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Mercado Hoje 30-10-2026: Saiba as principais notícias

Saiba as principais notícias do Mercado Hoje 30-10-2026 segundo a equipe de renda variável do Safra Invest: Bolsas em baixa. Commodities mistas. Tecnologia em baixa. Resultados do 3T26: VAMO (+). Prévia de resultados do 3T26: ISAE (+), CMIG (+) e SAPR (-). Confira! Fechamento dia anteriorIbovespa: 169.186 (-1,06%)S&P: 7.720 (-0,30%)Dólar: R$5,38 (+0,54%) Análise Técnica Ibovespa apresentou queda […]

Publicado em 30/10/2026 09:31

Filipe Andrade

FA
Mercado Hoje 30-10-2026: Saiba as principais notícias -  (crédito: Mercado Hoje)
Mercado Hoje 30-10-2026: Saiba as principais notícias - (crédito: Mercado Hoje)

Saiba as principais notícias do Mercado Hoje 30-10-2026 segundo a equipe de renda variável do Safra Invest: Bolsas em baixa. Commodities mistas. Tecnologia em baixa. Resultados do 3T26: VAMO (+). Prévia de resultados do 3T26: ISAE (+), CMIG (+) e SAPR (-). Confira!

Fechamento dia anterior
Ibovespa: 169.186 (-1,06%)
S&P: 7.720 (-0,30%)
Dólar: R$5,38 (+0,54%)

Análise Técnica

Ibovespa apresentou queda de 1,06% no último pregão, cotado a 169.186 pontos. O ativo apresenta tendência de baixa no curto prazo e neutra no médio. O primeiro suporte se encontra na região de 166.300. O próximo fica na faixa de 154.500 pontos. A primeira resistência fica em 182.500 pontos e a segunda em 188.400 pontos.

O Dólar Futuro apresentou alta de 0,71% no último pregão, cotado a 5.387 pontos. O ativo apresenta tendência de alta no curto prazo e neutra no médio. Do lado da baixa, o primeiro suporte fica na região de 5.350 pontos. Se perder esse patamar, poderá alcançar o suporte seguinte em 5.300. Já do lado da alta, a primeira resistência do contrato fica na região de 5.420 e a segunda em 5.610.

Exterior

Bolsas na Europa e futuros nos EUA operam em baixa, pressionados pela disparada dos gastos da Amazon, enquanto uma previsão de receita da Intel abaixo das expectativas amplia o pessimismo com o segmento de tecnologia. Na China, o presidente do Banco Popular fixou a taxa overnight em 1,25%, enquanto o presidente do Banco do Japão sinalizou fortes perspectivas de aumento da taxa básica de juros em dezembro. Entre as commodities, o petróleo sobe e o minério de ferro cai. Na agenda, destaque para o PMI de Chicago.

Doméstico

No Brasil, os investidores acompanham notícias sobre potenciais indicações para o ministério da Fazenda.

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Atualizações do Mercado Hoje 30-10-2026

Multiplan

No terceiro trimestre de 2026, a Multiplan reportou desempenho operacional consistente, com receita total de R$ 593 milhões, impulsionada principalmente pelo crescimento expressivo nas receitas de estacionamento (+18% a/a) e vendas de locatários (+5,9% a/a), refletindo o impacto positivo das expansões recentes. A margem NOI manteve-se elevada em 91,4%, apesar do aumento nas despesas de propriedades, especialmente relacionadas ao projeto Golden Lake, que elevaram os custos em 50% a/a.

O EBITDA ajustado atingiu R$ 430 milhões (+2% a/a), enquanto o AFFO somou R$ 254 milhões (+6% a/a), com margem FFO de 43%. O capex recorrente avançou 35% a/a, sustentando a alavancagem líquida em 2,4x EBITDA. A ocupação média foi de 96,0% e o custo de ocupação recuou para 13,0%, reforçando a resiliência do portfólio. A companhia segue bem posicionada, com fundamentos sólidos e potencial de valorização, mesmo diante de um cenário macroeconômico mais desafiador.

Vamos

A Vamos apresentou resultados robustos no 3T26, com EBITDA consolidado ultrapassando R$ 1 bilhão pela primeira vez e margem de 65,0%, refletindo maior eficiência operacional e menor peso das vendas de ativos. O lucro líquido atingiu R$ 151 milhões, avanço expressivo de 199% a/a, impulsionado pelo crescimento dos serviços de locação, disciplina de custos e queda de 14,6% a/a nas despesas financeiras, beneficiadas por menores taxas e aumento de capital no 2T26.

