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Keeta paga multa milionária para enfrentar iFood. Saiba o motivo

A Keeta está investindo milhões de reais para conquistar restaurantes ligados a contratos de exclusividade com o iFood e acelerar sua expansão no Brasil. A estratégia da plataforma chinesa envolve pagar multas contratuais que podem ultrapassar R$ 1 milhão por estabelecimento, em uma disputa que já provocou mudanças nos planos de lançamento da empresa. O […]

Publicado em 13/10/2026 18:05

Filipe Andrade

FA
Keeta paga multa milionária para enfrentar iFood. Saiba o motivo -  (crédito: Mercado Hoje)
Keeta paga multa milionária para enfrentar iFood. Saiba o motivo - (crédito: Mercado Hoje)

A Keeta está investindo milhões de reais para conquistar restaurantes ligados a contratos de exclusividade com o iFood e acelerar sua expansão no Brasil.

A estratégia da plataforma chinesa envolve pagar multas contratuais que podem ultrapassar R$ 1 milhão por estabelecimento, em uma disputa que já provocou mudanças nos planos de lançamento da empresa.

O desafio é entrar em um mercado no qual o iFood concentra cerca de 80% dos pedidos de delivery, segundo os dados apresentados no relato.

Além disso, contratos de exclusividade e acordos que restringem a atuação de concorrentes dificultam a chegada de novas plataformas a diferentes cidades brasileiras.

Keeta paga multas milionárias para conquistar restaurantes do iFood

A Keeta adotou uma estratégia que envolve identificar restaurantes impedidos contratualmente de atuar em outros aplicativos de entrega.

Em seguida, a empresa negocia com os estabelecimentos e pode assumir o pagamento das multas para viabilizar a entrada na plataforma.

Segundo Danilo Mansano, vice-presidente de parcerias estratégicas da companhia, quase mil pessoas trabalham no levantamento e na identificação desses negócios.

A equipe procura informações sobre os registros empresariais dos restaurantes e entra em contato diretamente com os proprietários.

De acordo com o executivo, muitos contratos foram assinados antes mesmo da chegada da Keeta ao Brasil.

Por isso, alguns estabelecimentos enfrentam penalidades que variam de centenas de milhares de reais a valores superiores a R$ 1 milhão.

Entretanto, a companhia não informou quanto já desembolsou para liberar restaurantes dessas obrigações.

Ainda assim, a iniciativa revela o tamanho do investimento necessário para disputar espaço com uma plataforma consolidada.

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Keeta enfrenta barreiras para expandir o delivery no Brasil

Apesar dos investimentos, a Keeta precisou rever seu planejamento de crescimento no país. Inicialmente, a empresa pretendia chegar a 16 capitais brasileiras até o fim de 2026.

No entanto, a presença de contratos de exclusividade com o iFood e de acordos de banimento relacionados à 99 alterou o cronograma.

Essas restrições podem impedir que restaurantes cadastrados em determinadas plataformas também vendam pela Keeta.

Além disso, o acesso aos estabelecimentos é decisivo para a competitividade dos aplicativos. Afinal, os consumidores precisam encontrar variedade de restaurantes e opções de entrega para considerar a mudança de plataforma.

Nesse cenário, a Keeta tenta ampliar seu catálogo sem exigir exclusividade dos parceiros. A empresa afirma que, após a saída dos contratos restritivos, os restaurantes podem trabalhar com diferentes aplicativos.

Keeta coloca mais de R$ 400 milhões em espera no Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro se tornou um dos principais exemplos das dificuldades enfrentadas pela plataforma chinesa.

A Keeta adiou sua estreia na cidade, prevista inicialmente para o fim de fevereiro, após identificar obstáculos maiores do que os encontrados em São Paulo.

Segundo Mansano, a empresa já havia preparado uma estrutura significativa para iniciar as operações no mercado fluminense.

O planejamento incluía mais de 17 mil estabelecimentos comerciais cadastrados e mais de 27 mil entregadores preparados para receber pedidos.

