
As vendas de imóveis alcançaram 426,2 mil unidades em 2025, alta de 5,4% sobre o ano anterior e novo recorde anual, segundo dados dos Indicadores Imobiliários Nacionais do 4º trimestre, divulgados pelo portal InfoMoney. O Valor Geral de Vendas (VGV) chegou a R$ 264,2 bilhões, um crescimento de 3,5% associado à expansão do crédito e às transformações do mercado imobiliário.
Tendências como realidade aumentada e virtual para visitas, digitalização e maior transparência no processo de compra e venda estão entre as principais mudanças que transformam o mercado imobiliário, conforme levantamento da revista Exame sobre o setor. A pesquisa destaca que inovações tecnológicas e adaptações às novas preferências dos consumidores moldam o futuro do segmento.
Geraldo Majela, CEO da startup especializada em soluções financeiras BKOpen, avalia que clientes modernos, expostos a experiências de consumo digitais sofisticadas em setores como bancos, seguros e varejo, esperam o mesmo nível de agilidade, transparência e conveniência em suas transações imobiliárias. Para ele, a transformação digital tornou-se um movimento imprescindível.
“Esta mudança estrutural é impulsionada, acima de tudo, por uma força poderosa: a evolução do comportamento do consumidor, que agora inicia e conduz grande parte de sua jornada de compra e aluguel no ambiente digital. A tecnologia oferece as ferramentas necessárias para otimizar desde a captação de leads até o fechamento de contratos”, conta o empresário.
Segundo o executivo, esta nova jornada do consumidor remodelou a fase de descoberta. De acordo com ele, atualmente, um potencial cliente realiza visitas virtuais por meio de tours 360º para pré-selecionar os imóveis que realmente lhe interessam. Somente após essa triagem digital, ele investe seu tempo em visitas presenciais.
“O verdadeiro diferencial competitivo reside em proporcionar experiência e facilidades ao cliente. Isso inclui desde a qualidade dos tours virtuais e a agilidade no primeiro contato até a simplificação dos processos burocráticos. Essa necessidade de criar uma experiência digital fluida e eficiente demanda a adoção de um arsenal de ferramentas tecnológicas específicas”, orienta Majela.
Tecnologias estratégicas
Para o CEO da BKOpen, ferramentas como chatbots, softwares de gestão, análise de dados, QR Code, contratos inteligentes, entre outras, são fundamentais para modernizar as operações imobiliárias, ao otimizar processos internos, aprimorar a experiência do cliente e aumentar as taxas de conversão de negócios.
“Os chatbots qualificam necessidades do cliente e fornecem dados ao corretor para ofertas mais personalizadas; os softwares de gestão acompanham métricas e ajudam decisões estratégicas, enquanto a análise de dados identifica tendências. Já o QR Code nas placas de imóveis integra a divulgação offline ao acesso digital imediato, e os contratos inteligentes com blockchain automatizam processos e aumentam a segurança das transações”, explica o executivo.
Majela observa que a tecnologia digital está capacitando as imobiliárias a transcenderem o modelo de competição isolada para adotarem um ecossistema de crescimento colaborativo. Segundo ele, este modelo se materializa por meio de redes imobiliárias e marketplaces, que funcionam como ecossistemas digitais.
“Imobiliárias independentes conectam seus portfólios de clientes e produtos, ampliando seu alcance de mercado e a visibilidade de seus imóveis sem a necessidade de expansão física. A lógica financeira por trás dessa mudança de mentalidade é a de que compartilhar uma comissão em um negócio que não seria fechado de outra forma é mais lucrativo do que proteger uma carteira de forma isolada e improdutiva”, complementa o CEO.
O empresário aponta que os impactos estratégicos das parcerias são aumento exponencial da base de produtos e clientes, expansão da área de atuação geográfica sem custos fixos adicionais e aceleração significativa do crescimento e do volume de negócios.
“A integração de tecnologia de ponta com modelos de negócio colaborativos está provando ser o caminho mais eficaz para o sucesso sustentável no dinâmico cenário imobiliário atual”.
De acordo com o CEO, a transição do modelo tradicional, lento e burocrático, para um ecossistema online, eficiente e centrado no cliente, é indispensável para as empresas se manterem relevantes na conjuntura atual. Para ele, é um processo que exige uma reestruturação profunda e engloba a otimização de processos internos e a reformulação de modelos de negócio em direção à colaboração e à formação de redes.
“A transformação digital é o imperativo estratégico para garantir a competitividade e o crescimento futuro. As empresas que resistem a essa evolução correm o risco iminente de se tornarem obsoletas, superadas por concorrentes mais ágeis e alinhados às expectativas de um consumidor conectado”, reforça Majela.
O mercado imobiliário deve crescer 2% em 2026, acima do ritmo da economia, conforme estimativa da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, publicada pela CNN. O resultado é atribuído à queda gradual da taxa de juros e ao avanço de programas habitacionais, fatores que ampliam o acesso ao crédito e estimulam novas incorporações em um cenário de demanda sustentada por imóveis.
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Website: http://bkopen.com/