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Bitcoin hoje 10-09-2026. Veja as informações da criptomoeda

O Bitcoin hoje 10-09-2026 opera em queda e tenta sustentar a faixa dos US$ 78 mil nesta quinta-feira (10). Além disso, a pressão aumentou sobre memecoins e altcoins de menor capitalização. Nesta manhã, o Bitcoin recua 2,10% em 24 horas, negociado a US$ 77.862. Em reais, a criptomoeda estava cotada em aproximadamente R$ 400.105. Enquanto […]

Publicado em 10/09/2026 11:14

Filipe Andrade

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Bitcoin hoje 10-09-2026. Veja as informações da criptomoeda -  (crédito: Mercado Hoje)
Bitcoin hoje 10-09-2026. Veja as informações da criptomoeda - (crédito: Mercado Hoje)

O Bitcoin hoje 10-09-2026 opera em queda e tenta sustentar a faixa dos US$ 78 mil nesta quinta-feira (10). Além disso, a pressão aumentou sobre memecoins e altcoins de menor capitalização.

Nesta manhã, o Bitcoin recua 2,10% em 24 horas, negociado a US$ 77.862. Em reais, a criptomoeda estava cotada em aproximadamente R$ 400.105.

Enquanto isso, o Ethereum cai 2%, para US$ 2.467. O XRP recua 4,2%, a Solana perde 3,6% e a BNB registra baixa de 5,3%.

Bitcoin hoje 10-09-2026 recua com pressão sobre ativos de risco

O movimento negativo vai além do Bitcoin. Sobretudo, os ativos considerados mais arriscados apresentam perdas maiores nesta quinta-feira.

O índice de memecoins do CoinDesk recua cerca de 10% em 24 horas. Já o índice de criptomoedas de menor capitalização perde 5,1%.

Além disso, o CoinDesk 100, que acompanha uma cesta mais ampla de ativos digitais, registra queda de 3,7%.

O cenário dos mercados tradicionais, porém, não mostra uma deterioração semelhante. Os futuros do S&P 500 avançam levemente, enquanto os contratos do Nasdaq operam próximos da estabilidade. Ao mesmo tempo, o ouro sobe pouco e o índice do dólar apresenta poucas alterações.

Por isso, o foco dos investidores permanece sobre o cenário macroeconômico. O petróleo elevado, os juros longos nos Estados Unidos e as dúvidas sobre o Federal Reserve aumentam a cautela.

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Petróleo e juros dos EUA pesam sobre o Bitcoin hoje 10-09-2026

O petróleo voltou a concentrar a atenção dos mercados. O Brent negocia novamente acima de US$ 100 por barril, enquanto o WTI supera US$ 97.

A alta ocorre em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio. Consequentemente, cresce o receio de uma inflação mais persistente na economia global. Esse cenário pode dificultar uma eventual flexibilização da política monetária americana.

Além disso, os rendimentos dos Treasuries continuam elevados. O movimento ocorre mesmo após o Tesouro dos Estados Unidos anunciar uma recompra de US$ 6 bilhões em títulos de 10 a 20 anos.

A operação ficou abaixo das expectativas de parte do mercado. Como resultado, os juros dos títulos de longo prazo continuaram pressionados.

O rendimento da Treasury de 10 anos voltou para perto de 4,85%, enquanto o título de 30 anos se aproximou de 5,3%.

Para o Bitcoin, juros elevados costumam representar um obstáculo. Afinal, títulos públicos passam a oferecer retornos mais atrativos e podem reduzir a busca por ativos de maior risco.

ETFs de Bitcoin registram novas saídas

Outro ponto de atenção está nos ETFs de Bitcoin à vista negociados nos Estados Unidos. Na quarta-feira, os fundos registraram saída líquida de aproximadamente US$ 120 milhões, marcando o segundo dia consecutivo de resgates.

O ARKB, administrado pela Ark Invest e pela 21Shares, concentrou a maior saída. O fundo perdeu cerca de US$ 78 milhões.

Na sequência, o GBTC, da Grayscale, registrou saída de US$ 27 milhões. Já o IBIT, da BlackRock, teve resgate próximo de US$ 20 milhões.

Além disso, dados de acompanhamento dos ETFs apontam saída líquida de aproximadamente US$ 100,7 milhões em 9 de setembro.

Em contrapartida, outros produtos de criptomoedas apresentaram entradas. Os ETFs de Ether captaram quase US$ 35 milhões após perdas registradas na terça-feira.

Fundos ligados a XRP e Solana também receberam aproximadamente US$ 12 milhões cada. Ainda assim, essas entradas não foram suficientes para compensar a saída dos produtos de Bitcoin.

Inflação e Fed entram no radar

Agora, os investidores acompanham dois importantes indicadores de inflação nos Estados Unidos.

Nesta quinta-feira, o mercado recebe o PPI, índice de preços ao produtor. Na sexta-feira, será divulgado o CPI, indicador de preços ao consumidor.

Os dados podem influenciar diretamente as apostas para a próxima reunião do Federal Reserve, marcada para os dias 15 e 16 de setembro.

Além disso, a alta do petróleo aumentou a importância dos indicadores de inflação.

Segundo levantamento da Reuters citado no mercado, a maioria dos economistas ainda espera manutenção dos juros em setembro.

Contudo, aumentou o número de analistas que enxergam possibilidade de alta até o fim do ano.

Por outro lado, o mercado financeiro já precifica uma probabilidade próxima de 60% de aumento dos juros na próxima reunião.

Nos derivativos, o sentimento também ficou mais negativo. A relação entre compras e vendas agressivas mostra maior presença dos vendedores.

Ao mesmo tempo, o interesse em aberto caiu cerca de 2%, para US$ 139 bilhões. O volume, por sua vez, aumentou, indicando rotação e uma saída moderada de capital.

Bitcoin hoje 10-09-2026 pode voltar aos US$ 80 mil?

Por enquanto, o Bitcoin encontra dificuldade para recuperar a região dos US$ 80 mil. Se os resgates dos ETFs continuarem, a pressão sobre o BTC pode permanecer nos próximos pregões. Além disso, juros elevados e petróleo acima de US$ 100 reforçam o ambiente de cautela.

Por outro lado, uma inflação abaixo das expectativas pode aliviar as preocupações com os juros americanos.

Nesse cenário, uma retomada das entradas nos ETFs também poderia favorecer uma recuperação.

Assim, os investidores monitoram principalmente a região próxima de US$ 78 mil, considerada importante para a sustentação do preço no curto prazo.

Uma recuperação consistente dos US$ 80 mil poderia abrir espaço para o Bitcoin buscar novamente a região de US$ 82 mil. Já uma perda mais forte do suporte atual aumentaria a pressão sobre a criptomoeda.

Portanto, o Bitcoin hoje 10-09-2026 permanece entre a defesa da faixa de US$ 78 mil e a resistência provocada pelo cenário macroeconômico.

Os próximos dados de inflação e os fluxos dos ETFs serão decisivos para indicar o próximo movimento do mercado.