A receita líquida consolidada somou R$ 1,59 bilhão, com destaque para o segmento de locação, que cresceu 11,4% a/a, apoiado por recorde em renovações contratuais e menor volume de retomadas. O segmento industrial também apresentou expansão relevante, enquanto a receita com venda de ativos recuou devido à maior absorção de seminovos. A alavancagem reduziu para 2,93x, abaixo do guidance, evidenciando sólida geração de caixa e controle financeiro.

Fundos Imobiliários

A reunião com a Suno Asset, liderada por Vitor Duarte (CIO), destacou uma visão positiva para o setor de fundos imobiliários no longo prazo, apesar dos desafios conjunturais como juros elevados e incertezas regulatórias. A gestora acredita que a reforma tributária fortalecerá a competitividade dos FIIs frente às holdings patrimoniais e empresas imobiliárias tradicionais, impulsionando o crescimento do setor devido às vantagens tributárias relativas.

No curto prazo, o cenário de juros altos pressiona os preços das cotas e dificulta novas emissões, mas a Suno mantém postura contracíclica, identificando oportunidades em ativos de qualidade negociados a taxas de capitalização próximas de 9% a 10%. O ambiente favorece ativos reais e contratos indexados à inflação, além de oportunidades de arbitragem no mercado secundário. A expectativa é de aceleração da consolidação entre gestoras e fundos, com instituições de maior escala ganhando espaço por meio de aquisições e reestruturações.

Utilidades básicas no Mercado Hoje 30-10-2026

O leilão de transmissão nº 04/2026, agendado para 30 de outubro, traz uma oportunidade de crescimento para o setor de utilities, com oito blocos distribuídos em oito estados, receita anual permitida total de R$ 1,625 bilhões e capex estimado de R$ 8,875 bilhões, refletindo uma relação média de 18,3% entre receita e investimento. Os contratos de concessão de 30 anos exigem início das operações entre 42 e 60 meses.

A análise de sensibilidade considera margem EBITDA de 85%, benefícios fiscais Sudam/Sudene para alguns blocos, alavancagem de 70% do capex, custo da dívida em IPCA+7% e inflação de longo prazo de 3,00% a.a., sem período de carência e amortização em 10 anos. A expectativa é de TIR real média de 15,8% nas receitas máximas. O leilão se destaca pelo potencial de expansão, especialmente nos blocos do Centro-Oeste e Sudeste, com infraestrutura estratégica para interligação Brasil-Bolívia, atraindo interesse de empresas como AXIA Energia, Engie, Alupar, Energisa, Copel e CPFL.

Vale

A Vale apresentou resultados do 3T26 em linha com o consenso de mercado, com destaque para a forte geração de caixa livre recorrente, que superou as expectativas devido a menores necessidades de capital de giro, despesas financeiras líquidas e capex. O EBITDA proforma totalizou US$ 3,5 bilhões, impulsionado principalmente pelo desempenho sólido do segmento de Soluções de Minério de Ferro, cujos embarques cresceram 8% t/t, e pela performance acima do esperado em Metais Básicos, especialmente em cobre, beneficiado por preços mais altos e recuperação de volumes após manutenção.

O guidance foi reiterado, e a alavancagem permaneceu controlada, com dívida líquida/EBITDA em 0,8x. Para o 4T26, a companhia enfrenta desafios com preços e volumes menores de minério de ferro, mas deve se beneficiar de custos favorecidos pelo câmbio e potencial aumento de produção. O cenário segue favorável para buybacks, sem expectativa de dividendos extraordinários no momento.

Bancos no Mercado Hoje 30-10-2026

Esperamos um trimestre misto para os bancos latino-americanos. O destaque positivo deve ser o Cibest, impulsionado pela aceleração do crédito comercial, embora enfrente normalização da margem financeira de investimentos, pressão nas margens de crédito e maiores provisões. O Banorte tende a apresentar resultados neutros, com crescimento saudável da carteira e das receitas de tarifas compensados por provisões mais elevadas e receitas não financeiras mais fracas.

