
O Bitcoin hoje 23-09-2026 opera próximo dos US$ 86 mil e mantém o mercado de criptomoedas atento a uma sequência mensal rara. Depois das altas de julho e agosto, o BTC acumula valorização próxima de 11% em setembro.
Assim, a criptomoeda caminha para fechar três meses consecutivos de alta pela primeira vez desde 2012. Naquele ano, o Bitcoin avançou 41% em julho, 6,4% em agosto e 24,4% em setembro.
Nesta quarta-feira, o mercado também acompanha o desempenho de outros grandes ativos digitais.
O Ethereum oscila próximo de US$ 2,7 mil, enquanto XRP, Solana e BNB apresentam movimentos diferentes ao longo do dia.
Bitcoin hoje 23-09-2026: criptomoeda tenta manter sequência histórica
O desempenho recente chama atenção pela força da recuperação. O Bitcoin subiu 4,8% em julho e avançou 25,2% em agosto.
Além disso, a alta de setembro levou o BTC para perto das máximas registradas neste mês. A criptomoeda chegou a superar US$ 87 mil recentemente antes de devolver parte dos ganhos.
Por outro lado, a comparação com 2012 exige cautela. Aquele período representa apenas um caso semelhante em todo o histórico do Bitcoin.
Na época, o mercado ainda era pequeno e não contava com ETFs à vista, forte participação institucional ou o atual ambiente regulatório dos Estados Unidos.
Bitcoin hoje 23-09-2026: ETFs voltam a movimentar o mercado
Outro fator importante para o Bitcoin é a retomada da demanda pelos ETFs à vista negociados nos Estados Unidos.
Na segunda-feira, os fundos registraram US$ 998,95 milhões em entradas líquidas, o maior fluxo diário em aproximadamente 11 meses. O IBIT, da BlackRock, recebeu US$ 381,4 milhões.
Além disso, o ARKB, da Ark Invest e 21Shares, teve entrada de US$ 289,1 milhões. O FBTC, da Fidelity, recebeu outros US$ 238,8 milhões.
Consequentemente, o movimento mostra uma recuperação importante da demanda institucional depois de dias de saídas dos fundos.
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Petróleo e cenário externo entram no radar
Enquanto isso, o ambiente internacional também influencia o comportamento dos ativos de risco.
O recuo do petróleo e a redução de algumas pressões sobre os mercados ajudaram a melhorar o sentimento dos investidores. O movimento ocorre depois da recente decisão do Federal Reserve sobre os juros.
Ao mesmo tempo, o Nasdaq renovou máximas recentes, impulsionado principalmente por empresas de tecnologia e pelo entusiasmo com inteligência artificial.
Nesse cenário, o Bitcoin voltou a acompanhar de perto o comportamento dos ativos de maior risco.
Zcash dispara e mercado acompanha regulação
Além do Bitcoin, outras criptomoedas registram movimentos expressivos nesta quarta-feira. A Zcash chegou a subir cerca de 10%, superando US$ 1.600. Hyperliquid e Dogecoin também avançaram, enquanto outros grandes tokens apresentaram ganhos mais moderados.
Por sua vez, o ambiente regulatório dos Estados Unidos continua entre os principais assuntos do mercado.
Na semana passada, o Comitê de Serviços Financeiros da Câmara aprovou por 28 votos a 21 um projeto relacionado à criação de uma reserva estratégica de Bitcoin. O texto ainda precisa avançar no Congresso.
Além disso, a SEC anunciou uma isenção temporária de cinco anos para determinadas plataformas que negociam ações tokenizadas em blockchain. A medida pode ampliar o uso da tecnologia em mercados financeiros tradicionais.
Bitcoin hoje 23-09-2026: US$ 90 mil é o próximo ponto de atenção
Apesar da recuperação, o Bitcoin ainda enfrenta uma resistência relevante na região dos US$ 90 mil.
O ativo chegou a US$ 87,3 mil nesta semana, mas perdeu força posteriormente. Ao mesmo tempo, o aumento da alavancagem no mercado de derivativos pode ampliar as oscilações.
Por enquanto, o cenário segue positivo para setembro. Caso mantenha os ganhos até o fim do mês, o Bitcoin terá completado uma sequência de três meses consecutivos de valorização.
O precedente de 2012, porém, não permite antecipar o comportamento de outubro. Naquele ano, o Bitcoin caiu 9,7% em outubro antes de iniciar uma forte disparada nos meses seguintes.
Portanto, o Bitcoin hoje 23-09-2026 permanece no centro das atenções, com ETFs, regulação americana, cenário macroeconômico e a resistência de US$ 90 mil entre os principais fatores monitorados pelos investidores.