
O avanço da energia solar no Brasil tem ampliado o uso de fontes limpas em setores como a mineração. Dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) indicam que o país ultrapassou 38 GW de capacidade instalada em 2024, consolidando-se como um dos maiores mercados do mundo.
Na mineração, onde muitas operações ocorrem em áreas remotas e com alta demanda energética, a adoção de soluções solares pode contribuir para a redução de emissões e na segurança operacional. Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), a expansão de renováveis no setor industrial é considerada uma das principais estratégias para limitar emissões globais até 2030.
Na Cedro Mineração, o uso da energia solar já se distribui em diferentes frentes. Uma das aplicações está nas operações de lavra, que exigem iluminação constante em áreas sem acesso à rede elétrica. Tradicionalmente atendidas por geradores a diesel, essas estruturas passaram a ser substituídas por torres móveis com placas fotovoltaicas e sistemas de armazenamento em baterias. A solução garante funcionamento contínuo mesmo em períodos noturnos ou sob neblina intensa, sem emissão de poluentes.
“A lavra é dinâmica e exige condições seguras em qualquer cenário. As torres solares permitem iluminação eficiente em locais isolados, com menor impacto ambiental e sem dependência de combustível fóssil”, afirma Syllas Sthil, gerente de automação e elétrica da Cedro.
A energia solar também já integra a rotina administrativa da companhia. Escritórios operacionais, especialmente os utilizados por terceiros, funcionam com sistemas autossuficientes, sem necessidade de conexão à rede elétrica. Como a maior parte das atividades ocorre em horário comercial, a demanda se concentra durante o dia, o que reduz a necessidade de armazenamento e torna o sistema mais eficiente. O novo escritório da empresa, em fase de reconstrução, seguirá o mesmo modelo.
Outro avanço está no uso de energia limpa em processos industriais. Em uma das plantas de reprocessamento da Cedro, cerca de 50% do consumo energético já tem origem solar. A iniciativa acompanha uma tendência global de diversificação da matriz energética na mineração, com foco na previsibilidade de custos e redução de riscos associados à volatilidade de combustíveis fósseis.
Além disso, a companhia conduz testes com equipamentos elétricos, em linha com o movimento internacional de eletrificação de frotas industriais. Não por acaso, relatório do Banco Mundial aponta que a transição energética na mineração é decisiva para atender à demanda por minerais críticos com menor impacto ambiental.
A incorporação da energia solar não se limita a ganhos ambientais. “Essa alternativa deixou de ser algo complementar e passou a ocupar papel estratégico. Ela contribui para a segurança das operações, reduz emissões e amplia a autonomia energética da mineração”, conclui Lucas Kallas, presidente do Conselho da Cedro Participações.
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