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Formação prática prepara socorristas para o SAMU

Expansão do serviço reforça necessidade de profissionais qualificados em atendimento pré-hospitalar e preparados para atuar sob pressão em cenários críticos.

Publicado em 15/04/2026 13:07
Formação prática prepara socorristas para o SAMU -  (crédito: DINO)
Formação prática prepara socorristas para o SAMU - (crédito: DINO)

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) é uma das principais portas de entrada para o atendimento emergencial no Brasil. Com a expansão prevista pelo Ministério da Saúde, que em 2025 anunciou a entrega de 1.500 novas ambulâncias com investimento de R$ 525 milhões, o serviço deve alcançar cobertura populacional de 95,6% e impactar mais de 10 milhões de pessoas.

Dados divulgados pelo portal Folha 360 apontam que, em 2024, o SAMU realizou em média 128,7 atendimentos por dia, totalizando mais de 47 mil ocorrências no ano. Nesse cenário, cresce também o interesse de profissionais da saúde em ingressar no atendimento pré-hospitalar (APH) móvel.

De acordo com Carlos Rodrigues, enfermeiro emergencista e fundador da 22Brasil Socorristas, plataforma que oferece cursos de formação para profissionais de resgate e socorro, o caminho passa por formação acadêmica, registro profissional e capacitação específica em urgência e emergência.

“O ingresso no SAMU ocorre, em geral, por meio de processos seletivos públicos ou concursos realizados por prefeituras ou instituições que administram o serviço. As equipes são compostas por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e condutores socorristas, e cada função exige formação específica e registro ativo no respectivo conselho profissional”, ressalta.

Segundo o enfermeiro, o diferencial no processo de preparação está no treinamento prático, que contribui para o desenvolvimento de habilidades como tomada de decisão rápida e atuação sob pressão. “Cursos exclusivamente teóricos ou online não conseguem reproduzir a realidade operacional do atendimento móvel. O ambiente do APH é dinâmico, imprevisível e muitas vezes hostil”, enfatiza.

“O profissional precisa tomar decisões rápidas, frequentemente com informações limitadas e sob pressão. Por isso, treinamentos presenciais com predominância de prática são fundamentais, pois permitem desenvolver habilidades motoras, raciocínio clínico e organização do atendimento. O curso de Atendimento Pré-Hospitalar (APH) presencial, com mais de 200 horas, é obrigatório para entrar no SAMU”, completa.

O enfermeiro emergencista Carlos Rodrigues explica que as simulações realistas são ferramentas extremamente importantes na preparação de equipes de emergência, pois reproduzem cenários muito próximos da realidade. “Em eventos como politraumas ou acidentes com múltiplas vítimas, o sucesso depende tanto da técnica quanto da coordenação da equipe. Quando os profissionais treinam juntos em cenários realistas, desenvolvem maior integração e eficiência para atuar nas ocorrências reais”, contextualiza.

Entre as competências indispensáveis para atuar no atendimento de APH móvel estão avaliação rápida da cena e da vítima, suporte básico e avançado de vida, manejo inicial do trauma, imobilização e transporte seguro do paciente, além do reconhecimento precoce de situações críticas.

“No campo comportamental, habilidades como calma sob pressão, tomada de decisão rápida, trabalho em equipe, comunicação clara e empatia são consideradas fundamentais”, destaca o enfermeiro.

Plataforma de formação

Na 22Brasil Socorristas, os treinamentos são estruturados com foco na realidade operacional. Os cursos são desenvolvidos com predominância de atividades práticas e simulações, permitindo que os participantes vivenciem cenários semelhantes aos enfrentados no dia a dia dos serviços de emergência. Durante as atividades, os alunos treinam situações como acidentes de trânsito, paradas cardiorrespiratórias, emergências clínicas e atendimentos domiciliares.

Para quem deseja seguir carreira no atendimento de APH móvel de urgência, no suporte básico ou avançado de vida, a trajetória inclui formação na área da saúde, capacitação presencial em atendimento pré-hospitalar com carga horária robusta e experiência em ambientes de urgência, como prontos-socorros e unidades de emergência.

“Na prática, os serviços costumam exigir formações presenciais com mais de 200 horas de treinamento, justamente para garantir que o profissional tenha vivenciado simulações, treinamento em equipe e desenvolvimento de habilidades operacionais”, afirma o enfermeiro.

Carlos lembra ainda que acompanhar as atualizações das normativas é parte da formação contínua. “Existe expectativa de atualização de diretrizes do sistema de urgência pelo Ministério da Saúde, incluindo a Portaria nº 2049, que poderá trazer novas regras para o funcionamento do serviço e reforçar ainda mais o papel do enfermeiro nas unidades de Suporte Intermediário de Vida. Essa evolução reforça a necessidade de profissionais com formação prática consistente, experiência em campo e atualização constante”, conclui.

Para saber mais, basta acessar: https://22brasil.net/



Website: https://22brasil.net/

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