
A produção de lítio em Minas Gerais deve ganhar força com um plano de investimentos de US$ 150 milhões da Companhia Brasileira de Lítio (CBL).
O projeto prevê ampliar a mineração no Vale do Jequitinhonha e quase triplicar a capacidade de refino químico da empresa.
Além disso, a companhia planeja investir US$ 40 milhões na planta industrial de Divisa Alegre (MG).
Com a expansão, a capacidade de produção de compostos químicos de lítio deve passar de 2 mil para 6 mil toneladas por ano.
A iniciativa busca aumentar a escala operacional e melhorar a competitividade da empresa em um mercado que exige eficiência e controle de custos.
Lítio em Minas Gerais pode ter produção triplicada
Atualmente, a CBL trabalha para ampliar suas operações de mineração nas cidades de Araçuaí e Itinga, no Vale do Jequitinhonha.
A região concentra projetos ligados à exploração de minerais utilizados na cadeia de baterias e no armazenamento de energia.
Segundo as informações apresentadas pela companhia, os estudos de viabilidade contemplam elevar a produção mineral de 50 mil para 150 mil toneladas.
A expansão faz parte do plano de investimentos de aproximadamente US$ 150 milhões destinado à operação de mineração.
Além disso, a empresa afirma que identificou reservas minerais suficientes para sustentar uma expansão da produção por 15 a 20 anos, embora apenas cerca de 20% da área pesquisada tenha sido estudada nos últimos anos.
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Investimento em lítio em Minas Gerais chega a US$ 150 milhões
O plano de expansão envolve duas frentes principais: o aumento da capacidade de mineração e a ampliação do processamento químico.
Em Divisa Alegre, localizada a aproximadamente 180 quilômetros da unidade de mineração, a planta industrial transforma o concentrado de espodumênio em compostos químicos de lítio de alta pureza.
Com o investimento de US$ 40 milhões, a unidade poderá processar volumes maiores e acompanhar o crescimento planejado da atividade mineral.
Dessa forma, a CBL pretende ampliar sua escala produtiva e reduzir o peso dos custos operacionais por unidade produzida.
Mineral enfrenta desafio para competir no mercado
Apesar do potencial de expansão, a empresa enfrenta desafios relacionados ao chamado Custo Brasil, expressão que reúne fatores que encarecem a produção e os negócios no país.
Nesse cenário, ampliar a escala pode ajudar a companhia a melhorar sua estrutura de custos e competir com produtores internacionais.
Entretanto, o resultado dependerá da execução dos investimentos, das condições de mercado e da evolução da demanda pelo mineral.
O lítio é uma matéria-prima importante para a fabricação de baterias recarregáveis, utilizadas em veículos elétricos e sistemas de armazenamento de energia.
Por isso, o crescimento da produção pode fortalecer a participação de Minas Gerais nessa cadeia industrial.
Lítio em Minas Gerais pode ampliar o potencial do Vale do Jequitinhonha
Com a expansão prevista, a CBL pretende aumentar a produção mineral e a capacidade de refino, aproveitando as reservas já identificadas na região.
Além disso, a ampliação pode reforçar a importância econômica do Vale do Jequitinhonha para a cadeia produtiva do lítio.
No entanto, a concretização desse potencial dependerá do avanço dos estudos, da implementação dos projetos e da realização dos investimentos anunciados.
Se os planos forem executados conforme o previsto, a empresa poderá elevar significativamente sua capacidade industrial e buscar uma posição mais competitiva no mercado de compostos químicos de lítio.
Perguntas frequentes
A CBL possui operações de mineração em Araçuaí e Itinga, no Vale do Jequitinhonha, e uma planta química em Divisa Alegre, responsável pelo processamento do concentrado de espodumênio.
A empresa planeja investir aproximadamente US$ 150 milhões na expansão da mineração. Desse total anunciado para o projeto, US$ 40 milhões serão destinados à ampliação da capacidade de refino químico em Divisa Alegre.
A capacidade de produção de compostos químicos de lítio da planta de Divisa Alegre deve passar de 2 mil para 6 mil toneladas por ano, caso a expansão prevista seja concluída.
Segundo as informações apresentadas pela companhia, as reservas minerais conhecidas podem sustentar a expansão por cerca de 15 a 20 anos. A empresa também informa que aproximadamente 20% da área pesquisada foi explorada nos últimos anos.
O lítio é uma matéria-prima importante para a fabricação de baterias recarregáveis utilizadas em veículos elétricos, dispositivos eletrônicos e sistemas de armazenamento de energia.