
A Mills (MILS3) anunciou, recentemente, uma mudança que pode alterar o futuro da companhia na Bolsa.
Os acionistas controladores venderam 50,3% das ações para a francesa Loxam, gigante europeia do aluguel de equipamentos.
Além disso, o negócio prevê o pagamento de R$ 16 por ação, valor 22% superior ao fechamento dos papéis na sexta-feira anterior ao anúncio. A operação avalia a companhia em cerca de R$ 3,8 bilhões.
Mills muda de controle após acordo com gigante francesa
Agora, a Loxam passará a disputar o controle da empresa brasileira, caso todas as condições da transação sejam cumpridas.
Segundo o acordo, o valor de R$ 16 por ação ainda terá uma correção. A partir do 31º dia após o anúncio até a conclusão da operação, será aplicada uma taxa equivalente a 70% do CDI.
Depois, o pagamento será realizado à vista no fechamento da transação. A negociação, porém, ainda não está concluída. O negócio depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
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Mills: o que acontece com os demais acionistas?
Além da compra do bloco de controle, a operação traz uma consequência importante para quem possui ações da companhia.
Assim que assumir o controle, a Loxam deverá realizar uma oferta pública de aquisição (OPA) para comprar as ações dos demais acionistas.
Nesse processo, o preço oferecido deverá seguir o mesmo valor pago aos controladores, conforme os termos divulgados para a operação.
Por isso, a mudança de controle coloca MILS3 no radar dos investidores que acompanham eventos corporativos e operações envolvendo companhias listadas.
Loxam compra participação de 50,3% da empresa
Fundada em 1967, a Loxam é uma das maiores empresas europeias de locação de equipamentos.
Segundo informações divulgadas pela Mills, a companhia francesa registrou receita líquida de 2,5 bilhões de euros em 2025.
Além disso, possui aproximadamente 11,6 mil funcionários e cerca de 1.130 filiais em mais de 28 países.
A Loxam também já possui operação no mercado brasileiro. A empresa atua no país desde 2015, por meio da Loxam do Brasil e da A Geradora.
O que muda para a Mills após a operação?
A Mills atua no aluguel de máquinas e equipamentos utilizados em diferentes setores da economia brasileira.
Atualmente, a companhia mantém presença em 18 estados e no Distrito Federal, segundo informações de relações com investidores.
Além disso, a empresa informa possuir 14 mil equipamentos e presença em cerca de 1.400 cidades. Seu portfólio inclui plataformas elevatórias, máquinas pesadas, geradores, compressores e soluções para intralogística.
Portanto, a entrada da Loxam representa uma mudança relevante na estrutura de controle da companhia.
Por outro lado, a conclusão ainda depende do aval do Cade. Até lá, a transação não representa uma mudança definitiva no controle da empresa.
Mills entra no radar dos investidores após venda
A operação também chama atenção pelo prêmio oferecido pelas ações. O preço de R$ 16 representa uma diferença de 22% em relação ao fechamento anterior ao anúncio.
Além disso, a futura OPA coloca os demais acionistas diante de uma etapa importante da transação.
Assim, o mercado deve acompanhar os próximos passos regulatórios e as condições para a conclusão do negócio.
A operação também pode definir os próximos capítulos da Mills no mercado de capitais, especialmente diante da possibilidade de mudanças na estrutura acionária após a chegada da Loxam.
Perguntas frequentes
A Mills anunciou a venda de 50,3% das ações, que pertenciam aos acionistas controladores, para a francesa Loxam.
A Loxam pagará R$ 16 por ação, valor 22% acima do fechamento dos papéis antes do anúncio. O preço ainda terá correção de 70% do CDI em determinado período.
Após assumir o controle, a Loxam deverá realizar uma oferta pública de aquisição (OPA) para os demais acionistas, pelo mesmo valor pago aos controladores.
Ainda não. A conclusão da operação depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
A Loxam é uma empresa francesa de aluguel de equipamentos, fundada em 1967. Segundo a Mills, a companhia teve receita líquida de 2,5 bilhões de euros em 2025 e possui operações em mais de 28 países.