Bolsa de valores

Mercado Hoje 06-11-2026: Saiba as principais notícias

Saiba as principais notícias do Mercado Hoje 06-11-2026 segundo a equipe de renda variável do Safra Invest: Bolsas mistas. Commodities em baixa. Futuros nos EUA em leve recuperação. Payroll é destaque. Atualizamos e mantemos compra em WEGE (+). Resultados do 3T26: ALOS (+), AURA (+), SBSP (+), LREN (-), RENT (+) e SUZB (+). Confira! Fechamento dia […]

Publicado em 06/11/2026 09:41

Filipe Andrade

FA
Mercado Hoje 06-11-2026: Saiba as principais notícias -  (crédito: Mercado Hoje)
Mercado Hoje 06-11-2026: Saiba as principais notícias - (crédito: Mercado Hoje)

Saiba as principais notícias do Mercado Hoje 06-11-2026 segundo a equipe de renda variável do Safra Invest: Bolsas mistas. Commodities em baixa. Futuros nos EUA em leve recuperação. Payroll é destaque. Atualizamos e mantemos compra em WEGE (+). Resultados do 3T26: ALOS (+), AURA (+), SBSP (+), LREN (-), RENT (+) e SUZB (+). Confira!

Fechamento dia anterior
Ibovespa: 166.191 (-0,82%)
S&P: 7.354 (-4,36%)
Dólar: R$5,49 (+0,66%)

Análise Técnica

Ibovespa apresentou queda de 0,82% no último pregão, cotado a 166.191 pontos. O ativo apresenta tendência neutra no curto e médio prazo. O primeiro suporte se encontra na região de 164.400. O próximo fica na faixa de 157.300 pontos. A primeira resistência fica em 178.000 pontos e a segunda em 188.400 pontos.

O Dólar Futuro apresentou alta de 0,81% no último pregão, cotado a 5.530 pontos. O ativo apresenta tendência de alta no curto prazo e neutra no médio. Do lado da baixa, o primeiro suporte fica na região de 5.375 pontos. Se perder esse patamar, poderá alcançar o suporte seguinte em 5.325. Já do lado da alta, a primeira resistência do contrato fica na região de 5.640 e a segunda em 5.735.

Exterior

Bolsas na Europa operam em baixa, enquanto os futuros em Nova York avançam, recuperando parte das perdas registradas na sessão anterior. O movimento reflete a repercussão global das preocupações com um possível aumento da regulação sobre o setor de inteligência artificial, fator que pressionou os mercados norte-americanos e contaminou o desempenho das bolsas na Ásia e na Europa. O foco dos investidores agora se volta para a divulgação do payroll de outubro, que deve apontar a criação de 70 mil vagas de trabalho e taxa de desemprego estável em 4,2%. Além disso, a agenda econômica traz a leitura do índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan. Entre as commodities, petróleo e minério de ferro registram leves quedas nesta manhã.

Doméstico

No Brasil, o presidente destacou a importância da responsabilidade fiscal para a atração de investimentos, ressaltando que investidores buscam não apenas retorno financeiro, mas também previsibilidade e segurança jurídica. No campo político, o governo deve encaminhar hoje uma Medida Provisória para a criação do Ministério da Segurança Pública. Além disso, o mercado acompanha com expectativa o pronunciamento do presidente à nação, previsto para domingo, em busca de novos sinais sobre a condução da agenda econômica e política do governo.

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Atualizações do Mercado Hoje 06-11-2026

Weg

Atualizamos as estimativas e mantemos recomendação de compra para WEG, com preço-alvo de R$ 60,00 por ação, potencial de valorização de 24%. A companhia segue sendo vista como um nome defensivo, apoiada pela forte geração de caixa, elevado retorno sobre capital e crescente exposição internacional, que já representa 62,5% da receita e funciona como proteção em cenários de desvalorização do real e desaceleração da economia doméstica. Apesar da demanda mais fraca no Brasil em alguns segmentos industriais de ciclo curto, a perspectiva para 2027 permanece positiva, impulsionada pela expansão de capacidade em transmissão e distribuição de energia, com novas operações no México, Colômbia e Gravataí.

