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Mercado Hoje 05-11-2026: Saiba as principais notícias

Saiba as principais notícias do Mercado Hoje 05-11-2026 segundo a equipe de renda variável do Safra Invest: Bolsas e Commodities em alta. Copom mantém a Selic em 13,75% e deve manter taxa estável até final do ano. Atualizamos o setor bancário e rebaixamos ITUB (-) e BBDC (-) para neutro e BBAS (-) para venda. Rebaixamos KLBN […]

Publicado em 05/11/2026 09:35

Filipe Andrade

FA
Mercado Hoje 05-11-2026: Saiba as principais notícias -  (crédito: Mercado Hoje)
Mercado Hoje 05-11-2026: Saiba as principais notícias - (crédito: Mercado Hoje)

Saiba as principais notícias do Mercado Hoje 05-11-2026 segundo a equipe de renda variável do Safra Invest: Bolsas e Commodities em alta. Copom mantém a Selic em 13,75% e deve manter taxa estável até final do ano. Atualizamos o setor bancário e rebaixamos ITUB (-) e BBDC (-) para neutro e BBAS (-) para venda. Rebaixamos KLBN (-) a neutro. Resultados do 3T26: CEAB (-), TEND (-), SIMH (+), SMFT (+) e PRIO (+). Confira!

Fechamento dia anterior
Ibovespa: 167.563 (+1,23%)
S&P: 7.689 (+1,58%)
Dólar: R$5,46 (-0,71%)

Análise Técnica

Ibovespa apresentou alta de 1,23% no último pregão, cotado a 167.563 pontos. O ativo apresenta tendência de baixa no curto prazo e neutra no médio. O primeiro suporte se encontra na região de 164.400. O próximo fica na faixa de 157.300 pontos. A primeira resistência fica em 178.000 pontos e a segunda em 188.400 pontos.

O Dólar Futuro apresentou queda de 0,59% no último pregão, cotado a 5.486 pontos. O ativo apresenta tendência de alta no curto prazo e neutra no médio. Do lado da baixa, o primeiro suporte fica na região de 5.375 pontos. Se perder esse patamar, poderá alcançar o suporte seguinte em 5.325. Já do lado da alta, a primeira resistência do contrato fica na região de 5.640 e a segunda em 5.735.

Exterior

Bolsas na Europa e futuros nos EUA operam em alta, pelo segundo dia após as eleições de meio de mandato, estendendo a rotação para fora das ações ligadas a IA. A vitória dos democratas acende temores de regras mais rígidas para IA e data centers, o que gerou também reflexo na bolsa da Coreia do Sul. Na agenda, destaque para os pedidos de auxílio desemprego semanais. Entre as commodities, o petróleo e o minério de ferro sobem.

Doméstico

No Brasil, o Copom manteve a Selic em 13,75%, como o esperado pelo mercado, interrompendo uma sequência de cinco cortes. A autoridade monetária qualificou o atual patamar de juros como substancialmente contracionista em um ambiente de desaceleração da atividade doméstica mais acentuada, o que minimiza a necessidade de aperto monetário, assim, esperamos a manutenção da Selic nesse patamar até o final do ano. Na agenda, destaque fica para o dado de produção industrial de setembro, que deve apresentar uma queda de 0,4% na comparação mensal, e para o PMI Composite e de Serviços.

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Atualizações do Mercado Hoje 05-11-2026

Bancos

A perspectiva para os bancos brasileiros ficou mais desafiadora diante da desaceleração da demanda por crédito, menor capacidade de compensar o aumento das despesas com provisões por meio das receitas e riscos crescentes de deterioração da qualidade dos ativos. Além disso, o fim dos períodos de carência de linhas de crédito para PMEs garantidas pelo governo pode pressionar as provisões nos próximos trimestres, enquanto o mercado passou a atribuir maior probabilidade de recessão em 2027.

Com um cenário mais conservador e taxas de desconto mais elevadas, rebaixamos Itaú e Bradesco para Neutro e Banco do Brasil para Venda, mantendo apenas Nubank como Compra, por conta da sua forte relação principal com clientes e melhor capacidade de originação de crédito. Os preços-alvo foram reduzidos para todas as instituições, refletindo juros estruturalmente mais altos e menor potencial de crescimento dos lucros. A principal preocupação está na piora do ciclo de crédito e da inadimplência, embora uma normalização mais rápida do crédito, melhora do cenário macroeconômico ou uma redução do custo de capital possam representar riscos positivos para a tese.

