, refletindo melhora operacional, enquanto a receita financeira superou expectativas, contribuindo para EBT de R$ 221 milhões.

Os prêmios emitidos recuaram 14% a/a, com retração relevante nos segmentos rural e vida, mas a taxa de retenção ficou abaixo do esperado. A retomada da distribuição de resultados aos acionistas, somando R$ 127 milhões, reforça a solidez financeira, evidenciada também pelo aumento do índice de solvência. A aprovação do PL 3540/26, que reduz a CSLL e elimina limites ao uso de prejuízos fiscais, deve equilibrar o ambiente competitivo entre resseguradoras locais e estrangeiras, trazendo perspectiva positiva para o IRB.

Ânima no Mercado Hoje 17-08-2026

A Ânima apresentou resultados do 2T26 em linha com as expectativas, destacando crescimento de receita sustentado por aumento de ticket em todas as unidades de negócio. No segmento Core, a receita líquida atingiu R$ 554 milhões (+4% a/a), impulsionada por ticket médio 7% maior, apesar da base de alunos ter recuado 3% a/a e da elevação da evasão para 7,0%, o que pressionou provisões e despesas comerciais. Inspirali compensou esse efeito, com receita líquida de R$ 414 milhões (+10% a/a) e margem operacional ajustada de 54,8%, refletindo maturação de vagas médicas.

O segmento de Educação a Distância foi impactado por restrições regulatórias, reduzindo a base acadêmica em 20% a/a. O EBITDA ajustado consolidado ex-IFRS 16 somou R$ 307 milhões (+9% a/a), com margem de 29,2%. O lucro líquido ajustado ficou em R$ 35 milhões (+27% a/a), enquanto a alavancagem subiu levemente para 2,41x dívida líquida/EBITDA ajustado, refletindo sazonalidade e aquisições recentes.

Cosan

Cosan deu um passo importante em sua estratégia de desalavancagem ao anunciar a assinatura de uma carta de intenção e o início de negociações exclusivas para a venda de sua participação no TUP Porto São Luís, por R$ 300 milhões, com potencial de earn-out de aproximadamente R$ 50 milhões por novo berço implementado até 2035, ajustado pela inflação.

Apesar do valor estar abaixo dos R$ 619 milhões registrados no balanço, a transação pode reduzir a dívida líquida em cerca de 3%, contribuindo para a simplificação do portfólio e fortalecimento da estrutura financeira. A conclusão depende do cumprimento de condições precedentes usuais. O anúncio reforça o compromisso da Cosan com disciplina de capital e otimização de ativos, sendo percebido como um direcionador positivo para a confiança do mercado e para a trajetória de redução de endividamento.

Outras informações do Mercado Hoje 17-08-2026

Commodities
Petróleo apresenta alta (US$ 89,29/b; +0,87%)
Minério de ferro apresenta queda (US$ 95,40/t; -0,58%)

Agenda do Mercado Hoje 17-08-2026
09:30 EUA Manufatura do estado de NY

Empresas
Petrobras: Empresa encontra hidrocarbonetos na Bacia da Foz do Amazonas
Jalles Machado: Receita líquida 1T frustra estimativas
Kora Saúde: Mineradora* Ebitda ajustado 2T R$113,9 mi X R$144,9 mi a/a
Copasa: Companhia elevada a compra por Banco do Brasil; preço-alvo R$81
Pague Menos: Iniciada como overweight por Morgan Stanley
Porto Seguro: Empresa elevada a compra por Banco BTG Pactual

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As informações apresentadas neste conteúdo têm caráter exclusivamente informativo e educacional e não devem ser interpretadas como recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Antes de tomar qualquer decisão de investimento, é recomendável realizar sua própria análise e, se necessário, consultar um profissional qualificado.