A combinação de câmbio mais depreciado, crescimento internacional e aumento de capacidade levou à revisão para cima das projeções de receita e lucro para 2027, reforçando a visão construtiva para as ações, embora riscos como desaceleração econômica, menor investimento industrial e impactos de tarifas nos EUA permaneçam no radar.

Ânima

A Ânima apresentou resultados sólidos no 3T26, com crescimento consistente de receita e expansão de margens no segmento Core, que compensaram pressões em Inspirali devido a maiores provisões. A receita consolidada atingiu R$ 1,086 bilhão (+8% a/a), com EBITDA ajustado ex-IFRS 16 de R$ 347 milhões (+15% a/a) e margem de 32,0%. O segmento Core destacou-se pelo aumento de tickets acadêmicos e controle de despesas, resultando em margem operacional de 41,8%. Inspirali cresceu 7% a/a em receita, mas teve queda de margem para 51,1% diante de maiores provisões para devedores duvidosos.

A geração de caixa operacional antes do capital de giro foi de R$ 445 milhões (+17% a/a), permitindo redução da alavancagem para 2,18x t/t. O lucro líquido ajustado somou R$ 98 milhões (+94% a/a), refletindo maior eficiência operacional. O trimestre foi marcado por forte geração de caixa e redução sequencial da dívida líquida, reforçando a solidez financeira da companhia.

Dasa

No terceiro trimestre de 2026, a Dasa apresentou evolução relevante no fluxo de caixa, revertendo dois trimestres de consumo e alcançando geração positiva de R$ 213 milhões em FCFE, o que permitiu redução de R$ 188 milhões t/t na dívida líquida. A receita líquida consolidada somou R$ 2,41 bilhões, com destaque para Diagnósticos, que cresceu 8% a/a em receita bruta e 4% em volume de exames, embora tenha enfrentado compressão de margens. Hospitais e Oncologia também avançaram, com receita bruta 7% maior a/a e ocupação do Hospital da Bahia em 85,6%.

Na Rede Américas, a receita líquida aumentou 8% a/a, mas ajustes em recebíveis dificultaram a avaliação da recuperação. Benefícios fiscais e menores despesas financeiras impulsionaram o lucro líquido, que atingiu R$ 173 milhões. Apesar da melhora operacional, a alavancagem segue elevada, mantendo a geração de caixa como fator central para a tese de investimento.

Saúde

O setor de planos de saúde apresentou crescimento moderado em setembro, com a base de beneficiários atingindo 53,1 milhões, refletindo um aumento de 9 mil mês a mês e 103 mil no terceiro trimestre de 2026. Amil liderou as adições líquidas, enquanto Hapvida intensificou suas perdas, especialmente no segmento corporativo e na região Nordeste. Bradsaúde e SulAmérica foram os principais impulsionadores do crescimento trimestral, ampliando participação de mercado ano a ano.

O mix de produtos evidenciou que o avanço em planos corporativos compensou parcialmente as perdas em planos individuais, com estabilidade nos planos por afinidade. Regionalmente, o Sudeste se destacou com forte expansão, superando o declínio do Nordeste, impulsionado por São Paulo e Rio de Janeiro. Revisões recentes da ANS e registros sem movimentação exigem cautela na interpretação dos dados mensais.

Fleury

No terceiro trimestre de 2026, a Fleury reportou desempenho robusto, com receita líquida crescendo 13% a/a para R$ 2,485 milhões, impulsionada por expansão nos centros de atendimento ao paciente e receitas B2B, especialmente em São Paulo. O EBITDA atingiu R$ 672 milhões (+12% a/a), com margem de 27,1%, refletindo diluição de custos de pessoal e controle de despesas, enquanto o lucro líquido ajustado totalizou R$ 273 milhões (+39% a/a), favorecido por menor despesa financeira e redução da taxa efetiva de impostos.