Klabin

Rebaixamos a Klabin para Neutro devido a uma combinação de fatores que limita o potencial de valorização da ação. Apesar da expectativa de melhora nos preços da celulose e do câmbio mais favorável com a desvalorização do real, a companhia enfrenta perspectivas menos positivas para os negócios de papel e embalagens, custos operacionais elevados por mais tempo e uma recuperação de margens mais lenta do que o esperado. A demanda doméstica por papel e embalagens mostra sinais de desaceleração, enquanto os preços do kraftliner parecem próximos de um teto, reduzindo os gatilhos de crescimento para 2027.

Além disso, a normalização dos custos deve ocorrer de forma gradual, pressionando a geração de caixa livre, que deve ficar em torno de 5% ao ano entre 2027 e 2029. Com isso, o preço-alvo foi reduzido de R$ 21,40 para R$ 20,60 por ação e, negociando a 7,2x EBITDA projetado para 2027, a ação já não apresenta uma relação risco-retorno tão atrativa quando comparada aos seus pares, especialmente a Suzano, que tende a se beneficiar mais da recuperação dos preços da celulose e da alta do dólar.

Axia Energia

A Axia Energia apresentou resultados operacionais ajustados em linha com as expectativas, com EBITDA regulatório comparável de R$ 6,2 bilhões (+5% a/a), beneficiado por um bom controle de custos, que ajudou a compensar o impacto negativo dos preços spot mais baixos de energia sobre as receitas. O lucro líquido regulatório ajustado alcançou R$ 3,4 bilhões (+76% a/a), muito acima das estimativas, enquanto o lucro reportado foi impactado por itens não recorrentes, como despesas extraordinárias, provisões, custos judiciais e ganhos financeiros.

Além dos resultados, a companhia atualizou seu portfólio de energia para 2026-2028, indicando vendas adicionais relevantes de energia a preços atrativos, com melhora das referências para 2028. Embora o desempenho operacional tenha sido pressionado pelos preços spot, a disciplina de custos e as novas contratações de energia reforçam a perspectiva de longo prazo. Nesse contexto, a ação continua vista de forma positiva, negociando com retorno implícito acima do observado em seus pares, sustentando a recomendação de compra.

Lavvi no Mercado Hoje 05-11-2026

No terceiro trimestre de 2026, a Lavvi reportou resultados em linha com as expectativas, evidenciando crescimento de 28% na receita e margem bruta ajustada de 38,2%, com leve avanço t/t. O lucro líquido caiu 13% a/a, totalizando R$ 91 milhões, reflexo de provisões elevadas e aumento dos interesses minoritários. A redução das despesas comerciais após o lançamento do Jardim da Hípica impulsionou a alavancagem operacional, enquanto o resultado de equivalência patrimonial foi impactado negativamente por provisão no projeto Eden, limitando o ganho a R$ 5 milhões.

A margem EBITDA recuou 3,6 p.p. a/a, atingindo 24,2%, e a margem líquida ficou em 17,0%, com ROE anualizado de 23,6%. A companhia gerou R$ 14 milhões em caixa e encerrou o trimestre com alavancagem líquida de 32,3%, mantendo desempenho operacional sólido apesar dos desafios pontuais.

Pague Menos

No 3T26, a Pague Menos apresentou resultados sólidos, com crescimento de receita bruta de 6,9% a/a para R$ 4,4 bilhões, sustentado principalmente pelo avanço de 5,6% em vendas nas mesmas lojas e forte expansão das vendas digitais, que já representam quase um quarto da receita. O EBITDA ajustado cresceu 7,2% a/a, totalizando R$ 279 milhões, com margem estável em 6,3%, refletindo ganhos em termos comerciais, eficiência tributária e controle de perdas de estoque.

Apesar do lucro líquido ajustado ter avançado 19,5% a/a, ficou 10% abaixo do esperado devido a maiores despesas financeiras. A geração de caixa foi destaque, com fluxo de caixa operacional de R$ 165 milhões e livre de R$ 66 milhões, além de redução da alavancagem para 1,8x, mesmo com ciclo de caixa mais longo. O desempenho reforça a resiliência operacional e a disciplina financeira da companhia em meio a um ambiente de vendas mais desafiador.

C&A no Mercado Hoje 05-11-2026

A C&A Brasil apresentou resultados pressionados no 3T26, com receita consolidada crescendo 2% a/a e vendas de vestuário avançando 3% a/a, refletindo ambiente de demanda mais fraca e impacto negativo de reformas em lojas. O segmento de beleza registrou queda de 15% a/a, influenciado por mudanças tributárias e menor base de comparação. A margem bruta consolidada expandiu 1,0 p.p. a/a, impulsionada por maior participação de serviços financeiros, enquanto a margem de vestuário melhorou 0,6 p.p. a/a devido à assertividade de coleções e execução de preços.

