
Saiba as principais notícias do Mercado Hoje 28-10-2026 segundo a equipe de renda variável do Safra Invest: Bolsas mistas. Commodities em alta. Decisão de juros do Fed é destaque. Atualizamos e reforçamos compra em GGBR (+). Resultados do 3T26: MOVI (+), HYPE (+). Prévia do 3T26: ALOS (+) e LOGG (-). Confira!
Fechamento dia anterior
Ibovespa: 175.710 (-0,51%)
S&P: 7.723 (+0,60%)
Dólar: R$5,36 (-1,28%)
Análise Técnica
Ibovespa apresentou queda de 0,51% no último pregão, cotado a 175.710 pontos. O ativo apresenta tendência de baixa no curto prazo e neutra no médio. O primeiro suporte se encontra na região de 166.300. O próximo fica na faixa de 154.500 pontos. A primeira resistência fica em 182.500 pontos e a segunda em 188.400 pontos.
O Dólar Futuro apresentou queda de 0,40% no último pregão, cotado a 5.356,50 pontos. O ativo apresenta tendência de alta no curto prazo e neutra no médio. Do lado da baixa, o primeiro suporte fica na região de 5.350 pontos. Se perder esse patamar, poderá alcançar o suporte seguinte em 5.300. Já do lado da alta, a primeira resistência do contrato fica na região de 5.420 e a segunda em 5.610.
Exterior
Bolsas na Europa negociam em baixa e futuros nos EUA operam em alta. Os investidores aguardam decisão do Fomc com expectativa de manutenção da taxa em 4,0%, enquanto as atenções estarão voltadas para a entrevista do presidente do Fed, que poderia dar sinais sobre os próximos passos. Na agenda, destaque também para dado de estoque no atacado. O petróleo sobe após o WSJ informar que os EUA alertaram os países do Golfo sobre a possibilidade de uma nova rodada de ataques ao Irã após as eleições de meio de mandato.
Doméstico
No Brasil, o BC começa no dia 4 de novembro a rolagem de swaps com vencimento em dezembro e a Petrobras divulga após o fechamento do mercado seu relatório de produção e vendas do terceiro trimestre.
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Atualizações do Mercado Hoje 28-10-2026
Movida
A Movida reportou resultados robustos no terceiro trimestre de 2026, com lucro líquido de R$ 152 milhões, impulsionado pelo forte desempenho operacional nos segmentos de aluguel de veículos. O RAC apresentou crescimento de tarifas e ocupação, enquanto o GTF manteve expansão de yield e aumento de receita, refletindo uma frota maior de 294 mil carros (+13,4% a/a).
A margem EBITDA de aluguel atingiu recorde de 74,2%, com o EBITDA consolidado avançando 21,4% a/a e margem de 46,4%. O EBIT cresceu 27,2% a/a, evidenciando maior eficiência operacional. Apesar do aumento de 13,3% a/a nas despesas financeiras líquidas, a alavancagem melhorou, com dívida líquida/EBITDA em 2,56x, o menor patamar em seis anos. O desempenho positivo reforça a visão de perfil risco-retorno atrativo, sustentado por execução operacional consistente e rentabilidade crescente.
Hypera
No terceiro trimestre de 2026, a Hypera reportou avanço consistente, com receita líquida crescendo 9% a/a para R$ 2,4 bilhões, impulsionada pelo forte desempenho no sell-out do varejo farmacêutico e início das vendas de Semavy. O EBITDA ajustado subiu 3% a/a, totalizando R$ 782 milhões, enquanto a margem EBITDA recuou para 32,1% devido ao aumento dos investimentos em marketing e vendas.
O lucro líquido das operações continuadas atingiu R$ 527 milhões, alta de 16% a/a, refletindo menores despesas financeiras. A dívida líquida foi reduzida em R$ 920 milhões nos últimos 12 meses, com o índice dívida líquida/EBITDA caindo para 2,0x, evidenciando forte geração de caixa e disciplina financeira. O ciclo de conversão de caixa melhorou para 135 dias, e a companhia anunciou novo programa de recompra de ações, reforçando sua estratégia de criação de valor e foco em rentabilidade sustentável.
Walmex
A Walmex apresentou resultados neutros no 3T26, com receita total crescendo 3% a/a, atingindo MXN 249 bilhões, em meio a um ambiente de consumo ainda fraco no México. O desempenho no país foi resiliente, com vendas subindo 3% e Vendas de Mesmas Lojas avançando 1,7%, sustentado pelo aumento do ticket médio, enquanto o tráfego permaneceu praticamente estável.
Na América Central, a receita cresceu 6% em moeda constante, com Vendas de Mesmas Lojas de 4,8% e destaque para o e-commerce, que manteve forte ritmo de expansão, com vendas online crescendo 16% no México e GMV avançando 23% na região. O EBITDA consolidado ficou estável em MXN 25 bilhões, com margem EBITDA recuando 30bps a/a para 10,2%, refletindo aumento de despesas operacionais, parcialmente compensado por ganhos de produtividade. O lucro líquido caiu 6% a/a, pressionado por maior carga tributária, enquanto o caixa líquido reduziu para MXN 27 bilhões devido ao ciclo de investimentos e recompras. O cenário permanece desafiador, exigindo maior consistência no crescimento das receitas.