Além disso, a companhia havia separado um orçamento superior a R$ 400 milhões para a operação.

Contudo, a empresa decidiu colocar o projeto em espera. De acordo com o executivo, a incidência de contratos de exclusividade e de acordos que restringem a atuação de concorrentes era ainda maior no Rio de Janeiro.

A decisão mostra que o investimento financeiro e a preparação logística não garantem, por si só, a entrada de um aplicativo em uma nova cidade.

A disponibilidade de restaurantes também influencia o momento em que a operação pode começar.

Companhia divide multa com restaurantes que também querem vender pela 99

A estratégia da Keeta também envolve uma condição para estabelecimentos interessados em trabalhar com a 99.

A companhia afirma que não impede concorrentes de negociar com os mesmos restaurantes, mas estabelece critérios para dividir o custo das multas.

Segundo Mansano, quando um restaurante deseja atuar também na 99, a Keeta pode pagar metade da multa relacionada ao contrato de exclusividade com o iFood. Nesse caso, o estabelecimento precisa buscar recursos para cobrir a outra metade.

A empresa argumenta que não considera adequado pagar toda a penalidade e, ao mesmo tempo, liberar o restaurante para trabalhar com outra concorrente sem dividir o custo.

Por outro lado, a Keeta afirma que não pretende impor novas restrições aos estabelecimentos. Segundo a companhia, os restaurantes permanecem livres para diversificar seus canais de venda depois de deixarem os acordos restritivos.

Keeta muda os planos e expõe disputa milionária no mercado de delivery

A disputa entre a Keeta e o iFood evidencia os desafios para conquistar espaço no setor de entregas de comida.

Embora a plataforma chinesa tenha preparado investimentos expressivos, os contratos existentes com restaurantes influenciam sua estratégia de expansão.

Além disso, o adiamento da operação no Rio de Janeiro mostra como as barreiras comerciais podem alterar projetos que já contam com entregadores cadastrados, estabelecimentos na plataforma e orçamento reservado.

Para os consumidores, a entrada de novos concorrentes pode ampliar as opções de restaurantes e estimular a disputa por preços e condições de entrega.

Entretanto, esses possíveis efeitos dependem da expansão efetiva das plataformas e da quantidade de estabelecimentos disponíveis em cada mercado.

A Keeta afirma que pretende ampliar a liberdade comercial dos restaurantes, sem exigir exclusividade.

Enquanto isso, o setor acompanha uma disputa na qual multas milionárias, contratos restritivos e investimentos superiores a R$ 400 milhões ajudam a explicar por que conquistar espaço no delivery brasileiro pode ser mais difícil do que simplesmente lançar um aplicativo.

Perguntas frequentes

O que é a Keeta?

A Keeta é uma plataforma chinesa de delivery de comida que busca ampliar sua participação no mercado brasileiro e competir com aplicativos já estabelecidos, como o iFood.

Por que a Keeta está pagando multas milionárias?

A empresa afirma que paga multas previstas em contratos de exclusividade para permitir que restaurantes vendam por sua plataforma. Algumas penalidades podem ultrapassar R$ 1 milhão.

Qual é a participação do iFood no mercado de delivery brasileiro?

Segundo as informações apresentadas na matéria, o iFood concentra cerca de 80% dos pedidos de delivery no Brasil, o que representa um desafio para novos concorrentes.

Por que a Keeta adiou sua estreia no Rio de Janeiro?

A empresa identificou uma presença maior de contratos de exclusividade e acordos de banimento que dificultam a entrada de restaurantes na plataforma. Por isso, colocou a operação em espera, apesar de já ter preparado sua estrutura.

Quanto a Keeta pretendia investir no Rio de Janeiro?

A empresa havia reservado mais de R$ 400 milhões para a cidade, além de cadastrar mais de 17 mil estabelecimentos e preparar mais de 27 mil entregadores para o início das operações.