Apesar disso, o EBITDA ajustado recuou 5% a/a, com margem reduzida em 1,2 p.p. a/a, impactado por maiores investimentos em marketing e menor alavancagem operacional. O C&A Pay se destacou com crescimento de 27% a/a em receitas e aumento significativo de rentabilidade, sustentado por expansão de portfólio e estrutura operacional mais enxuta. O lucro líquido ajustado caiu 23% a/a, refletindo o resultado operacional mais fraco.

Tenda

A Tenda apresentou resultados fracos no 3T26, com lucro líquido de R$ 106 milhões, 24% abaixo do esperado, refletindo principalmente a queda da margem bruta operacional para 34,6% (-3,2 p.p. t/t), impactada por uma política de crédito mais restritiva no pós-entrega pro soluto e aumento das despesas com vendas e administrativas (+28% a/a). O ROE anualizado recuou para 27,9% (-14,0 p.p. t/t e -5,5 p.p. a/a), enquanto a geração de caixa operacional foi destaque positivo, atingindo R$ 45 milhões, acima das expectativas.

O segmento Alea mostrou melhora de 9,3 p.p. a/a na margem bruta ajustada, mas a margem consolidada ficou abaixo do previsto, pressionada por maiores restrições de crédito e elevação nas taxas de cancelamento. O endividamento líquido/PL encerrou em 20,0%, com leve alta t/t. O cenário mais restritivo de crédito e o aumento do endividamento das famílias elevam o risco de provisões futuras, mas a recente queda das ações pode ter sido exagerada diante dos fundamentos.

Simpar no Mercado Hoje 05-11-2026

A Simpar apresentou resultado positivo no 3T26, impulsionada pelo desempenho robusto de Movida e Vamos, além da redução das despesas financeiras, o que permitiu o retorno do lucro líquido ajustado para território levemente positivo. A receita líquida ajustada (ex-construção) atingiu R$ 11,5 bilhões (+3,7% a/a e +2,8% t/t), com destaque para o crescimento das receitas de serviços, especialmente em Movida (+19,3% a/a) e Vamos (+12,9% a/a), refletindo maiores volumes, preços e utilização de frota.

O EBITDA ajustado avançou 16,1% a/a, totalizando R$ 3,5 bilhões, com margem de 30,6% (+3,3 p.p. a/a), beneficiado pela recuperação operacional e controle de custos. As despesas financeiras líquidas recuaram 6,3% a/a, favorecidas por ganhos não-caixa em derivativos e menor custo da dívida. A alavancagem caiu para 2,7x, o menor patamar desde o IPO em 2010, evidenciando disciplina financeira e foco em eficiência operacional.

Smart Fit

No terceiro trimestre de 2026, a Smart Fit reportou resultados robustos, com receita crescendo 29% a/a, sustentada por uma política de preços eficaz, retenção consistente de clientes e estratégia de expansão. A margem bruta avançou 1,7 p.p., impulsionada pelo forte desempenho do segmento ‘Outros’, especialmente TotalPass, que apresentou crescimento expressivo de lucro bruto.

Esse movimento contribuiu para a elevação da margem EBITDA em 0,3 p.p., refletindo ganhos de alavancagem operacional. Embora a rentabilidade das unidades maduras esteja em declínio gradual, suas margens brutas permanecem próximas de 50%, com a maior penetração do TotalPass compensando eventuais pressões. A maturação das novas unidades segue como importante direcionador para expansão de margens nos próximos períodos. O desempenho reafirma a solidez do modelo de negócios e a recomendação Compra é mantida.

Vibra Energia

No terceiro trimestre de 2026, a Vibra Energia reportou resultados operacionais mais moderados, com EBITDA ajustado recorrente consolidado de R$ 3,844 milhões, queda de 11% t/t, refletindo a normalização das margens de distribuição de combustíveis após patamares elevados no trimestre anterior. O lucro líquido cresceu 5% t/t e 16% a/a, alcançando R$ 2,460 milhões, impulsionado por menores perdas financeiras e redução de impostos, apesar do aumento das despesas de depreciação e amortização. O fluxo de caixa livre foi de R$ 2,548 milhões, 30% abaixo do trimestre anterior, devido ao menor EBITDA, maior consumo de capital de giro e aumento de capex. A alavancagem melhorou, com redução de 10% t/t na dívida líquida e extensão do prazo médio para 5,5 anos, além de queda no custo médio da dívida. O segmento varejo manteve volumes crescentes e margens resilientes, enquanto o B2B registrou queda nas margens unitárias, apesar do avanço em volumes e contratos.