TMT no Mercado Hoje 28-10-2026
Durante a última semana, encontramos investidores institucionais em São Paulo e Rio de Janeiro, que demonstraram postura construtiva em relação ao setor de tecnologia global, com interesse renovado em ações de IA após a recente correção, porém com maior seletividade diante da expansão significativa da capacidade computacional prevista até 2028-30. TSMC foi a escolha com menor resistência, enquanto Micron enfrentou questionamentos sobre a duração do ciclo de memória. NVIDIA recebeu atenção quanto à qualidade do funding dos clientes e à sustentabilidade dos lucros além de 2028.
Entre os hyperscalers, Meta ganhou destaque após detalhar planos de financiamento, Amazon foi bem recebida, Microsoft dividiu opiniões e Google atraiu interesse por vendas externas de TPU, mas com cautela em Search. O desempenho da Anthropic, com desaceleração recente de ARR e maior participação de receitas via marketplaces de CSP, levantou discussões sobre a sustentabilidade da monetização de IA e impactos na demanda por semicondutores, mas a maioria dos clientes manteve interesse em aumentar exposição, destacando a aceleração do crescimento dos hyperscalers e a fragmentação do mercado como fatores positivos para a cadeia de suprimentos.
Gerdau
Elevamos o preço-alvo de Gerdau para R$ 32,6 por ação e mantemos recomendação de Outperform, refletindo principalmente preços mais fortes do aço nos EUA e a desvalorização do real, que mais do que compensam um cenário mais fraco no Brasil e o aumento do custo de capital. Nossa visão positiva se apoia em um EBITDA de R$ 16,2 bilhões para 2027, 19% acima do consenso, forte geração de caixa livre com yield médio de cerca de 13% entre 2027 e 2029 e potencial adicional caso os preços do aço nos EUA permaneçam elevados ou haja recuperação dos preços no Brasil.
Na América do Norte, esperamos margens ainda robustas diante dos sucessivos reajustes de preços e de um ambiente comercial mais protegido, enquanto no Brasil mantemos premissas conservadoras para margens e demanda, embora haja potencial de alta com medidas antidumping e repasse de custos. Apesar da elevação do WACC e do custo de capital próprio, a revisão cambial para R$ 5,50/US$ reforça a contribuição das operações internacionais, e a companhia segue negociando a múltiplos atrativos, com espaço para aumento da remuneração aos acionistas por meio de dividendos e recompra de ações.
Construtoras
A inflação da construção acelerou em outubro, impulsionada principalmente pelo aumento nos custos de materiais e equipamentos, enquanto os custos de mão de obra mantiveram ritmo mais moderado. O índice INCC-M da FGV-Ibre registrou alta de 0,35% m/m, com destaque para materiais, que subiram 0,41% m/m e encerraram uma sequência de seis meses de desaceleração, elevando o acumulado em 12 meses para 6,24%.
Materiais estruturais, representando cerca de 28% do índice, tiveram a maior aceleração, atingindo 0,72% m/m. Por outro lado, os custos de mão de obra, que compõem aproximadamente 40% do índice, cresceram apenas 0,27% m/m, mas elevaram o acumulado em 12 meses para 7,78%. Entre as principais variações de preços, vidro (+2,96%), concreto (+2,16%) e engenheiros (+0,73%) foram os maiores aumentos, enquanto contas de energia (-1,28%) e materiais elétricos (-0,65%) tiveram quedas relevantes. Salvador liderou a inflação mensal, com 0,62% m/m, e São Paulo apresentou o maior índice em 12 meses, com 7,60%. O Safra destaca que, apesar da aceleração, o cenário permanece benigno, mas alerta para possíveis pressões futuras devido ao preço do diesel.
Shoppings
Esperamos resultados resilientes para as empresas de shopping centers, apesar de um trimestre marcado por vendas mais voláteis dos lojistas. As vendas devem crescer próximas da inflação, com fraqueza em julho sendo parcialmente compensada por uma recuperação em agosto, enquanto o crescimento real dos aluguéis tende a sustentar uma expansão média de cerca de 5% no AFFO por ação.
A Allos deve se destacar com avanço de 18% no AFFOPS, impulsionado por receitas de mídia e permutas de terrenos, enquanto a Multiplan deve apresentar crescimento mais modesto, de 1%, excluindo ganhos com venda de ativos. Já a Iguatemi deve registrar queda de 3% no AFFOPS, refletindo a redução da área própria após a venda de participações minoritárias. No segmento logístico, a Log CP segue apresentando indicadores operacionais sólidos, mas a combinação de vendas recentes de ativos e maiores despesas financeiras deve pressionar os resultados recorrentes de locação.
Outras informações do Mercado Hoje 28-10-2026
Commodities
Petróleo apresenta alta (US$ 115,02/b; +1,00%)
Minério de ferro apresenta alta (US$ 90,2/t; +0,76%)
Agenda do Mercado Hoje 28-10-2026
08:00 – EUA – Pedidos de Hipoteca
09:30 – EUA – Estoques do atacado
15:00 – EUA – Decisão Taxa de Juros
Empresas
Raízen: Mubadala e FS avaliam compra de dívida da empresa
Oncoclínicas: Empresa diz não ter sido informada de liminar barrando OPA
Frigoríficos: Mapa confirma novo foco da doença de Newcastle em SC
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As informações apresentadas neste conteúdo têm caráter exclusivamente informativo e educacional e não devem ser interpretadas como recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Antes de tomar qualquer decisão de investimento, é recomendável realizar sua própria análise e, se necessário, consultar um profissional qualificado.