
Saiba as principais notícias do Mercado Hoje 23-10-2026 segundo a equipe de renda variável do Safra Invest: Bolsas em baixa. Commodities em alta. Rendimento das Treasuries voltam a subir. IPCA-15 é destaque. Atualizamos alvo para Ibovespa em 260 mil pontos. 5 Cenários fiscais e impactos para Bens de Capital. Resultado BBDC (-). Prévias de resultados do 3T26: BMEB (+), TOTS (+), JBSS (-), BEEF (-). Confira!
Fechamento dia anterior
Ibovespa: 204.120 (-1,15%)
S&P: 7.663 (-1,21%)
Dólar: R$5,05 (+0,40%)
Análise Técnica
Ibovespa apresentou queda de 1,15% no último pregão, cotado a 204.120 pontos. O ativo apresenta tendência de alta no médio e curto prazo. O primeiro suporte se encontra na região de 200.000. O próximo fica na faixa de 166.500 pontos. A primeira resistência fica em 215.000 pontos e a segunda em 220.000 pontos.
O Dólar Futuro apresentou alta de 0,58% no último pregão, cotado a 5.062 pontos. O ativo apresenta tendência de baixa no médio prazo e no curto neutra. Do lado da baixa, o primeiro suporte fica na região de 5.000 pontos. Se perder esse patamar, poderá alcançar o suporte seguinte em 4.870. Já do lado da alta, a primeira resistência do contrato fica na região de 5.130 e a segunda em 5.300.
Exterior
Bolsas europeias e futuros nos Estados Unidos operam em queda, rendimentos dos treasuries retomam movimento de alta com o preço do petróleo subindo quase 4% em uma semana com a tensão geopolítica no Oriente Médio. Na agenda de dados econômicos dos EUA serão divulgados a pesquisa confiança do consumidor medida pela Universidade de Michigan e os PMIs de serviços, manufatura e composto. OpenAI busca avaliação de USD 1,25 tri em novas conversas para captação de recursos, abaixo dos USD 1,4tri ventilados anteriormente. O petróleo e minério de ferro operam em alta.
Doméstico
No Brasil, último pregão antes do segundo turno, candidatos à presidência farão debate na televisão às 21h20. Na agenda de dados econômicos IPCA-15 é destaque, expectativa de avanço de 4,74% na comparação anual.
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Atualizações do Mercado Hoje 23-10-2026
Estratégia
Atualizamos nossa estimativa para o Ibovespa projetando preço-alvo em 260 mil pontos para o fim de 2027, Apesar dos desafios fiscais, acreditamos que a desaceleração da atividade deve permitir cortes de juros adicionais.
Atualizamos nossas premissas após a redução da percepção de risco, atualizamos também a taxa livre de risco, expectativa de diferencial de inflação e risco-país chegando a um custo de capital próprio (ke) de 13,2% (14,3% anteriormente). A nossa projeção de lucro por ação (LPA) é de 22.714 pontos para 2028, aplicada a um preço/lucro-alvo de 11,5x, resultou em nosso preço-alvo de 260 mil pontos.
Bens de capital
Avaliamos como cinco cenários fiscais para o Brasil em 2027-28 podem influenciar o valor das empresas de bens de capital sob cobertura, destacando impactos sobre desempenho operacional, custos de dívida e taxas de desconto. O cenário base considera déficit primário reduzido, cortes graduais da Selic, BRL estável e crescimento econômico moderado. Cenários de afrouxamento fiscal favorecem empresas mais alavancadas, como Randoncorp, Armac e GPS, que apresentam maior potencial de valorização devido à redução de despesas financeiras e custo de dívida.
Em contrapartida, cenários de aperto fiscal beneficiam empresas com receitas em USD ou baixa exposição a taxas, como Embraer, Iochpe-Maxion e Marcopolo, que demonstram maior resiliência. O mercado já precifica boa parte do cenário de afrouxamento, mas o risco de queda permanece elevado em cenários adversos, especialmente para Armac e Randoncorp. WEG se destaca pelo equilíbrio entre potencial de valorização e resiliência.