O Credicorp deve manter boa expansão do crédito, mas provisões adicionais relacionadas ao fenômeno El Niño podem pressionar a rentabilidade, resultando em uma leitura neutra a negativa. Já o Galicia deve ser o destaque negativo, com receitas pressionadas por menores rendimentos de empréstimos e títulos e por um mix de crédito menos rentável, apesar do controle de despesas e da melhora do custo de risco. Por fim, o Banco de Chile deve reportar queda nos lucros, refletindo principalmente menores receitas indexadas à UF, parcialmente compensadas por menores provisões.

JSL

No terceiro trimestre de 2026, a JSL manteve desempenho operacional estável, com EBITDA ajustado de R$ 523 milhões e margem de 19,9%, refletindo consistência em relação ao semestre anterior. O resultado líquido foi impulsionado por despesas financeiras líquidas menores e benefícios fiscais, superando as expectativas do mercado. A receita líquida avançou 5,7% a/a, atingindo R$ 2,6 bilhões, com destaque para o crescimento robusto da unidade JSL Conecta (+18,9% a/a) e da JSL Digital (+69,2% a/a), enquanto JSL Dedicados permaneceu estável e Intralog cresceu 3,2% a/a.

A geração de caixa após crescimento somou R$ 319 milhões, consolidando o quinto trimestre consecutivo positivo, e a alavancagem recuou para 2,63x dívida líquida/EBITDA. A estratégia da companhia segue focada na assinatura de contratos de maior rentabilidade e na redução gradual da alavancagem, reforçando sua posição competitiva e potencial de valorização.

Banco de Chile no Mercado Hoje 30-10-2026

O Banco de Chile anunciou a sucessão de seu CEO, com Eduardo Ebensperger Orrego deixando o cargo em abril de 2027 após mais de uma década de liderança, sendo sucedido por Hernán Arellano Salas, atual responsável pelo Banco Corporativo e ex-CEO da Banchile Corredores de Bolsa. A escolha de um executivo já integrado ao grupo e com forte atuação no segmento de atacado deve garantir continuidade operacional e limitar eventuais rupturas nos relacionamentos comerciais.

O período de transição prolongado permite uma gestão eficiente da mudança, alinhando-se à perspectiva de crescimento para 2027, marcada pela esperada recuperação dos investimentos corporativos e aumento da demanda por crédito no atacado. Arellano traz experiência relevante em originação de negócios e mercados de capitais, o que reforça a capacidade do banco de capturar oportunidades de crescimento rentável, mantendo disciplina de preços e crédito. Não há alterações na visão de resultados ou avaliação, e reiteramos recomendação positiva para o papel.

Utilidades básicas

Esperamos um 3T26 resiliente para o setor de Utilities, com crescimento anual de EBITDA na maior parte dos segmentos, embora ainda sob pressão de custos. As distribuidoras devem se beneficiar do forte crescimento do consumo de energia, impulsionado principalmente pelos segmentos residencial e comercial e pelos reajustes tarifários, enquanto as transmissoras devem apresentar resultados sólidos devido aos reajustes anuais de receita, reforços na rede e entrada de novos projetos. Já as geradoras devem enfrentar um cenário mais desafiador, com elevados níveis de curtailment, menor geração eólica e preços spot mais baixos, apesar da melhora do GSF.

O consumo robusto, favorecido pelo El Niño, deve sustentar o desempenho operacional das distribuidoras, enquanto condições hidrológicas mais favoráveis e preços de energia menores beneficiam empresas com posições compradas em energia. Entre os destaques positivos do trimestre estão Cemig e ISA, enquanto a Sanepar deve apresentar o desempenho mais fraco, com o aumento de custos compensando parcialmente a boa demanda. No geral, esperamos crescimento consistente para distribuidoras e transmissoras, resultados mistos para geradoras e alguma pressão de custos também no segmento de saneamento.

Capstone

No terceiro trimestre de 2026, a Capstone Copper reportou EBITDA ajustado de US$ 358 milhões, superando as expectativas devido a preços realizados de cobre mais altos e desempenho de custos favorável. Apesar do resultado operacional positivo, o guidance mais conservador para produção anual, custos C1 no topo do intervalo e aumento do capex para US$ 830 milhões pressionaram a percepção do mercado. O FCF ficou negativo em US$ 26 milhões, refletindo maior consumo de capital de giro e investimentos.

