
Saiba as principais notícias do Mercado Hoje 01-09-2026 segundo a equipe de renda variável do Safra Invest: Bolsas em queda. Commodities mistas. Receio de inflação afeta taxas de juros globalmente. PIB do Brasil 2T26. Iniciamos Cobertura de MU (+) e retomamos SAUD(+); RJ de Casas Bahia em BBDC(-). Top 10, BDR e Carteira Dividendos para Setembro. Confira!
Fechamento dia anterior
Ibovespa: 177.419 (+1,00%)
S&P: 7.686 (-0,33%)
Dólar: R$5,18 (+0,21%)
Análise Técnica
O Ibovespa apresentou alta de 1,00% no último pregão, cotado a 177.419 pontos. O ativo apresenta tendência neutra no médio e curto prazo. A primeira resistência fica em 178.000 pontos e a segunda em 191.500 pontos. Do lado da baixa, o primeiro suporte se encontra na região de 164.300. O próximo fica na faixa de 157.200 pontos.
O Dólar Futuro apresentou queda de 0,08% no último pregão, cotado a 5.218,50 pontos. O ativo apresenta tendência de baixa no médio prazo e neutra no curto. Do lado da baixa, o primeiro suporte fica na região de 5.090 pontos. Se perder esse patamar, poderá alcançar o suporte seguinte em 5.020. Já do lado da alta, a primeira resistência do contrato fica na região de 5.300 e a segunda em 5.350.
Exterior
Bolsas na Europa e futuros nos Estados Unidos operam em queda, taxas de juros globais sobem à medida que temores de inflação devido a alta do petróleo reforçam apostas de alta de juros pelo Fed. Scott Bessent disse para ministro das finanças e do BOJ que o Japão deveria elevar juros, apoiando cautela global. Na agenda de dados econômicos saem PMI da Manufatura, expectativa ade alta com 53,4, e ISM com expectativa de ligeira queda em 55,6 pontos. O petróleo opera em alta, enquanto o minério de ferro negocia em queda.
Doméstico
No Brasil, o noticiário político contém fala de presidente Lula à empresários e banqueiros buscando reduzir juros num eventual próximo mandato, mas deixando claro que não depende apenas dele. Na agenda econômica, o PIB será divulgado 9h e deve mostrar desaceleração no segundo trimestre. No senado votações pautadas são: taxa das blusinhas, regras para motoboys, datacenters e orçamento do Mercosul.
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Atualizações do Mercado Hoje 01-09-2026
Top 10 ações
Para setembro, realizamos três substituições de ativos e ajustes pontuais em pesos na carteira considerando que a proximidade das eleições pode trazer mais volatilidade a ativos ligados a juros e ciclos domésticos. Entre as exclusões estão: (i) Motiva, diante de uma visão mais conservadora para o ciclo de investimentos da companhia; (ii) Itaúsa, como parte da estratégia de reduzir a sensibilidade da carteira à piora do ciclo de crédito; e (iii) Porto, em razão do aumento da concorrência no segmento de seguros de automóveis e da maior inadimplência observada em Porto Bank, reforçando o movimento em busca de menor exposição ao crédito.
Em troca, adicionamos: (i) Gerdau, com base na expectativa (divergente do consenso) de manutenção das margens elevadas no mercado de aço da América do Norte, além do benefício de ampliar a exposição da carteira ao dólar; (ii) BTG Pactual, preservando a exposição a serviços financeiros, porém com menor sensibilidade ao ciclo de crédito; e (iii) Caixa Seguridade, que possui dividendos atrativos e tem beta reduzido. Em relação aos ajustes nos pesos, reduzimos Vale para equilibrar a exposição ao setor após a inclusão de Gerdau; realizamos um ajuste intrassetorial, com redução em Copel e aumento em Equatorial, devido ao valuation mais atrativo desta última após a correção recente; e aumentamos a posição em WEG, visando aumentar a exposição da carteira à receitas dolarizadas.
Top 10 BDRs
Em agosto, vimos o fim de mais uma forte temporada de resultados, com ênfase para o crescimento do setor de tecnologia. Apesar disso, o cenário macroeconômico nos EUA ainda merece atenção por conta das incertezas quanto ao mercado de trabalho ainda aquecido e à inflação. Tendo isso em mente, optamos por aumentar levemente a alocação em TSMC (+2 p.p.), empresa que está posicionada em um setor que representa um gargalo para o investimento corporativo em capacidade computacional, apresenta demanda previsível, capacidade de repassar custos para preços e, ainda assim, apresenta múltiplo abaixo de sua média de 10 anos.