Bancos Médios
No terceiro trimestre de 2026, os bancos médios brasileiros apresentam resultados ainda contidos, com o Banco Mercantil beneficiando-se de uma redução temporária no custo de risco, impulsionada pelo programa Desenrola, e projeção de crescimento modesto do lucro recorrente. A recuperação das operações de crédito consignado INSS, tanto em originação quanto portabilidade, destaca-se como principal fator de melhora, aproximando-se de níveis normalizados e sinalizando potencial de aceleração da carteira no quarto trimestre.
O Banco Pine mantém trajetória de expansão no varejo e aumento de margem financeira, embora o crescimento do custo de crédito absorva parte dos ganhos de receita e alavancagem operacional. Os indicadores de rentabilidade permanecem elevados, com ROE de 34,7% para Mercantil e ROAE de 38,3% para Pine, reforçando o foco na capacidade de ambos os bancos em sustentar ganhos de margem diante da maturação das carteiras e elevação dos custos de crédito.
Bradesco no Mercado Hoje 23-10-2026
O Bradesco reportou lucro líquido ajustado de R$ 7,1 bilhões no 3T26, em linha com o cenário de maior desafio macroeconômico que limitou o avanço das receitas e elevou o custo do risco. O retorno sobre o patrimônio ficou em 16,0% antes do aumento de capital e 15,8% após, com a margem financeira crescendo 2,4% t/t, mas ainda afetada pela menor contribuição das operações com clientes.
As provisões subiram 7% t/t, levando o custo de risco a 3,7%, enquanto a qualidade dos ativos seguiu pressionada, com aumento de 20 pontos-base t/t nos NPLs de curto prazo e 30 pontos-base nas inadimplências em estágio avançado. O portfólio de crédito expandido cresceu 1,1% t/t, com destaque para o segmento de PMEs. As receitas de tarifas avançaram 3% a/a, impulsionadas por mercados de capitais e serviços de custódia, enquanto o segmento de seguros apresentou queda. O banco concluiu aumento de capital de R$ 10 bilhões, elevando o índice CET-1 para 12,1%, reforçando a posição de capital em meio a um ambiente operacional mais desafiador.
Recursos Naturais
Analisamos o desempenho das ações dos setores de Metais & Mineração e Papel & Celulose no período imediatamente posterior às duas últimas eleições presidenciais no Brasil, destacando como eventos políticos impactaram a performance desses segmentos na bolsa. Observa-se que, historicamente, a volatilidade eleitoral influencia diretamente o comportamento das ações, com movimentos expressivos tanto positivos quanto negativos dependendo do contexto macroeconômico e das expectativas em relação ao novo governo.
O estudo ressalta que fatores como mudanças nas políticas econômicas, percepção de risco e ajustes regulatórios foram determinantes para a valorização ou depreciação dos papéis analisados. Além disso, o relatório enfatiza a importância de monitorar indicadores financeiros-chave, como receita e margens operacionais, que apresentaram variações relevantes a/a em resposta ao cenário político, reforçando a necessidade de uma análise criteriosa do ambiente pós-eleitoral para decisões de investimento nesses setores. M.
Dias Branco
A M Dias Branco deve apresentar resultados fracos no 3T26, com retração de receita líquida para R$ 2,701 bilhões (-3% a/a) e compressão de margens, refletindo o cenário desafiador nos segmentos de biscoitos, massas e especialmente na região Nordeste, impactados por inflação elevada e ambiente de consumo enfraquecido.
O EBITDA ajustado deve recuar 25% a/a, totalizando R$ 227 milhões, com margem de 8,4% (-246bps a/a), pressionada por queda de preços e aumento de despesas com marketing e frete. O segmento de Trigo segue resiliente, impulsionado pelo canal foodservice, enquanto Adjacências deve crescer 4% a/a, mas com impacto limitado no consolidado. O resultado financeiro líquido positivo de R$ 16 milhões (+39% a/a) e alíquota de imposto negativa contribuem parcialmente, mas o lucro líquido deve cair 35% a/a, para R$ 135 milhões, com margem líquida de 5,0% (-240bps a/a).
