
O Bitcoin hoje 24-09-2026 opera em queda e voltou para a região dos US$ 83 mil. A criptomoeda sofre pressão com a alta dos rendimentos dos títulos do governo dos Estados Unidos e a piora do ambiente para ativos de risco.
Nesta manhã, o BTC recua 3,10% em 24 horas, cotado a US$ 83.226. Em reais, a maior criptomoeda do mercado vale cerca de R$ 433.645.
Enquanto isso, o movimento negativo também aparece entre as principais altcoins. O Ethereum cai 3,4%, para US$ 2.635. O XRP recua 8,7%, enquanto Solana e BNB registram perdas de 3,6% e 2,5%, respectivamente.
Bitcoin hoje 24-09-2026 recua com pressão dos juros americanos
O principal fator de pressão vem do mercado de renda fixa dos Estados Unidos. O rendimento dos Treasuries de dez anos avançou para níveis elevados, aumentando a atratividade relativa dos títulos americanos.
Além disso, juros mais altos costumam pressionar ativos considerados mais arriscados. O movimento também pode aumentar o custo de operações alavancadas no mercado de criptomoedas.
Por outro lado, os dados econômicos americanos continuam mostrando uma atividade resistente.
Uma pesquisa preliminar da S&P Global apontou avanço do índice composto para 58,4 pontos, o maior nível desde julho de 2021.
Ao mesmo tempo, o mercado acompanhou um leilão de US$ 70 bilhões em títulos americanos de cinco anos.
A emissão apresentou rendimento de 5,033%, reforçando a atenção dos investidores aos juros.
Bitcoin hoje 24-09-2026 sente impacto do petróleo
Além dos Treasuries, o petróleo voltou a pressionar as expectativas de inflação. O Brent avançou mais de 4% e se aproximou de US$ 104 por barril.
Assim, a alta da energia pode dificultar o processo de controle da inflação nos Estados Unidos. O cenário ganhou importância depois da decisão recente do Federal Reserve sobre os juros.
Consequentemente, investidores passaram a reduzir parte da exposição a ativos mais sensíveis às condições financeiras. O Bitcoin está entre os mercados acompanhados nesse movimento.
Ainda assim, a criptomoeda vinha de uma recuperação expressiva. Nesta semana, o BTC chegou a superar US$ 87 mil, atingindo o maior nível desde janeiro.
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A entrada de dinheiro dos ETFs
Apesar da queda da criptomoeda, os ETFs de Bitcoin à vista negociados nos Estados Unidos continuam registrando entradas de recursos.
Na segunda-feira, os fundos receberam US$ 998,95 milhões, segundo dados da Farside Investors. Foi a maior entrada diária em 11 meses.
Depois, os ETFs registraram mais US$ 364,4 milhões em entradas na terça-feira. Na quarta-feira, os fundos ainda receberam aproximadamente US$ 347 milhões.
Portanto, a demanda institucional continua sendo um ponto de atenção mesmo com a correção do preço.
Os dados mostram que a queda do BTC ocorre em um momento de entradas consecutivas nos ETFs.
Mercado acompanha vencimento de US$ 16 bilhões em opções
Outro fator importante nesta quinta-feira é o vencimento de contratos de derivativos previsto para sexta-feira, 25 de setembro.
Cerca de US$ 16 bilhões em opções de Bitcoin devem vencer na Deribit. O volume elevado pode aumentar a volatilidade durante o ajuste das posições.
Além disso, as opções de Ethereum também participam do grande vencimento. A combinação dos contratos de BTC e ETH chega a aproximadamente US$ 18 bilhões.
Por isso, os investidores acompanham de perto as regiões de preço mais importantes antes da liquidação dos contratos.
Bitcoin hoje 24-09-2026: US$ 85 mil vira região importante
Com o Bitcoin abaixo dos US$ 85 mil, essa faixa passa a concentrar a atenção dos operadores.
A recuperação desse nível pode ser importante para o comportamento do ativo no curto prazo.
Antes da correção, a região entre US$ 87 mil e US$ 88 mil aparecia como uma resistência imediata. Acima dela, os US$ 90 mil eram outra referência acompanhada pelo mercado.
Por outro lado, a faixa dos US$ 80 mil ganhou relevância como suporte após a forte valorização registrada ao longo da semana.
Assim, o Bitcoin entra nesta quinta-feira pressionado pelo cenário macroeconômico, mas ainda conta com entradas relevantes nos ETFs americanos.
Agora, o mercado monitora principalmente os juros dos Estados Unidos, o petróleo e o vencimento bilionário de opções. Esses fatores podem definir o ritmo do BTC nos próximos pregões.