A geração de caixa operacional avançou 11% a/a, com capex reduzido e fluxo de caixa livre em alta, permitindo redução da alavancagem para 1,0x, mesmo após pagamentos de dividendos e juros sobre capital próprio. O desempenho resiliente e a forte geração de caixa reforçam a atratividade da companhia, podendo impulsionar discussões sobre maiores distribuições aos acionistas.

Iguatemi no Mercado Hoje 06-11-2026

O Iguatemi anunciou uma parceria com o Grupo Catuaí para o desenvolvimento do Four Seasons São Paulo, um complexo de uso misto de alto padrão na região da Faria Lima, por meio de uma participação de 44% em SPE controlada por subsidiária. O projeto, com previsão de inauguração para o final de 2030, inclui hotel de 104 quartos, 35 apartamentos com serviços e 10 unidades residenciais, reforçando a presença premium da Iguatemi no segmento de alto padrão.

O investimento estimado é de cerca de R$ 300 milhões entre 2027 e 2030, com retorno nominal não alavancado de 18% a/a. A iniciativa deve aumentar o fluxo nos ativos próximos e fortalecer a plataforma de alto padrão em São Paulo, mesmo com um pipeline robusto de capex (~R$ 1,1 bilhão em 2026-2027). A alocação gradual do capital permite espaço para aumento de dividendos, enquanto a alavancagem líquida projetada permanece saudável em 1,3x EBITDA após vendas de ativos. Reiteramos recomendação Compra para IGTI11, destacando potencial de retorno real alavancado de 15% após recente correção.

Sabesp

No 3T26, a Sabesp reportou desempenho operacional robusto, com EBITDA ajustado de R$ 3,63 bilhões, alta de 13% a/a, impulsionado por forte disciplina de custos, especialmente em despesas com pessoal e materiais, que compensaram receitas abaixo do esperado devido a menor demanda e tarifa média. A receita líquida de saneamento cresceu 9% a/a, enquanto o lucro líquido ajustado recuou 14% a/a, refletindo maiores despesas financeiras, mas ainda superando o consenso.

O capex atingiu R$ 4,5 bilhões, avanço de 21% t/t, indicando aceleração dos investimentos e alinhamento ao plano estratégico. A alavancagem líquida aumentou para 2,7x EBITDA. A companhia anunciou R$ 2,6 bilhões em juros sobre capital próprio, com yield de 3%, reforçando o compromisso com retorno ao acionista. O trimestre foi marcado por eficiência operacional e foco na experiência do cliente, sustentando perspectivas positivas para o segmento.

Alupar no Mercado Hoje 06-11-2026

A Alupar reportou resultados sólidos no terceiro trimestre de 2026, com EBITDA regulatório de R$ 773 milhões, crescimento de 4% a/a, e receita consolidada de R$ 980 milhões, alta de 9% a/a, impulsionada pelo segmento de transmissão, que se destacou com o início de operações de novos ativos e ajustes regulatórios. O segmento de geração apresentou queda de 1,2% a/a na receita, ainda pressionado por restrições, mas com desempenho superior ao esperado devido a preços e volumes mais altos no mercado livre.

O lucro líquido atingiu R$ 214 milhões, redução de 3% a/a, refletindo despesas financeiras elevadas, parcialmente compensadas por menores impostos e participação de minoritários. A companhia aprovou dividendos de R$ 0,21 por unidade, reforçando sua estratégia de crescimento em projetos principais e expansão internacional, com destaque para a conquista do projeto Pelarco-El Trueno no Chile.

Assaí

O Assaí apresentou resultados mistos no 3T26, com crescimento modesto de receita bruta a/a para R$ 21,3 bilhões, alinhado ao mercado, mas com vendas mesmas lojas abaixo da inflação de alimentos. O lucro líquido ajustado pré-IFRS 16 totalizou R$ 170 milhões, refletindo margens resilientes, porém pressionadas por despesas elevadas. O principal destaque foi o desempenho de Vendas de Mesmas Lojas em outubro, o melhor dos últimos 15 meses, impulsionado por campanha de aniversário e melhora no fluxo de clientes e ticket médio, sinalizando possível ponto de inflexão operacional.