Alimentos e Bebidas no Mercado Hoje 23-10-2026
O terceiro trimestre de 2026 deve ser marcado por desafios para o setor de proteínas, com JBS e Minerva enfrentando pressões sobre margens devido a menores preços de aves e suínos nos EUA, custos elevados de gado no Brasil e redução dos embarques para a China. A MBRF se destaca como a mais resiliente, beneficiada pelo desempenho das exportações da BRF e uma leve recuperação da National Beef, o que ajuda a compensar margens mais fracas na América do Sul.
A geração de caixa permanece como prioridade, com expectativa de melhora relevante apenas no quarto trimestre. O ambiente operacional exige foco em conversão de caixa e gestão eficiente de custos, enquanto a valorização do real e a dinâmica de preços internacionais seguem como fatores críticos para a rentabilidade das companhias analisadas.
TMT
Esperamos um 3T26 sólido para as empresas de tecnologia analisadas, com TOTVS e Bemobi mantendo crescimento de dois dígitos e margens próximas aos níveis recordes, impulsionadas pela consolidação da Linx e forte desempenho em pagamentos, respectivamente. A LWSA deve apresentar expansão de margem ajustada, apesar de crescimento mais moderado da receita, enquanto a Intelbras tende a registrar leve avanço de receita em linha com a inflação, mas já sentindo pressão de custos em COGS.
O lucro líquido da TOTVS deve permanecer estável a/a devido a maiores despesas financeiras e depreciação, mesmo com alíquota de imposto reduzida. Bemobi deve reportar receita líquida (ex-M4U) acima de 20% a/a, com destaque para o segmento de pagamentos, mas lucro líquido levemente abaixo do 3T25. Intelbras deve se beneficiar de sazonalidade em Segurança, mas com margens pressionadas por custos, enquanto a LWSA deve reverter prejuízo do 3T25 após eventos não recorrentes. O cenário geral indica continuidade do crescimento e resiliência operacional, apesar de desafios pontuais de custos.
Bradsaúde
A Bradsaúde reportou resultados sólidos no 3T26, impulsionados principalmente pela melhora significativa no índice de sinistralidade médica (Sinistralidade), que ficou abaixo do previsto e sustentou a rentabilidade operacional, mesmo com crescimento mais moderado de beneficiários e tíquete médio. O lucro líquido atingiu R$ 1,075 bilhão, representando alta de 14% a/a, apoiado por menores despesas operacionais, maior contribuição da Atlântica e benefícios fiscais de juros sobre capital próprio, compensando parcialmente o resultado financeiro mais fraco.
O portfólio de saúde cresceu 7% a/a, com destaque para o segmento PME, enquanto os prêmios emitidos avançaram 9% a/a, totalizando R$ 13,49 bilhões. O Sinistralidade consolidado ficou em 84,5%. No segmento odontológico, houve melhora de rentabilidade e crescimento de 8% a/a nos prêmios, com lucro líquido de R$ 145 milhões. A companhia anunciou R$ 1 bilhão em dividendos, reforçando a perspectiva positiva para as ações.
Outras informações do Mercado Hoje 23-10-2026
Commodities
Petróleo apresenta alta (US$ 114,89/b; +1,52%)
Minério de ferro apresenta alta (US$ 90,55/t; +0,75%)
Agenda do Mercado Hoje 23-10-2026
09:00 – Brasil – IPCA-15
10:45 – EUA – PMI
11:00 – EUA – Sentimento Universidade de Michigan
Empresas
Raízen é: Companhia rebaixada para RD pela Fitch
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As informações apresentadas neste conteúdo têm caráter exclusivamente informativo e educacional e não devem ser interpretadas como recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Antes de tomar qualquer decisão de investimento, é recomendável realizar sua própria análise e, se necessário, consultar um profissional qualificado.