
Uma mineradora no Vale do Jequitinhonha anunciou um investimento de R$ 150 milhões no Projeto Arapaima, em Minas Gerais.
A iniciativa prevê pesquisas e, futuramente, a produção de minerais estratégicos como lítio, terras raras e gálio.
O projeto é conduzido pela canadense Spark Energy Minerals e está localizado em uma das principais regiões brasileiras para a exploração de minerais considerados importantes para a transição energética.
Além disso, a expectativa é de que o empreendimento gere cerca de 100 empregos diretos durante o avanço das atividades.
Mineradora no Vale do Jequitinhonha terá investimento milionário
O investimento foi formalizado por meio de um memorando de entendimento (MoU) assinado entre a Spark Energy Minerals e o governo de Minas Gerais.
A assinatura ocorreu por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG) e da Invest Minas.
O acordo foi firmado em 17 de junho de 2026, durante a abertura do 3º Brazil Lithium & Critical Minerals Summit 2026, em Belo Horizonte.
O evento reuniu representantes de diversos países interessados no mercado de minerais críticos.
Entre as delegações presentes estavam representantes da Argentina, Alemanha, Estados Unidos, Canadá, Emirados Árabes Unidos, Chile, Índia, França, Reino Unido, Mauritânia, Angola, Austrália e Japão.
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Projeto no Vale do Jequitinhonha mira lítio e terras raras
O Projeto Arapaima está inserido em uma região que ganhou destaque nacional e internacional como Vale do Lítio.
A área também apresenta potencial para outros minerais estratégicos. Entre eles estão as terras raras e o gálio, elementos utilizados em diferentes segmentos da indústria tecnológica.
Além disso, a empresa já identificou áreas consideradas prioritárias para a realização das pesquisas minerais.
O objetivo inicial é ampliar o conhecimento sobre as reservas e avaliar a viabilidade econômica dos recursos encontrados.
Investimento pode gerar cerca de 100 empregos diretos
Outro ponto de interesse do projeto é o impacto econômico esperado para a região. A previsão divulgada pela empresa aponta para aproximadamente 100 empregos diretos relacionados ao desenvolvimento do empreendimento.
Além dos postos de trabalho, o avanço de um projeto dessa dimensão pode aumentar a movimentação econômica em municípios próximos às áreas de pesquisa.
No entanto, os efeitos definitivos sobre a economia regional dependerão da evolução das próximas etapas e da confirmação da viabilidade do projeto.
Quando começa a produção da mineradora no Vale do Jequitinhonha?
O cronograma da Spark Energy Minerals prevê uma sequência de etapas antes de uma eventual produção mineral.
Primeiramente, a companhia deverá avançar nas pesquisas geológicas e na identificação dos recursos existentes na área.
Depois, entram no planejamento os estudos de viabilidade, o processo de licenciamento ambiental e a busca por recursos para financiar as próximas fases. A previsão atual indica que o início das atividades de extração poderá ocorrer em 2030.
Entretanto, essa data está condicionada ao sucesso das pesquisas, à viabilidade econômica, ao licenciamento ambiental e às demais etapas necessárias para a implantação do empreendimento.
Empresa canadense controla área de mais de 91 mil hectares
A Spark Energy Minerals tem sede em Vancouver, no Canadá, e atua na exploração de minerais considerados críticos para diferentes setores da economia. No Brasil, a companhia mantém sua operação em Belo Horizonte.
Atualmente, a empresa afirma controlar o maior pacote contíguo de direitos minerários do chamado Vale do Lítio.
A área soma mais de 91 mil hectares, reforçando a dimensão da presença da companhia na região.
Assim, o Projeto Arapaima coloca novamente o Vale do Jequitinhonha no centro das atenções do mercado de minerais estratégicos e pode ampliar a relevância de Minas Gerais nesse segmento nos próximos anos.
Perguntas frequentes
A Spark Energy Minerals prevê investir R$ 150 milhões no Projeto Arapaima, localizado no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais.
O Projeto Arapaima está localizado no Vale do Jequitinhonha, região conhecida pela concentração de projetos relacionados à exploração de minerais estratégicos.
As pesquisas envolvem minerais como lítio, terras raras e gálio, considerados matérias-primas importantes para diferentes setores da indústria e para a transição energética.
A previsão é de aproximadamente 100 empregos diretos com o desenvolvimento do projeto.
O cronograma prevê o início das atividades de extração mineral em 2030, desde que as pesquisas, estudos de viabilidade, licenciamento ambiental e captação de recursos avancem conforme o planejado.