A desalavancagem prosseguiu, com alavancagem reduzida para 2,2x, enquanto o fluxo de caixa livre dos últimos 12 meses atingiu R$ 2,8 bilhões, beneficiado por menor investimento e operações de sale-and-leaseback. Apesar do cenário desafiador, a recente melhora operacional reforça perspectiva de estabilização.

Eztec no Mercado Hoje 06-11-2026

A Eztec apresentou resultados fracos no 3T26, com receita líquida de R$ 346 milhões, queda de 26% a/a, impactada por maior concentração de vendas em projetos sujeitos a condições suspensivas e aumento nas provisões para distratos. A margem bruta ajustada recuou para 36,8%, refletindo o maior peso de empreendimentos recém-lançados, enquanto o lucro líquido atingiu R$ 81 milhões, retração de 56% a/a.

O EBITDA ajustado ficou em R$ 62 milhões, pressionado pelo avanço de 18% a/a nas despesas operacionais. Apesar do ganho financeiro líquido acima do esperado, a margem líquida caiu para 23,4% e o ROE para 6,1%. O consumo de caixa foi menor que o previsto e a alavancagem líquida permaneceu controlada em 1,0%. O cenário macroeconômico mais desafiador e o ritmo mais lento de lançamentos elevam os riscos para os próximos trimestres.

Allos

No terceiro trimestre de 2026, a Allos reportou resultados robustos, com expansão de 17% na receita total, impulsionada principalmente pelo forte crescimento das receitas de mídia (+45% a/a) e imobiliárias, além de um aumento de 11% nas receitas de estacionamento. A redução de 6% nas despesas de SG&A contribuiu para a elevação da margem EBITDA em 1,5 p.p. a/a, resultando em crescimento expressivo do AFFOPS.

O guidance de dividendos para 2027 foi mantido, com pagamentos mensais entre R$ 0,28 e R$ 0,30 por ação, reforçando o compromisso com uma política de distribuição consistente e yield elevado. Apesar de uma leve queda na taxa de ocupação para 95,2%, reflexo da devolução de lojas por um varejista em recuperação judicial, as vendas dos lojistas cresceram 1,8% a/a, com destaque para o avanço de 4,1% em SSR. O endividamento líquido/EBITDA encerrou o trimestre em 1,8x, com capex de R$ 98 milhões, consolidando a posição financeira da companhia e perspectivas positivas para os próximos períodos.

Moura Dubeux no Mercado Hoje 06-11-2026

No 3T26, a Moura Dubeux reportou desempenho operacional robusto, com crescimento de 29% a/a na receita líquida, impulsionado principalmente pelas receitas de desenvolvimento de terrenos e forte expansão no segmento de condomínios. O lucro líquido avançou 28% a/a, sustentado por maior alavancagem operacional e resultado financeiro positivo, que compensaram o aumento das despesas judiciais.

A margem bruta ajustada consolidada atingiu 38,2%, enquanto o ROE anualizado ficou em 24,7%, evidenciando a resiliência do modelo de negócios mesmo diante de um ambiente macroeconômico mais desafiador. A companhia manteve o menor nível de estoque entre os pares de média/alta renda e segue ampliando sua participação no segmento MCMV, beneficiando-se de condições favoráveis de financiamento. Esses resultados reforçam a posição da Moura Dubeux como uma das principais referências do setor, com execução consistente e foco em segmentos mais resilientes.

Educação

Analisamos em nosso relatório o impacto do projeto de lei ENAMED sobre o ingresso e as mensalidades dos cursos de Medicina no Brasil, destacando possíveis mudanças regulatórias a partir de 2027. Em março, o MEC restringiu novas matrículas e contratos FIES para cursos com desempenho insatisfatório no exame de 2025, e a decisão presidencial sobre a sanção do projeto pode alterar essas medidas. O artigo 14 do projeto pode permitir que instituições afetadas contestem restrições, limitando o uso dos resultados de 2026 para novas sanções.