Mercado Livre

No 3T26, o Mercado Livre apresentou forte expansão de receita, com avanço de 45% a/a, impulsionado principalmente pelo crescimento do comércio eletrônico, que registrou aumento expressivo de GMV e itens vendidos, além de ganhos de participação nos principais mercados. Apesar do desempenho operacional sólido, a rentabilidade foi pressionada por maiores investimentos em logística, marketing e infraestrutura tecnológica, resultando em margens bruta e EBIT inferiores ao observado no ano anterior.

O lucro líquido atingiu US$ 448 milhões, em linha com o esperado, enquanto a geração de fluxo de caixa livre foi destaque positivo, somando US$ 285 milhões mesmo diante de investimentos relevantes. O segmento Fintech manteve trajetória de crescimento robusta, com expansão de volume e base de usuários, além de qualidade de crédito resiliente. A posição de caixa ex-Fintech cresceu 6% a/a, evidenciando a solidez financeira da companhia, que segue priorizando expansão operacional e ganhos de escala em seus principais mercados.

Lundin Mining no Mercado Hoje 05-11-2026

No terceiro trimestre de 2026, a Lundin Mining reportou EBITDA ajustado de USD 611 milhões, refletindo desempenho operacional afetado por condições climáticas severas em Caserones, que resultaram em queda de 11% t/t e 20% a/a na produção consolidada de cobre. Apesar disso, o fluxo de caixa livre superou as expectativas, impulsionado por maior liberação de capital de giro.

A companhia revisou para baixo o guidance de produção de cobre para 2026, mantendo o guidance de custos e reduzindo o capex total, com destaque para ajustes em Caserones e Chapada. Candelaria sustentou volumes com maiores teores, enquanto Chapada apresentou recuperação operacional. O custo caixa consolidado aumentou 21% t/t e 57% a/a, principalmente devido ao impacto das interrupções em Caserones. Lundin encerrou o trimestre com posição líquida de caixa de USD 237 milhões, evidenciando resiliência financeira diante dos desafios operacionais.

PRIO

A PRIO apresentou resultados sólidos no 3T26, evidenciando forte execução operacional, redução dos custos de lifting e geração robusta de fluxo de caixa livre, o que contribuiu para uma desalavancagem mais rápida. O EBITDA ajustado atingiu US$ 1,071 bilhão, alta de 22% t/t, impulsionado por maior eficiência operacional e aumento de 13% nos volumes vendidos, compensando parcialmente o impacto negativo dos menores preços do Brent e custos marítimos mais elevados.

O lucro líquido cresceu 26% t/t, totalizando US$ 521 milhões, beneficiado por desempenho operacional acima do esperado e reconhecimento de ressarcimento de seguro relacionado ao gasoduto de Peregrino. O custo de lifting caiu 11% t/t, refletindo otimização contínua de custos e maior diluição com produção integral dos poços de Wahoo. A alavancagem líquida recuou para 1,1x EBITDA, com a dívida líquida reduzida em US$ 586 milhões t/t, mesmo após investimentos relevantes e recompra de ações, reforçando a solidez financeira da companhia.

Iochpe-Maxion no Mercado Hoje 05-11-2026

No 3T26, a Iochpe-Maxion registrou forte desempenho operacional, com receita líquida de R$ 4,405 bilhões (+15,8% a/a), impulsionada pela recuperação dos mercados de veículos comerciais e leves na América do Norte e Ásia, além de crescimento no Brasil. O EBITDA ajustado alcançou R$ 481 milhões (+22,6% a/a), com margem de 10,9%, refletindo maior diluição de custos fixos e volumes elevados, especialmente em componentes estruturais e rodas de alumínio. Apesar dos avanços operacionais, o resultado final foi pressionado por itens não recorrentes, como a provisão antitruste na Alemanha e custos de reestruturação, resultando em prejuízo líquido de R$ 16 milhões e taxa efetiva de imposto elevada (~86%). Excluindo esses efeitos, o lucro líquido ajustado seria de aproximadamente R$ 68 milhões, evidenciando a resiliência operacional da companhia frente a desafios pontuais.

Totvs

No terceiro trimestre de 2026, a TOTVS reportou crescimento robusto de receita líquida, atingindo R$ 1,98 bilhões (+13,2% a/a), com EBITDA ajustado de R$ 501 milhões (+16,9% a/a) e margem de 25,3%, evidenciando avanço operacional. O lucro líquido ajustado recuou 8,8% a/a, refletindo maiores despesas financeiras e menor saldo de caixa após recompras. O ARR encerrou o período em R$ 7,95 bilhões (+13,7% a/a), com adições líquidas estáveis e retenção de clientes em 97,3%.

