
A mineradora brasileira Serra Verde Group será adquirida pela companhia norte-americana USA Rare Earth em um negócio avaliado em aproximadamente US$ 2,8 bilhões.
O acordo foi anunciado nesta segunda-feira (20) e amplia a disputa global pelo controle da cadeia de terras raras.
Além disso, a operação acontece em um momento estratégico para os Estados Unidos. O país busca reduzir sua dependência da China em minerais considerados essenciais para tecnologias avançadas.
A Serra Verde controla a mina de Pela Ema, localizada em Goiás. A unidade possui importância crescente no mercado internacional de terras raras.
Segundo a empresa compradora, a mina é capaz de fornecer quatro elementos magnéticos essenciais em grande escala. Esses materiais são usados na produção de ímãs de alta tecnologia.
Por isso, o negócio chamou a atenção do mercado internacional. Veículos elétricos, turbinas eólicas e equipamentos de defesa dependem desses minerais.
Mineradora brasileira é vendida em acordo de US$ 2,8 bilhões
A USA Rare Earth anunciou um acordo definitivo para comprar a Serra Verde Group. A transação atribui à empresa brasileira um valor aproximado de US$ 2,8 bilhões.
O pagamento combinará dinheiro e ações da companhia norte-americana. A estrutura financeira busca concluir a aquisição e integrar as operações das duas empresas.
Inicialmente, a USA Rare Earth pagará US$ 300 milhões em dinheiro. Além disso, a companhia emitirá cerca de 126,8 milhões de novas ações ordinárias aos acionistas da Serra Verde.
Consequentemente, a parcela acionária representa uma parte importante do valor total anunciado.
O formato permite que os atuais acionistas participem do futuro desempenho da empresa combinada.
Ainda assim, a conclusão do negócio depende de etapas regulatórias. As empresas esperam finalizar a operação durante o terceiro trimestre de 2026.
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Mineradora brasileira ganha importância na disputa por terras raras
A aquisição ocorre durante uma corrida internacional por fontes alternativas de terras raras. Os Estados Unidos e outros países buscam ampliar sua segurança no fornecimento desses minerais.
Nesse contexto, a mina de Pela Ema ocupa uma posição estratégica. A unidade fica em Goiás e representa uma fonte relevante fora da Ásia.
A Serra Verde produz quatro elementos magnéticos considerados fundamentais para diversas indústrias. Entre eles, estão minerais utilizados na fabricação de ímãs permanentes.
Além disso, esses ímãs atendem setores que crescem globalmente. Carros elétricos e turbinas eólicas dependem de componentes produzidos com terras raras.
Por outro lado, a indústria de defesa também utiliza materiais desse grupo. Sistemas avançados e equipamentos tecnológicos aumentam a importância estratégica desses recursos.
Segundo a USA Rare Earth, a Serra Verde deve responder por mais de 50% da oferta de terras raras pesadas fora da China até 2027.
Portanto, a empresa norte-americana busca fortalecer sua presença em uma cadeia considerada estratégica. A aquisição também amplia o peso do Brasil no mapa global desses minerais.
Mina em Goiás pode fortalecer cadeia integrada
A USA Rare Earth informou que pretende criar uma operação integrada após a conclusão da compra. O objetivo envolve diferentes etapas da cadeia produtiva.
Assim, a empresa combinada reunirá atividades de mineração e processamento. O plano também prevê presença na produção de metais e na fabricação de ímãs.
Essa integração pode reduzir a necessidade de depender de fornecedores externos em determinadas etapas. Dessa forma, a companhia pretende ampliar seu controle sobre a cadeia de produção.
Barbara Humpton, CEO da USA Rare Earth, destacou a importância da mina de Pela Ema. Segundo a executiva, o ativo apresenta características únicas no cenário internacional.
A empresa afirma que a unidade é a única produtora fora da Ásia capaz de fornecer, em larga escala, os quatro elementos magnéticos mencionados no acordo.
Enquanto isso, Washington também ampliou o apoio financeiro ao setor. Em janeiro, a USA Rare Earth acertou um pacote de financiamento de US$ 1,6 bilhão com o governo dos Estados Unidos.
Posteriormente, a Serra Verde fechou um acordo de financiamento de US$ 565 milhões com Washington. O anúncio ocorreu em fevereiro.
Por isso, a compra acontece após importantes movimentos financeiros das duas empresas. Os investimentos reforçam a prioridade dada pelos Estados Unidos à cadeia de minerais estratégicos.
Mineradora brasileira terá executivos em cargos estratégicos
Mesmo após a mudança de controle, executivos ligados à Serra Verde devem assumir funções relevantes na empresa combinada. A estratégia busca aproveitar a experiência da atual equipe.
Nesse sentido, Thras Moraitis, atual CEO da Serra Verde, assumirá a presidência da nova operação. Ele também ocupará uma cadeira no conselho de administração.
Além disso, Mick Davis, atual presidente do conselho da Serra Verde, passará a integrar o conselho da empresa norte-americana. A decisão reforça a participação da gestão brasileira na transição.
O acordo já possui caráter definitivo entre as partes. No entanto, a operação ainda precisa cumprir condições habituais para ser concluída.
Entre elas, estão as aprovações regulatórias necessárias. Até o fechamento, as empresas devem avançar nos planos de integração.
Portanto, a aquisição da mineradora brasileira Serra Verde representa uma das movimentações mais relevantes do setor de terras raras em 2026.
Com um negócio de US$ 2,8 bilhões, a mina goiana ganha ainda mais destaque na estratégia global por minerais essenciais.
Perguntas frequentes
A Serra Verde, única mineradora de terras raras em operação no Brasil, foi adquirida pela norte-americana USA Rare Earth em um acordo de US$ 2,8 bilhões.
A operação foi avaliada em aproximadamente US$ 2,8 bilhões. O pagamento inclui US$ 300 milhões em dinheiro e a emissão de 126,9 milhões de novas ações da USA Rare Earth.
A mina Pela Ema está localizada no norte de Goiás, no município de Minaçu. A unidade produz terras raras usadas em setores como veículos elétricos, energia renovável e defesa.
Esses minerais são importantes para fabricar ímãs permanentes e componentes utilizados em veículos elétricos, turbinas eólicas, eletrônicos, equipamentos de defesa e outras tecnologias avançadas.
A previsão divulgada pelas empresas indica que a conclusão da aquisição ocorrerá no terceiro trimestre de 2026, após o cumprimento das condições necessárias para o fechamento da operação.