Caso haja veto, os resultados dos cursos em dezembro ganham relevância para o próximo ciclo de ingresso. A exposição financeira é considerada gerenciável, com a Yduqs sendo a mais sensível, representando impacto de 1% a 2% do EBITDA ajustado estimado para 2027, enquanto outras empresas apresentam menos de 0,7%. Ressaltamos que padrões acadêmicos mais rigorosos podem favorecer grupos maiores na sustentação das mensalidades, especialmente após anos de expansão acelerada de vagas.

Consumo discricionário no Mercado Hoje 06-11-2026

No terceiro trimestre de 2026, Lojas Renner e VIVA apresentaram resultados aquém das expectativas, evidenciando desafios operacionais e macroeconômicos relevantes. A Renner registrou queda de 1,8% a/a nas vendas mesmas lojas de vestuário, desempenho inferior ao da C&A, e margem EBITDA ajustada recuando 100 pontos-base a/a, impactando negativamente tanto o varejo quanto os serviços financeiros. A companhia suspendeu o guidance de crescimento de receita para 2026-2030, citando maior incerteza regulatória e macroeconômica.

O braço financeiro Realize teve retração de ~50% a/a no EBITDA e aumento de 170 pontos-base na inadimplência acima de 90 dias, refletindo um ambiente de crédito mais desafiador. Apesar disso, a posição de caixa líquido permaneceu saudável em R$ 2,0 bilhões, estável a/a. VIVA também reportou resultados fracos, com receita líquida crescendo apenas 4,3% a/a e margem bruta contraindo 640 pontos-base a/a, mesmo com esforços para otimizar portfólio e mitigar pressões de custos. Estoques elevados e demanda mais suave continuam pressionando a rentabilidade.

Localiza

A Localiza reportou um trimestre robusto no 3T26, com lucro líquido ajustado de R$ 1,125 milhões, impulsionado por margens superiores no aluguel e uma taxa de imposto efetiva menor. A receita líquida avançou 14,4% a/a, alcançando R$ 12,3 bilhões, com destaque para o segmento RAC, que apresentou elevação de tarifas, volumes e taxa de utilização, refletindo forte demanda corporativa e sazonalidade positiva. O segmento de Gestão de Frotas registrou crescimento de receita e eficiência operacional, enquanto Seminovos expandiu vendas, apesar da pressão sobre margens.

O EBITDA consolidado aumentou 13,7% a/a, com margem ajustada de 32,8%, evidenciando resiliência dos principais negócios. O ROIC anualizado subiu 200bps a/a, compensando o leve aumento no custo da dívida, e o spread de ROIC atingiu 6,4 p.p., dentro do intervalo alvo da companhia. Apesar do aumento na depreciação por veículo, o desempenho operacional reforça a visão positiva para Localiza.

Aura Minerals no Mercado Hoje 06-11-2026

No 3T26, a Aura Minerals reportou desempenho operacional robusto, com EBITDA ajustado de US$ 237 milhões e geração de fluxo de caixa livre de US$ 123,5 milhões, refletindo eficiência operacional e controle de custos. A produção atingiu 93,8 mil GEO, alta de 20% t/t, destacando o avanço nas operações de Borborema e MSG. O custo caixa consolidado caiu 8% t/t, para US$ 1.395/GEO, com destaque para reduções em MSG e Aranzazu, enquanto a margem EBITDA ajustada subiu para 61,4%, avanço de 3 p.p. a/a.

O lucro líquido foi de US$ 135 milhões, e a companhia manteve o guidance de produção anual entre 340 mil e 390 mil GEO. A distribuição de dividendos de US$ 0,72 por ação, acima do mínimo previsto em política, reforça o compromisso com retorno ao acionista. O endividamento líquido permaneceu controlado em 0,20x EBITDA, evidenciando a solidez financeira da empresa.