Para dar espaço ao aumento de peso mencionado acima, decidimos reduzir levemente nossa exposição ao Google, que pode ser mais sensível ao cenário de juros devido à sua exposição ao segmento de anúncios. Além disso, elevamos o peso de Eli Lilly (+2 p.p.) para alinhar a participação do segmento de saúde, que é mais defensivo, ao seu peso relativo no índice S&P. Para acomodar esse aumento de alocação, estamos reduzindo a participação do índice S&P 500 via ETF em nossa carteira. No restante da carteira, optamos por manter as posições estáveis, pois acreditamos que o setor de tecnologia apresentará o maior crescimento de lucros à frente, serviços financeiros serão grandes beneficiários da utilização de inteligência artificial e a demanda por energia elétrica continuará crescendo, o que explica a alocação em utilidades básicas. Por fim, vemos saúde com um dinamismo de resultados muito forte, impulsionado, de um lado, pelos medicamentos GLP-1, e do outro, pelos avanços tecnológicos em vacinas e novos tratamentos.
Carteira Dividendos
Para o mês de agosto estamos realizando a troca de Aura Minerals e Porto por Bradsaúde e Caixa Seguridade, após a performance forte de Aura observada no mês de agosto e preferência relativa no setor de seguros.
Micron Technology no Mercado Hoje 01-09-2026
Iniciamos a cobertura de Micron Technology com recomendação Compra e preço-alvo para o fim de 2026 de USD 1.500/ação (potencial de valorização de cerca de 56%). Nossa tese se baseia na visão de que a inteligência artificial está transformando estruturalmente o mercado de memória, impulsionando uma demanda mais resiliente, maior visibilidade de resultados por meio de contratos de longo prazo e uma expansão de oferta mais gradual.
Esperamos crescimento anual composto próximo de 20% em receita e lucro entre 2026E e 2030E, com avanço relevante da participação de HBM no mix de receitas e forte geração de caixa, que pode viabilizar recompras expressivas de ações após dezembro de 2026. Atualmente, a ação negocia a múltiplos atrativos frente ao potencial de crescimento projetado.
Bradsaúde
Retomamos a cobertura de Bradsaúde (SAUD3) com recomendação de Compra e preço-alvo de R$ 19,00 por ação, implicando potencial de valorização de 37%. A tese é sustentada pela qualidade dos ativos, perfil defensivo dos resultados e forte geração de dividendos, com yield médio projetado próximo de 10% entre 2026 e 2030.
A companhia combina negócios líderes em saúde suplementar, odontologia, diagnósticos e hospitais, apresentando ROAE de 25,8%. Vemos expansão de margens apoiada por melhorias no mix de clientes, maior compartilhamento de custos e ganhos de consolidação do setor. Além disso, a plataforma hospitalar Atlântica deve aumentar sua contribuição para os resultados nos próximos anos. Projetamos crescimento de lucro de 8% ao ano até 2030, com a ação negociando a múltiplos atrativos em relação aos pares.
Materiais Básicos no Mercado Hoje 01-09-2026
Revisitamos o risco de operações de pair trade no setor de mineração e destaca que correlação e beta são fundamentais para avaliar a compatibilidade entre pares de ações. Entre as mineradoras, as produtoras de cobre seguem como o grupo mais coeso, enquanto a Vale se aproximou desse cluster devido à maior relevância da Vale Base Metals.
No aço, as correlações entre Gerdau, Usiminas e CSN enfraqueceram, refletindo diferenças crescentes de exposição setorial e geográfica. Já em papel e celulose, Suzano e Klabin permanecem o par mais aderente, enquanto CMPC segue mais desconectada e a Dexco passou a apresentar maior proximidade com as empresas brasileiras do setor.
Bancos Brasileiros
A recuperação judicial da Casas Bahia levantou preocupações sobre a exposição dos bancos à carteira de crediário da varejista, especialmente do Bradesco, por meio do Digio, que detém cerca de R$ 2,6 bilhões em créditos. Embora o banco afirme estar adequadamente provisionado, a análise dos resultados do Digio sugere que o impacto ainda pode não estar totalmente refletido, uma vez que as garantias da Casas Bahia ficaram suspensas por 180 dias após o pedido de recuperação.
O principal risco é o aumento das perdas potenciais da carteira, que é composta por clientes de maior risco de crédito, podendo pressionar provisões futuras. O Banco do Brasil, com exposição de aproximadamente R$ 2,4 bilhões, pode enfrentar um cenário ainda mais desafiador.
Outras informações do Mercado Hoje 01-09-2026
Commodities
Petróleo apresenta alta (US$ 92,15/b; +1,83%)
Minério de ferro apresenta baixa (US$ 99,20/t; -0,16%)
Agenda do Mercado Hoje 01-09-2026
09:00 Brasil PIB
10:00 Brasil PMI de Manufatura
10:45 EUA PMI de Manufatura
11:00 EUA Gastos em Construção
Empresas
Gerdau: Empresa aumenta sua linha de crédito sênior para US$ 1,125 bi
Suzano: Companhia comprará fatia de 10% na Imetame Logística
Qualicorp: Eduardo Oliveira é nomeado CEO, substituindo Lopes
CSN: Empresa define esta semana exclusividade sobre CSN Cimento
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As informações apresentadas neste conteúdo têm caráter exclusivamente informativo e educacional e não devem ser interpretadas como recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Antes de tomar qualquer decisão de investimento, é recomendável realizar sua própria análise e, se necessário, consultar um profissional qualificado.