A produção consolidada recuou 12% t/t, com destaque negativo para Pinto Valley, enquanto Mantos Blancos e Cozamin apresentaram desempenho acima do esperado. O guidance revisado reflete desafios operacionais e custos elevados, mas a expectativa é de recuperação de produção no 4T26, com a conclusão do tie-in em Mantoverde e melhores teores de cobre nas principais operações. A alavancagem líquida reduziu para 0,5x, sustentada pelo EBITDA robusto.

Intelbras

A Intelbras apresentou resultados neutros no 3T26, com a demanda ainda sem sinais de recuperação no curto prazo e pressão adicional de preços em cabeamento estruturado devido à concorrência de importados fora do alcance das medidas antidumping. A margem bruta deve se estabilizar entre os 31% registrados em 2025 e os quase 33% alcançados em 2026, refletindo o ajuste entre custos de reposição e preços, enquanto a margem EBITDA deve retornar ao patamar histórico de aproximadamente 13% a partir de 2027, abaixo dos níveis superiores a 14% vistos em 2026.

O mix mais rentável, após a saída dos segmentos de GPON e grandes projetos solares, contribuiu para a expansão da margem, e o ROIC atingiu 20% no período, com ambição de avançar ainda mais. O plano para 2027 prevê crescimento real acima da inflação, e a empresa segue priorizando rentabilidade e otimização do portfólio, com impacto limitado de mudanças trabalhistas recentes.

Locação de carros no Mercado Hoje 30-10-2026

Em setembro de 2026, o volume de novos financiamentos de veículos para pessoas físicas cresceu 13,5% a/a, atingindo R$ 23,3 bilhões, enquanto as taxas de juros recuaram 24 pontos-base m/m para 26,2%, refletindo condições de financiamento mais favoráveis pelo segundo mês consecutivo. No entanto, a inadimplência subiu 19 pontos-base m/m, alcançando 6,76% e ficando 124 pontos-base acima do nível de um ano atrás, indicando deterioração na qualidade dos ativos.

Para empresas, o volume de novos financiamentos caiu 28,4% a/a, totalizando R$ 4,0 bilhões, com inadimplência em alta de 24 pontos-base m/m para 6,0% e juros em queda de 23 pontos-base m/m para 18,6%. O cenário permanece neutro a levemente positivo para Localiza e Movida, sustentado pelo crescimento da originação de crédito ao consumidor, mas com atenção aos riscos de inadimplência e juros elevados, que seguem como fatores críticos para o setor.

Bancos

Os dados de crédito de setembro de 2026 divulgados pelo BCB reforçam o cenário desafiador para os bancos brasileiros, com crescimento do saldo total de empréstimos desacelerando para 8,6% a/a e expansão marginal de 0,4% m/m. O avanço segue sustentado principalmente por linhas direcionadas, que cresceram 11,5% a/a, enquanto o crédito não direcionado mostrou menor vigor.

Destaca-se a retração inédita de 1,0% m/m nos empréstimos direcionados para PMEs, sinalizando enfraquecimento da demanda. Empréstimos consignados privados continuam perdendo tração, com originações em queda de 7,7% m/m, apesar de leve alta nos saldos. Por outro lado, os empréstimos do INSS foram o principal destaque positivo, com originações saltando 84% m/m após o término da MP do Desenrola. A inadimplência de 90 dias manteve-se estável no agregado, mas houve deterioração em carteiras como veículos, cheque especial e PME. No agronegócio, a inadimplência inicial subiu, mas a de 90 dias recuou devido à renegociação de créditos. Spreads mais altos refletem maior risco e menor apetite ao crédito, reforçando postura cautelosa para o setor.

Outras informações no Mercado Hoje 30-10-2026

Commodities
Petróleo apresenta alta (US$ 117,63/b; +2,39%)
Minério de ferro apresenta queda (US$ 90,95/t; -0,46%)

Agenda do Mercado Hoje 30-10-2026
10:45 – EUA – PMI de Chicago

Empresas
CSN: Siderúrgica fechou acordo de exclusividade com a Huaxin para negociar a venda da CSN Cimentos, com enterprise value de R$ 12,7 bilhões
Petrobras: Estatal faz terceira descoberta de petróleo na costa do Amapá

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