Marcopolo

No 3T26, a NFI reportou lucro líquido de USD 0,1 milhão, revertendo prejuízo significativo do ano anterior, porém impactada por impairment de USD 33,8 milhões em células de bateria e despesas financeiras e fiscais elevadas. Como resultado, a contribuição via equivalência patrimonial para o 4T26 da Marcopolo será praticamente nula, abaixo das expectativas, refletindo o efeito dos itens não recorrentes.

Excluindo esses impactos, o lucro ajustado da NFI teria representado cerca de BRL 14,8 milhões, evidenciando melhora operacional após o recall de baterias. O backlog permaneceu estável t/t em USD 12,5 bilhões, com 1.214 novas unidades e book-to-bill de 132,8% nos últimos doze meses. A NFI elevou o piso da projeção de EBITDA ajustado para 2026 em USD 10 milhões, indicando avanço de 18% a 24% a/a, mantendo as estimativas de receita e capex, já incorporando tarifas conhecidas nos EUA e Canadá.

Panvel no Mercado Hoje 06-11-2026

A Panvel apresentou resultados robustos no terceiro trimestre de 2026, com receita bruta de R$ 1,7 bilhão, crescimento de 15% a/a, e EBITDA ajustado de R$ 97 milhões, alta de 21% a/a, com margem expandida para 5,7% devido à diluição das despesas SG&A, compensando pressões de margem bruta. O lucro líquido atingiu R$ 46 milhões, avanço de 43% a/a, evidenciando forte performance operacional.

A empresa manteve geração de caixa operacional após capex, mesmo com aumento nas necessidades de capital de giro, e preservou balanço saudável, com dívida líquida praticamente estável e alavancagem reduzida para 0,8x EBITDA. O desempenho consistente e a expansão de margens reforçam a perspectiva positiva para Panvel, sustentando recomendação Compra e visão favorável para o próximo ciclo.

Suzano

Os resultados do 3T26 da Suzano foram marcados por um EBITDA ajustado de R$ 5,7 bilhões, abaixo do consenso, refletindo pressões de custos operacionais e menores volumes em papel e embalagens. Apesar disso, a geração de fluxo de caixa livre surpreendeu positivamente, alcançando R$ 2,567 milhões, sustentada por maior liberação de capital de giro e ganhos com derivativos. O guidance de custo caixa da celulose foi revisado para R$ 825/t, incorporando premissas de câmbio e Brent mais elevados diante do cenário internacional.

A dívida líquida subiu para R$ 76,3 bilhões, impactada pela aquisição da Arbex, mas a companhia mantém a meta de encerrar 2026 abaixo de US$ 14 bilhões. O segmento de celulose apresentou volumes sólidos e margens resilientes, enquanto papel e bens de consumo foram pressionados por custos e volumes. Para o 4T26, a expectativa é de melhora relevante, com preços de celulose em alta, BRL mais depreciado e volumes crescentes, reforçando uma visão construtiva para o fechamento do ano.

Totvs no Mercado Hoje 06-11-2026

A TOTVS apresentou resultados positivos no 3T26, com destaque para a manutenção da robustez do pipeline de vendas e resiliência da demanda mesmo após o período de volatilidade eleitoral. A taxa de renovação permaneceu estável em 97,3% t/t, indicando churn controlado e abaixo da média do mercado, enquanto o crescimento da receita de nuvem acelerou para 31% a/a, impulsionado principalmente pelo argumento de inteligência artificial, que se consolidou como principal fator de migração dos clientes.

O volume de vendas segue ganhando relevância, reforçando a força do motor comercial da companhia. Entre os pontos de atenção, a rentabilidade da Techfin deve permanecer pressionada, clientes menores da RD Station exigem acompanhamento e o portfólio da Linx ainda opera abaixo do padrão TOTVS. O pré-pagamento de R$ 92 milhões em nuvem impactou o FCF do trimestre, mas não altera a perspectiva positiva para os próximos períodos.