Soluções de IA representaram 37% das adições orgânicas de ARR, impulsionando o crescimento, especialmente em cloud, enquanto o segmento Techfin retornou ao breakeven. Por outro lado, o fluxo de caixa livre caiu 25% a/a, com conversão de caixa em 83% do EBITDA e provisão para perdas esperadas em 1,8% da receita. O trimestre reforça a resiliência comercial da TOTVS e destaca oportunidades de entrada após queda relevante das ações.

Dexco no Mercado Hoje 05-11-2026

No 3T26, a Dexco apresentou forte geração de fluxo de caixa livre, com FCF comparável de R$ 482 milhões, impulsionado por liberação de capital de giro e menores despesas financeiras, mesmo diante de um EBITDA ajustado e recorrente de R$ 585 milhões, abaixo do consenso. O segmento de Produtos de Madeira foi destaque, com margens superiores e preços realizados acima do esperado, compensando volumes menores e custos mais altos. A LD Celulose reportou EBITDA de R$ 404 milhões e margem de 49,5%, refletindo preços e volumes maiores de celulose solúvel, apesar de pressões cambiais e de custos.

Metais e Louças tiveram desempenho mais fraco, com margens pressionadas por volumes e preços menores. O segmento de Revestimentos registrou EBITDA negativo, impactado por preços realizados mais baixos e custos elevados, mesmo com volumes acima do previsto. A alavancagem líquida recuou para 2,36x, com redução da dívida líquida e maior EBITDA dos últimos 12 meses. Para o próximo trimestre, a expectativa é de expansão de margens em Madeira e ganhos de eficiência em Deca, apesar de desafios sazonais e custos em dólar.

Telecomunicações

O setor de telecomunicações brasileiro apresentou desempenho positivo no 3T26, com destaque para as adições líquidas de pós-pago ex-M2M, que atingiram 2,52 milhões (+18% a/a), o maior patamar dos últimos seis trimestres, impulsionadas principalmente por Vivo e Claro. A Vivo liderou o segmento, somando 923 mil adições líquidas de pós-pago ex-M2M (+25% a/a) e reduzindo significativamente as perdas no pré-pago para 234 mil.

A Claro também se destacou em banda larga, com 364 mil adições líquidas de fibra (+23% a/a), refletindo o sucesso da migração do HFC. A TIM manteve desempenho estável em fibra, mas registrou queda de 364 mil em sua base humana devido a perdas no pré-pago. No total, a base móvel nacional alcançou 281,7 milhões de linhas (+0,4% m/m e +4,6% a/a), enquanto as três principais operadoras adicionaram 610 mil linhas de FTTH (+11% a/a), consolidando a tendência de crescimento no segmento de banda larga.

Outras informações do Mercado Hoje 05-11-2026

Commodities
Petróleo apresenta alta (US$ 96,09/b; +1,55%)
Minério de ferro apresenta alta (US$ 93,3/t; +1,58%)

Agenda do Mercado Hoje 05-11-2026
09:00 – EUA – Produção Industrial
10:30 – EUA – Pedidos de auxílio desemprego

Empresas
JBS: Frigorífico e bancos são alvo de queixas na Europa por desmatamento
CSN: Siderúrgica reavalia modelo de venda de ativos de infraestrutura
Oncoclínicas: Empresa tem adesão de credores a recuperação alcança 74,6%
GPA: Companhia tem prejuízo líquido 3T R$731 mi X lucro R$134 mi a/a
CBA: Companhia tem lucro líquido 3T R$616 mi X R$132 mi a/a
Gasmig Empresa aprova emissão de R$ 350 mi em debêntures
Tim Brasil: Operadora diz desconhecer possível venda da empresa
Porto Seguro: Seguradora tem lucro líquido 3T R$839 mi
Banco ABC Banco apresentou Lucro recorrente 3T em linha com estimativas
PagSeguro: Companhia rebaixada a neutra por UBS
StoneCo: Empresa rebaixada a neutra por UBS; preço-alvo US$8,50
Cosan: Companhia elevada a compra por UBS; preço-alvo R$4,70
Educação: Morgan Stanley eleva Yduqs e Afya a equal-weight, rebaixa Anima a underweight e Cogna a equal-weight

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As informações apresentadas neste conteúdo têm caráter exclusivamente informativo e educacional e não devem ser interpretadas como recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Antes de tomar qualquer decisão de investimento, é recomendável realizar sua própria análise e, se necessário, consultar um profissional qualificado.