Alimentos e bebidas

Em setembro de 2026, a produção industrial de bebidas alcoólicas no Brasil mostrou recuperação expressiva, com alta de 4,9% a/a e 8,4% m/m, impulsionada por bases comparativas mais baixas do ano anterior. O desempenho da Ambev em cervejas no Brasil cresceu 0,5% a/a no 3T26, abaixo do setor, que avançou 4,7% a/a, e do crescimento de Heineken, evidenciando um ambiente competitivo mais intenso.

Apesar da melhora sequencial, o setor ainda enfrenta desafios como clima mais chuvoso e pressão sobre a renda disponível, que podem limitar o ritmo de recuperação. A produção de bebidas não alcoólicas manteve-se resiliente, com índice de 108,0 (+0,6% a/a e +2,6% m/m), atingindo patamares elevados no histórico recente. Por outro lado, a moagem de trigo e derivados apresentou queda de 3,0% a/a, refletindo comparativos mais exigentes e sem expectativa de recuperação relevante no curto prazo.

Ambev no Mercado Hoje 06-11-2026

A Medida Provisória nº 1.399/2026, publicada pelo governo brasileiro, define as regras transitórias do imposto seletivo para 2027, substituindo o IPI sobre bebidas a partir de fevereiro, condicionado à aprovação do Congresso. Para a Ambev, a análise preliminar aponta aumento de cerca de 1 a 2 p.p. na carga tributária total sobre vendas de cerveja, o que representa um impacto levemente negativo, mas reduz o risco de elevação abrupta do imposto já em 2027.

Em 2023, a companhia reportou carga tributária de 42,3% das vendas brutas para cerveja e 35,3% para bebidas não alcoólicas no Brasil. O ICMS e ICMS-ST permanecem em 2027, enquanto o CBS substituirá PIS/Cofins e o IBS será aplicado em taxa transitória de 0,10%. O principal ajuste estrutural do imposto seletivo deve ocorrer apenas em 2028, com nova legislação prevista para definir as alíquotas a partir desse ano.

Banco Mercantil

O Banco Mercantil reportou resultados sólidos no 3T26, com EBT 6% acima do previsto, impulsionado por provisões 19% abaixo do esperado devido a um efeito não recorrente do Desenrola 2.0. O lucro líquido recorrente somou R$ 279 milhões, com ROE de 39,4% (-2 p.p. t/t), demonstrando resiliência operacional mesmo em um cenário de crédito mais desafiador.

O volume total de empréstimos cresceu 1% t/t, com destaque para o avanço de 14% na carteira de crédito pessoal, enquanto as originações de consignado INSS apresentaram recuperação em setembro, sinalizando melhora do desempenho operacional para o 4T26. O índice de inadimplência acima de 90 dias aumentou 85bps t/t para 4,1%, refletindo maior seletividade e desafios no ambiente de crédito. A estratégia do banco permanece centrada no fortalecimento do consignado, sustentando perspectivas mais positivas para os próximos trimestres.

Outras informações do Mercado Hoje 06-11-2026

Commodities
Petróleo apresenta alta (US$ 98,55/b; +0,26%)
Minério de ferro apresenta queda (US$ 92,7/t; -0,34%)

Agenda do Mercado Hoje 06-11-2026
10:30 – EUA – Variação no Nonfarm Payroll
10:30 – EUA – Taxa de desemprego
12:00 – EUA – Sentimento Universidade de Michigan
22:30 – China – PPI
22:30 – China – CPI

Empresas
PetroReconcavo: Petroleira tem lucro líquido 3T R$236,1 mi X R$121,9 mi a/a
Cosan: Companhia negocia venda 25% da Compass p/ grupo de Abu Dhabi
Honda Empresa investirá R$ 3,3 bi no Brasil p/ ampliar produção de motos

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As informações apresentadas neste conteúdo têm caráter exclusivamente informativo e educacional e não devem ser interpretadas como recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Antes de tomar qualquer decisão de investimento, é recomendável realizar sua própria análise e, se necessário, consultar um profissional qualificado.